Miguel Sousa Azevedo

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Sexta-feira, 30 de Novembro de 2012

Um dia triste...

publicado por MSA às 14:14
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Pela última vez...

Um ritual que termina...

publicado por MSA às 12:02
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Para saber dar...

Porque há sempre quem precisa...

publicado por MSA às 11:39
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Fim.

...

publicado por MSA às 09:36
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Capas, motores e saudades…

Uma das muitas capas dedicadas aos ralis...

Penso que nunca hesitei tanto na escolha das palavras para escrever uma crónica, uma notícia ou um comentário, como no caso de hoje. É a última vez que escrevo no jornal "a UNIÃO", onde, desde sempre, tiveram guarida as minhas palavras, numa ligação – com intervalos – de quase 20 anos, contínua na última década. Daí que o mote para as derradeiras ideias, nestas páginas centenárias que hoje se despedem, seja o prazer que foi criar factos, fazer opinião e divulgar a modalidade por que tenho mais afeto e que, afinal, até motivou o rumo da minha vida profissional. Pelos ralis falei pela primeira vez na antena de uma rádio. Pelos ralis conheci a grande parte dos meus amigos. Pelos ralis torci forte pelas vitórias dos meus ídolos e campeões. Pelos ralis perdi alguns relacionamentos, mas lucrei sempre na hora de partilhar. Pelos ralis conheci o continente e as ilhas. Pelos ralis vivi alegrias e desilusões. Pelos ralis até já ganhei prémios, distinções e, calcule-se, fui homenageado. Mas nada me deu mais prazer do que ter uma capa de jornal a chamar a reportagem, muitas vezes escrita a correr ou mal dormida, da prova mais recente, das lutas e frases soltas de um evento que movimentara emoções e muita gente. Esse prazer, tive-o durante os últimos anos neste mesmo jornal, envolvendo-me de forma sincera com toda uma equipa que me foi credenciando em eventos um pouco por todo o país. Daí que tenha sempre defendido a existência desta publicação, mau grado as ingerências ou atritos que a mesma tenha sofrido. Daí que tenha dado horas de trabalho sem recompensa, que não o gosto de o ver plasmado na sua paginação diária. Daí que, numa curta e tardia carreira desportiva, tenha sempre ostentado as cores do jornal nas viaturas que tripulei. Numa espécie de clubismo, e ciente de que assim possam ter aparecido mais alguns leitores.

Em dia de dizer adeus, embora vincando um breve regresso por outras paragens que assim o possibilitem, tenho de forçar o meu protesto pelo encerramento do jornal, assim como lavrar a solidariedade para com os colegas e amigos que ontem arrumaram as secretárias e, sei-o bem, os corações. Vai para eles a saudação maior. E um afeto do tamanho de um troço corrido sem falhas, onde se alcança um grande tempo e se recebem aplausos a todas as curvas…

Num parágrafo final, e sem indicar mentores que no meu caso nem existiram, não poderia deixar de referir alguns nomes que, umbilicalmente, reforçaram esta ligação de gosto aos desportos motorizados e à escrita emocionada que eles podem (ou não) causar. Fica uma saudação ao Rafael Barcelos, ao Mário Rodrigues, ao Gilberto Costa, ao Victor Cardoso e ao Paulo Mendonça, antecessores de tarefas que tentei aqui cumprir com orgulho, assim como ao Ricardo Laureano, ao Francisco Veloso, ao Gerardo Rosa, ao Olavo Esteves e ao Jorge Silva, amigos de hoje que comigo partilham a paixão de passar as curvas e derrapagens à eternidade das memórias. Afinal, ainda são elas que nos fazem tremer…

 

PS- E acabou o jornal diário angrense “a UNIÃO”. Até sempre.

publicado por MSA às 01:17
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Quinta-feira, 29 de Novembro de 2012

Desafio...

