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PORTO DAS PIPAS

miguel sousa azevedo - terceira - açores

PORTO DAS PIPAS

miguel sousa azevedo - terceira - açores

05.Jan.17

Bem hajas, Paulinho

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Esta semana morreu um dos grandes. Tinha 55 anos, o Paulinho Magalhães. Forcado valente como poucos, homem de crenças e amigo do seu amigo. Começou a pegar em 1979, nos tempos da Tourada dos Estudantes, o mesmo ano em que passou ao grupo sénior da Tertúlia Tauromáquica Terceirense, pegando o seu primeiro toiro. O primeiro de tantos, que até 1991 enfrentou com a jaqueta da ramagem. Com o seu grupo de vida. E pegando mais toiros corridos do que puros. Sempre destemido. Sempre solidário. Sempre com uma entrega que ninguém esquece.

Numa das suas últimas entrevistas, o Paulinho resumiu, com a simplicidade que o caracterizava, o que era ser Forcado: “Gostar. Gostar daquilo que se faz. Os forcados não recebem nada, e estão ali porque querem. Não esperam nada em troca, a não ser quando pegam um toiro e as pessoas os acarinham e aplaudem na arena”. Palavras sábias e sentidas, de um homem de toiros que acompanhou sempre de perto a evolução da arte da pega, e que não deixava de dizer como estão melhor preparados e mais aptos os forcados de agora. Mesmo se as condições eram outras, no seu tempo. Num tempo de intensa coragem.

Nas memórias daquele que foi um dos nossos maiores homens da cara, também se lembra uma grande pega. A sua maior, dobrando um colega, o Francisco Pamplona, na praça desmontável da Grota dos Calrrinhos. Foi sempre o próprio quem o referiu, mesmo se a modéstia o impedia de aceitar melhor os elogios.

De olhar triste e forma de ser pausada e atenta, foi sempre cordato. Foi sempre forcado. Foi inteiramente da nossa terra.

Paulo Magalhães foi a sepultar na tarde de uma quarta feira agreste em Angra do Heroísmo. Para a história escreve-se mais um nome grande da Tauromaquia terceirense. A Festa Brava ficou mais pobre. Bem hajas, Paulinho.

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04.Jan.17

Casa.

Hoje a casa ficou vazia. Sem olhar brilhante e gargalhadas fortes. Não houve jantar a dois nem um beijo de boa noite. Estranhamente, a casa ainda está feliz...

 

04.Jan.17

Diogo Aguiar cresce nas Perícias do Passado.

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Fotos: António Bettencourt

 

Chama-se Diogo Aguiar e fez 9 anos em agosto passado. Frequenta o 4º ano de escolaridade e quer ser piloto de ralis. A temporada de 2016 foi a da sua estreia em competição, em que venceu o Troféu Junior OEC de Perícias, fruto da sua regularidade e de ter participado em todas as provas pontuáveis. É igualmente praticante de Futebol – modalidade em que torce pelo Benfica -, mas vai sendo nas pistas do Centro de Desportos Motorizados da Praia da Vitória (CDM-PV) que persegue o seu sonho. Filho do também piloto Sérgio Aguiar, que tem estado algo afastado das estradas, mas mantém ação visível na equipa organizadora do OEC Motor Clube, o pequeno Diogo aprendeu a conduzir “há pouco mais de um ano, e tem sido graças à existência do CDM-PV que vai podendo evoluir as suas noções de condução, em segurança e num recinto apropriado. É visível a forma como já faz trajetórias e percebe o carro”, explica o orgulhoso progenitor, acrescentando que “tudo começou com uma voltinha de karting, no Praia da Vitória Motorshow de 2015, sendo que depois o Victor Brazil o convidou para guiar o seu automóvel na pista. Daí à participação nas Perícias foi um instante”, refere.

A paixão pelos automóveis vem “desde muito novinho”, mesmo antes do pai começar a correr. Ainda este ano teve a oportunidade de seguir de perto “o Azores Airlines Rali e o Rali Vinho Madeira, de onde regressou ainda mais entusiasmado”, confessa o seu pai, que Diogo acompanha em todas as provas. Aliás, durante os ralis, é habitual ouvir o pequeno terceirense “desfiar resultados e palmarés dos pilotos de que gosta, pois segue a par e passo tudo que está ligado à modalidade, nomeadamente pela Internet. Gosta até muito dos antigos Grupo B – década de 80 -, e sabe bastante sobre aquela época”, adianta o nosso interlocutor.

Diogo Aguiar é fã confesso de Dani Sordo (WRC) e de Ricardo Moura, e quer um dia guiar um Citroën DS3. Para já, vai sendo o Renault Clio “da família”, a máquina utilizada, mas há planos “para preparar um carro de raiz, com roll-bar, e avançar para o Autocross. Mas isso apenas será possível se o CDM-PV mantiver a sua atividade, já que é o único local onde ele, e outros miúdos da sua idade, podem guiar com todas as condições. Aliás, o Olavo Esteves – presidente do emblema que gere aquela estrutura, e que parece estar de saída do clube – também tem apoiado muito este início de carreira, que esperemos vá até à estreia nos ralis, daqui a 9 anos”, diz Sérgio Aguiar.

O pai do jovem piloto, que o “navega” nas provas de Perícia, elogia ainda as oportunidades que a estrutura praiense “já criou para vários terceirenses, como o Marcelo Ávila, o Tiago Sousa, o Rodrigo Vieira ou o Miguel Brasil, que são hoje pilotos muito completos, pelo que todos esperamos que a sua manutenção seja efetiva. Em relação ao Diogo há também a ideia de que possa fazer provas de Karting no Continente, mesmo se os ralis são a grande paixão dele. Vamos ver o que os apoios forem ditando, mas é certo que ele vai correr sempre que nos for possível”, sublinha, não esquecendo que “além de mim, que lhe preparo o carro para as provas, também a mãe o apoia bastante”, conclui Sérgio Aguiar.

Foto Diogo Aguiar 3.jpg

Peça DI 4jan17.jpg

 

03.Jan.17

Bem hajas, Paulinho.

Paulinho Magalhães.jpg

Hoje morreu um dos grandes. O Paulinho Magalhães. Forcado valente como poucos, homem de crenças e amigo do seu amigo. Sempre foi melhor para os outros que para si, e pensei sempre nele como um predestinado a quem a vida nem sempre ajudou.

À família, por quem tenho enorme estima e respeito, e à Tauromaquia, que perdeu um nome incontornável, fica um aceno da trincheira. Numa vénia pegada ao primeiro intento. Bem hajas, Paulinho.

 

01.Jan.17

Ano Novo.

Serra Sta Barbara 1jan17.JPG

Hoje foi dia de ano novo, com sol novo e mostrando a ilha de um modo novo.

Apenas os sorrisos e as carícias vieram do ano passado...

 

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