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PORTO DAS PIPAS

miguel sousa azevedo - terceira - açores

PORTO DAS PIPAS

miguel sousa azevedo - terceira - açores

03.Nov.08

Escrita criativa na Praia.

A Casa Vitorino Nemésio recebe esta próxima semana um workshop de Escrita Criativa no âmbito do evento "Outono Vivo".

Leocádia Regalo, professora, poeta e tradutora, adiantou ao jornal "a UNIÃO" os conhecimentos e as aprendizagens que a actividade pode proporcionar a partir da produção de textos.


 

03.Nov.08

Entrevista Ricardo Moura ("a UNIÃO")

Aos 29 anos de idade (n. 4-2-1979) alcançou uma das metas sonhadas quando, em 1999, se estreou com um pequeno Toyota Starlet nos VSH do Rali da Ribeira Grande. Acompanhado desde 2003 pelo fiel Sancho Eiró, e integrando o “Team Além Mar” há quatro temporadas, Ricardo Moura vai representar os Açores no campeonato de Portugal de ralis (2009) e promete a entrega de sempre. Licenciado em Estudos Europeus e Política Internacional, Moura integra agora a equipa comercial de uma empresa de construção que se está a instalar na região, isto depois de também ter apresentado um programa de televisão e de ter integrado um projecto da Direcção Regional do Trabalho. Vivendo há três anos com a sua companheira Teresa, o piloto micaelense não esconde o brilho no olhar quando fala da pequena Alice, a filha de ambos que tem apenas 15 meses, assim como que a rever nela os anseios da vida onde se assume como um homem persistente e feliz…

 

Ricardo Moura/Sancho Eiró - Campeões dos Açores de Ralis em 2008...

 

"Sempre trabalhei muito para fazer ralis..."

Entrevista: Miguel de Sousa Azevedo - "a UNIÃO"


A conversa, há cerca de duas semanas, com o amigo e campeão...

“a UNIÃO” - Não será necessário dizer que o saldo desta época foi positivo, mas talvez que os resultados excederam as previsões…?

Ricardo Moura – Penso que sim. Os objectivos no início da época, e recordando que este é um projecto a dois anos, passavam por sermos bastante competitivos e, se possível, lutarmos pelas vitórias em algumas provas. Com o correr da temporada de facto as coisas foram acontecendo e verificámos que a competitividade se ia consolidando, pelo que houve um avanço nas nossas melhores perspectivas…

“aU” - Em que altura da época começaste a acreditar que era possível chegar ao título?

R.M – Penso que entre Santa Maria e o Lilás. Primeiro porque sabia que na Terceira poderia ser mais competitivo que em Santa Maria, onde o Fernando (Peres) tinha o carro mais bem afinado, e fruto da grande experiência – cerca de duas épocas – que possui com o EVO9. Mesmo ciente de que ainda não conseguimos a afinação ideal para o asfalto, sabia que na Terceira, ainda mais com a presença do Gustavo, as contas poderia funcionar a nosso favor.

“aU” - Desde quando esperavas a primeira vitória à geral?

R.M – Esperava que tal viesse a suceder ainda antes do Faial, mas sempre afirmando que esperarem que ganhássemos ralis com o carro anterior, como por vezes ouvi, era uma coisa utópica. Inclusivamente no Sical do ano passado a vitória poderia ter acontecido, mas fruto de condições diferentes do que agora acontece. Mas, efectivamente, só depois de me sentar a sério no EVO9 é que percebi como se pode andar e fazer tempos em plena segurança…

“aU” - O panorama global do campeonato dos Açores está em ebulição. Que opinião tens sobre isso?

R.M – Em função do panorama nacional até acho que é uma competição que está bem lançada, tanto a nível de disputas como na renovação que vai acontecendo no seu parque automóvel. Mas logicamente que o futuro apresenta incertezas, até porque há uma crise económica que é real e que afecta um desporto tão caro como são os ralis. Se calhar poderia haver condições regulamentares que se adaptassem à nossa realidade, mas acho que há falta de pilotos, ou de projectos assumidos, para disputar a totalidade do campeonato. Sei bem que a grande barreira são os custos mas talvez haja dificuldade de abarcar um desafio e correr noutras ilhas, isto referindo-me, por exemplo, aos pilotos terceirenses, ilha onde está sedeada a “essência” verdadeira dos ralis…

 

Em acção no Rali Ilha Lilás deste ano...

“aU” - É inegável referir que, mesmo face ao que a motivou, a vinda do Fernando Peres para os Açores foi um ganho qualitativo bastante grande?