O

" Única equipa absolutamente invicta entre todas as que participam nos 53 campeonatos europeus, equipa com mais pontos somados na fase de grupos da Champions, equipa com mais pontos acumulados no ranking da UEFA de 2012/2013, líder da Liga portuguesa, detentora do melhor ataque, detentora da melhor defesa… E há quem chame sorte a tudo isto! "
 
Consegues ser ainda mais criativo e resumir tantos factos impressionantes numa só palavra?...
publicado por MSA às 14:31
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Igualdade...

Gabriela, Cravo e Canela...

Porque é a única coisa que une mais os portugueses do que a crise...

publicado por MSA às 13:37
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Terça-feira, 27 de Novembro de 2012

Pedras em Video...

Amanhã, na Galeria do IAC...

publicado por MSA às 14:40
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Solidariedade em forma de rali...

O cartaz para o próximo dia 15...

Cartaz: Francisco Veloso

Chama-se “Super Especial Ourinvest – Por um Natal Melhor” e é a proposta da “Olavo Esteves Competições” para uma ação de solidariedade que inclui a disputa de uma prova desportiva, a 15 de dezembro, no Centro de Desportos Motorizados da Praia da Vitória.

A competição, com início marcado para as 14h30, constará de duas provas cronometradas, “onde queremos ter um bom lote de concorrentes, sendo que cada um deles pagará a inscrição com um valor aproximado de 15 euros em produtos alimentares”, explicou Olavo Esteves.

“Os alimentos que recebermos serão depois entregues à delegação da Cáritas da Praia da Vitória, que os vai encaminhar para famílias carenciadas que assim, esperamos, poderão passar um Natal melhor”, adiantou o empresário.

Segundo Olavo Esteves, está será “uma boa forma de juntar os desportos motorizados, no caso os ralis, a uma causa social”, frisando que, “também o público poderá contribuir com o que quiser, para juntarmos aos alimentos recolhidos”.

Recorde-se que, na semana anterior – dia 8 – se vai realizar a derradeira Super Especial do “Challenge OEC/TAC”, que dará a conhecer os vencedores do certame. Na mesma data terá lugar a 6ª Gala dos Desportos Motorizados da Ilha Terceira.


...

publicado por MSA às 13:57
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Emily and The Woods - Never Play

publicado por MSA às 03:13
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Sábado, 24 de Novembro de 2012

Politicamente falando...ou não

Ambiente parlamentar...

Foto: Direitos Reservados

Na semana que hoje termina, foi aprovado na Assembleia Regional o plano do governo para a legislatura que agora começou, um documento que mereceu apenas a concordância da bancada da posição, sendo que até se tratava de um rápido "copy+paste" do programa eleitoral do PS, vencedor com maioria absoluta a 14 de outubro.

Durante muitas semanas, fui-me esquivando ao comentário puramente político, coisa que amiúde faço noutras plataformas onde a partilha de opinião tem um retorno mais claro que as páginas deste (quase extinto) jornal diário. O certo é que, de entre algumas pessoas que me costumam dar o seu aval aos desabafos em forma de texto, esta fórmula será a que menos as atrai como leitoras e (ou) amigas cá das prosas...

Vai para seis anos que exerço funções diretamente ligadas com uma força partidária. E já se passaram mais de dezasseis desde que entrei na área do jornalismo ativo, pelo que o discurso político não me coloca segredos, assim como as diretrizes que norteiam a vida pública dos eleitos e candidatos se tornou coisa corriqueira em termos de apreciação.

