Perfume

...e quando a pessoa descobre que não põe perfume desde quinta feira? Da semana passada 😶
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...e quando a pessoa descobre que não põe perfume desde quinta feira? Da semana passada 😶

Mesmo quando o dia amanhece bonito, as notícias mundiais são avassaladoras. As grandes economias perdem o controlo e assumem a sua própria ineficácia. Está visto que o planeta vivia de uma forma subvertida. Nos valores, nos pretextos, nas prioridades. Que, ao menos, tudo isto nos faça pensar. Cuidem-se.

Ao início da tarde estive a ver e a ouvir o meu amigo Alexandre Gaudêncio, durante uma hora, a responder online a dúvidas sobre as medidas implementadas pela Câmara Municipal da Ribeira Grande - e não só - no âmbito do surto do Covid-19. Sozinho, sem filtros e tratando todos por igual. Há autarcas que fazem mesmo (a) diferença.

Há coisas que se entendem, e que advém da novidade que é tudo isto do Covid-19. Uma novidade má. A pior novidade até hoje. Mas depois atalha-se a razoabilidade, e muitos vão direitos ao egoísmo, não admitindo grandes mossas nas suas rotinas e vícios. Parece quase mentira que, nos dias que correm, haja quem sacrifique a saúde pública por capricho ou falta de vontade social. Penso que cada vez serão menos, mas o certo é que cada vez morre mais gente. Não esperem mais. Tenham juízo. Já. Hoje!

Hoje o Rádio Clube de Angra completa 73 anos. Não há festa, apesar do feito de atravessarmos juntos todas estas décadas, sendo que em todas elas "A Voz da Terceira" foi uma companhia fiel. Mas contando sempre com os seus ouvintes, sócios, clientes e amigos. Afinal, o Rádio Clube de Angra somos todos nós.
Quando o mundo atravessa um dos seus maiores desafios, cabe-nos o papel de informar pelo rigor e de alertar pelo bem da população. Em terríveis tempos de pandemia, o pedido é simples e refere-se ao cumprimento integral das medidas de segurança e de todas as orientações oficiais. Fiquem em casa, e fiquem sempre connosco.
Mesmo sem festa, parabéns a todos nós!

No final de 1980, do alto dos meus precoces 5 anos, escrevi uma pequena carta ao reeleito presidente Ramalho Eanes. Foi endereçada ao Palácio de São Bento e tinha uma bandeira portuguesa desenhada a cores no envelope. Nunca tive resposta. Mas cresci na admiração ao herói de Abril. "Um tipo corajoso, o Eanes", dizia o meu avô Fernando, socialista fundador, mas que não votou no "Soares é fixe". Mau grado o escorregão do PRD, Ramalho Eanes foi amplamente criticado, mas nunca perdeu a compostura. Muitos dos que mais porrada lhe deram, enquanto político no ativo, são os mesmos que agora aplaudem o General. Apenas revelam ter finalmente entendido - mais do que a sua postura honesta e sincera - que aquele foi o nosso único Presidente sem duplos sentidos...


O tempo chuvoso recorda-nos a pequenez oceânica, a mesma que também nos pode proteger de uma ofensiva surda, e que hoje atingiu um milhão de pessoas pelo mundo. As gentes passaram a números e as perdas humanas a dados em análise.
Façamos a nossa parte, também pelos outros.

Hoje nem houve a preocupação de ir procurar as habituais mentiras nos jornais. O que se está a passar no mundo já nos deixa por demais incrédulos. Resta saber se haverá tempo para brincadeiras...e quanto mais elas vão demorar a chegar.