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PORTO DAS PIPAS

miguel sousa azevedo - terceira - açores

PORTO DAS PIPAS

miguel sousa azevedo - terceira - açores

16.Mai.09

4º Passeio TT "Abílio Rocha".

O todo-o-terreno de novo com "enchente" da Terceira...

 

Realiza-se amanhã o primeiro dos dois eventos fora-de-estrada que a firma “Abílio Rocha” novamente agendou para este ano, sendo que o segundo está marcado para a ilha do Pico mas lá mais para o sol de Julho. Desta feita, e juntando uma caravana com mais de 70 concorrentes (motos e jipes), o passeio consistirá numa navegação por road-book de 93,820 kms, partindo os participantes do posto “Abílio Rocha” (Avenida Infante D. Henrique) pelas 9 horas, e regressando ao local em pelotão (15h00), depois da chegada a São Mateus prevista para as 12h45.
Numa breve descrição do percurso, pode adiantar-se que os concorrentes rumarão inicialmente ao aterro sanitário, onde passarão por uma inclinação lateral junto à firma “João Medeiros” (09h15), seguindo depois por estrada até ao acesso ao parque de lazer de São Brás (09h50). Seguir-se-ão as matas da Agualva (10h05), o parque de merendas das Frechas (10h25), e a “volta” ao pico da Serreta - junto à praça de toiros – (11h57), para depois descerem a canada em frente à igreja das Doze Ribeiras (12h05), e sendo esse o último ponto divulgado antes da chegada a São Mateus.
Segundo a organização, a cargo da “Manuel Parreira Eventos”, no decorrer da navegação os participantes vão encontrar controlos horários, “pois o objectivo do passeio é tentar mostrar como funcionam as coisas do T.T., e sendo que também damos duas alternativas - marcadas no road-book -, em zonas onde a vegetação poderá riscar a pintura das viaturas”, explicam.
Pelas 14h30, e chegados todos os conjuntos, a caravana sairá de São Mateus em direcção ao posto “Abílio Rocha”, atravessando o centro histórico de Angra, e será então hora de servir o almoço aos participantes, assim como de proceder à entrega de troféus a todos.

 

15.Mai.09

Citação (daquelas boas...que se sentem)

fotografia do porto

Quando olho para o Porto sinto que já não sou capaz
de entender a sua voz delicada e, só por ouvir, sou
um monstro que destrói. Mas os meus dedos são capazes
de tocar-lhe nos ombros, de afastar-lhe os cabelos.
Entre mim e o Porto, existem milímetros que são
muito maiores do que quilómetros, mesmo quando
os nossos lábios se tocam, sobretudo quando os nossos
lábios se tocam. [...]

 

fotografia do porto, josé luís peixoto

 


 

"pescada" delicadamente no APELOEH.

 

14.Mai.09

As "soltas" do "SATA"!

Um dos Skoda Fabia S2000 no espectacular salto da SE "Marques"...

 

A super-especial “Marques” foi novamente palco de grande espectáculo, ao qual o público respondeu sempre em bom número, afinal os pilotos em liça eram garantia de passagens, e especialmente saltos, com grande qualidade. O desenho estreado em 2008 foi agora corrigido em várias frentes, ficando a pista mais larga e rápida, com mais espaço após a agora mais eficaz lomba e repetindo-se uma compactação muito bem feita do piso, que nem as fortes chuvadas de sábado “deitaram” abaixo.
 
A azarada equipa do Fiat Punto HGT-grupo A.
 
Sandro Andrade e César Meneses não guardarão boas recordações deste “SATA”, uma vez que foram impedidos de continuar em prova – à entrada para a última ronda de troços de sexta-feira – por um crasso erro organizativo. Após mudar o alternador do Fiat Punto, a equipa – que liderava a Formula 2 – sabia estar a penalizar 14 minutos à saída do PA das Portas do Mar onde, pura e simplesmente, não estava qualquer controlador! Ainda rodaram até ao troço seguinte, sendo que a proposta que a organização lhes fez de assumir uma desistência, que não existiu, para alinhar no super-rali de sábado não foi, e muito bem, aceite pelos azarados ocupantes do carro italiano. E ao que consta não foi este o único caso semelhante, com a dupla João Faria/Fernando Raposo a viver semelhante episódio…
 
