...a minha Palavra do Ano de 2025 é

Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]












Não tenho grande jeito para contar histórias, apesar de gostar de as escrever. É quase uma necessidade, que nunca explorei muito, mas a verdade é que o passar dos anos nos atribui vontades diferentes, e talvez uma forma mais própria de relatar o tempo. Mesmo se ele é imprevisível.
Ora, face à dificuldade que é prever o futuro, nada mais natural do que virar atenções para o passado. As memórias são sempre mais fiéis do que as antevisões. É uma coisa lógica. Apesar de haver muitas histórias que se alteram, tal seja a intenção do narrador…é que o termo “narrativa” ganhou um fulgor diferente, por via da sua utilização política.
Este não é, assim, um texto de Natal. Mas vai daí, esta até será a época do ano em que as recordações nos atropelam com maior veemência, fruto da festa de família que existe, e até porque a associamos a uma certa mudança, a exercer no ano vindouro. Numa espécie de narrativa de promessa…
Não sei se todos sentirão o mesmo, mas cada vez mais a febre comercial me faz afastar do que será precisamente o Natal, sendo este mais um sinal dos tempos, transversal a todo o calendário, pois agora tudo o que mexa é atividade económica. Já não há eventos sem serem negócios, e isso é um mal/bem para o qual todos contribuímos.
Daí que, nestes dias de confraternização e partilha – que também já não sei se serão bem isso – é natural que a nostalgia tome conta dos momentos. E esse é um aproveitamento geral para lucrar com ela. Veja-se o constante movimento “revival” que invadiu todas as marcas e áreas de venda. Possivelmente porque a perda de originalidade é geral, restando-nos agarrar o que já foi, e atualizá-lo. Nada mais simples.
Ouço, num écran aqui mais atrás, o YouTube passar “Driving Home for Christmas”, de Chris Rea, que nos deixou por estes dias, e reporto-me instantaneamente às viagens e aos regressos, às alegrias e às despedidas. A tudo quanto temos de ir ambientando no coração, até mesmo (n)o espírito de Natal. E concordo que vai demorar um pouco, mas lá chegaremos… Boas Festas, igualmente.


O "Maria de Lourdes" é um barco de madeira, feito à mão pelo nosso bisavô José Emílio, há talvez uns 100 anos, que recebeu esse nome em homenagem a uma filha que morreu. Nos anos 80, o nosso Pai adaptou-lhe motor e servos elétricos, com comando à distância, e passámos várias tardes a vê-lo navegar. Certo dia, no Porto Martins, o "Maria de Lourdes" tombou com o vento e encheu de água. Durante anos esteve varado no sótão lá de casa. Há pouco, o elegante barquito esculpido à navalha - já com nova alma motriz - retornou às suas funções recreativas, no Tanque do Azeite, para uma voltinha de teste. Voltámos também, instantaneamente, a ser crianças, ajudando o autor da reparação nas ações de o lançar ao desafio. O diagnóstico está feito, após um breve passeio. Precisa de "mais leme e de mais palheta nas hélices", que lhe vão facilitar a maneabilidade. O "Maria de Lourdes" vai na sua quarta geração, mas cruzou o calmo reservatório municipal, frente ao Relvão, como se nada fosse...





Hoje perdi um amigo. Como há dias tinha perdido a conta aos milhares de linhas e palavras a divulgar todas as suas iniciativas, durante anos, incessantemente. Porque o Olavo era assim, incessante, sempre a lembrar-se de mais um projeto ou a sonhar mais um evento. Nos últimos tempos não estivemos próximos, mas isso não significa a queda de uma amizade. Isso não acontece assim de sopro. E confesso que da última vez que o avistei, nem lhe consegui dizer nada. O destino parecia traçado e as semanas seguintes confirmaram isso mesmo. O Olavo não era consensual, mas tinha a mais impressionante capacidade de trabalho que já vi. E conseguia antever as coisas quase ao centímetro. A ele muito devem os desportos motorizados, essa é uma certeza. Reergueu-se várias vezes e só a doença o fez abrandar. Todos os que o esqueceram, estão agora a lembrar-se dele e, como tantas vezes acontece quando parte alguém, as mágoas vão desfazer-se no tempo. Um tempo que foi curto demais, também porque o viveu sempre em velocidade elevada, a sua grande paixão. Ficam momentos e angústias para recordar, salpicados por muitos sorrisos e muita satisfação. Que disso não restem dúvidas. Lamento mesmo o sofrimento que o Olavo teve. Descansa em paz, amigo. Havemos de acelerar por aí...



O Ministro da Educação Fernando Alexandre - que eu não conheço de lado nenhum - está a ser crucificado por uma, penso eu, clara descontextualização de afirmações hoje proferidas. Sobre as residências universitárias, o governante defendeu uma maior integração da sua utilização, e disse que as instalações se degradam porque albergam apenas bolseiros, que pagam 92€/mês para lá estar, o que é manifestamente insuficiente para as poder manter. Não foi feliz na forma como se explicou, alguma Comunicação Social, no seu melhor, também não ajudou...

Está confirmado o regresso da Fórmula 1 a Portugal, com o Autódromo Internacional do Algarve a receber corridas em 2027 e 2028. É tempo de afinar gargantas! ![]()