Vai daí, há que juntar-lhe a opinião própria, uma coisa quase tão em desuso como o fax ou os televisores convencionais. Na sequência lógica que poderão pensar para o texto, este é o ponto em que começaria a desfiar as incongruências do programa eleitoral/de governo socialista, as suas lacunas, as áreas eternamente esquecidas ou mesmo os lapsos que agora surgiram em torno de questões importantes e que, assim parece, desapareceram para o executivo liderado pelo antigo titular da Economia. Pois olhem que não. Para isso há atores já habituais, uns de um lado outros na trincheira contrária, que por hábito ou crença se digladiam a cada semana nesse sentido. E porque me fez mais diferença registar que, passados dois meses da última sessão plenária - extraordinária, no início de setembro -, afinal está praticamente tudo na mesma. Por vontade expressa dos açorianos, por mérito emergente da extensa máquina do poder, por desconhecimento da real situação financeira que estas ilhas vivem, por demagogia, por adoração ou somente por despeito em relação às outras opções, a via açoriana descambou numa paz de maioria absoluta. Uma maioria com tiques totalitários, com o eleitoralismo à flor da pele, com o populismo - balofo ou não - intrínseco de quem cativa audiências e, principalmente, com o saber acumulado de mais de década e meia a movimentar cordelinhos, personagens, ações e futuros. Por mais que recordem os tempos dos governos laranja de Mota Amaral para, ainda hoje, justificarem algumas opções ou falhas, nem por sombras pensem os magos da onda rosa que se podem comparar 20 anos de então a estes 16 que agora se completam. É que o mediatismo e as redes sociais valem mais do que qualquer sermão e missa cantada...

 

PS- Falta escrever apenas uma crónica até ao baixar do pano sobre o jornal diário "a UNIÃO". Não tarda a despedida…

 

publicado por MSA às 01:12
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Sexta-feira, 23 de Novembro de 2012

Monza Rally Show 2012: já mexe!

publicado por MSA às 12:19
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Quem disse que não falam?...

No Diário Insular de ontem...

Silêncio que se vai matar os jornais!

 

-Oriana Barcelos (Diário Insular)

A proposta de Programa de Governo não inclui, como este jornal já teve oportunidade de referir, uma única medida que diga respeito à comunicação social dos Açores. O já comprovado definhamento dos jornais da Região parece não preocupar este Executivo. O deputado social-democrata José Andrade notou-o ontem. Foi o único parlamentar a pronunciar-se sobre o assunto. Garantiu, na sua intervenção, que o PSD teria feito diferente, até porque a comunicação social “reúne as ilhas, projeta a Região e consolida a diáspora”. Recordou ainda o deputado que, ao contrário do que foi prometido em junho passado, a proposta do Executivo regional que deverá guiar as políticas dos próximos quatro anos não inclui a criação de uma empresa totalmente pública e regional de televisão e rádio. Ficou a promessa de auscultar os órgãos de comunicação da Região, o que, adiantou, poderá culminar na proposta de um novo sistema de apoio. Bradford fez o mesmo na legislatura passada e a falta de resultados está à vista. A resposta das restantes bancadas à intervenção do parlamentar foi de um silêncio ensurdecedor. Ideias zero, palavras zero. Ora, se o objetivo é deixar a comunicação social privada dos Açores à sua mercê, sem que sequer se discuta o assunto e se proponha soluções – o que há de implicar, impreterivelmente, o desaparecimento dos jornais do arquipélago –; se o que se pretende é matar a RTP/Açores; se o que se quer é deixar de ter quem procure outras versões da mesma verdade; então que se assumam esses desígnios com coragem e clareza. Ainda há esperança que assim não seja. "


-Um comentário inteligente, corajoso e frontal de uma jovem jornalista da nossa praça. Referindo-se ao ensurdecedor silêncio desta governação Promedia/Açores9/e afins a respeito da Comunicação Social nas ilhas de bruma... Parabéns, Oriana.

publicado por MSA às 05:37
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Quinta-feira, 22 de Novembro de 2012

Até à Memória em livro...

Apresentação amanhã...

publicado por MSA às 11:43
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Piada de bomba...

Pois, também eu...

in Jornal a UNIÃO (apenas até ao fim deste mês...)

publicado por MSA às 02:19
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Quarta-feira, 21 de Novembro de 2012

Do lado de lá do mar...

Família e amigos em música...

publicado por MSA às 12:52
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Terça-feira, 20 de Novembro de 2012

(H)avia açoriana...