25º lugar - "Toni" Ortins/Manuel Lemos (Toyota Yaris)
 
A aventura de terminar o “SATA” com um pequeno carro da classe 5 foi conseguida pela equipa de “Toni” Ortins e Manuel Lemos que, com mais ou menos dificuldades, fez chegar às Portas da Cidade o pequeno Toyota Yaris sem mácula e sendo que foi apenas preciso “reapertar e meter gasolina” para conseguir o feito. A equipa ficou instalada num opulento e luxuoso barco de recreio, propriedade do conhecido “Estrela da Manhã”, pelo que quem os via desembarcar e rumar marina fora até poderia pensar que se dirigiam para um dos S2000 presentes!
 
Duarte Maciel/Tiago Silva (Citroen Saxo Cup)
 
No domingo as coisas não acalmaram em termos de desporto automóvel na ilha de São Miguel. Aproveitando a estrutura montada para a super-especial “Marques”, realizou-se mais uma jornada do CATT/Inatel, juntando os automóveis às motos, jipes, quads e Kartcross, numa das regulares organizações do conhecido Carlos Martins. A prova foi dominada pela dupla Duarte Maciel/Tiago Silva que, com um bem preparado Citroen Saxo Cup, logrou fazer dois excelentes tempos no circuito - 1.59,6 e 1.57,2 – “cronos” que bem se podem comparar ao do melhor F3 durante o “SATA” – Carlos Costa, com 2.01,4 – para se aferir a rapidez da equipa. Finda a prova, e numa simpática cedência do Carlos Martins, também o autor destas linhas se pôde deliciar a cumprir a pista ao lado do rápido Maciel, destacando-se a excelência do percurso e a condução eficaz do talentoso piloto…mais um dos que fazem falta aos ralis açorianos.
 
A prova realizada na “Marques” teve uma animada e bem composta assistência e, entre os concorrentes, fez juntar – quase 24 anos depois – uma dupla de veteranos novamente dentro do mesmo carro. Luís Carreiro (lembram-se do homem do Seat Marbella?...) e Fernando Jorge partilharam um Suzuki Vitara na categoria de jipes e, numa observação positiva, estiveram bem longe do aparatoso capotanço com um pequeno Peugeot 104 na Serra do Cume (Rali Ilha Lilás 1985)…!
 
Um dos expositores com as bonitas miniaturas...
 
Na sala contígua ao gabinete de imprensa do rali apresentava-se uma mostra de miniaturas de se tirar o chapéu. Em vários expositores podiam apreciar-se quase todas as grandes máquinas dos Mundiais desta e de outras eras, com especial enfoque a um conjunto dedicado exclusivamente aos vencedores da prova micaelense ou ainda a outro onde os diversos carros utilizados por Horácio Franco homenageavam em pleno a carreira do semi-retirado piloto.
 
Olavo Esteves vs. Fernando Meneses na SE "Marques"-2ª passagem...
 
Quis o acaso que Olavo Esteves e Fernando Meneses corressem lado a lado a segunda passagem pela super-especial do rali, numa original contenda entre os representantes do Team Praia da Vitória. A disputa foi aguerrida, sendo que o homem do Renault Clio conseguiu – por apenas duas décimas (2.07,1 contra 2.07,3)… - desfeitear o seu colega do Citroen Saxo. E o entusiasmo de Olavo na parte final foi tal que o carro acabou por “encostar” mesmo nos separadores de betão depois de cortada a meta!
 
O talentoso piloto do "Heli", perseguindo o Peugeot de Bruno Magalhães.
 
As imagens aéreas emitidas pelo canal Eurosport foram das mais bonitas algumas vez vistas nos ralis mundiais. Os tons verdejantes das bonitas paisagens micaelenses (bem ao jeito da Nova Zelândia, certo?), acoplados a andamentos espantosos formaram um conjunto que correu o planeta e cedo se fizeram sentir reacções – nomeadamente junto dos pilotos estrangeiros – de conterrâneos longínquos deslumbrados com o cenário. Para isso bem contou a perícia espantosa do piloto do “heli” de serviço…que foi outro espectáculo dentro do espectáculo do rali.
 
Ricardo Laureano, o saudoso Markku Alen e Luís Pimentel...
 
