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Rush - Official Trailer (2013)
After a catastrophic crash at the 1976 German Grand Prix at the Nürburgring that could have killed him, Formula One driver Niki Lauda returns to face his rival James Hunt in their pursuit of the 1976 World Championship at Fuji in Japan...
Foto: Fernando Reis
Contrariando todas as versões oficiais e todas as faustosas e polémicas obras em torno da Via Vitorino Nemésio - a VVN, que liga Angra do Heroísmo e a Praia da Vitória -, parece que as vacas voltaram mesmo à estrada. Já tinha havido menções - falsas e mentiorsas, como sempre se concluiu... - de que alguns bovinos mais curiosos se teriam abeirado da dita via. Face à impossibilidade do seu acesso à referida ligação, tenho dúvidas de que esta foto de hoje seja mesmo na VVN... Ou será que é?...
Desde ontem à noite que a sensação de isolamento é terrível. Dois cartões e respetivos números, 800 e tantos contatos mais meia dúzia de moradas e umas quantas mensagens. E tudo jaz, quedo e mudo, num telemóvel que parece ter mandado a alma ao criador, sem qualquer razão aperente.
Após quatro coreanos consecutivos que me tiraram o juízo, e a quase-plena ausência de backups, penso que me vou mudar em definitivo para a Finlândia. Onde já fui feliz...
Foto: Miguel Bettencourt
Morreu o José Grande. A frase, que assim solta pode ser proferida em tantos lugares destes nossos Açores, cruzou um punhado de amigos ao início da semana. Este José Grande era o do Porto Martins, que assim viu partir uma figura típica, por razões várias e afinidades múltiplas, e cuja doença pôs termo a uma vida de sobressaltos e carências, sem no entanto lhe desvanecer o bom fundo.
Penso que o seu desaparecimento faz apagar mais a chama de um Porto Martins que vai passando aos anos, pois as figuras de cada lugar parece que deixaram de existir. Parece que não se justificam nos tempos que correm, em que tão fáceis as coisas se tornaram, mas em que afinal os dramas continuam a conviver lado a lado com a vida.
Faz-me por vezes confusão que o desaparecimento de alguém nos motive a escrita, quer para uma homenagem, uma simples lembrança ou apenas para demonstrar saudade. Mesmo se, durante a vida, a pessoa que partiu pouco ou nada nos disse. Por palavras, mas que não ao coração.
O José Grande tinha um olhar triste, marcado certamente por uma vida dura, a tal com que os dramas insistem em conviver e dos quais não nos livramos de forma simples. Mas era uma alma simples, cosida de presença com a Ribeira Seca e a Venda do Artur, onde as atividades do mar e os pontos de passagem se tornaram comuns a tantas gerações. Filho da Maria João, uma mulher alta e de luto, a quem o tempo parece esconder a idade, tinham em comum um sorriso de agradecimento sincero, quando lhes dirigiam uma atenção, daquelas que a vida também tantas vezes esquece.
Podia desfiar um rol de episódios, mais ou menos caricatos, que bem mostrariam a postura e a personalidade daquele homem marcado pelo sol e pelo sal. Mas deixarei essas memórias para um brinde de "jaquê" de verão ou para um simples copo de leite em dia de bodo. Terra de faias que morreram e de pedras negras invadidas pelo progresso, o Porto Martins sofre as agruras dos novos tempos como tantos recantos de exceção, e nem o seu microclima de uvas e azeitonas consegue minimizar o avanço da régua e do esquadro. Poiso privilegiado de Nemésio, que por lá tocou as gentes e tentou cantar-lhes as emoções, aquele lugar tem ligação direta a tantos corações. Que ainda o vivem com a sinceridade da infância e a rebeldia da juventude. Períodos dos quais também o José Grande faz parte do álbum de memórias, as mesmas que vamos guardando nos corações, agora mais crescidos. Ou, como diria o próprio,: "Bip...mete dentro!". Paz à sua alma.
Hoje morreu o José Grande, uma das figuras típicas e mais castiças do Porto Martins. Foi pelo Miguel Bettencourt - autor da bela imagem acima - que soube a notícia e, para já, não escrevi mais nada. Mas espero que o José descanse em paz...
Os "sócios" do site Formula Rali, no passado sábado, a caminho da SuperEspecial da Praia da Vitória.
E há mesmo quem (só) os queira ver pelas costas... ;)
Voltei hoje a ouvir, em plenário da Assembleia Regional, que em 1996 era assim e era assado.
Caramba, que este calendário de alternância democrática ainda custa a engolir às gentes (bem) sentadas - há tanto tempo - no poder açoriano...