O plenário açoriano em nova legislatura...

Começou há minutos a primeira sessão plenária da nova Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores. O primeiro embate das forças em presença alberga a análise (?) em torno do Programa do Governo, em suma o documento eleitoral que o PS apresentou aos eleitores, sufragado com nova maioria absoluta, no passado dia 14 de outubro.

Curiosamente, e no mesmo dia em que arranca a nóvel legislatura, ouviu-se o "grito" dos fornecedores de medicamentos do Hospital de Angra, que decidiram "fechar" a torneira face à dívida imensa com que o Serviço Regional de Saúde os vai brindando de há uns anos a esta parte. Correm rumores de que em Ponta Delgada a situação, financeiramente mais grave ainda, se poderá repetir. Ou seja, no dia em que começa oficialmente - com a leitura neste momento da defesa do inclusivo e participante programa de governação, pelo novo líder do executivo... - a vitoriosa via açoriana de Vasco Cordeiro, surgem uns imensos pés de barro a esta gestão do arquipélago. Baseada em enganos e contas escondidas, suportada por um respirar ofegante onde a falta de dinheiro é uma realidade...tão verdadeira como bem escondida pelos magos financeiros da posição.

Para fora, vai saíndo o remoque constante ao centralismo de Lisboa, mas também correndo a cortina à cumplicidade dos Açores com o desgoverno socialista que deixou o país em pantanas. Para dentro, lá vão correndo os ordenados faustosos e as nomeações de ocasião e seguidismo. Enquanto os factos de ingerência se irão suceder, atempadamente travados pela necessidade autárquica de uma eleição a onze meses de distância.

Realçadas, a coragem e a competência de quem o povo, soberanamente, foi elegendo para nos guiar, possivelmente não vão passar de imagens e metáforas que convém usar. Apenas isso. E não faltará tempo para o mote passar dos encómios e elogios para um popularucho e infeliz "haver havia, agora é que já não há...". 

publicado por MSA às 11:17
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Domingo, 18 de Novembro de 2012

Taylor Swift - You Belong With Me

publicado por MSA às 23:45
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Sousa Junior: O Senhor Doutor...

Sousa Junior, orgulho de família e de terra...

Texto: Helena Fagundes/Diário Insular

 

Nasceu na Praia, afirmou-se como médico no Porto, foi o primeiro ministro da Instrução. António Joaquim Sousa Júnior foi também o homem que travou a peste na Terceira e que se ofereceu para chefiar um hospital militar durante a I Guerra Mundial. Deixou tudo pelo Porto Martins, onde passou mais de uma década ao balcão de uma venda, ao som de uma grafonola... Era o senhor Doutor.

 

O senhor Doutor debruça-se sobre o balcão da venda, ali quase onde se vira para a Poça, no Porto Martins. À sua volta estão vinho para vender à caneca, botões, pão, queijo de peso. Ao seu lado, uma elegante grafonola canta árias de ópera. E o pensamento recua, para o tempo em que era criança... António Joaquim Sousa Júnior nasceu na Praia da Vitória, em 1871, numa casa à entrada da Rua de Jesus. Os pais não eram ricos, mas foi prosseguindo estudos, primeiro no Seminário de Angra do Heroísmo e, depois, com o apoio de umas tias da cidade, no Porto, onde se fez médico. Lá fez a sua carreira científica. Foi director da Faculdade de Medicina do Porto e um dos médicos mais respeitados do seu tempo. No país, assumiu papeis políticos de relevo. O fim da vida levou-o a um Porto Martins simples, uma terra de pescadores. No seu escritório da Casa da Rua da Sé, forrado com estantes de livros, o historiador Jorge Forjaz recorda a história de António Joaquim Sousa Júnior, o Doutor Sousa Júnior, avô da sua esposa. Um homem brilhante, um humanista, mas cuja vida seria sempre um duelo entre a luz e as sombras. Em termos políticos, Sousa Júnior esteve inicialmente ligado ao Partido Progressista, mas transitou rapidamente para o Partido Republicano. Quando chegou a República, em 1910, foi convidado para reitor da Universidade de Coimbra, mas acabou por não tomar posse, apesar de ter sido nomeado. Foi director geral da Estatística, montando no país um sistema que foi considerado dos mais modernos da Europa do seu tempo e foi o primeiro ministro da Instrução, distinguindo-se, no governo de Afonso Costa, pela criação de escolas móveis. O objectivo era levar a alfabetização aos vários lugares do país. A Primeira República foi conturbada e os ministros erguiam-se e caiam facilmente. Foi duas vezes ministro da Instrução, em dois governos. Outro lugar ocupado foi como deputado da Assembleia Constituinte.