Juntamente com Jean Pierre Nicolas – agora um dos responsáveis pelo IRC… -, o veterano Markku Alen (na imagem junto do “nosso” fotógrafo Ricardo Laureano e do popular “Licas” Pimentel…) foi uma das estrelas internacionais convidadas pela organização do “SATA” para abrilhantar o “paddock” da prova. O penta-vencedor do Rali de Portugal acompanhou a pouco inspirada actuação do seu filho Anton e, justiça lhe seja feita, nunca se mostrou simpático para com os muitos adeptos que o foram abordando…afinal, sempre é preciso manter a atitude que já o celebrizava nos áureos tempos dos Fiat 131 Abarth e dos Lancia 037…!
 
Uma fita delimitadora, o público e o Fiat S2000 de Bernardo Sousa nas Sete Cidades...
 
O muito público foi uma constante nos três dias do rali, sendo que neste tema – e versando o lado pedagógico da questão – as opiniões penderam para o negativo no que toca ao posicionamento e, sobretudo, à forma como foram orientados os espectadores nas classificativas. Uma quase total inoperância dos jovens “marshal’s”, aliada a alguma inconsciência de pessoas que nem pensaram na importância do seu papel num evento desta monta, deram origem a situações de risco eminente. Felizmente sem consequências a registar, mas num registo que urge corrigir.
 
Mesa posta na Assistência de "Licas" Pimentel...
 
Na sexta-feira, e preparando a preceito uma nova aventura motorizada, Luís Pimentel presenteou quem passava pela sua assistência com uma saborosa prova de produtos regionais, fazendo especial menção ao destino turístico “Açores”, que aliás ostentava na decoração – novamente das mais bonitas… - do Subaru Impreza. Numa jogada de antecipação, “Licas” primou pela originalidade, num rali onde as coisas correram bastante bem e onde o piloto irradiou alegria na subida ao segundo lugar do pódio regional. 
 
Os presidentes...Ruben Macedo (PAC) e Gerardo Rosa (TAC)
 
É já bem conhecida a proveitosa parceria que o Pico Automóvel Clube mantém com o Terceira Automóvel Clube, junção que bem tem apoiado a realização dos excelentes ralis que a ilha montanha vai disponibilizando aos adeptos. O acordo estende-se em pleno aos presidentes de ambas as agremiações, com Ruben Macedo e Gerardo Rosa a seguirem as provas nas outras ilhas de forma cúmplice, estando o dirigente picoense mais do que integrado nas caravanas da Terceira. Passe a publicidade, a imagem retrata bem o espírito da coisa…
 
O imponente "ferrie" da "Hellenic Seaways" que esteve em Ponta Delgada...
 
Impressionante era o “ferrie” que a organização fretou para o transporte das equipas e de toda a restante estrutura até São Miguel, embarcação que se ficou ao largo de Ponta Delgada durante o rali e que bem chamava à atenção pelas suas dimensões. Curiosamente foi no sábado que por ali aportou o regressado “Express Santorini”, curiosamente propriedade do mesmo armador do já citado barco. Face aos atrasos, deambulações e confusões que o transporte marítimo inter-ilhas viveu este ano, tal pena não ter sido a organização do “SATA” a fretar logo os dois de uma vez, e sempre se adiantava a função!...
 
NOTA: Ainda o “SATA” não tinha assentado das memórias e uma notícia chocante correu o panorama dos ralis açorianos com a entrada, em estado de coma, do piloto Bruno Amaral nos serviços de urgência do hospital de Ponta Delgada, onde se encontra na Unidade de Cuidados Intensivos, com sintomas de uma variação pneumónica bastante grave. Sabendo-se que, para já, o seu estado de saúde não apresentou quaisquer evoluções, fica a nota de solidariedade e ânimo para o simpático piloto da Vila das Capelas, um dos promissores talentos da nova geração. Força, Bruno.

 

12.Mai.09

SATA Rali Açores: F3 e F2.

Carlos Costa à vontade…            

 
Carlos Costa estreou o C2 na terra com uma vitória.
Foi uma prova com pouca história ao nível da Formula 3 com Carlos Costa a lançar-se à sua própria sucessão, uma vez que foi o mais rápido em ambas as etapas, somando assim duas pontuações máximas o que, face ao que aconteceu aos seus adversários, o deixa com uma vantagem algo confortável neste início de campeonato, embora Fernando Meneses tenha dado por bem entregue a deslocação a São Miguel. Mas, na estreia do C2 em terra o piloto da “CC Racing” esteve muito regular, com a máquina francesa a atestar toda a sua fiabilidade, e terminando com um confortável avanço sobre os demais. Meneses, e mesmo se sentiu vários problemas ao longo do rali, conseguiu levar de vencida o desafio de uma prova muito dura, acabando por ser António Ortins o terceiro do pelotão regional nas duas rodas motrizes até 1600.
 
