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PORTO DAS PIPAS

miguel sousa azevedo - terceira - açores

PORTO DAS PIPAS

miguel sousa azevedo - terceira - açores

12.Fev.16

Arrojada.

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Em jogo jogado, os do sul são superiores, ninguém duvida. Mas faltou-lhes a frieza, a mesma frieza que abundou num Casillas dos do norte, com estes a saberem marcar o ritmo da partida. Venceu a equipa mais arrojada, que se viu crescida à força.

Somos Porto!

12.Fev.16

E descansam os salões...

Foto Cronica 56DI FEV16 - E descansam os salões.j

Foto: Ricardo Laureano

 

E descansam os salões na Terceira. Depois de cinco dias de animação sem horas, depois de sorrisos novos, depois de mais um Entrudo, que aqui no meio do mar se vive de forma única.

O Carnaval da nossa ilha é uma mistura de sensações e vivências. Milhares de pessoas formam plateias cheias de vontade de devorar enredos e canções. Nas festas, as fantasias revelam imaginação, e a música toca até de madrugada sem ninguém arredar pé. Nas sociedades, que recebem as danças e bailinhos, os bares não têm mãos a medir, e a nossa gastronomia desfila deliciosa para retemperar os estômagos do público fiel. Ano após ano, tudo isto se repete, mas com novas cores e novas roupagens. Com acordes e rimas que alegram a assistência. Com reencontros e saudades. Com a pureza que se quer das tradições, e o aproveitamento saudável que delas podemos fazer. No Carnaval, diz-se que ninguém leva a mal. E é nesse mesmo (nosso) Carnaval, que vemos muitos darem o seu melhor, superando dificuldades e dando forma a obras de arte que o tempo não apaga.

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Vivo habitualmente o Carnaval de uma forma dividida. Pois se gosto de me fantasiar e de dançar ao som dos temas mais alegres, também me delicio nos ditos salões, a apreciar uma manifestação cultural que sempre julguei não ter fronteiras nem limitações. Este ano, com mais atenção, senti que a barreira regional esteve novamente presente, e que a crítica social mordaz e eloquente teima em não poisar nestes Açores onde, parece, reina uma felicidade eterna. Uma felicidade que não consigo confirmar, de todo. Pode ter-me falhado alguma tendência isolada que contrarie o que aqui escrevo, mas às tantas até me parecia que António Costa, Passos Coelho, Paulo Portas, Marisa Matias, Jerónimo de Sousa e demais figuras da cena política "lá de fora" é que viviam "ali à esquina". Porque para dentro de casa parece que já não se critica. Porque não se pode, ou porque não se quer. Ou então porque não convém.

Passada a folia, descansam os salões. Espero que assim o possam fazer as consciências. Tranquilas, depois do reboliço. É que o nosso Carnaval não deve ser coisa de se calar...

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