 

A peste

A maior marca de Sousa Júnior na Terceira foi como médico, no tempo da peste bubónica. Epidemiologista, já se tinha notabilizado no combate à peste no Porto. Já professor na Faculdade de Medicina do Porto, em 1908, a ilha chamou-o. A terrível doença tinha-se instalado e espalhava-se a uma velocidade impressionante. Poucos se salvavam. "Hoje em dia, os médicos defendem-se, mas naquele tempo ele metia-se no meio dos pestosos, com uma capacidade de protecção pequeníssima, e tinha de combater a peste, com os meios escassos que havia na época", conta Jorge Forjaz. "Quando a peste rebentou aqui na Terceira, em 1908, ofereceu-se para vir, sem nenhum encargo para ninguém. A faculdade desligou-o do serviço e ele ficou meses seguidos na ilha". Permaneceu na ilha perto de um ano, em que tomou várias medidas, compreendidas pelas autoridades locais, mas contestadas por alguns sectores da sociedade. Uma das mais polémicas foi fechar os portos à navegação. Assim, a peste não saía da Terceira e as outras ilhas permaneciam a salvo. Na altura, multiplicaram-se os protestos do comércio local, que se via sem poder exportar ou importar. Os jornais da época também tomaram partidos. Uns, defendiam o Doutor, outros, chamavam-no "Sousa das Ratas", inspirados noutra das medidas, a criação de uma Liga contra os Ratos, os grandes veículos de propagação da doença. Para a criação da Liga contra os Ratos juntaram-se as mais influentes e ricas pessoas da sociedade angrense. Entraram com capital, fizeram peditórios e avançaram com talvez um dos mais inteligentes passos para acabar com a peste: Ofereceram uma determinada quantia por cada rato apanhado. E, por toda a ilha, nasceram caçadores de ratos. Um homem, em 13 meses, caçou 2815 ratos e 15 mil murganhos. Ganhou 400 mil reis, muito dinheiro para a época. Os ratos tinham de ser trazidos para o edifício onde hoje está instalada a sede do Partido Socialista, onde ficava o laboratório. Eram queimados com petróleo, soltando um cheiro que durante anos ficaria na memória das casas vizinhas. Durante os meses em que permaneceu na Terceira, Sousa Júnior escreveu catorze "Cartas dos Açores", que foram publicadas na Gazeta Médica do Porto, a contar os avanços e recuos da luta contra a peste. Em 1909 deixou finalmente a ilha, em glória. Na viagem de regresso ao Continente, passou por São Miguel, onde o médico Bruno Tavares Carreiro deu um jantar em sua homenagem.

