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PORTO DAS PIPAS

miguel sousa azevedo - terceira - açores

PORTO DAS PIPAS

miguel sousa azevedo - terceira - açores

06.Mar.17

O Pelourinho.

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O Pelourinho da Sé, reedificado em 1945, sob orientação do meu avô-arquitecto Fernando Augusto de Sousa, então ao serviço da Câmara Municipal do Porto, e segundo gravura do original do século XVI.

 

05.Mar.17

Verde-e-branco.

Será que ser do Lusitânia me iliba dos desejos javardos do reeleito presidente do Sporting Clube de Portugal?

É que ando aflito com isso desde manhã cedo...

 

04.Mar.17

Até sempre, Campeão.

Imagem Texto Horácio Franco DI-Desporto MPereira.

Horácio Franco morreu esta quarta-feira, em Ponta Delgada, a sua cidade natal. Tinha 62 anos e sofria de doença prolongada, um cancro que novamente o atacara, condicionando a sua intensa atividade profissional. Para lá dos oito ceptros de campeão açoriano de ralis – recorde que Ricardo Moura bateu em 2016 -, do seu extenso currículo constavam inúmeras vitórias nas várias ilhas, um título de campeão nacional de Produção, três presenças em provas do Mundial daquela categoria e até um pódio nacional no Rali de Portugal, integrando a equipa oficial da Skoda. Venceu igualmente, como navegador de “Larama”, o Rali de São Miguel por duas vezes, na década de 70. Mas nunca logrando o triunfo à geral, como piloto, na “sua” Volta à Ilha, depois Rali Açores e SATA Rali Açores, ambição assumida que motivou sempre uma carreira com cerca de 40 anos e enorme entrega. Correu a prova rainha dos ralis regionais, pela última vez, em 2008. Despedindo-se como o melhor piloto açoriano dessa edição, e acompanhado pelo jovem Diogo Lima, filho de um seu antigo navegador, o José Lima. Aliás, foram várias as gerações de amantes dos ralis que viram a sua paixão (re)unida por via da condução e da longevidade de Horácio Franco como piloto. Além de um grande campeão ele foi um motivador. Crítico quando tinha de o ser, mas realista face a um desporto onde nem sempre vingam os melhores valores. A par de tudo isso, era um empresário de sucesso, ligado essencialmente ao turismo, ocupação que o levou recentemente à vice-presidência da Câmara do Comércio de Ponta Delgada e a um lugar de destaque num organismo público que gere a promoção do destino Açores. Tinha duas filhas e dois netos.

Escrever sobre o Horácio Franco foi sempre um prazer. Exceção feita a estas linhas de despedida. E entrevistá-lo, coisa que aconteceu várias vezes, era sempre um desafio. Afinal estava perante um dos mais experientes pilotos nacionais, respeitado por todos os seus adversários, e um profundo conhecedor do fenómeno dos ralis, sem dúvida o enorme mote da sua vida. Em 2008, passadas umas semanas sobre a sua decisão de parar de correr e aproveitando uma deslocação de trabalho a São Miguel, fui ter com o Horácio ao seu escritório da Rua dos Manaias. A conversa durou umas duas horas, a entrevista uns 30 a 40 minutos. Nem tudo ficou gravado ou foi transcrito, mas foi visível a forte nostalgia – característica comum a ambos os interlocutores, os dois apaixonados pelos ralis -, e lembro-me de resumir “uma troca de recordações que, acredite-se ou não, acabou com os olhos a brilhar”… Passamos em revista a longa carreira, falamos sobre o panorama dos ralis à altura e perspetivou-se um futuro próximo para alguns dos nomes grandes. No ar ficou o desejo de um regresso pontual, acompanhando por Fernando Prata, e se possível no Rali da Grécia. No fundo, eram ainda sonhos, mantidos por um piloto de estímulos e muita vontade. Um piloto com tanto “veneno” – na melhor aceção da palavra -, “que nem às cartas sabia perder”, como dizia o Hermano Couto, recordando serões de ralis por essas ilhas abaixo. Em histórias de que fará sempre parte o nome do Horácio Franco, tão marcante e vitoriosa foi a sua carreira. Conhecia o Horácio Franco desde que me lembro de ser gente. Sempre o tratei por tu, por via da amizade com o meu pai e com o restante pessoal da génese do TAC. Acompanhei de perto as suas presenças a tempo inteiro no Nacional de Ralis, onde se cimentou uma amizade com o pressuposto partilhado dos ralis nos encherem a alma. Foi o piloto mais competitivo com que convivi e tenho pena de nunca ter andado ao lado dele, num carro de competição. Perdemos uma referência e um amigo, sabendo-se que as provas já não eram as mesmas sem ele. Até sempre, campeão.

Peça DI Horácio Franco 4mar17.jpg

 

01.Mar.17

Horácio Franco (1954-2017)

Foto rosto 01.JPG

Tirei esta fotografia ao Horácio Franco na última entrevista que lhe fiz. Uma conversa longa, que terminou de olhos molhados, por uma nostalgia comum, no ano em que decidiu parar de correr. O campeão morreu hoje, depois de não conseguir vencer a segunda etapa da prova mais difícil que teve. Perdi um amigo e uma referência. Um abraço ao grande piloto. O mais competitivo que conheci...

 

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