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PORTO DAS PIPAS

miguel sousa azevedo - terceira - açores

PORTO DAS PIPAS

miguel sousa azevedo - terceira - açores

13.Jun.15

Um poema com dez anos...

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Sol (Miguel Sousa Azevedo)

 

Sol. Que nasces e me fazes respirar na tua aura.

 

Sol. Que adormeces cansado depois da volta do dia.

 

Sol. Que me aqueces o coração fazendo a noite, que amo, passar mais depressa e escura.

 

                                                                              Porto, 13 junho 2005

12.Jun.15

Marés.

O transporte marítimo de passageiros e viaturas nos Açores não bateu apenas numa baleia. Bateu no fundo, ao nível das opções e resultados. Quase 20 anos depois do Lady of Mann, é vergonhosa a nossa realidade...

11.Jun.15

Emanuel Félix - A Obra Completa

Obra Completa Emanuel Félix.jpg

Em boa hora, alguém na tutela açoriana, teve a excelente iniciativa de levar ao prelo a obra completa de Emanuel Félix, um poeta da Terceira e do mundo, uma voz dos Açores e das ilhas, uma perfeição nata no trato das palavras. A coletânea foi apresentada recentemente na Feira do Livro de Lisboa, onde se realçou o trabalho desenvolvido ao longo de 50 anos por Emanuel Félix como cronista, ensaísta, professor, técnico de restauro artístico e, acima de tudo, como um grande poeta. O poeta perfeito, dizem alguns. O poeta perfeito, lêem-no os felizardos...

A crítica aponta Emanuel Félix, como o introdutor do Concretismo em Portugal. Bem mais que isso, é a delícia de alinhavar as suas palavras no pensamento, assim como é saboroso dedilhar a sua forma de escrever nas folhas e recordações. Bem haja a quem se deu a este trabalho, sem dúvida um investimento para almas e corações.

 

Nota: A coletânea "Emanuel Félix - A Obra Completa" está estruturada em três volumes. O primeiro dedicado à poesia completa, incluindo inéditos e um CD com seis poemas declamados por Vasco Pereira da Costa, organizador da obra. O segundo dedicado à prosa, apresentada em ensaios e crónicas. O terceiro reunindo textos de temática e propósitos diversos.

A obra será apresentada amanhã (dia 12), pelas 18h00, nos Paços da Junta Geral, em Angra do Heroísmo, numa sessão que contará com a presença do Secretário Regional da Educação e Cultura, Avelino Meneses, do Diretor Regional da Cultura, Nuno Ribeiro Lopes, do organizador da obra, Vasco Pereira da Costa, e de Álamo de Oliveira, que evocará a figura de Emanuel Félix.

10.Jun.15

Sara Paço: Dar alma ao SPA...

Sara Paço - Termas da Ferraria - maio 15 (3).jpg

No passado dia 23 de maio, a paisagem edílica da Ferraria, em São Miguel, foi palco para uma original atuação de Sara Paço, promovida pela empresa concessionária das termas locais, que assim pretendeu criar uma nova oferta, exclusiva e intimista, numa estrutura onde é fácil sentirmo-nos bem...

Um pôr do sol nublado, com os elementos dos Açores a alinharem chuviscos e calor para a noite de concerto, deu o mote ao evento. A música de fundo era uma presença agradável e, antes mesmo da atuação prometida, o serviço fluía com sorrisos e agrado. A noite caiu na Ferraria, mas a música não parou, e até pareceu alongar-se ao mar que batia na rocha negra. Quase fora do mundo e da agitação, a poucos minutos da cada vez mais movimentada Ponta Delgada, Sara Paço encantou a plateia, soltou a voz e entoou a noite. Deu alma ao SPA.

Com um alinhamento muito transversal, e estreando um novo formato ao ser apenas acompanhada pelo trompetista Cláudio Silva - um nortenho com formação superior e recursos múltiplos, que provocaram solos de grande qualidade -. A voz doce e rouca logo trespassou corações, afinal era bem mais que a autora de um êxito de televisão que ouvíamos. Na Ferraria esteve uma mulher-cantora, decidida e madura na abordagem ao público e aos seus temas. Tocando com certezas numa belíssima "Gretsch - Red Devil" - a que chama "a minha ruiva..." -, Sara criou um ambiente propício a retirarmos dos ombros o peso do dia a dia e o stress, despedindo-nos do sol num contraste quase terno. Mas com mensagens e uma forma eficaz de pegar no público. Na sala da Ferraria soaram bem mais que uma voz, uma guitarra e um trompete. Porque a tal alma permaneceu até ao último tema. Quente como a água que nos amaciara as ideias durante a tarde. Cerca de dez originais, e uma breve passagem por um sucesso dos Vaya Con Dios de Dani Klein, deram vontade de ouvir mais e mais. Mas o fecho e os encores tinham de chegar. E a tradução livre para o refrão final - Don't say bye bye, tonight - reforça a vontade de voltar a ter música de Sara Paço. Perto ou longe, ela faz parte dos que nasceram para cantar.

