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PORTO DAS PIPAS

miguel sousa azevedo - terceira - açores

PORTO DAS PIPAS

miguel sousa azevedo - terceira - açores

14.Mai.11

Campeão sem derrotas...

Hulk e Falcão...dois dos obreiros de mais uma conquista azul-e-branca...

Festejar o título de campeão nacional de futebol já não é novidade para um portista. Mesmo se esse portista tiver nascido depois da revolução dos cravos e mesmo que esse portista tenha iniciado o seu crescimento quando Portugal era ainda uma capital (Lisboa) a que se acoplavam um sem-número de ex-distritos mais ou menos notáveis e importantes. Ser portista é possivelmente um reflexo de um desejo de emancipação e consagração de uma parte do país, outrora subjugada às mãos do Estado Novo...mas que ganhou forças de maioridade e protagonismo por via também do futebol azul-e-branco, reescrevendo assim as vastas páginas da história...

Da final de Viena, ao sucesso de Sevilha, e antecipando vultos de vitória em Dublin, ser do Porto é bem mais que sentir o arrepio da pele no Dragão...é assumir como se de hoje uma finta de Pinga, uma defesa de Barrigana, uma cabeçada letal de Gomes, uma mudança de mestre de Pedroto, um remate escondido de Madjer, um tento protentoso de Kostadinov, uma obra de arte de Jardel, um finalizar colossal de Lisandro ou um mergulho inspirado de Falcão. É roçar essas décadas com uma vontade firme de vencer. E de dividir esses triunfos com uma cidade que é mais que isso. É uma gente de honras e orgulhos. De sotaques e afectos. É Porto. E é de campeão. Sem derrotas, pela primeira vez...

12.Mai.11

Faz de Conta - Santa Maria (revisitada)

Revisitação, pelo novo projecto "Faz de Conta", de um tema de "Os Sobredotados", a banda terceirense que fez furor no início da década de 90...do século passado. Quem não se lembra de "Reforma Escolar", "Destino" ou "Puro Encanto"?... 

Como o tempo passa, e como a música tem a capacidade de nos fazer recordar, mesmo se a actualidade sensorial do rosto e mente de todas estas composições se mantém. Tal e qual como quando éramos uns jovens angrenses sedentos de noite e de diversão...


 

11.Mai.11

Marco Veredas levou o Saxo Cup à escola...

Marco Veredas com os jovens promotores da iniciativa...

Marco Veredas participou ontem nas comemorações do “Dia do Automóvel”, um certame realizado no âmbito da disciplina de Área de Projecto da turma 12º B da Escola Secundária Vitorino Nemésio (ESVN), na Praia da Vitória.

A presença do piloto e do Citroen Saxo Cup com as cores da “RC-Automóveis” culminou com uma demonstração no parque de estacionamento do Estádio Municipal da Praia da Vitória, espaço cedido pela edilidade, e onde Veredas “passeou” vários alunos da referida escola.

Segundo referiu, “foi um prazer integrar uma festa dedicada ao automóvel, tendo sido o único piloto a rodar com os alunos, num momento que foi bastante divertido e que teve muito público a assistir”, disse Marco Veredas.

O “Dia do Automóvel” da ESVN contou com outras actividades, “como uma exposição de miniaturas, um simulador de rali que esteve disponível durante todo o dia para os alunos, e uma exposição de viaturas desportivas e clássicas, com um total de 8 carros”, referiu José Esteves, da organização.

Os jovens do 12ºB agradeceram os apoios da “câmara municipal, da Olavo Esteves Competições e da PSP da Praia da Vitória que tratou da segurança do público durante a demonstração, bem como a todos os alunos e professores que ajudaram a realizar esta iniciativa pioneira na nossa escola”, concluíram.

10.Mai.11

Despedidas.

Flores...outros ciclos de vida.

Ir a funerais é talvez a mais dura e crua tradição social e religiosa que enfrentamos. Para além da perda de um ente querido, o aglomerado de pessoas e o sentido unânime do desgosto têm tanto de duro como de bonito, pela solidariedade que representam mas também pela prova difícil por que todos passamos um dia.

Perder alguém encerra um ciclo de convívio e abre a enorme porta da saudade. Duas realidades para que nunca estamos despertos o suficiente de modo a encará-las de pronto. Mas acontecem, batem forte e são irreversíveis. Tão só valem estes nossos rituais como forma de demonstrar respeito, como algures nos despertam a vontade inata de melhor perceber o sentido de toda esta corrida contra o tempo.

Hoje fui a um funeral. De uma pessoa boa, sincera e amiga dos seus amigos. Mais uma que partiu, neste ciclo incompreensível que a vida nos oferece. Partilhando connosco emoções e sensações, para depois as retirar. Em silêncio e sem a menor compaixão. 

