Nas últimas duas manifestações culturais a que assistímos os aplausos estiveram em alta. Domingo, na imponência da Sala Guilhermina Suggia (Casa da Música), o jovem pianista João Bettencourt da Câmara teve de voltar duas vezes ao palco onde se estreava, isto já depois de ter dedicado à audiência um suplemento à complexa peça de Schumman da segunda parte do seu recital. Ontem, na alegria final do auditório principal do Rivoli (sim, aquele mesmo do anel de rubi...), José Raposo, Rita Ribeiro e seus pares estiveram longo tempo a agradecer a salva de palmas da apoteose final num musical de bom gosto, emoção e técnicas apuradas.
Será esta necessidade de aplaudir aos sentidos uma outra forma de (demonstrar) estar em crise?
Já escrevi mais do que uma vez sobre Lisandro López, que considero um atacante superior à média e, acima de tudo, um dos dianteiros mais talentosos que já passou por Portugal. Assim vinha rotulado das pampas, embora tenha levado algum tempo a ambientar-se ao futebol luso. Numa tabela divulgada há poucos dias, fiquei a saber que o sul-americano foi o 12º goleador (24 golos em 27 jogos) do planeta em 2008 e, por mera curiosidade, o 5º dos que actuaram na Europa, exactamente atrás de Huntelaar (Ajax), Cristiano Ronaldo (Manchester United), Guiza (Mallorca) e Scott McDonald (Celtic Glasgow). Que 2009 faça ouvir muitas vezes a claque gritar: Lisandro...Looopez!
Um interessante e delicioso site juntou todos os modelos automóveis que Hergé "utilizou" nos muitos álbuns das "Aventuras de Tintin", uma saga iniciada em 1925 ("Tintin no país dos Sovietes"). Variações e diversidade num levantamento que dá gosto ver. Para consultar (e guardar) aqui .
Refira-se que o Salão Automóvel de Bruxelas, em 2006, dedicou um espaço às viaturas da série de aventuras que, ainda hoje, faz as delícias de pequenos e graúdos.
Vejo agora no "Jornal da Tarde" (RTP1) que os portugueses, à conta da crise, "poupam" nas revisões dos seus automóveis, "arrastando" sem fim a substituição de peças como os calços de travões, e deixando as pequenas reparações para as também pequenas oficinas, ao invés das regiamente pagas instalações dos concessionários das marcas. Vá lá que ao menos na estrada a condução é um primor...
José Sócrates admitiu ontem (pelo menos presumindo que "cenário cada vez mais provável" queira dizer isso...) que o país vai entrar em recessão, mas pediu maioria absoluta nas legislativas. Será que já começou mesmo este novo ano?...
Ao longo do ano passado, e durante as várias coberturas jornalistícas efectuadas para "a UNIÃO", registei algumas centenas de imagens dos ralis açorianos. Em jeito de resenha, e ao estilo dos "Apanhados", juntaram-se algumas das mais curiosas, entretanto publicadas nos sites nacionais "Ralis Online" e "Motores Magazine", pelo que aqui fica o link para uma curiosa galeria.
Obras de Beethoven, Brahms e Schumann compõem o programa com que João Bettencourt da Câmara abre, ao final da tarde, o Ciclo de Piano de 2009 da Casa da Música, no Porto.
O concerto vai iniciar-se com a Sonata para piano n.º 31 em Lá bemol maior, op.110, de Ludwig van Beethoven, a que se seguem as Variações sobre um tema de Paganini, op.35 (Livro II), de Johannes Brahms. A segunda parte será dedicada inteiramente aos Estudos Sinfónicos op.13, de Robert Schumann.
Vencedor de vários concursos de piano, João Bettencourt da Câmara tem origens açorianas e é, aos 20 anos, uma das grandes promessas da música em Portugal.A sua estreia na Casa da Música será feita com "obras onde se destacam as características polifónicas do piano enquanto instrumento de múltiplos coloridos orquestrais".
Acompanhando cerca de cinco mil adeptos foi, com efeito(s), uma boa forma de desopilar a jornada inaugural de 2009, isto apesar da noite de estreia até ter sido calma. Num ambiente descontraído, e instalados na sempre sumptuosa bancada do Dragão, ou como resumiu o meu sobrinho Luís: "isto aqui está-se mesmo bem... ", pudemos presenciar uma mão cheia de movimentações para-adepto-ver, assim como aferir a forma rápida e possante como estes homens actuam, mesmo a meio-campo, e mesmo sem grandes acelerações...
Gostei da pompa sempre elegante com que Lucho trata a bola, assim como me marcou a certeza com que jogam, e fazem jogar, Raul Meireles ou Bruno Alves. Isto para além da eficácia e entrega do jovem "keeper" Ventura, para quem se adivinha um grande futuro. Também apreciei - e espero não me arrepender por escrever isto...- da atitude e da influência de Farías nas sequências de jogo efectuadas, onde vários jogadores, à conta da presença dos habituais suplentes, se exibiram em diferentes posições no terreno. Nada como começar o ano de azul-e-branco ao peito...
PS-Numa alusão pictórica às recordações do nosso actual presidente, devo referir que - e à semelhança de outros natais... - só depois do Reveillon é que toquei no bolo-rei mais próximo. Estava quase no fim, mas delicioso. Decididamente as coisas sabem melhor se não há enjoos pelo meio...