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PORTO DAS PIPAS

miguel sousa azevedo - terceira - açores

PORTO DAS PIPAS

miguel sousa azevedo - terceira - açores

25.Out.11

Moura, Campeão de Portugal!

Ricardo Moura, no troço do Buçaco...

Foto: José Bandeira/Motores Magazine

 

Ricardo Moura sagrou-se campeão nacional absoluto de ralis, após terminar em segundo lugar o Rali de Mortágua, a sétima prova do calendário, jornada onde o açoriano foi dominando os acontecimentos até ter de decidir-se – o que fez com precisão e inteligência – pela gestão do resultado que servia as suas ambições, sem pôr em risco o corolário esperado de uma época onde foi, a todos os níveis, o piloto mais completo do plantel, vencendo à geral os ralis Torrié e Centro de Portugal, sendo o melhor português no SATA Rali Açores e o melhor do campeonato no Rali Vinho Madeira. Apenas a desistência no Rali de Portugal manchou de algum modo um conjunto de actuações onde a fiabilidade do Mitsubishi Lancer EVO 9, o ritmo adquirido nas últimas temporadas, o talento natural do micaelense e o entrosamento ganho dentro do carro com o amarantino António Costa deram frutos e granjearam espectáculo nos troços continentais, onde o nome dos Açores voou bem alto e a bandeira da região se foi desfraldando ao tom do sucesso…

Corrido em dois dias, o Rali de Mortágua foi o palco da luta final pelo título – falta ainda correr-se o Rali Casinos do Algarve, onde Ricardo Moura não vai marcar presença -, e ao açoriano bastava um quarto lugar, perante uma vitória de Vitor Lopes, para ser campeão. Desde a primeira classificativa se percebeu que, mesmo em modo de gestão, o homem das ilhas de bruma andava ainda assim na frente, vencendo duas das cinco classificativas da primeira jornada da prova, e chegando ao final da tarde com cerca de 5 segundos de avanço sobre o veterano do bonito Impreza N15 que, como lhe competia, dava a melhor réplica ao EVO azul e branco. Na luta pelo pódio, e depois de um mau início, Pedro Meireles e Pedro Peres iam animando o rali, com o piloto do EVOX “Galp” a conseguir maior eficácia face ao rápido portuense. Assim se aguardou pelos troços de domingo, onde a contenda incluía passagem dupla pela classificativa de Espinho, a mais longa e desgastante do rali, e onde o campeão açoriano mostrou cuidados redobrados, perdendo à volta de 15 segundos por passagem para Lopes, que assim se guindou ao triunfo no fim-de-semana. Apenas um azar na ponta final poderia impedir Moura de ser campeão. Assim não aconteceu, e com naturalidade e segurança o título absoluto apanhou um voo de primeira classe rumo ao arquipélago, onde os adeptos da modalidade, os amantes do desporto e as entidades oficiais felicitaram de diversas formas um piloto que se afirmou em definitivo pela sua rapidez e consistência.

Quanto à restante tabela, e com a vitória segura e merecida de Vitor Lopes, Pedro Meireles ainda venceu um troço e fechou os lugares de honra, isto também depois de Pedro Peres se ter despistado e desistido, cabendo o quarto lugar ao rápido madeirense João Silva – acompanhado pelo nosso amigo e velho conhecido José Janela… -, o melhor das duas rodas motrizes, adiante do desactualizado Corsa S1600 com que Paulo Antunes fez pequenos milagres de condução. Paulo Neto foi quem se seguiu ainda nas duas rodas motrizes, bem na frente do jovem micaelense Hugo Mesquita, que definitivamente encontrou no Renault Clio R3 o melhor aliado para a sua franca evolução ao volante. O piloto/jornalista João Fernando Ramos fechou o lote dos oito primeiros, num rali onde a ameaça de chuva para domingo apenas se concretizou na hora da chegada a Mortágua, quase parecendo que o anti-ciclone dos Açores abrira uma brecha temporal para saudar um campeão esperado… Parabéns, Ricardo Moura!

 

Líderes da Prova:
Ricardo Moura (1ª à 6ª PE); Vitor Lopes (7ª à 9ª PE)

Vencedores de Troços:
Ricardo Moura (3); Vitor Lopes (5); Pedro Meireles (1)

Classificação Final:


1º Vitor Lopes              Hugo Magalhães Subaru Impreza WRX N15    1h02m06,5
2º Ricardo Moura         António Costa     Mitstsubishi Lancer EVO9     a 30,8s
3º Pedro Meireles          Mário Castro       Mitsubishi Lancer EVOX       a 1m30,6s
4º João Silva                 José Janela           Renault Clio R3 Maxi            a 3m18,0s
5º Paulo Antunes          Alberto Oliveira   Opel Corsa S1600                  a 3m21,3s
6º Paulo Neto                Daniel Amaral     Citroen DS3 R3 T                  a 6m35,9s
7º Hugo Mesquita         Nuno R. Silva      Renault Clio R3                      a 7m55,1s
8º João F. Ramos          Marco Macedo     Mitsubishi Lancer EVO9        a 9m42,9s

 

O novo campeão nacional de ralis...

Foto: António Bettencourt

 

"Obrigado a todos..."

 

Ricardo Moura era, naturalmente um homem feliz à chegada a Mortágua, celebrando junto à pequena comitiva açoriana o tão desejado título nacional. O piloto confirmou “uma enorme alegria por ser campeão de Portugal de ralis, ainda mais quando é a primeira vez que um açoriano alcança este objectivo. Sinto-me igualmente feliz por ter conseguido dar à ARC Sport o seu primeiro título absoluto”, adiantou, revelando que a formação de Aguiar da Beira “foi uma equipa que, ao longo de todo o campeonato, demonstrou um elevado grau de profissionalismo e uma dedicação extrema. Como açoriano, estou bastante

orgulhoso por ser campeão, e tenho a convicção de ter conseguido um excelente retorno para a região durante este ano”, afirmou Ricardo Moura, que não se escusou a agradecer “a todos quantos nos apoiaram durante o campeonato e, especialmente, neste fim-de-semana, enviando mensagens, telefonando, através da internet, criando uma onda que nos fez sentir esse apoio dentro do carro. Foi uma energia positiva que, certamente, ajudou à nossa concentração”, confessou.

Em relação à prova do Clube Automóvel do Centro, Moura sabia que não devia arriscar uma luta pela vitória, pois “o nosso objectivo era o campeonato e por isso tentei gerir o andamento no segundo dia, não arriscando nada, principalmente no troço maior, pois poderia deitar tudo a perder”, disse o piloto, que apenas lamentou o facto “do António Costa não ter alcançado o título absoluto – o navegador de Amarante não disputou os ralis de Portugal e dos Açores com Moura, onde Luís Ramalho e Sancho Eiró foram os seus companheiros de equipa… -, mas é dele também uma parte fundamental deste sucesso”, concluiu.

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