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PORTO DAS PIPAS

miguel sousa azevedo - terceira - açores

PORTO DAS PIPAS

miguel sousa azevedo - terceira - açores

14.Nov.23

Sorrir pela Esquerda...

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Porque as redes sociais e os blogues também devem ser sítio para virmos esboçar um sorriso, lembrei-me há pouco de duas ideias do ex-ministro Pedro Nuno Santos, aquando da sua recente apresentação à liderança do PS. Precisamente quando disse - mais ou menos - que o partido "não ficar agora quatro meses a discutir um processo judicial" e que "a Direita perdeu toda a credibilidade". É que ainda não endireitei os cantos à boca... 😉

14.Nov.23

A queda da civilidade no Dragão

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O que aconteceu ontem, na Assembleia Geral do FC Porto, foi simplesmente vergonhoso. A atual gestão da SAD e do clube levaram um emblema histórico à falência, à perda desportiva e agora à lama da permanência no poder a todo o custo. São urgentes alternativas, como a que já assumiu André Villas-Boas, e acima de tudo o bom senso dos sócios e adeptos. Está visto que, de dentro do clube, a civilidade já eclodiu. Tal pena.

Escrevi-o, ao fim da manhã, nas redes sociais. E logo surgiram as bocas da "concorrência", enfim, coisa até saudável para quem discute a bola e os dias da forma que o faço. Mas alguém se anda a esquecer que teve o presidente do seu clube substituído recentemente porque o senhor que lá estava parece que foi preso, mesmo se não vou por aí e se a minha postura não é de agora querer moralizar o futebol português, e muito menos moralizar Portugal, ou sequer a minha rua. Mas disto nunca tinha havido no meu clube, e agora houve. Outros estarão habituados a grunhos dentro das reuniões magnas dos seus emblemas, a condicionar associados, eu não. Já agora, o tal senhor que lá estava e que parece que foi preso, foi substituído - ou aliás, empurrado borda fora - por um dos seus braços direitos. Sim, que aquilo é gente de braços múltiplos...

Entendam como quiserem o meu desabafo, mas eu sei bem porque o faço. E porque é a primeira vez que, infelizmente, toco numa ferida assim. (A)braços 

11.Nov.23

Rodando a Cultura…

Foto Cronica 179DI NOV23 - Rodando a Cultura....jp

Em cerca de uma semana, fui ao Cinema na Graciosa, ao Teatro na Terceira e fui ouvir Música em São Miguel. Não parece ser nada de especial, mas é sintomático do fulgor cultural que estas nossas ilhas têm, por muito que haja quem ache o contrário. Ou pelo menos adultere essa realidade.

Por razões profissionais, tenho muitas vezes o privilégio de andar pelos Açores, numa ronda quase-contínua, que permite, para lá da felicidade de pisar e fruir cada um destes belos rochedos, ir aferindo o que se passa em cada um deles. E passa-se muito. Mesmo nas ilhas mais pequenas. É preciso é estar bem informado e ter as companhias certas.

Numa terça-feira à noite, estive no Centro Cultural de Santa Cruz da Graciosa – um belo equipamento, projetado pelo Arquiteto Miguel Cunha -, na sessão do meio da 16º Festa do Cinema Italiano, que já passara pela Terceira. Às 17h30, a oferta era “Interdito a Cães e Italianos”, uma animação originalíssima sobre as agruras entre-guerras da família Ughetto, em que as árvores eram feitas de brócolos e as paredes de cartão canelado, num verdadeiro contraste com as super-produções digitais.

Mais um dia, e teria ido ouvir Jazz na sede da Associação de Músicos da Ilha Branca, onde a programação é quase sempre surpresa.

No sábado à frente, na Recreio dos Artistas, foi tempo de assistir à quarta subida ao palco do Hélder Xavier, do Ricardo Ávila e do João Félix - que surpresa boa -, no formato "A Balada de Portuguese Joe", pela Cães do Mar.

Versatilidade pura no velhinho cinema angrense – o primeiro onde entrei, antes do Sismo, ainda o palco era do lado contrário - retratando desventuras da diáspora, com humor e empenho, recorrendo aos trunfos de três artistas locais, que apenas o são pela geografia.

A proximidade permite-nos ver a criação na ótica da amizade e do dia-a-dia. Para mim, isso ainda a valoriza mais. No caso, os atores podem ser colegas de trabalho ou gente com quem bebemos copos e ouvimos música. Também são coisas da insularidade.

Quatro dias passados e estava no acolhedor Auditório do Centro Cívico e Cultural de Santa Clara, em Ponta Delgada, para uma hora e meia de Aníbal Raposo, conhecido cantautor micaelense, bem acompanhado por Paulo Bettencourt (guitarra) e Romeu Presunça (percussão), onde a música recebeu palavras de Natália Correia, Cecília Meireles, Mário de Sá Carneiro e do próprio.