 
Olavo x 2!
 
 
Olavo Esteves já leva três pontuações máximas este ano...
Olavo Esteves e Ricardo Coelho aumentaram o seu pecúlio de pontos no campeonato da Formula 2 açoriana ao vencerem ambas as tiradas do “SATA”, num rali onde lideraram de início e mostraram novamente os trunfos da habituação ganha nos pisos de terra. Sandro Andrade foi um natural comandante ao longo da etapa de sexta-feira mas, à entrada para a última ronda de troços, uma inexplicável decisão organizativa deixou o homem do Punto “pendurado” à saída da assistência, após um atraso e de já não ter encontrado (!) ninguém no controlo de saída das Portas do Mar. Com este triunfo, Olavo soma já três pontuações máximas e assume-se como candidato ao “tri” na categoria, que vai novamente o azar bater à porta de concorrentes como João Faria ou Diogo Silva. Na geral Denis Millet, em Peugeot, foi o mais rápido.
12.Mai.09

SATA Rali Açores: A eficácia de Kris Meeke!

 

Kris Meeke, o grande dominador da estreia açoriana no IRC...

A dupla Kris Meeke /Paul Nagle, em Peugeot 207 S2000, foi a grande vencedora da 44ª edição do SATA Rali Açores. O rápido piloto da Peugeot UK alcançou a sua segunda vitória no IRC –já vencera no Brasil - assinando uma exibição de luxo, vencendo largamente mais troços (11 e 17) que os adversários, e demonstrando sempre uma segurança inequívoca na condução, mesmo quando (sábado) a chuva e o nevoeiro invadiram as estradas micaelenses, dificultando a progressão das equipas e tornando os pisos ainda mais duros, o que levou mesmo à anulação da segunda passagem pela Tronqueira, classificativa que estava escalada para fechar o evento. E foi mesma na secção matinal de sábado que Meeke confirmou a supremacia iniciada a partir da 2ª PE do rali – antes dele Freddy Loix liderara após a Super-Especial de quinta-feira -, aproximando o minuto na liderança sobre a luta pela posição seguinte, que se revelou entusiasmante entre Nicolas Vouilloz e Jan Kopecký, passando o homemm da Peugeot britânica a pensar na gestão do tempo rumo ao segundo triunfo em 2009 no IRC. Para a segunda posição, lugar que acabou por ficar na posse do checo do Skoda Fabia S2000, o ritmo da disputa foi bastante rápido, acabando por ser o titular do campeonato, Vouilloz, quem se teve de contentar com o mais baixo lugar do pódio. Freddy Loix é que se quedou pela quarta posição, tendo sido muito prejudicado pelos dois furos sofridos, curiosamente nas duas passagens por Feteiras, ao longo da etapa de sexta-feira. Assim, e como melhor português na prova – chegando com mérito à quinta posição da geral, embora o acidente de Anton Alen tenha dado um derradeiro “empurrão”… - acabaria Fernando Peres, que, apesar da falta de ritmo e de alguma contenção na parte final, conseguiu fazer valer o conhecimento do traçado, para alcançar um resultado importante para o campeonato de Portugal de Ralis, competição onde averbou uma vitória (sexta-feira), e vencendo ainda entre os Grupo N convencionais, na frente de Franz Wittmann. O jovem austríaco foi uma agradável surpresa em São Miguel, conseguindo um bom resultado para a Ralliart, que passou a ser a segunda classificada entre as equipas do IRC, atrás da cada vez mais distante Peugeot. Conrad Rautenbach, em estreia numa viatura S2000, conseguiu o sétimo posto, mesmo se as dificuldades na adaptação ao carro limitaram o seu andamento ao longo do rali. Mesmo assim o habitual piloto da Citroën Junior Team ficou à frente de Ricardo Moura – se bem que beneficiando das decisões finais de neutralizar os Graminhais-2 e de anular a Tronqueira-2… -, com o campeão do Team Além Mar a ser o melhor açoriano e, mais importante que isso, a averbar uma vitória nas contas do “Nacional” de ralis (ver caixa). Campeão do azar, Bruno Magalhães apenas leva do “SATA” a certeza de poder ombrear com os melhores do IRC, sendo que a pouca sorte voltou a impedir uma luta efectiva pela vitória, com a transmissão do Peugeot a hipotecar, por duas vezes, esse sonho. Fechando o Top-10, o jovem madeirense Bernardo Sousa mostrou estar mais comedido e preocupado em rodar para os próximos desafios do PWRC, sendo que bateu Vitor Pascoal, com o amarantino a conseguir ainda assim sair de São Miguel na liderança do campeonato português. Apenas 25 equipas lograram terminar um prova que, sem ser emocionante em lutas pelas vitórias, movimentou a ilha de São Miguel como nunca se vira no reino dos motores, apenas havendo a apontar algumas lacunas na segurança do público, e sendo que esse compareceu em massa – e talvez daí as dificuldades… - indo para a estrada apreciar o desempenho de grande pilotos e um ambiente de festa e rapidez como bem desejam os adeptos dos ralis. A modalidade agradece…