 

Espaço de excepção

 

As Termas da Ferraria foram inauguradas em 2010 e vivem atualmente um momento de nova promoção. Quase o renascer de um local de excepção , com melhorias técnicas e novas ofertas, onde o conceito "Soul & SPA" dado a conhecer pela voz de Sara Paço foi o tiro de partida. Durante a sua atuação, a cantora fez várias referências aos dias de paz que ali passou, realçando o espaço, as gentes açorianas e a própria gastronomia regional, disponível a poucos metros de uma piscina de água quente, moldada no oceano e a degraus de um conjunto de tratamentos e mimos para corpo e alma. Valeu o concerto, valerá sempre a visita.

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Um poço de energia...

Sara Paço é uma jovem inteligente e criativa. Formada em Economia, estagiou em Dublin e começou o que poderia ter sido uma carreira de sucesso numa instituição bancária. Mas não foi. A rotina dos números e dos horários, para além da proibição de dar concertos imposta pela entidade patronal, fizeram-na bater com a porta, entregando-se ao sonho da música. Com a sua guitarra, e a banda - de verdadeiros amigos - que tanto elogia, vai correndo palcos pelo país e fora dele. Esta foi aliás a terceira vez que atuou nos Açores, depois de passagens pelo Faial e pelo Pico. "Waking up the Drums" foi o seu álbum de estreia, gravado em 2014, e submetido pela editora Valentim de Carvalho à SIC, que selecionou o tema "Plastic Flowers" para a telenovela "Mar Salgado", uma escolha que amplificou uma voz que já vinha a dar sinais claros de qualidade e sintonia...com bem mais que os surfistas ou a juventude. James Brown, Screaming Jay Hawkins, T-Bone Walker, Vaya con Dios, Memphis Minnie, Bessie Smith, ou Nat King Cole são algumas das suas influências. E diz que adoraria fazer um dueto com Jorge Palma. Sara Paço é uma força da natureza e há uma nuance própria nas suas interpretações, sendo que mostra sinceridade e uma clara interação com o público a cada oportunidade. E elas não faltarão pelos tempos...

Peça DI 10jun15.jpg

 

06.Jun.15

Os homens do pódio (Sete Cidades)

 

Full screen, turn up the sound and enjoy one of the best stages in the world. Just a-ma-zing.#FIAERC Sata Rallye Açores #volcano #legend

Posted by FIA ERC on Friday, June 5, 2015
06.Jun.15

Go, go, go!

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Terceiro dia do SATA Rallye Açores quase na estrada. A animação ao rubro, com apenas 2,3 segundos a separarem 1º e 2º classificado da tabela.

Craig Breen ou "Kajto" Kajetanowicz?...

Tronqueira, Graminhais e os imponderáveis dos ralis vão responder-nos ao longo do dia.

Go, go, go!

05.Jun.15

Tudo a postos!

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(Foto: Nuno Gomes Fotografia)

 

2º dia do SATA Rallye Açores quase a arrancar. Sol e boa disposição na capital do império...

04.Jun.15

Rola a bola...

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Ia escrever qualquer coisa religiosa. tendo em conta a atualidade desportiva nacional, mas já ando aqui a ler coisas sobre erros históricos. E como parece que já crucificaram um, aí há uns anos, é melhor deixar estar...

04.Jun.15

Modo "Rallye"!

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Ordem definida para a caravana do dia de abertura do SATA Rallye Açores - Edição 50 anos.

Motores a aquecer, vozes em gargarejo e mais uma emissão de muitas horas quase a arrancar. 16h15, a Antena 1/Açores mete primeira!

01.Jun.15

Corações de rapazes.

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Hoje almocei a poucos metros de um antigo colega da escola primária. Daqueles dos primeiros tempos, das primeiras descobertas, das brincadeiras e memórias de todo o início. Não era um amigo qualquer, era mesmo daqueles de brincar em casa, de festas de anos, de desgostos e alegrias. Já estava sentado quando o vi. Fruto de um grave problema de saúde, ele cegou quase por completo há uns anos. Absorto em mensagens e calendários, o almoço quase passou sem olhar novamente em volta, até que o ouvi chamar a empregada do restaurante, sem saber onde ela estava. Ela abeirou-se dele, acertaram a conta e o meu amigo pediu que lhe indicasse o caminho até à casa de banho. Reparei que, apesar do extremo calor desta segunda-feira, usava pullover e ainda vestiu um casaco. Já em pequeno andava sempre cheio de roupa. Levantou-se, com aqueles movimentos coordenados que os invisuais adotam, e solicitou o ombro direito da rapariga, para se apoiar, enquanto a outra mão segurava a triste bengala branca que o ajuda. A empregada reagiu, dizendo “como quiser”, ao que o meu amigo respondeu “não, tu é que me guias”, e riu. Riu tal e qual como quando andávamos no recreio da escola. Uma vez mais, não tive coragem de lhe ir dizer nada. E senti um aperto no peito. Enorme, como o número de anos que nos separa da infância que nem sabíamos ser tão feliz. Minúsculo, se comparado com o que o Vasquinho deve sentir todos os dias. Um dia destes falo com ele…

 

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