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PORTO DAS PIPAS

miguel sousa azevedo - terceira - açores

PORTO DAS PIPAS

miguel sousa azevedo - terceira - açores

23.Fev.07

O Pós-Entrudo... (crónica)

"Máscaras", mesmo depois do tempo delas...

Passados os sempre acarinhados dias de Carnaval e eis que estamos de regresso à realidade…o que nem sempre quer dizer que as piadas e partidas se divorciaram de vez do nosso dia-a-dia. Ou que os “enredos” e “assuntos” tenham deixado de nos fazer esboçar um atento sorriso. Na senda do Sábado de Carnaval madeirense Alberto João Jardim já teve aceite a sua demissão de Presidente do Governo Regional da Madeira. Numa altura em que vozes se levantam dizendo do seu absoluto descrédito político e da perda de potencial estratégico da sua região, eis que responde o velho “dinossauro” (em tempos de Entrudo a denominação não seria ofensiva…) à altura dos seus melhores dias, paralisando o país para anunciar uma decisão cujo efeito prático passará apenas pelo alongar dos seus mandatos e pela redução de deputados da “sua” Assembleia Regional. Em tempos de “aperto” é no poupar que está o ganho e, mais a mais, as eleições antecipadas são pagas por Lisboa mesmo!...

Mais cá por perto, soube-se da detenção recente do entretanto destituído chefe de gabinete do Representante da República para os Açores. O dito senhor foi já figura grada de outras andanças da Nação e, rezam as más línguas (o que em tempos de Entrudo seria uma delícia de escutar…), ainda antes de aportar a Angra teria feitos das “suas” em termos de manobras financeiras. Deve dar-se a mão à palmatória pela forma afinal eficaz como o actual (e primeiro…) representante da soberania entre nós tratou o caso. Com o alarido estritamente necessário, até porque pouca gente conhece a figura ou a liga directamente ao cargo.

Portas que batem, valores que se acendem. Não é um provérbio mas para lá caminhamos na sua utilização se ao vento nos reportarmos. E se estivermos numa das entradas frontais da nova Aerogare das Lajes, a tal que vai ser a melhor dos Açores, o melhor é pegar logo nas cordas e deixar entrar o sopro forte pelo edifício. Tem sido essa a solução de recurso para um edifício que sofre de vários males e, mau grado não a “utilizarem” rapidamente, ainda outro dia a porta foi mesmo “dentro”. Vá lá que não há assim tantos turistas a chegar…

Ainda, e mesmo, sobre o Entrudo, foi de realçar a atenção dada pela “nossa” RTP às Danças e Bailinhos na Terceira. Se bem que este ano não fui um espectador tão atento desse fenómeno popular que nos orgulha, não pude deixar de reparar no “alinhamento” televisivo feito pelas bandas do Teatro Angrense. Houve critérios na escolha dos “bailhinhos” a transmitir? Ou foi por ordem de chegada, tal qual manda a tradição? Não me parece que tenha sido nem uma coisa nem outra. Mas como não vou entrar na crítica pela crítica, levanto apenas a questão…

E já que se pega em tradição e em televisão, foram bem visíveis as diferenças de tratamento dadas pelo canal regional (que se diz cada vez mais aberto e que até tem agora uma revista onde se dá a conhecer…) às tradições carnavalescas de cada uma das ilhas. Mas pronto, lá me dirão que o tempo de antena dado aos bailinhos é justificação para a Tourada dos Estudantes de Angra ter menos tempo de antena que um desfile de crianças de tenra idade no Faial ou uma festa de Entrudo nas Flores…onde as pessoas até são entrevistadas…as felizardas! E repararam que nem falei na Batalha das Limas?...

E numa altura em que a nossa cidade património prepara mais uma edição do seu Festival de Teatro, eis que volta à boca de cena a questão da auditoria pedida pelo partido da oposição às contas da autarquia. A Câmara acedeu a que a mesma se faça, desde que a força política em questão assuma os custos desse processo. E ainda dizem que os “enredos” e “assuntos” se encerram na Quaresma?...

Ainda sobre os dias de sorrisos é de realçar o “apagão” de Carnaval que se viveu num deles. É bom que se apresse a construção do Parque Eólico da Serra do Cume pois, pelo (lento) andar da carruagem, qualquer dia o Entrudo da Terceira (tal como nos tempos medievais agora estudados…) será passado à luz de velas. O que, numa época que não é romântica, será de todo desagradável. Guardem-se lá os “apagões” para o dia de São Valentim…!

 

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