 

Ricardo Moura, o melhor açoriano...

Açorianos: Moura imperial...

 

Com a maior naturalidade Ricardo Moura foi o melhor açoriano nas duas tiradas do “SATA”, ficando assim destacado na liderança do campeonato, num rali onde a sua maior façanha foi mesmo bater a concorrência nacional na etapa de sábado. Mesmo sentindo problemas com um injector, que o afastaram da cabeça da luta nacional na manhã de sexta-feira, Moura esteve imperial e demonstrou toda a sua valia na dupla frente em que está a actuar este ano. A luta pela segunda posição regional foi emotiva, com Ricardo Carmo a começar muito bem, mas contando com algum atraso do regressado “Licas” Pimentel. O homem do Subaru acabou mesmo a secundar Moura, até porque Carmo perdeu preciosos minutos na Tronqueira após uma saída de estrada. Fernando Casanova acabou na quarta posição e deve agora sentir saudades dos tempos em que guiou os Impreza. Destaque ainda para as equipas que alinharam ao abrigo do Super-Rallye, com Pedro Vale a ser o melhor e mesmo a fechar o pódio na tirada de sábado, assim como tiveram boas actuações Paulo Rego e Carla Rosado, que fechou a prova com um enorme salto na segunda passagem pela SE da Marques.

 

Classificação Geral do 44º SATA Rali Açores

07.Mai.09

Festa na estrada!

O espectacular Juho Hanninen testando o Fabia S2000...

Foto: Luís Pacheco/Ralis Online.

 

Será com os 1700 metros da Super-Especial “Grupo Marques” que, a partir das 18h20, se começarão a desenhar os contornos efectivos do SATA Rali Açores –edição 2009. Depois de uma espera ansiosa pela confirmação de se ver o certame do Grupo Desportivo Comercial no Intercontinental Rallye Challenge (IRC) – assim uma espécie de série B do WRC, se bem que com contornos competitivos bastante mais apetecíveis… -, está tudo a postos em São Miguel para que a folia de uma grande prova anime as estradas e se vejam em acção pilotos e máquinas de alto calibre. Sobre os favoritos à vitória já nos referimos na edição de ontem, pelo que hoje será tempo de divulgar as 49 equipas presentes – que deverão já ter sofrido duas baixas a confirmar… -, assim como sublinhar os factos de que se pinta esta envolvente já bem visível pelas Portas do Mar e arredores. Se a aposta era movimentar o comércio e as gentes locais, está ganha. Se a mesma passava por projectar os Açores no mapa internacional da competição automóvel (um desejo com mais de duas décadas…), então parabéns pelas presenças entre nós de muitos dos “experts” da matéria de diversos OCS da Europa e afins. Se a motivação, qualquer que ela seja, que deu azo a esta organização protentosa não passou por um desses dois campos, pois encantados na mesma. É que bom adepto que se preze nem por nada deixaria fugir a oportunidade de ver na estrada Hanninen, Loix, Basso e os outros. Outros onde se inserem 26 conjuntos açorianos, cada qual com as suas ambições definidas, mas tendo todos em comum o orgulho de participar num evento grandioso, pesem embora as dificuldades que essa presença acarreta e os elevados custos (cada vez maiores…) da modalidade. Está tudo pronto e os motores começam a aquecer pela hora de almoço no “santuário” dos Remédios, local escolhido para o “shakedown”, e onde outrora brilharam nomes de vulto dos ralis portugueses. Hoje há outros, e estão quase todos por aí…