 

A guerra

Depois da peste, veio a guerra. A Primeira Guerra Mundial. Sousa Júnior ofereceu-se para ir para os hospitais militares, em França. Graduado major, assumiu o cargo de director de um hospital militar dos ingleses. Foi em França que conheceu a maior tragédia da sua vida. Não a encontrou entre os soldados feridos que enchiam o hospital. Desenrolou-se, à distância, no Porto. "Uma filha chamada Maria Júlia tinha morrido ainda criança. Dera o mesmo nome a uma segunda filha, que adoeceu quando o Doutor Sousa Júnior estava em França. Este pede licença para vir a Portugal e não autorizaram. O comandante das tropas portuguesas na altura era Gomes da Costa, que é um dos homens que depois faz a revolução do 28 de maio. A filha morreu com ele ausente. Não era uma criancinha, tinha já 16 anos", explica Jorge Forjaz. "Ele era uma pessoa com alguma tendência para a depressão e essa morte da filha afetou-o extraordinariamente. A partir de então, nunca mais foi a mesma pessoa. Ainda nasce uma outra filha, a que ele chamou Maria Júlia, que morreu há poucos anos", recorda. Já minado pela depressão, Sousa Júnior regressa à Universidade do Porto, cidade onde foi ainda presidente do Senado Municipal. Nunca se deixou deslumbrar pela riqueza. Nesse cargo, tinha acesso a um Rolls Royce. Quando percorria as artérias portuenses, a viatura fazia sucesso entre a rapaziada, que corria a acompanhá-la. Muitas vezes, deixava os miúdos darem uma volta no carro de luxo. Quando chegava à Câmara, abria a porta e saia toda aquela gente. "Dava consultas de graça, oferecia dinheiro para os remédios. No entanto, era o homem mais respeitado da sociedade médica do porto", afirma Jorge Forjaz. O humor pesado e as dificuldades de convívio iam-se, porém, agravando. Instalou-se na sua vida uma enorme depressão, que lhe amarrava o corpo. A mão tremia-lhe imenso e as suas últimas cartas eram já difíceis de ler. Foi nessa escuridão que decidiu regressar à ilha, em 1925.

 

O senhor Doutor do Porto Martins

A ideia inicial era apenas descansar por algum tempo. No entanto, Sousa Júnior ficou no Porto Martins, numa casa emprestada por um primo, durante 13 anos. Quando chegou à Terceira encontrou a moradia fechada, entregue à humidade. Recuperou-a e comprou a casa ao lado, onde montou uma venda, à moda das freguesias. A única coisa que fez questão de trazer do Porto foi uma grafonola e uma colecção de discos de música clássica. Na venda, frequentada por gente do Porto Martins e da Ribeira Seca, vendia um pouco de tudo. Muitas pessoas ouviram lá pela primeira vez o som de uma grafonola. Pelos caminhos da freguesia não passava um automóvel. Era um lugar pobre, sem electricidade ou água canalizada. Mas as noites de verão eram passadas ao luar. Durante o dia, o senhor Doutor vestia roupas simples e galochas de madeira, sentava-se com os vizinhos e fumava tabaco de enrolar. Em 1929, por altura da comemoração do centenário da Batalha da Praia, realizou-se uma grande cerimónia e uma sessão solene na Câmara Municipal. Convidado para a ocasião, Sousa Júnior foi de carroça até à Praia e, ao chegar ao largo, saiu, abriu uma malinha e retirou as suas vestes de professor catedrático. Foi assim que surgiu na cerimónia, com toda a dignidade. Também se espalhou pela Terceira notícia de que o Doutor Sousa Júnior tinha chegado... A todos recebia e não cobrava. Vivia da reforma. Influenciou o espírito da freguesia. A Dona Florinda Pamplona, que morava ali perto, aprendeu a dar injecções e fazer curativos. Fez esse trabalho, durante décadas. Se alguém falava em senhor Doutor, esse senhor Doutor era Sousa Júnior. Apesar de ter lutado sempre com estados de espírito mais negros, Sousa Júnior era dono de um apurado sentido de humor e de uma grande capacidade de improviso. A quem o importunava ou abusava da sua boa vontade enquanto médico, dedicava quadras, algumas bastante picantes... O fim da sua vida veio de forma simples, quase progressiva. Sentia-se velho... Um dia, teve a percepção de que ia morrer... Disse que queria voltar ao Porto para se despedir da sua gente. Voltou e morreu no Porto. Tinha 67 anos. Deixou memória enquanto médico, professor catedrático, especialista no combate à peste, político... Que deixou tudo por um Porto Martins com caminhos de terra, sem automóveis ou electricidade, mas com o som do mar ali perto e uma venda de portas abertas para a simplicidade... Sobre ele, personalidades como Vitorino Nemésio sentiriam o impulso de falar "sem protocolo nem pauta, com pura abundância de alma ".

