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PORTO DAS PIPAS

miguel sousa azevedo - terceira - açores

PORTO DAS PIPAS

miguel sousa azevedo - terceira - açores

07.Set.23

TRAA 2023 atualizado

calendario TRAA.jpg

Atualização do calendário do TRAA-Troféu de Ralis de Asfalto dos Açores, com a inclusão, a 17 e 18 de novembro, do 13º Rali Ilha Graciosa, onde se vai disputar a TAR-Taça dos Açores de Ralis, uma nova competição FPAK, que assim se realiza pela primeira vez na região.

07.Set.23

Maravilha na Metéora

mouton-audiquattro-acropolisxu.jpg

Quando fortes chuvadas estão a pôr em risco a realização do mítico Rali da Acrópole (Grécia), que teve já o Shakedown cancelado, mantendo-se reservas face à restante prova, aqui fica uma imagem icónica - com os Mosteiros da fabulosa Metéora em fundo -, relativa à vitória de Michèle Mouton e Fabrizia Pons (Audi Quattro) na edição de 1982. No ano em que lutou pelo título até ao final com Walter Röhrl, aquela foi a terceira vitória da francesa no WRC, depois dos triunfos em Sanremo (1981) e Portugal (1982). Maravilha!

05.Set.23

O uso diário dos afetos

Foto Cronica 176DI SET23 - O uso diario dos afetos

Foi numa recente alocução da apresentadora e jornalista Diana Duarte (RTP), curiosamente sobre falar em público, uma atividade que aterrorizava a mediática pivot no início da sua carreira, que me decidi pelo regresso às crónicas, interrompidas desde os tempos já longínquos do São João.

E tudo porque a esbelta comunicadora falou de afetos, e da forma como a partilha dos mesmos na infância cria seres humanos mais preparados e consistentes. De início, fiquei reticente face à teoria, afinal a sociedade atual é cruel, e os mais sensíveis poderão ser cilindrados se agarrados à meiguice do berço.

Mas pensei melhor e, de facto, o fortalecimento da personalidade pode ser feito pela via dos afetos, especialmente se eles surgiram naturalmente nos nossos primeiros anos de vida, se foram sinceros, se nos tocaram o suficiente para ficar…

Num mundo em que se exteriorizam emoções por via eletrónica, em que congratulamos e lamentamos situações em pequenas mensagens, sem ver as pessoas e às vezes sem sequer as conhecer, falar de afetos pode ser complicado.

De facto, o próprio significado da palavra – afeto, que também pode ser afecto, ao que consultei, e que só complica… - deixa-nos a pensar no que será mesmo essa troca emocional, assente no toque, no amparo, no abraço ou no beijo.

E aqui estarão a pensar que escrevi sobre o beijo que o presidente da Federação Espanhola de Futebol deu numa das jogadoras campeãs do mundo, que também pode ser considerado – entre vários outros significados e juízos de valor – uma manifestação de afeto, mas não.

Esse é precisamente daqueles casos sobre os quais prefiro nem falar. Porque, independentemente de todo o contexto em que aconteceu, há visões pré-formatadas sobre estas questões. E acredito que muitas dessas visões terão a ver com a partilha dos afetos vigente em cada uma das pessoas que sobre elas opinam.

Nem todos recebemos todo o mimo do mundo, nem todos tivemos acesso a histórias contadas à lareira, a um afago ao chegar a casa, a um sorriso na receção diária, a música envolvendo a espuma dos dias, acesso à arte, às cores, às segundas opiniões ou ao contraditório. E isso faz-nos diferentes. Melhores ou piores, que cada um fale por si.

Mas a verdade é que, também por toda essa distinção nos afetos, as reações ao seu uso diário se mostram quase antagónicas. Uns não consideram afetuosa esta ou aquela ação, outros nem conseguem identificar o que transmita sentimentos. Outros ainda, optam habilmente por esconder o jogo. E ninguém está errado. No meu modesto ponto de vista.

Vai daí que nada como apostar na prevenção. Os afetos estão na boca e coração de cada um, por palavras e ações, por aquela que queremos seja a nossa marca entre os mais próximos. Não se trata de um apelo, mas sim de uma opinião sustentada em recordações que amenizam a alma e em certezas adocicadas no fruir da vida.

Mas porque defendo que estar do lado dos afetos compensa sempre, acresce dizer que a Diana (Duarte) firmou e alimenta uma carreira de sucesso, vencidos que foram os medos iniciais. Acredito, pois, que o que sentimos deve sempre orientar a magia e a partilha da expressão. A bem de todos.

165 O uso diário dos afetos - DI 5SET23.jpg

04.Set.23

Hermanias

Herman Jose.jpg

Sou fã de Herman José. Sempre fui, e continuei a ser depois do espetáculo deste domingo no CCCAH. Mas penso não estar sozinho ao achar que o artista se "esticou" em três ou quatro momentos da sua atuação, baixando em demasia o nível, no que era - e recorde-se - um evento do Festival Internacional dos Açores. Nada ganhou com ser reles, até porque esteve maioritariamente brilhante, enchendo notavelmente o palco, na companhia de um excelente pianista, o seu fiel Pedro Duarte. Mas também é verdade que a organização do certame já devia conhecer a veia do homem... 😉

PS - Se o mote era a música, faltou o Serafim Saudade.

PS2 - Não se admite o calor que estava numa suposta boa sala de espetáculos...

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