 

Nota: Ralis sob dois olhares…
 
Numa realidade, que se saúda, e em que as entidades regionais – e aqui leia-se governo regional - apostaram nitidamente em guindar o SATA Rali Açores ao estrelato europeu, não podemos deixar de aferir a desigualdade gritante com que os ralis açorianos e os seus praticantes são tratados face a esta panóplia de apoios e incrementos que possibilitaram esta edição fantástica do SATA. Com efeito é simples destrinçar esses factores, pelo que aqui ficam (apenas) dois exemplos:
 
-Nas deslocações inter-ilhas a que são obrigados para competir nas diferentes provas do campeonato açoriano, pilotos e navegadores, assim como as restantes estruturas que os acompanham, contam apenas com os apoios conseguidos pelas diferentes organizações para ter passagens aéreas ou transporte de viaturas mais acessíveis ou pagos. São por isso tratados de forma liminarmente diferente dos restantes desportistas regionais nesse campo.
 
-Em mais uma recente edição da Gala do Desporto Açoriano, o governo regional premiou cerca de noventa personalidades – entre praticantes, dirigentes ou jornalistas – pelos seus feitos e dedicação em diferentes modalidades. Uma vez mais, e como vem sendo regra no certame, os desportos motorizados, e neste caso nem só os ralis, foram relegados para outra dimensão, no caso a dimensão das actividades que juntam milhares de espectadores mas que não são vistas como “verdadeiro” desporto pela tutela.

Veja o Rali na RTP-Açores...

06.Mai.09

Antevisão de campeão...

Horácio Franco, ainda e sempre uma referência dos nossos ralis...

 

Horácio Franco continua, apesar de semi-retirado (se assim se poderá considerar…), a ser o mais carismático dos pilotos açorianos, pelo que é mais que lógico saber como vê esta ascensão da “sua Volta à Ilha” - como insiste em apelidar a prova -, chegada aos meandros do IRC. O veterano micaelense não deixou de elogiar “todas as pessoas que, ao longo de tantos anos, trabalharam para que o SATA singrasse no panorama europeu, combatendo as agruras da insularidade e os elevados custos dessa subida”, explicou. Atenção especial para “o obreiro deste percurso, e que muito lutou para a realidade que estamos a viver esta semana, que se chama Francisco Coelho e que sempre acreditou que esta era uma meta possível de alcançar”, elogia o ex-campeão nacional de grupo N. Em termos competitivos, e como sempre nos habituou, Horácio Franco é peremptório na análise que faz das forças em presença, destacando o nome de Bruno Magalhães que, “para além de ter pelo seu lado o conhecimento do terreno, o que considero fundamental neste tipo de troços”, se apresenta como “um piloto ao nível dos melhores da Europa, apoiado numa estrutura muito rodada e competente que lhe disponibiliza um carro muito competitivo, e que procura um grande resultado internacional, que bem pode ser vencer nos Açores”. Dos restantes “cerca de dez candidatos claros para andar na frente do rali”, Horácio refere a equipa da Skoda como “uma grande incógnita, pois estreia o Fabia S200 na terra”, mas realçando que têm “dois grandes pilotos, dos quais realço o (Juho) Hanninen, sem dúvida um dos mais rápidos do panorama mundial, um homem do WRC, muito agressivo e espectacular, mas que poderá ser prejudicado por abrir a estrada no primeiro dia”, fora esse “há um grupo de excelentes pilotos, com boas máquinas, e que vão proporcionar uma grande luta, de onde sairá sempre a ganhar o público presente, que assistirá a um rali de luxo”, acrescenta. Em termos de estrutura, e antevendo “um grande desgaste dos troços nas passagens iniciais”, Franco diz que “os pisos estão muito rápidos, mas extremamente secos, o que vai originar valas e muita pedra solta nas segundas passagens, o que poderá resultar em furos e muito esforço das mecânicas”. Ao nível do grupo N, o antigo campeão espera que “o Ricardo Moura consiga manter a sua posição de primeiro na estrada, pois seria muito positivo se ganhasse o agrupamento, se bem que lutar contra um adversário rápido e muito experiente como é o Fernando Peres se afigure complicado, até porque ele é o que melhor palmarés apresenta na nossa prova. A eles junto o Adruzilo Lopes para nomear as três lebres neste grupo”. Finalmente, e inseridos “na grande festa que será este rali, há ainda as lutas de todos os outros conjuntos, entre eles vários açorianos, que vão tentar chegar a Ponta Delgada no melhor lugar possível, sendo que terminar este rali já será, para muitos, uma grande vitória”, concluiu.
 