 

publicado por MSA às 19:00
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Angus and Julia Stone - For You (Live in Paris)

publicado por MSA às 13:58
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Sexta-feira, 16 de Novembro de 2012

3º Labjovem na Academia...

A Mostra do 3ºLabjovem, também na Terceira...

publicado por MSA às 15:50
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BTT no CDM/Praia da Vitória...

Finalmente!

publicado por MSA às 13:49
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Em jeito de viagem ao passado...

A dúvida...lá longe.

" Foi na ânsia de saber o que havia para lá do mar que dei os primeiros passos. Nessa altura, toda a ilha parecia o mundo e, depois do horizonte - que via como uma linha de conforto inalcançável... -, somente o prazer da descoberta poderia dar frutos doces e sumarentos. E logo para mim, que tinha viajado pela primeira vez já em regresso. Isso mesmo, a primeira viagem fora uma vinda, não uma ida, fruto de um nascimento lá longe, na metrópole do pós-Abril, onde as enfermeiras cantavam o "Avante" nos corredores da Maternidade. Mas disso não me lembro, estava mais interessado em começar a viver.

Num sintoma de isolamento, pelo menos assim sempre o interpretei, respirar esta ilha a que chamaram de Jesus Cristo - e mesmo se as minhas recordações de catequese encerram discussões de fé... -, passou a ser tão natural como não conhecer mais nada. Se calhar porque nem havia essa curiosidade. O mundo perdia-se para lá do outro lado da rua, e as brincadeiras alternavam com o escondido em casa de inverno e um verão sem mar, mas mais aberto de feição. Parecia que as mudanças tardavam, parecia que as descobertas não passavam na avenida dos vizinhos e sorrisos.

De súbito, numa idade que não tinha número, mas num ano em que o pessegueiro do quintal - plantado a dois de um caroço ainda vivo - apresentou os primeiros presentes, o sol ganhou uma outra cor, o futuro estacionou em frente a casa e o tempo dos porquês terminou sem aviso. Queria explicações e novidades, nada mais de dúvidas e inseguranças, que a barba já quase era sombra e os valores definitivos tinham vindo para ficar… "

E assim prosseguiria, numa partilha ampla das descobertas, das respostas, do conjunto cheio que nos forma as emoções, que nos molda o carácter, que nos faz crescer. Mesmo mais cedo que a melhor previsão. Optei por ficar a meia-haste nessa partilha, como já o fiz com tantos projetos e ideias. Afinal, convém que cada viagem ao passado seja tão incompleta quanto as recordações e as feridas…

 

PS- Vou escrever uma crónica por semana até ao baixar do pano sobre o jornal diário "a UNIÃO". Faltam duas crónicas para a despedida…

publicado por MSA às 01:12
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Quinta-feira, 15 de Novembro de 2012

Dois anos com "Rock-depois-da-Meia-noite"!

Os RAM-Rock After Midnight em plena atuação...

(Fotos: Francisco Veloso)

 

Foi no passado sábado, após mais um dia de competição no Centro de Desportos Motorizados da Praia da Vitória, que a banda "RAM - Rock After Midnight" celebrou o seu segundo aniversário, num concerto com a animação do costume e a que não faltou um colorido bolo. Já bem conhecidos no panorama musical da Terceira, os "RAM" têm espalhado a sua qualidade musical um pouco por toda a parte, somando já perto de 70 concertos na bagagem e idas a São Miguel e ao Pico de permeio. União de facto de um conjunto de talentosos executantes, o sucesso tem passado por covers com cunho pessoal e uma energia contagiante em palco. Miguel Sousa (voz), Raul Cardoso (baixo e voz), João Mendes (guitarra e voz), Miguel Soares (bateria) e, mais recentemente, Nuno Fagundes (teclas e voz), proporcionaram uma noite especial (mais um?...), captada atentamente pela objetiva do Francisco Veloso (www.formularali.net), que se virou com labor para os palcos. Por lá passou também a talentosa Maria Bettencourt, pelo que os desejos comuns são de muitas felicidades. E (muitas) grandes atuações, RAM!

