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PORTO DAS PIPAS

miguel sousa azevedo - terceira - açores

PORTO DAS PIPAS

miguel sousa azevedo - terceira - açores

Torres: O adeus do "Bom Gigante"...

03.09.10, MSA

José Torres, durante o Mundial de 1966 (Inglaterra)...

Morreu esta madrugada José Torres, o antigo avançado do Benfica e da selecção nacional, que ficou conhecido no mundo do futebol como "o bom gigante". Jogador de talento, Torres foi também seleccionador nacional, ficando - nessas funções -  o seu nome para sempre ligado à equipa das quinas que se deslocou ao México (1986), e que despoletou o até hoje mal explicado caso de Saltillo. Polémicas à parte, Torres foi sempre uma personalidade respeitada e admirada pela sua postura dentro e fora das quatro linhas, sendo que o drama de saúde que viveu nos últimos anos - padecia de Alzheimer - motivou as mais sentidas e justas homenagens. Mais do que salientar a sua carreira ou atitudes, até porque a época de Torres como jogador é de todo anterior à minha apreciação do futebol como adepto, lamento que os grandes nomes vão desaparecendo. É que, com eles, caem também o amor à camisola, a entrega e a dedicação, tão raros de ver nos jovens de agora, a quem tudo aparece feito, limpo e lavado. Nesse campo, Torres - que não todos os seus pares nos "Magriços"... - foi um avançado que nunca perdeu o sentido de baliza...

Barcos sem gare/Gare sem barcos...

02.09.10, MSA

Aspecto da manifestação de ontem, na Calheta...

A manifestação de ontem, na Calheta de São Jorge, causada pela actual ausência de ligações marítimas de passageiros para aquela localidade, é um registo simplesmente eficaz da falta de senso com que muitas decisões vão sendo tomadas nestes Açores. Foi por um SMS de uma pessoa com responsabilidades no concelho que soube do facto, uma tomada de posição popular que até me admirou, pois cada vez mais as pessoas comem e calam nas ilhas de bruma...com a tendência crescente de que as que comem mais mandam calar (igualmente) mais, mas parece que isto é assim em todos os ciclos governativos e não sei quê. Pela minha parte, e lembro que passei por mar na Calheta há cerca de duas semanas - parando para deixar um passageiro do semi-rígido em que seguíamos... -, tenho uma recordação bem presente de um porto muito activo, embora sem condições decentes de construção, mas onde havia vida, isto lá pelos inícios da década de 90 do século passado. Entretanto enterraram-se uns quantos milhões numa estrutura que deu sempre problemas e, qual cereja em cima do bolo, construiu-se uma gare de passageiros, exactamente pelas alturas em que a mesma deixou de ter utilidade dada a falta destes últimos. Podem bem dizer-me que das Velas à Calheta é um salto, mas posso bem responder que é no uso das distâncias e características próprias que as terras se salientam e se tornam únicas. Sem barcos de passageiros, a Calheta de São Jorge quase perde o direito corrente à sua denominação. Ou será que também terá de ter um dia a sua câmara municipal colorida com o rosa do poder para um diferente tratamento e direitos?...

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