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9 milhões e 700 mil eleitores escolhem hoje o novo Presidente da República. Ou seja, só haverá 300 mil portugueses menores de 18 anos.
Nos Açores, e na Terceira, há quase mais eleitores que habitantes. É a hipocrisia nacional no seu melhor...
Que tudo se conjugue para uma viagem inesquecível dos meus três amigos. E que a pequenina Camila cresça num sorriso, com este exemplo de liberdade e aventura. Divirtam-se. E aprendam muito.
(Para seguir, duas vezes por semana, os textos da Becas no site da SÁBADO)
A lista B, que eu integrei, ganhou as eleições para os órgãos sociais do Rádio Club de Angra por um voto. Agradeço pessoalmente aos 59 sócios que marcaram presença, escrevendo uma nova página na história de uma instituição que muito prezamos. Não é tempo de festejos, mas de trabalho. Há que honrar quem nos antecedeu. Obrigado.
Em setembro de 2012, uma ação de campanha eleitoral em São Jorge devia ter originado uma deslocação de menos de 24 horas. Uma ventania repentina, levou a que ficássemos três dias na terra das fajãs, com Marcelo Rebelo de Sousa como companheiro de viagem. Ele que era a estrela convidada para as várias visitas e para um comício na Calheta. O convívio direto com Marcelo resume-se de uma forma intensa. O homem vive o dia a uma velocidade estonteante, trata todos pelo nome certo após uma breve apresentação, e desperta uma atroz curiosidade.
O ponto alto da estadia, deu-se no porto da Calheta, onde jazia uma gare de passageiros nova em folha, onde nunca embarcara ninguém – aliás, nessa altura nem ligações marítimas de passageiros havia para aquele concelho jorgense -, e já depois do Professor se ter abastecido de peças de roupa em falta para a inesperada demora. Após a ida a um café, Marcelo mirou as águas brilhantes junto ao cais, e foi “à surfista” que rapidamente se equipou para um refrescante mergulho. Ali mesmo, atrás do carro e para surpresa de todos. Interagiu com os poucos banhistas de ocasião, e nadou, causando-nos uma inveja de roer.
O dito mergulho, muito menos reportado que o dado nas poluídas águas do Tejo (1989), quando era candidato à Câmara de Lisboa, ou até que um outro, em águas terceirenses, durante a campanha eleitoral açoriana de 1996, era então Marcelo o líder nacional do PSD, disse-me tão pouco, mas quase tudo, sobre aquela personalidade que admiro.
Marcelo Rebelo de Sousa é uma figura mediática, talvez a mais mediática, das que não jogam à bola nem estão envolvidas em escândalos cor de rosa, de Portugal. A sua rapidez de raciocínio e a forma compartimentada como expressa cada pensamento, ou como emite cada opinião, não deixam ninguém indiferente. É impossível que não marque as pessoas. Porque, no fundo, a personagem que criou para alicerçar todo o seu manancial de informações e posturas é delas mesmo. Marcelo Rebelo de Sousa é das pessoas.
A campanha eleitoral para a escolha de domingo tem encerrado tudo que a atividade política nos pode dar...de bom e, principalmente, de mau. Da falta de ideias aos debates amorfos, tudo se tornou num tiro ao alvo, em que o centro é exatamente Marcelo. Ele é imbatível na análise e na contra análise. Feroz na suavidade do comentário, mas mordaz na mesma frase. E até o acusam de já ter dito uma coisa e o seu contrário. Ou seja Marcelo é um retrato fiel de Portugal, e o único que acompanhou de forma sistemática todos os recortes da nossa História recente.
Por ser (de longe) o melhor – o que nem é difícil, refira-se… – dos dez candidatos para suceder a Cavaco Silva em Belém, espero sinceramente que o Professor seja eleito já este domingo. E isso até será pouco…
Pedro Ferreira, jornalista, 32 anos, candidata-se à presidência do Rádio Club de Angra (RCA), nas eleições que tem lugar esta noite, pelas 18h30, em Assembleia Geral, na sede da coletividade.
Colaborador da estação desde os 17 anos e membro da direção cessante, Pedro Ferreira entende que “é hora de dar um novo rumo a uma instituição com história, e que necessita de novas caras e de um novo alento para recuperar o papel que já teve na sociedade terceirense e açoriana”.
Reconhecendo “todo o meritório trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos pelas direções do RCA, nomeadamente ao nível da recuperação financeira da instituição e da sua renovação técnica e tecnológica”, Pedro Ferreira entende, no entanto, que “o RCA deve voltar a abrir-se à sociedade, deve cativar novos colaboradores e tem de criar uma grelha de programas mais atrativa e abrangente”.
O candidato faz assim um apelo “a todos os sócios do Rádio Club de Angra para que compareçam ao ato eleitoral de hoje, no sentido de serem esclarecidos sobre os propósitos da candidatura podendo assim exercer o seu direito de voto e ajudar a confirmar um novo projeto. Queremos um RCA novo, mas com todo o valor da sua história”.
Na lista encabeçada por Pedro Ferreira estão também os nomes de Miguel Sousa Azevedo (jornalista), Francisco Câmara (Engenheiro electrotécnico), Maria Luísa Figueiredo (Psicóloga) e Pilar Belerique (educadora de Infância). À presidência da Assembleia Geral candidata-se o jurista Arnaldo Ourique e à presidência do Conselho Fiscal o economista Nuno Melo Alves.
Lista Candidata:
Assembleia Geral
Presidente: Arnaldo Ourique
Vice-presidente: Alberto Soares
Secretário: Manuel Conde Bettencourt
Direção
Presidente: Pedro Ferreira
Francisco Câmara
Miguel Sousa Azevedo
Maria Luísa Figueiredo
Pilar Belerique
Suplente: Lídia Góis
Conselho Fiscal
Presidente: Nuno Melo Alves
Vice-presidente: Eduarda Borba
Vogal: Mário Aguiar Rodrigues
(WRC/Rali de Monte Carlo/Shakedown: A primeira tabela de tempos do ano)
Manuel Serrão é tudo menos consensual. Mesmo entre os portistas. Este texto é inteligente, e muito pouco desbocado. Duas coisas que, tantas vezes, duvido que Serrão consiga ser em simultâneo...