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Foi num cinzento domingo/feriado que se bateram os recordes de participação na Meia-Maratona dos Bravos, a já tradicional prova que - de há 21 anos a esta parte - liga as freguesias da Serreta e São Mateus a cada Dia do Trabalhador, num interessante percurso pela costa oeste da Terceira e que desta vez, mau grado apenas as condições climatéricas, permitiu um excelente cenário desportivo. Em riscos de não se realizar até cerca de um mês antes da data marcada, a prova que já esteve sob a alçada do Inatel, e que em 2010 coube em organização ao Grupo de Baile da Canção Regional Terceirense, foi em boa hora acolhida pela Associação de Atletismo da Ilha Terceira, que a soube divulgar num “mercado” que respondeu bem à chamada: a base das Lajes. E assim foram muitos os norte-americanos a compor uma extensa lista de 67 (!) corredores, que contrastou com a escassa dezena que desta feita alinhou na conhecida caminhada. Em termos competitivos, Osvaldo Terra esteve rei e senhor da situação, levando as cores do Clube Independente de Atletismo da Ilha Azul (CIAIA) ao mais alto lugar do pódio, assinando sem sobressaltos um registo de 1h15m59s. Eduardo Sousa, do Núcleo Sportinguista da Ilha Terceira conseguiu recuperar de algum atraso para fazer o segundo lugar (1h19m54s), adiante do veterano João Valadão (Casa Povo Agualva), com 1h20m46s. No sector feminino, a individual Ângela Arruda foi a melhor, batendo Ana Oliveira (ACM) e Adrienne Schmedthorst. Houve ainda uma milha urbana para os mais novos e, novamente, um excelente convívio a antever crescimento e bons ares para uma prova que reconfirmou a sua importância.
Foto: António Araújo
A Associação de Jovens da Fonte do Bastardo (ou a "Fonte Bastardo", como se ouviu na "nacional" Antena 1...) conseguiu na tarde de ontem um feito inédito para o desporto açoriano, alcançando o título na divisão maior do voleibol masculino em Portugal, uma conquista nunca antes alcançada por qualquer emblema do arquipélago, quaisquer que tenham sido os milionários apoios oficiais auferidos por vários ao longo dos últimos anos.
Numa visão mais simplista do sucesso conseguido, bastavam-me a sua origem - pela mais azul-e-branca freguesia da ilha Terceira - e o facto de ter sido arrancado ao Benfica para esboçar um sorriso, mas há mais. Há por trás de todo este actual entusiasmo um projecto de anos, assente na entrega à modalidade, em apoios bem firmados, nas vontades locais e na crença de que havia consistência desportiva e financeira para alcançar o topo. E só assim tem lógica este nosso desporto amador/profissional, que de tão agarrado ao erário público fartas vezes se insinua à falência...nas duas vertentes que há pouco indiquei como consistentes no caso da turma da Fonte do Bastardo.
Destaque natural para o rosto de todo este processo, Vitalino Fagundes, um dirigente de entrega louvável e postura de destaque. Merecidas pois todas as distinções ao desiderato da sua equipa.
Mas ontem não estive no pavilhão da Vitorino Nemésio, e até confesso que o voleibol não será uma modalidade que me entusiasme por aí além. Estive noutra escola, a Tomás de Borba, onde se disputou o jogo decisivo para a continuidade do TerceiraBasket na Proliga de basquetebol, em que derrotou uma vez mais o Angra Basket, culminando uma época de grande nível para ambos os emblemas. Sem clubismos doentios, mas presenciando-se um jogo aguerrido e com grandes lutas, tenho de relevar o sentido cumprimento final entre os dois treinadores. Meus caros amigos, Rui Fonseca e João Ávila são mais que colegas de actividade e grandes companheiros entre si. Esta tarde equivaleram-se na orientação das suas equipas. E superaram-se na hora de partilhar a vitória e a derrota. É de abraços daqueles que o desporto - e mesmo a vida - bem precisa...