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PORTO DAS PIPAS

miguel de sousa azevedo - açores

PORTO DAS PIPAS

miguel de sousa azevedo - açores

30.Nov.14

Interior.

No interior da Terceira, e numa tarde como a de hoje, cresce a sensação de estar constantemente entre a lava e o mar. Numa realidade tão dúbia como o dia e a noite...

29.Nov.14

Congresso.

Costa já falou e disse. Algo de novo? Não. Mas hoje reparei que diz sempre "que ele tá" e "que eles tão". Afinal sempre há poupança...

29.Nov.14

O dia do Cozido.

Foto Cronica 36DI NOV14 - O dia do Cozido.jpg

O Portugal real acordou sobressaltado no sábado que passou. Para os que não acompanharam, de forma ativa e sedenta, as redes sociais e a catadupa de notícias que a comunicação social produziu deste então, o facto é simples de explicar: um dos mais carismáticos e agregadores políticos da nossa História recente foi detido. Foi detido, ao que se sabe e ao que já escapou - como sempre acontece - das altas esferas judiciais, devido a uma complicada suspeita sobre um ainda mais complexo esquema de desvios de dinheiro, de branqueamento, de evasão fiscal, e do que mais possa surgir. Mas esses são os dados que já crucificaram na praça pública o referido político, tão só o mesmo sobre quem tombavam dezenas de suspeitas, referentes aos anos em que foi governante, exercendo mesmo um dos mais altos cargos da Nação: o de Primeiro Ministro.

Este prelúdio sem grandes sensacionalismos, indica apenas que penso não ser pelo caminho da degradação moral que se deve abordar o caso. Assim como não devemos embandeirar em arco, e pensar que com esta - infundada ou cheia de certezas - explosiva detenção, os restantes suspeitos de trambiquices e ladroagem irão parar com os costados a uma cela. Quer ela tenha, ou não, banho quente. Quer ela tenha, ou não, torneiras de ouro. Quer ela tenha sido, ou não, inaugurada por algum dos seus mais recentes hóspedes.

Portugal tem adormecido e acordado ao som de dezenas de comentadores efusivos e certeiros, a ler centenas de frases feitas e graçolas por cidadãos anónimos e outros que tais, a julgar de forma premente um seu antigo governante que, por mais detestável e arrogante que fosse, mereceria um também público contraditório. Mas o certo é que o senhor em causa se esforçou, nos últimos tempos, para que lhe fossem apontados todos os holofotes da desconfiança, regressando de um misterioso exílio de saber e luxo, para vir lavar roupa suja em direto num canal de televisão. E logo no que todos pagamos. E logo num domingo, dia de descanso, em que, habitualmente, os restaurantes não fornecem uma ementa mais económica. E isso deixava os portugueses com mais tempo para se irritarem com o senhor, e para perceberem que, quando não há prato do dia, as suas algibeiras ainda se recordam melhor da bancarrota em que o orador noturno deixou a pátria, em 2011.

Vem isto também a respeito do apelo, que o já frisado detido também fez outrora, de que se separasse a Política da Justiça, seja qual for o mote da análise a fazer. O problema é que, neste Portugal real, que acordou sedento de informação institucional no passado sábado, já há gente demais a separar, no prato, as couves das batatas, disfarçando a falta de conduto e o custo acrescido de ter pão na mesa. Por muito regulado que seja o uso do sal no seu fabrico.

Esse mesmo Portugal real soube ontem que, na cadeia da fortificada e histórica cidade de Évora, um destes dias foi dia de Cozido. E, não sei porquê, a ementa de um estabelecimento prisional passou a ser um dado nacional, que preocupa algumas pessoas. Sinceramente, defendo, pelo menos, dieta mediterrânica para todos. Mesmo para os que, mais recentemente, enfardaram trufas e escargot durante toda a semana...

27.Nov.14

Água.

Dia de chuva na Horta. Em plenário, fala-se do Mar. Uma das mais recentes descobertas do governo regional socialista.

26.Nov.14

Tradição.

Antevendo as tradições culinárias de Natal, percebi hoje que o Durão tem uma uva e o Sócrates tinha uma fava...

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