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Discutir sobre futebol é uma das mais corriqueiras atividades nacionais. Daí que até estranhe o facto dos articulistas locais poucas vezes abordarem o desporto-rei nos seus escritos. Saliento até que, nos tempos que correm, nem deveria escrever sobre o tema, tais são as amarguras vividas ao tom do "meu" FC Porto, tanto na era Lopetegui, como agora com o aficionado Peseiro. Mas, efetivamente, todos - ou quase todos... - os portugueses se consolam a debater as andanças da bola. Aliás, para ser mais rigoroso, a bola, e o que com ela fazem os jogadores, passa muitas vezes para plano secundário. Ao que não será alheia a autêntica poluição informativa que, dia após dia, nos entra casa dentro pela comunicação social especializada e, pior ainda, pela generalista.
O facto é que discutir futebol, e confesso que também gosto de o fazer, nos engrandece a uma escala global. Num repente, tratamos por tu cada galáctico do Real Madrid, o selecionador nacional ou o roupeiro do Sporting. Fazemos parte da festa, mesmo (muito) longe dela. E, naturalmente, tornamo-nos facciosos e enervados...ou enervantes. Falamos do futebol planetário sem limitações. Da mesma forma com que nos indignamos com a perigosa campanha de Donald Trump ou os milhões angolanos de Isabel dos Santos. O futebol torna-nos, de facto, cidadãos do mundo.
Entre 2014 e 2015, mantive a participação num blogue a três sobre futebol - chamava-se "Tricolor" e até teve direito a reportagem na televisão regional... -, sendo que naturalmente cada articulista defendia um dos "grandes" da Liga nacional. Percebi bem a dificuldade de, mesmo sob o pendor da escrita, manter uma certa sanidade, que até dignificasse o espaço, por via das movimentações diárias que tal tema nos oferece...
Na passada semana, dois nigerianos, a viver na Índia, celebravam o 34.º aniversário de um deles. Uma discussão em torno das estrelas Cristiano Ronaldo (Real Madrid) e Lionel Messi (Barcelona) levou-os a uma altercação física.
Obina Durumchukwu, o aniversariante, acabou assassinado. Ele defendia o possante jogador português como o melhor futebolista do mundo e, na discussão, atirou um vaso de vidro a Michael Chukwuma, de 21, para quem o habilidoso argentino é a estrela maior. Esse pegou num dos cacos do vaso arremessado, e matou o amigo, degolando-o.
Ora, este é um extremo, mas que exemplifica bem como há quem não seja incólume às alterações de humor, por conta de um emblema, de um ídolo ou de uma jogada duvidosa.
O facto de discutirmos o futebol mundial no café, faz-nos esquecer as nossas debilidades. Faz-nos deixar de lado a pequenez do nosso país e das nossas questões. Cristiano Ronaldo ultrapassou há muito a dimensão de Vasco da Gama - para tantos, apenas o nome de um centro comercial... -. E, se já tivemos um Cabrillo, é certo que, hoje, a novela de Carrillo - que ainda esta semana recorreu a um psícólogo... - vende muito mais.
Ari Vatanen/David Richards (Ford Escort RS), a caminho da vitória no Rali da Acrópole de 1980. Numa das mais bonitas imagens de sempre dos ralis mundiais...
Foto: Pedro Alves/DI
Sábado passado, no 6º Almoço Verde (Sport Club Lusitânia), em modo apresentador...
2016 tem sido madrasto no desaparecimento de pessoas quase consensuais. Hoje morreu Nicolau Breyner, o Senhor Contente da mais famosa parelha do humor português, a mesma (em) que lançou Herman José.
Ator de múltiplos recursos. passou por todos os lugares da produção de ficção, da realização à representação, num setor onde foi transversal a sua obra, do riso ao drama. Cruzei-me uma vez com Nicolau Breyner, num aeroporto, onde caminhamos alguns metros lado a lado, depois de um breve cumprimento simpático. Parecia estranho que aquele homem, de baixa estatura, fosse o enorme artista que o país perdeu esta segunda feira, aos 75 anos de idade.
Um dia em que ficamos todos mais tristes. Mesmo recordando a sua forma peculiar de fazer rir...
Foto: Lígia Aguiar
Ontem foi dia de apresentar mais uma edição - a sexta - do "Almoço Verde". Novamente presentes estiveram algumas centenas de sócios, adeptos, simpatizantes e atletas do Sport Club Luistânia, num evento onde as homenagens tiveram como mote a formação desportiva levada a cabo pelo emblema angrense, no Futebol e no Basquetebol.
Sendo um muito pequeno contributo, dado pela quarta vez ao certame, é sempre um prazer fazer parte de horas importantes para o mais carismático clube dos Açores. Na minha terra, sou sempre Lusitânia!