R.M – Há dois prismas distintos que temos de apurar. Uma fase inicial em que o Fernando teve tudo do melhor em termos de material, o que levou a concorrência a esforços desmedidos para acompanhar essa toada, que se traduzia também nos andamentos, e depois o aspecto de haver uma equipa por trás da sua participação que apoia outros concorrentes do campeonato. Numa segunda fase, e quando o nivelamento está feito completamente por cima, os adversários directos começam a ver que é muito difícil manter esse mesmo nível, e aí, com um balanço positivo da sua presença que permitiu grande evolução e notoriedade ao campeonato, temos de aceitar que foi uma valia que o veio engrandecer.

“aU” – Qualquer piloto do mundo que venha agora correr aos Açores com um grupo N arrisca-se a perder troços…

R.M – Julgo que sim. Pelo menos até ganhar o ritmo necessário para se poder adaptar aos troços, e aí “vai-se embora”. Mas, numa fase inicial, julgo que será assim.

“aU” - A quase confirmada entrada do SATA Rali Açores no calendário do IRC é benéfica?

R.M – Já percebi que o entrave em curso é causado apenas por questões financeiras. Pelo menos é essa a impressão que tenho. Não acredito que, depois de tantos anos a investir numa subida gradual do rali, se fique às portas dessa pretensão. O IRC é um campeonato extremamente mediático, com horas de directos televisivos a nível mundial, pelo que julgo que se têm de aproveitar as condições actuais, que são únicas, para os Açores “agarrarem” esta oportunidade. Para além do bom trabalho efectuado pelo GDC para promover a prova é bom realçar que há uma conjuntura que poderá não ter repetição…

“aU” - Era uma prova que gostavas de ganhar um dia?

R.M – Ah, claro que adoraria que isso acontecesse…e acho que até nem será uma coisa completamente impossível, desde que numa realidade – até regulamentar – que nos permita outra competitividade. Mas como espero fazer ralis ainda por muitos anos manterei esse sonho, no qual vou acreditar sempre.

“aU” - O que esperas fazer em termos da participação nacional em 2009? E qual será a estrutura ideal para enfrentar essa dupla tarefa?

R.M – Queremos pôr de pé um projecto bem estruturado e que possa promover os Açores de uma forma digna. Primeiro porque acredito no potencial das nossas ilhas e orgulho-me de ser açoriano, e depois porque é uma distinção – de louvar, pois é inédita a nível nacional – que nos será permitida por termos sido campeões. Em termos de promoção da região essa será a nossa prioridade, sendo que queremos fazê-lo de uma forma válida e digna. A logística a aplicar ainda não está definida, mas poderá passar pelo aluguer de uma viatura para as provas no continente, ou então por trocar o nosso EVO8 - que também pode ser o carro a utilizar - por um EVO 9 que faça a mesma função, só que isso será difícil em termos de orçamento. Não me querendo queixar, recordo que o apoio de 100 mil euros foi criado há quase 10 anos e, desde então, os preços e as necessidades subiram bastante…
O projecto engloba angariar outros apoios da região para que o “bolo” disponível possa proporcionar outras ambições. Mas tudo de uma forma realista e pensando no futuro.

“aU” - Quais são as aspirações que se proporcionam?...

R.M – Penso que o facto de fazer mais provas em 2009, independentemente dos resultados obtidos, será uma grande aprendizagem para mim, como piloto, podendo explorar um ritmo que o facto de estar a lutar por pontuações por vezes impede. Sempre geri a carreira de uma forma sustentada e com os olhos postos no futuro e penso que será sempre preferível manter uma toada de aprendizagem nas provas totalmente desconhecidas, evitando brilharetes eventuais que poderão dar mau resultado.

“aU” - Quem é a tua referência como piloto, actualmente? És fã de algum dos homens do WRC?

R.M – Tenho uma tendência natural a não simpatizar com quem ganha sempre tudo, o que não impede reconhecer que o Sebastien Loeb seja o número 1 da actualidade. Gosto muito do estilo e da irreverência do Latvala (Jari-Matti, piloto da Ford), que penso apenas precisar de maior consistência, mas a minha referência infelizmente desapareceu e era o Colin McRae. Era um piloto fantástico e que seduziu multidões pelo mundo inteiro. No campo da Produção tenho de salientar o Juha Hanninen, que é muito jovem e, sem dúvida, talentoso. Tendo ainda a sorte de ter tido apoios na altura certa, o que o fará evoluir ainda imenso…

“aU” – Os apoios, sempre eles…

R.M – É verdade. Sei bem o que custa conseguí-los, pois já pratiquei outros desportos (Bodyboard) e, embora se diga que sempre tive ajudas importantes, tenho de explicar que sempre trabalhei muito para tê-las. Não tenho dinheiro de família nem hipóteses de correr por minha conta, pelo que acho imperioso arriscar na altura certa, mas sempre fazendo as coisas da forma mais profissional possível. Não posso deixar de referir o papel fundamental do meu pai nesta aventura de fazer ralis, um apoio que nunca se refreou e que nunca deixo de agradecer.