Das três casas, foi aquela em que conhecia menos gente na audiência. O som excelente e a familiaridade imprimida foram a melhor forma de terminar um dia de trabalho, confirmando que sabemos bem mais dos músicos regionais do que pensa a generalidade das pessoas. Recordei que, há muitos e muitos anos, o próprio Aníbal me ofereceu, num concerto na então Calheta de Pêro de Teive, uma folhinha A4 com a letra da sua Cantiga dos Açores, que se encaixa perfeitamente nesta pequena viagem.

Sair de casa para apreciar arte, partilhá-la com os outros e apreciar talentos, é sempre um gosto. Mesmo se há quem nunca o faça. E ainda menos elogie essa movida. São opções, e eu que não sou de erudições nem gosto de coisas aborrecidas, acerto quase sempre no ganho pela novidade…

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10.Nov.23

Graciosa. Cláudio Bettencourt vai de Peugeot 208 Rally4

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Cláudio Bettencourt vai estrear uma nova máquina no 13º Rali Ilha Graciosa. No regresso às duas rodas motrizes, o piloto local tripulará um Peugeot 208 Rally 4 com as cores da Auto Varela, e está confiante para as classificativas que se vão realizar nos próximos dias 17 e 18.

“É uma experiência nova, no regresso à categoria em que me estreei nos ralis, em 2009, mas com uma viatura da última geração, portanto bastante competitiva, que espero seja uma boa aposta, permitindo-nos fazer uma boa prova”, referiu.

A máquina francesa é proveniente da equipa “PT Racing” e Cláudio Bettencourt será acompanhado por um dos mais experientes navegadores portugueses, no caso Carlos Magalhães, ex-campeão nacional, que já correu com muitos dos grandes nomes da modalidade.

Para o piloto que é o único totalista do Rali Ilha Graciosa, prova que já ganhou por seis vezes: “há sempre esta vontade de correr na minha terra, o que já fiz com várias viaturas, infelizmente com azares nas duas últimas participações, mas isso já é passado”, afirma o homem da Auto Varela.

“Estamos confiantes, embora ainda com muita coisa para descobrir no Peugeot 208 Rally 4, e vamos fazer o nosso rali, com os objetivos claros de retomar o ritmo e de melhorar sempre”, garante.

Defensor acérrimo do rali da sua terra, Cláudio Bettencourt acha que “este é um evento que só traz benefícios à Graciosa, e tem de se apostar nele, porque quanto mais elevado for o nível competitivo da prova, mais pessoas vai atrair e melhor será o espetáculo”, adianta.

A prova que fecha o Troféu de Ralis de Asfalto Açores em 2023, é novamente organizada pelo Terceira Automóvel Clube e promovida pela Agraprome, contando com o apoio do Governo dos Açores e da Câmara Municipal de Santa Cruz da Graciosa.

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10.Nov.23

35 anos de Forcadagem Juvenil

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Não sei que percentagem dos meus amigos passou pelo Grupo Juvenil da Tertúlia, nem muitos menos em quantos eventos estive na vida ligados àquele coletivo jovem. Sei que tenho um amargo de boca por nunca ter sido parte ativa do mesmo, mas aí a culpa foi minha, já que durante anos brincar com bezerras foi fruta da casa. Numa saudação especial a todos os responsáveis pelos "Juvenis" da jaqueta da ramagem, que personalizarei no saudoso amigo Toni Ortins, a única parte sem graça de 35 anos passados é estarmos mais velhos. Mas há tantos bem novos que nos mantém os sorrisos e a esperança. Num bom forcado poderá haver um bom homem. Festejemos a data e aguardemos muitos sucessos, num mundo onde os valores ainda contam. Olé!

08.Nov.23

"The Big One" em mais um Roger Albert Clark Rally

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Belíssimo, o cartaz de mais um Roger Albert Clark Rally, a prova que homenageia o malogrado piloto inglês, e que este ano inclui uma classificativa com 39 milhas (62,76 kms), chamada "The Big One", a maior corrida no Reino Unido nos últimos 40 anos. O evento inclui troços na estradas florestais de Inglaterra, Escócia e País de Gales. Falecido em 1998, Roger Clark foi um dos grandes pilotos britânicos, e o rali que o recorda tornou-se uma das mais mediáticas corridas em terras de Sua Majestade.

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08.Nov.23

Três anos...

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Três anos sem a minha companheira de graças e sorrisos. Exercito diariamente as palavras, amparo o carinho e recordo os afagos, deixando-as viçosas para um dia de reencontro. A vida segue, atenuaram-lhe as cores. Beijo, Mãe.