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PORTO DAS PIPAS

miguel sousa azevedo - terceira - açores

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miguel sousa azevedo - terceira - açores

Falta a grande homenagem a Luís Louro

27.03.15, MSA

Foto Cronica 45DI MAR15 - Falta a grande homenagem

Em semana de rali, é praticamente impossível fugir ao tema. Não apenas pelo movimento que a proximidade das provas cria, mas também porque - e nisso somos todos tão portugueses e iguais - é altura de recordar velhas histórias, de aferir episódios antigos, de descobrir que afinal este ou aquele facto estava mal contado. Ou exagerado, que no desporto automóvel também há quem acrescente um ponto ao que estava na memória.

Há uns dias, e na constante troca de opiniões que as redes sociais provocam, uma simples frase despoletou uma vontade de vários adeptos do automobilismo, que vem complementar de forma permanente algumas iniciativas anteriores: fazer a homenagem pública que falta a um nome importante da causa local dos desportos motorizados, o de Luís Louro.

Luís Manuel Martins Fernandes Louro é o sócio nº8 do Terceira Automóvel Clube (TAC). Mas não é um sócio qualquer. Praticante da primeira hora dos então ralis "clandestinos", e desde sempre um homem ligado profissionalmente aos automóveis, nunca chegou a fazer um rali federado, mesmo se participou nos saudosos Circuitos do Cabrito, provas inéditas e que à data - meados da década de 70 - muito significaram no arranque para o que viria a ser uma atividade desportiva de grande sucesso entre nós. No seio das "aventuras" que uns tantos candidatos a pilotos levavam a cabo, julgo não haver problema em referir agora que o Luís era um do que faziam o "avião" na Canada Nova. Sem sequer explicar bem o que era, e sem saber se havia muitos mais destemidos a esse ponto. O certo é que foi sempre com essa frontalidade, por vezes incómoda, que o conheci. E foi por conta dela que muitos passos importantes foram dados neste desporto que é de massas, mas que nem todos apreciam ou entendem.

Passado o tempo dos Mini Cooper, e quando os ralis já tinham uma margem de manobra diferente, foi pela mão do Luís que se criaram o Team Edinsula (Toyota) ou a formação da Açorlanda (Renault), com meios nunca vistos entre nós, num caminho que culminou na carreira do mais dotado piloto açoriano de sempre, o seu filho Gustavo. Mas nem iria por esse lado da passagem marcante do Luís Louro pelos ralis para aferir o contributo essencial que prestou. E que acredito ainda gostaria de prestar. E nem é pela profunda amizade e admiração que defendo uma homenagem pública única e sustentada à sua pessoa. É sim pelo mérito do que fez, deixou fazer e apoiou. A personalidade em causa é transversal ao fenómeno do desporto automóvel nos Açores. Implementou carisma à causa, e fez dela um cavalo de batalha sem remissão. Por isso, e por muito mais, acho que ainda está em falta a grande homenagem ao Luís Louro.

40 Falta a grande homenagem a Luis Louro - DI 25MA

 

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