“aU” - As vossas presenças na Terceira são cada vez mais acarinhadas pelo público local. O que há para dizer perante uma verdadeira aficion pelos ralis?

R.M – Fazer ralis na Terceira permite respirar o verdadeiro gosto pela modalidade, sendo um enorme prazer correr numa terra onde somos recebidos de forma calorosa e entusiasmada. Os terceirenses, e isto que digo é sentido e genuíno, adoram ralis e transmitem isso a quem vai dentro do carro. Para além de gostar muito da ilha por outras razões, sinto um carinho especial que o público nutre por nós. E isso dá ainda mais emoção aos bons resultados e vontade de, sempre que posso, participar noutras provas e manifestações como tem acontecido.

“aU” – Os ralis são o melhor desporto do mundo?

R.M – Os ralis encerram sempre um peso financeiro que complica no delinear de objectivos. E isso está bem patente no trabalho imenso que deu para montar este novo projecto e na dedicação necessária para isso. Sou um grande amante do mar e quando pratiquei Bodyboard sei que poderia ter chegado a um patamar muito elevado. Mas, traçando um paralelo entre ambos os desportos, considero que se o “body” será um estilo de vida, os ralis são uma paixão que alimento com muito esforço, mas onde a adrenalina e as emoções são espantosas…



Gente simples…

Depois do "SATA" do ano passado, a "voltinha" de EVO5 na pedreira da Marques...


Conheci o Ricardo em 2001, corria então com o difícil Daewoo Lanos e era acompanhado pelo Luís Ramalho, com quem travei uma engraçada amizade nas minhas andanças pelo Nacional de Ralis. No ano seguinte a então jovem promessa açoriana, que já tinha títulos no seu palmarés, foi até ao continente para, no segundo carro do Horácio Franco – então em luta aberta pelas vitórias do grupo N -, começar a aprender novos troços e novas realidades. Fui acompanhando a evolução regrada e metódica do seu andamento, onde o talento puro acompanhou sempre uma noção clara de cumprir objectivos, pelo que não me admirou a aposta ambiciosa de, há cerca de um ano atrás, preterir assistências partilhadas e rumar a um projecto próprio, consubstanciado na aquisição de um “mundialista” EVO9 ex-Armindo Araújo. Mais do que comentar resultados fica aqui a garantia de que a postura e a curiosidade com que descobria os troços complicados do Figueira da Foz’2002, num misto de curiosidade e simplicidade que não disfarçava o deslumbramento de rodar entre os melhores, é exactamente a mesma do recém coroado campeão açoriano. Só que agora mais maduro, com condições para outros voos e ciente da responsabilidade e do orgulho que será representar as suas ilhas em 2009. Ilhas onde os adeptos não param de o apoiar e incentivar. Ao que tem sabido responder à altura…
MSA


 

02.Nov.08

"Desconfiança" nos ralis açorianos?...

Fernando Peres em acção no SATA Rali Açores deste ano´~...

 

Fernando Peres enviou para análise os pneus que furou nas duas últimas do campeonato açoriano de ralis deste ano, exactamente o Ilha Lilás (Terceira) e o Rali da Lagoa (São Miguel), provas onde o piloto do Porto foi, respectivamente, terceiro e segundo da geral, resultados que inviabilizaram a conquista do apetecido quarto título absoluto consecutivo. Em entrevista dada esta semana à Antena1-Açores, Peres afirmou ter entregue “cinco pneus para avaliação por parte de especialistas, uma vez que não considera normal ter tido tantos furos nas últimas duas provas da época”, explicou.

