Quinta-feira, 12 de Junho de 2008
Da lusa pátria...

Os símbolos (con)federativos das 16 selecções do Euro'2008...

 

Antes de mais devo confessar que tive de me resignar às duas boas exibições de Portugal na fase de grupos deste Europeu. Não me considero um "anti-Scolari", mas nunca encaixei bem com o misto chorminga/durão que o seleccionador brasileiro (sim, que é a sua nacionalidade...) veio imprimindo na equipa de todos nós mas, e os resultados são claros, a eficácia e a forma coesa com que "Felipão" pôs a turma das quinas a jogar na Suiça, aliado à enorme qualidade do plantel que tem à sua disposição, afastam a voz dos detractores firmes da sua orientação. Pode ou não gostar-se do estilo, da forma, do interesse meio-peganhento da sua conversa estudada ou mesmo dos métodos aglutinadores de união e companheirismo, mas a verdade é que o toque de bola e o futebol escorreito (perdoai-me o "menesismo"...) já convenceram o mundo do desporto-rei. Nem sequer parece a equipa que jogou a qualificação!...

Arrisco até a fazer uma apreciação personalizada dos jogadores até agora utilizados, sendo esta apenas a minha opinião pessoal:

 


Ricardo-Apesar de alguns bons pormenores, continua a ser um tanto inseguro na generalidade e desastroso na particularidade das saídas a bolas altas.

 

Bosingwa-Para já pouco fulgurante, faz a diferença no jogo homem-a-homem e precisa de espaço para os seus famosos sprints.

 

Paulo Ferreira-Vai cumprindo sem grandes dissabores, mostrando que, mesmo fora do seu lugar original, a craveira técnica está presente.

 

Ricardo Carvalho-Sem ser excelente vai tomando conta do espaço central do terreno, permitindo as subidas de Pepe e salientando-se no posicionamento irrepreensível.

 

Pepe-Um poço de força e velocidade. Recupera jogo e avança no terreno como se de um avançado se tratasse. À parte um ou outro deslize, está a provar porque merece estar num dos grandes clubes mundiais...

 

Petit-Vai surpreendendo pela entrega e energia, não renegando a idade mas transmitindo segurança numa posição essencial.

 

João Moutinho-É brilhante o jovem médio, mesmo se o poderio físico dos adversários pareça ameaçador. Joga e faz jogar, numa fulgurante acção que nem aponta as três épocas (quase) conscutivas a jogar todas as semanas.

 

Deco-Que dirão os responsáveis do Barcelona que o querem "despachar" ao ver as suas duas exibições por Portugal? Simplesmente geniais muitos dos seus pormenores e, cada vez mais, a mostrar-se o patrão regressado ao miolo do terreno na equipa portuguesa. Tem toques de Midas em bolas que pareciam pobres de pedir...

 

Simão-Ainda não explodiu, sendo que joga na selecção um tanto atrás do que o faz na época regular da sua equipa. Mas promete ainda explanar jogadas próximas do seu futebol típico.

 

Cristiano Ronaldo-A jogar numa posição diferente, e sem tanto espaço ou "munição", relativamente ao Manchester United, é sem dúvida o homem para quem todos olham e que, em poucos metros e segundos, pode resolver uma partida. Um protento em campo.

 

Nuno Gomes-Com um esquema táctico que não privilegia a acção do ponta-de-lança, vai fazendo pela vida, tabelando e dando a jogar, numa acção que já é conhecida da linhagem nacional.

 

Raul Meireles-Entrou e marcou, deixando a sua assinatura de classe e lembrando que pode ser uma opção viável para resolver jogos.

 

Nani-Ainda não pôde mostrar tudo o que vale, mas é uma arma secreta de grande nível, e que pode criar desequilíbrios à medida que Portugal for avançando no torneio.

 

Quaresma-Se souber cumprir, como fez em dez minutos, as orientações de jogo, pode muito bem ser o elemento mais valioso do banco português. E até titular, conforme a eficácia futura de Simão.

 

Fernando Meira-Um exemplo de trabalho sério e entrega. Entra e cumpre sempre que necessário. Com equipas mais fortes fisicamente é extremamente importante. Com futebol mais apoiado nem deve jogar, mas é uma segurança acrescida para a selecção nacional.

 

Hugo Almeida-Mal se viu frente à República Checa. E arrisca-se a que seja sempre assim.

 


A anunciada saída de Scolari para o Chelsea não surpreende, pois era conhecido o desejo do brasileiro passar a treinador-a-tempo-inteiro, naquele que poderá ser até o grande óbice (a falta de rotinas de jogos e gestão de equipa...) da sua futura actuação em Inglaterra. Não creio que isso sequer mexa com a equipa nacional, com excepcção de um ou outro jogador até poder mostrar mais serviço...não vá cativar Abramovich para o plantel 08/09 dos "blues"...

Quanto ao que poderá fazer esta selecção no Euro da Suiça e da Aústria, julgo que depende um pouco do que lhe calhar em sorte, esperando que potências como a Alemanha não se nos cruzem no caminho. É que, quanto mais previsível for o adversário, mais difícil se pode tornar a missão dos portugueses. Isto acho eu, claro!

 

Ronaldo e Scolari, estrelas maiores da companhia?...

 


 



ancorado por Miguel de Sousa Azevedo MSA às 15:58
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5 comentários:
De josé mourinho a 12 de Junho de 2008 às 17:12
caro MSA:
a sua analise não deixa de ser interessante, mas não nos devemos esquecer das antigas seleções, que nada faziam, principalmente por a federação não disponibilizar as verbas que os jogadores ansiavam, vejamos o caso México, assim como outros, agora que somos um pais rico, e se não somos ao menos parecemos, gilberto vai e, abre os cordões à bolsa, e é um tal jogar. também é de realçar o facto de até agora andarmos a bater em mortos, já que o futebol anda pela rua da amargura, principalmente o euro peu.
já agora sabe-me informar se gilberto sempre será adjunto de scolari em inglaterra?


De Anónimo a 12 de Junho de 2008 às 18:58
O José Mourinho não aprendeu a escrever italiano???

..


De hugo jesus a 12 de Junho de 2008 às 19:51
ai rir.....


De Ricardo Batista a 13 de Junho de 2008 às 14:14
Também não precisas ser mauzinho com o homem, até porque quer se queira quer não, apenas com ele conseguimos resultados á altura das selecções que temos tido.

Independentemente do estilo, o que interessa é o trabalho feito e quem vier a seguir já tem uma selecção renovada e que só é preciso saber gerir.

um abraço
Ricardo Batista


De JP a 13 de Junho de 2008 às 21:55
Completamente de acordo!
Foi obra o que este homem fez. O melhor seleccionador de sempre que a selecção portuguesa já teve! E vai ser difícil substituí-lo.

João P.


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