 

06.Mai.09

O melhor "SATA" de sempre!

Bruno Magalhães, vencedor em 2008 e grande candidato este ano...

Foto: AIFA.

 

Vai amanhã para a estrada aquele que se poderá considerar o maior evento desportivo de sempre nos Açores. Sem querer melindrar os adeptos de outras modalidades, e sem sequer “puxar” a brasa para os lados das rodas e dos motores, a verdade é que o incremento mediático e o elevado grau de competitividade previsto fazem da edição 2009 do “SATA” um sucesso ímpar… antecipado, mas já amplamente confirmado. Juntar numa ilha no meio do Atlântico, e nos momentos de crise económica em curso, cerca de uma dezena de grandes nomes da senda internacional dos ralis, assim como transportar toda a estrutura inerente à presença de equipas oficiais de grande aparato e funcionalidade é, no mínimo, uma obra considerável. Pois esta está pronta a “servir”, sendo acompanhado este SATA de uma dúvida enorme em termos do que poderá ser a tabela final de resultados o que, para os amantes verdadeiros do desporto, é o mais apetecível cenário para qualquer competição. Assim, e numa análise em jeito de antevisão, que como todas poderá sair “furada” dadas as condicionantes que as provas de estrada sempre têm, não será de todo surpreendente que Bruno Magalhães “force” a nota e seja o primeiro a liderar a contenda, dadas as suas credenciais e a motivação que apresenta a cada saída. Contra o bi-campeão português a expectativa de quem se atreverá a arriscar faz-nos apontar três nomes (isto numa perspectiva meramente pessoal): Juho Hanninen (Skoda), Freddy Loix (Peugeot) e Kris Meeke (Peugeot), relegando-se para um plano hipoteticamente mais baixo (e apontando que poderão ser meras décimas de segundo…) homens como Giandomenico Basso, Nicolas Vouilloz (o actual titular do IRC), Jan Kopecký e Anton Alen, sempre escusando de comentar o que poderá fazer o “estouvado” Conrad Rautenbach ou onde se poderão posicionar as estrelas habituais de âmbito local Ricardo Moura e Fernando Peres, este último com um pecúlio de sete vitórias na ilha do Arcanjo. Se bem que o facto de apenas a Skoda e a Abarth terem testado nas estradas micaelenses possa ser um benefício a usufruir, a verdade é que qualquer aposta pode falhar, menos a que todos já fizemos e que se prende com o “show” que as 49 equipas vão querer dar na estrada, e para o qual se estarão a preparar muitos e muitos espectadores que, desde o soar do primeiro arranque na super-especial da Marques, não vão querer perder pitada da maior prova automobilística que já receberam as ilhas de bruma. Num espaço restrito pela sua vertente generalista, resta fazer um apelo para essa união de gosto pelos desportos de alta competição, deixando aqui o programa das “festas” que amanhã será completado pela lista dos intervenientes a concurso. E que ganhe o melhor!
 
Shakedown:
5ª Feira, dia 7
Troços dos Remédios das 12h00m às 15h00m

1ª ETAPA/1ª SECÇÃO
(5ª Feira, dia 7)
Ponta Delgada / Ponta Delgada
 
Assistência
Kms
17h45m
1ª PE
Grupo Marques 1
1,70
18h20m
 
Assistência
 
18h44m
1ª ETAPA/2ª SECÇÃO
(6ª Feira, dia 8)
Ponta Delgada / Ponta Delgada
 
Assistência
Kms
09h29m
2ª PE
Feteiras 1
7,47
10h12m
3ª PE
Sete Cidades 1
14,64
10h37m
4ª PE
Pinhal da Paz 1
13,82
11h16m
 