O vice-campeão terá então remetido para análise o pneu furado na Terceira e os quatro pneus danificados sem remédio no Rali da Lagoa. Peres revelou ainda que “nenhum dos furos foi na banda lateral do pneu, aquela que mais normalmente cede, mas sim na zona de piso onde, segundo o piloto, é extremamente difícil acontecer um furo”, cita o site “Zona Rallyes”.
O piloto do Porto ressalvou que “não está em causa a vitória de Ricardo Moura no campeonato”, mas que quer tirar uma dúvida que o assola sobre as causas “de ter tido tantos furos consecutivos”. Peres afirma que sofreu, em “duas provas apenas”, mais furos do que nos restantes anos em que disputou o Campeonato dos Açores. O piloto faz questão de vincar, relativamente ao último rali do ano, que “em Marques-1 – isto reportando-se ao Rali da Lagoa - não fomos os únicos a furar, uma vez que o Ricardo Moura e o Carlos Costa tiveram igual sorte, já na segunda passagem por aquele troço apenas os nossos pneus não resistiram”, disse.
Fernando Peres tinha já salientado, numa entrevista – curiosamente apenas disponível no site da “Peres Competições”… - que “nunca tínhamos furado 4 pneus no mesmo rali, ainda para mais num rali só com 6 classificativas. Todos eles furos lentos. E, depois de analisarmos nas 3 rodas que os pneus não se desfizeram ainda ficamos mais desiludidos, dado que não se pode falar simplesmente de azar. O mesmo já se tinha passado no Rali Ilha Lilás”, disse o tri-campeão dos Açores.
Quanto à sua continuidade no campeonato açoriano em 2009 o piloto referiu que, segundo as informações que tem da Fábrica de Tabaco Estrela (FTE), “em princípio o alinhamento do Team Além Mar será para continuar”, mas ressalva que, caso não conte com o apoio da FTE, e na medida das suas possibilidades, deseja “voltar a fazer o campeonato”, esclarece.

 

02.Nov.08

Um Poema para o dia 2 de Novembro de 2008.

PÉROLAS (João Coelho da Rocha)

 

Elos de pérolas reluzentes

São entes queridos das donzelas
Às quais segredam suas cortejadas peripécias
De cortesãos cavalheiros
As suas conchas são recipientes de néctares
Em que banham de odores suas delicadas peles
Com elas brincam jogos de escondidas
Nos desígnios do enlevo dos seus sonhos
Nas recolhidas preces
De seus íntimos desejos
Qual rosário de contas
De prenhes pedidos de neófitos rebentos
 

 

02.Nov.08

Pois... e agora, Mr. Jesualdo...?

À terceira derrota consecutiva será tempo para repensar o quê?...

 

Já por aqui me vêm "espicaçando" para escrever qualquer coisa sobre futebol, numa clara alusão ao mau momento que o "meu" F.C. Porto atravessa, ao qual não serão (novamente) estranhas as andanças e saídas de jogadores para as bandas do Estádio do Dragão. Simplesmente, e eu que nunca fui grande adepto de uma certa sobranceria que amíude identifico em Jesualdo Ferreira e nalguns dirigentes do clube do meu coração (e da minha segunda cidade, assinale-se...), a coisa corre mal quando as derrotas surgem e, principalmente, quando a apatia (e algum azar...) se apodera da equipa em tempos de reagir. Ao Porto de Jesualdo não lhe faltará qualidade individual, mas sim a raça que vejo em equipas como o Braga ou o Paços de Ferreira (talvez também no Rio Ave e no Nacional...) desta temporada, e que remam a sério quando é tempo de correr contra o prejuízo, mas fazendo-o com a bola nos pés e com o discernimento a funcionar. Talvez o discernimento que falta ao veterano treinador na hora de escalar o "onze" e de mudar estratégias, o discernimento que faltou aos dirigentes na hora de "romper" com Jorge Costa, o mesmo discernimento que nem se abeirou das hostes azuis-e-brancas quando o fenómeno Diego rumou à Alemanha ou quando se incompatibilizaram com Postiga, que bem jeito daria agora...

Mas, como em outras coisas na vida, o futebol passa e repassa no momento e na emoção, pelo que estou ciente de ainda fazer contas favoráveis esta época...e de marcar daqui a dias a passagem do Natal para uns dias antes do habitual, de modo a chegar a tempo da recepcção (21 Dez) ao Marítimo. Quanto ao resto tenho a felicidade de ter nascido na década de setenta do século XX, ou seja com a minha existência ligada apenas e tão só a um mar de triunfos e alegrias, que aprendi a viver com emoção e fulgor nas Antas e arredores. Bib'ó Porto, c...!

01.Nov.08

Sousa Júnior e Oldemiro Figueiredo.

O "Outono Vivo" apresentou esta tarde um colóquio sobre duas figuras históricas da Praia da Vitória, Sousa Júnior e Oldemiro Figueiredo. Uma parceria da Câmara Municipal, do Instituto Açoriano de Cultura e da Santa Casa da Misericórdia, que contou com António Valdemar, Carlos Enes e Fernando Rosas como oradores.

Bisneto orgulhoso do primeiro dos homenageados, que a sua Terceira natal parecia ter esquecido no passar dos anos, aqui deixo as palavras de dois dos oradores. Para além da nota de vaidade e arrepio que associei aos elogios feitos a quem nos corre no sangue...


 

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