09.Mai.11

primavera

Não sei se tem a ver com a nova grafia ao abrigo do também novo acordo ortográfico mas, depois de um inverno que nunca se assumiu como tal, também a primavera está a fazer pouco para que tenhamos pena pela perda da letra inicial maiúscula.

Aquele "olhinho" de sol na tarde de sábado foi simplesmente uma maldade da natureza, que nos fez cair em ilusão...

07.Mai.11

Já estão aí!: Faz de Conta

Faz de Conta, o mais recente projecto da música local...

Faz de Conta, é um projecto "natural" da ilha Terceira (Açores) que surge em Janeiro de 2011. A partir de uma ideia inicial de Agostinho Leão (Guitarra Acústica e Voz) e de Raul Cardoso (Baixo, Programação), completam o projecto João Mendes (Guitarra) e Miguel Soares (Bateria).
Com uma sonoridade pop/rock, passando ainda pelo rap..., têm um reportório maioritariamente original cantado em português.
O nome do projecto reflecte uma parte substancial dos textos da banda, que procuram chamar a atenção para a forma como muitas pessoas vivem as suas vidas, em que muitas vezes tentam passar uma imagem daquilo que não são, ou seja, fazem de conta… Críticas a um consumismo “selvagem” com consequências negativas, à manipulação de imagens comerciais para obtenção de lucro fácil, a uma necessidade extrema de alcançar o poder como forma de afirmação pessoal e pouca tolerância à frustração, mais visível nas gerações mais novas, são alguns dos temas abordados nas letras apresentadas.
O primeiro trabalho da banda, intitulado Faz de Conta, estará disponível a 4 de Junho de 2011 e será apresentado ao vivo no próximo dia 17 de Junho nas Festas Sanjoaninas 2011 em Angra do Heroísmo (Cerrado do Bailhão pelas 21:45).
Faz de Conta, apresenta oito temas originais e dois da banda terceirense dos anos 90 - Os Sobredotados - da qual são fundadores Agostinho Leão e Miguel Soares.
O álbum foi gravado, produzido e masterizado por Raul Cardoso no “Stupid Bear Estúdio” em Angra do Heroísmo de Janeiro a Abril de 2011.


05.Mai.11

O mundo dos brinquedos

Brinquedos, brinquedos...eles são a nossa maior alegria!´

Se relacionado com a época natalícia, o título destas linhas até poderia indiciar a campanha publicitária de uma conhecida grande superfície comercial mas, para os tempos que correm, as intenções são outras. Primeiro porque, bem vistas e apreciadas as coisas, a maior parte da classe política parece gerir a situação do pedido de ajuda externa como se estivesse a jogar ao Monopólio com os vizinhos e os amigos. A corrente irresponsabilidade e falta de lisura nas frases proferidas ou na manhosa forma de urdir informação cria a ideia de tudo não passar de uma brincadeira. Mau grado sermos nós o piso sintético e fofo do quarto de brincar que os ditos escolheram para passar as últimas semanas.

Adiante, e numa acepção de quem não foi pai por opção própria, assusta-me a espaços a abundância desmedida em que se criam as crianças dos nossos dias. Mais do que um cúmulo perecível de produtos e etiquetas, brincar sempre foi para mim um desafio à imaginação. Afinal, o sonhar com mais – ou com diferente - só se efectiva se esse excesso não estiver à mão de semear. Hoje em dia tudo é fácil, tudo aparece, tudo se compra e tudo se deita fora com a simplicidade de um gesto como acenar às dificuldades, espantando-as para longe. Certamente brincar terá passado a ser um verbo menos useiro, sem código de barras ou embalagem colorida.

Não queiram com isto entender que sou pela precariedade de diversão para os mais novos, ou que alinho por uma austeridade balofa que muitos assinam ser a solução para todos os males, nada disso. Simplesmente deixo de entender que, por um lado se propale a crise, a sua duração, as suas ingerências e ruínas, e por outro se incentive o consumismo sob a única forma de ele existir, que é num apelo desmedido às massas. As mesmas que pagarão a crise, e que passam esta falsa imagem de prosperidade e abundância a quem vai gerir esta coisa pública daqui por umas décadas.

Ainda há dias li, numa das revistas de maior tiragem do país, o conselho expresso de uma entrevistada – a respeito, naturalmente, dos tempos de crise… - para que os pais não compensassem as suas ausências no trabalho ou outras actividades dando indiscriminadamente aos filhos, atulhando-lhe os quartos de brinquedos e coarctando-os de saber dar valor às coisas, uma valência que lhes poderá fazer falta. Isto a ter fé em princípios que penso serem ainda válidos. É que, a cada dia que passa, corremos o risco de ficar desactualizados