Reagrupamento
 
11h54m
1ª ETAPA/3ª SECÇÃO
(6ª Feira, dia 8)
Ponta Delgada / Ponta Delgada
 
Assistência
 
12h20m
5ª PE
Marques 1
14,84
13h05m
6ª PE
Coroa da Mata 1
7,05
13h45m
7ª PE
Achada Furnas/L. Maia
18,20
14h24m
 
Reagrupamento
 
15h56m
1ª ETAPA/4ª SECÇÃO
(6ª Feira, dia 8)
Ponta Delgada / Ponta Delgada
 
Assistência
Kms
16h22m
8ª PE
Feteiras 2
7,47
17h15m
9ª PE
Sete Cidades 2
14,64
17h40m
10ª PE
Pinhal da Paz 2
13,82
18h19m
 
Assistência
 
18h57m
2ª ETAPA/5ª SECÇÃO
(Sábado, dia 9)
Ponta Delgada / Ponta Delgada
 
Assistência
Kms
08h31m
11ª PE
Ribeira Grande
7,24
09h22m
12ª PE
Graminhais 1
21,78
10h17m
13ª PE
Tronqueira 1
21,94
11h05m
 
Reagrupamento
 
12h40m
2ª ETAPA/6ª SECÇÃO
(Sábado, dia 9)
Ponta Delgada / Ponta Delgada
 
Assistência
Kms
12h55m
14ª PE
Marques 2
13,50
13h37m
15ª PE
Coroa da Mata 2
7,02
14h16m
16ª PE
Grupo Marques 2
1,70
14h52m
 
Reagrupamento
 
15h14m
 
Assistência
 
15h29m
17ª PE
Graminhais 2
21,78
16h52m
18ª PE
Tronqueira 2
21,94
17h40m
 
Assistência
 
19h15m
Chegada Ponta Delgada (20h05m)

 

 

05.Mai.09

Olé para os sorrisos no interior da ilha!

Início da tarde todos se "atiravam" à comidinha...

Foto Pedro Costa/Fotaçor.

 

No passado sábado, e curiosamente um dia depois da época de tourada à corda se ter iniciado entre nós, foi tempo dos amigos das corridas de toiros se juntarem, naquela que já se vai tornando uma tradição para o grupo que, ano após ano, reúne no tentadero de Humberto Filipe. Para a sexta contenda da praxe, a “ementa” era apetecível e até mesmo o dia ajudou, com um sol ameno e uma brisa fresca a receberem os presentes pela manhãzinha, o que ainda deu sabor mais precioso ao caldinho de peixe preparado pelo agora-avô Costa. Na Estrada das Doze as instalações do “ganadero do povo” foram poiso para conversas e piadas onde, pela tarde, as temáticas andaram dentro e fora de curros, sempre tendo como fito a diversão que as nossas gentes aplicam a esta ou aquela actividade. E se foi o próprio Tio Humberto a “tocar” para a costumeira sueca, a verdade é que, nos grelhadores, a brasa já estava pronta e, perto do meio-dia, chegou um repasto de luxo, do qual temos de salientar um coelho e um cabrito de chorar por mais. Pelas mãos, de apertos e cumprimentos, as “minis” iam dançando, com um mote de tinto em mesa posta sendo que, correndo o dia, foi também hora de saltar ao telhado e aos muros para apreciar os animais no tentadero contíguo, onde um ou outro toureiro de ocasião tentou a sorte, com Jorge “Zana” Silva a marcar pela experiência e Carlos “Stop” Silva a deslumbrar pela já “quente” valentia. E a música das Doze Ribeiras ia embalando a folia com ritmados “passo dobles”. Foi uma tarde, não de toiros mas lá próximo, que se voltou a transformar em data de festa. E a comissão, este ano a integrar Ricardo Costa, Steven Vieira, Duarte Alves e Luís Vieira, deu por bem empregue o trabalho, juntando novamente miúdos e graúdos da festa brava local. Para o ano, e sabendo-se que a “quadra” nomeada apresenta quatro ex-estudantes terceirenses em Beja – César Fonseca, João Leonardo, Pedro Correia e Leonardo Silva – será de esperar qualquer coisa próxima de um ensopado, se bem que umas migas ou uma qualquer coentrada não sejam de desperdiçar com um mar de permeio para a planície alentejana…