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Foto: António Bettencourt
Com a recente vitória no Rali de Santa Maria/Além Mar, Ricardo Moura conquistou o seu oitavo título de campeão açoriano de ralis, igualando o histórico Horácio Franco no número de títulos absolutos, mas com a particularidade os ter conseguido de forma consecutiva, de 2008 até agora. Nunca o campeonato açoriano tivera um tão fulgurante dominador, mesmo se as circunstâncias atuais estão longe de outros tempos, em que Franco se sagrou campeão de forma alternada entre 1982 e 2001, Gustavo Louro alcançou o ceptro por seis vezes em oito anos (de 1996 a 2004), Luís Pimentel foi o melhor por quatro ocasiões (1993 a 95 e 1998) e Fernando Peres foi tricampeão de 2005 a 2007, em cinco épocas a tempo inteiro na Região. Restam assim o bicampeonato de João Tavares (1980 e 81), o título inaugural de Mário Riley (1979) e os triunfos solitários de Luís Franco (1984), Rui Ferreira (1987), do primeiro terceirense, Joaquim do Carmo (1991), e dos malogrados Carlos Reis (1985) e Milton Carreiro (1988), este último com a curiosidade de ter sido um verdadeiro campeão da regularidade, pois não ganhou nenhum rali...ou sequer algum troço.
A extensa introdução dá corpo a um sentimento comum: a competitividade para a vitória desapareceu do "regional" açoriano, mas disso não tem culpa o titular da comenda, afinal Moura tem batido sucessivamente todos os seus tempos e, na presente temporada, "rasgou" a folha trazendo um competitivo Ford Fiesta R5 para correr nas ilhas de bruma. Aliás, uma análise cuidada das várias provas, mostra bem a evolução que vários dos seus (quase) contendores mais próximos foram tendo, com destaque para o ainda jovem Luís Miguel Rego, cada vez mais rápido em todos os terrenos percorridos. Enaltecer os feitos de Moura é assim uma obrigação jornalística mas, mais do que isso, o reconhecimento de que nunca um açoriano fora tão longe numa modalidade exigente - e cara - como são os ralis.
Já tive, por duas vezes, a felicidade de "navegar" o Ricardo em troços fechados, cumprindo funções de carro-zero, e logo em classificativas de terra, no Pico e no Faial. Nesses momentos, que apreciei com a atenção possível de quem, sendo amante da velocidade, admirei sobremaneira a arte de dominar uma máquina com talento, a entrega plena com que o piloto micaelense arranca para cada "especial". Não interessa a finalidade da ação, mas sim mais uma oportunidade para avaliar reações e condições, numa busca enorme pela perfeição. No intervalo que decorreu entre essas duas ocasiões (2008 e 2013), mudaram várias coisas na carreira do agora octacampeão. Alcançou os seus primeiros títulos regionais absolutos, a que foi juntando o tal sucesso ímpar fora dos Açores, e granjeou adeptos entre os espetadores dos ralis de todo o país. A sua página no Facebook - com mais de 27 mil seguidores - é bem prova dessa consensualidade. Mais ainda, aproximou como nunca um açoriano o fizera o profissionalismo ao volante, tornando-se um verdadeiro atleta de alta competição, com os ganhos físicos e mentais que o treino e a dedicação permitiram. O jovem condutor do Toyota Starlet e do Peugeot 205 Rallye, que depois foi brilhando em outras máquinas, atingiu um estágio de pilotagem que nos faz questionar a própria motivação com que ainda o faz. É certo que tem na FTE um aliado indispensável, que disputar o "Nacional" com uma máquina da última geração é um desafio dos grandes, e que para fazê-lo tem de se sagrar campeão no arquipélago, mesmo se o atual apoio concedido pela Região já não se coaduna com as necessidades de correr ao mais alto nível. Depois de épocas fantásticas com os Mitsubishi Lancer EVO9 que o fizeram guindar-se ao estrelato, a mudança para a categoria S2000 (Skoda Fabia) resultou, em 2013, no terceiro título nacional absoluto, sempre em preciosa parceria com António Costa, o navegador amarantino que se tem revelado uma peça fundamental da engrenagem. O ano passado, a ansiada passagem para os carros da categoria R5 não correu da melhor forma e, já este ano, a liderança provisória no campeonato português foi perdida na Madeira. Infelizmente devido a um acidente, o segundo em dois anos na Pérola do Atlântico. Ainda sem se saber o que vai fazer Ricardo Moura nas duas restantes provas "continentais" - Mortágua e Algarve -, ambas disputadas em pisos de terra, pois em causa estará uma dispendiosa reparação do segundo Fiesta R5 que vem tripulando, há uma palavra de apreço pela fulgurante carreira que Moura tem assinado. E que deve ser dita. Não é um "frete" ao amigo, e muito menos um elogio enaltecedor. É, pura e simplesmente, o assentar de opiniões - mais ou menos balizadas -, que o indicam como um desportista de eleição, com plenos cuidados em toda a sua intervenção cívica, e que deve ser tido em conta como uma valia plena dos Açores. Se isso servir para aumentar a sua motivação, tanto melhor...
Ir a mais touradas à corda, este ano, do que Carlos César...
Antonio Banderas carga contra Donald Trump. Muy bien Antonio !
Posted by Vito Bambú on Monday, August 10, 2015
Sobre Maria de Belém e a anunciada candidatura à Presidência da República, lembro-me da senhora ser Ministra da Saúde e de não poder dar sangue, por pesar menos de 50 kgs...
Uma conversa entre dois bons amigos, que tenho a felicidade de manter, em torno da carreira de um dos grandes da nossa terra...
Foto: José Edgardo Vieira
Em dia de toiros do Lameirinho, o grupo nunca se desfaz. Ano após ano há amizade e gargalhadas. Falte quem faltar...
E hoje foi a tarde de despedida do Sr. Aurélio. A infância e as suas recordações vão ficando cada vez mais distantes. A amizade e as saudades, essas não cessam. Que descanse em paz, bom vizinho.
Só um pouco mais de azul - Letra/Música: Carlos Tê
A cidade acordou com olheiras
por ter folgado até às tantas
e as varandas da Ribeira
ainda estavam azuis e brancas
lá em baixo até o rio tinha
um tom menos barrento
mas bem na alma era dragão Douro
portista a cem por cento
e tu agora que chegaste
vindo de longe vindo de fora
que festa é esta perguntaste
qual é o santo que reina a esta hora
é só um pouco mais de azul
é só um pouco de euforia
é só um pouco mais de azul
porque amanhã é outro dia
que dia que dia
e é preciso começar de novo
há muito quem beba do fino
e coma em pratos de marfim
a gente primeiro come a relva
e faz a festa no fim
e vai trabalhar sem dormir
como se nada fosse
e até a segunda-feira
tem um sabor agridoce