Miguel Sousa

Raul Cardoso...

A excelente Maria Bettencourt...

Nuno Fagundes

João Mendes...

E o bolo do 2º aniversário...

publicado por MSA às 02:43
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Quarta-feira, 14 de Novembro de 2012

Uma colmeia de Teatro...

Peça a estrear esta sexta-feira...

publicado por MSA às 10:57
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Terça-feira, 13 de Novembro de 2012

Sanjoaninas'13 já mexem!

publicado por MSA às 16:14
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Ainda não foi desta!

Na primeira e fogosa passagem ao percurso...

Foto: Francisco Veloso/www.formularali.net

 

Depois de, no início de janeiro, ter aceite um convite do Lisuarte Mendonça para o acompanhar no fogoso Citröen AX GTi na primeira Super-Especial do Challenge OEC/TAC, eis que apareceu nova hipótese - no passado sábado - de ir para a pista com um piloto que prima pela entrega total, muitas vezes traído pela mecânica, mas que nunca vira a cara à luta. Numa prova muito curta (cerca de 2,5 kms cada PE), beneficiamos do número de partida para encontrar o terreno um pouco mais seco que os primeiros na passagem inicial. Mas não se pense que o traçado estava pera doce, pelo que só voando baixinho estávamos a ser os mais rápidos após duas voltas. Um pequeno excesso e a caixa encravada em primeira impediram melhor que o 8º tempo, a 15,5 segundos da frente, onde penso nos teríamos posicionado. A segunda passagem foi de pouca dura, pois uma transmissão partida nem deixou completar a primeira volta...e ainda não foi desta!

publicado por MSA às 13:08
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Sexta-feira, 9 de Novembro de 2012

Supernada - O Meu Livro

publicado por MSA às 13:08
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Carros e Rock na Praia!

O cartaz da prova de amanhã...

publicado por MSA às 12:27
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O "Pecado" de Isabel Jonet...

Isabel Jonet, presidente do Banco Alimentar...

Já tinha lido sobre o assunto durante a tarde, mas só à noite prestei real atenção às repercussões - especialmente nas redes sociais - causadas pelas declarações de Isabel Jonet - a presidente do Banco Alimentar Contra a Fome -, na passada terça-feira durante a "Edição da Noite" da SIC-Notícias. E, há pouco, até "tropecei" numa petição pública que, ao que parece, pretende a demissão da - pelos vistos - endinheirada e altruísta senhora. Que apenas dirige a referida instituição há duas décadas, com os resultados e as ajudas conseguidas que se conhecem.

Ora bem, se calhar eu vir aqui escrever que se deviam arrumar essas petições todas numa gaveta bem fechada e mandar à fava os seus proponentes, assim como aconselhar o fim da hipótese das mesmas serem analisadas em sede própria, poderá ser um desaforo. Mas ler as dezenas de opiniões inóquas sobre a intervenção de alguém que tocou na ferida que os portugueses escondem, irrita-me. Assim como, efetivamente, me irritam muitas das petições vazias que nos inundam os emails e as redes socias. A que referi é um bom exemplo disso, até porque o "pecado" capital da bem arranjada e bem penteada senhora será mesmo a sua origem social que, ao que também parece, a deveria impedir de criticar o novo-riquismo devedor em que caiu o nosso país nos últimos dez ou quinze anos...

publicado por MSA às 01:13
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Quinta-feira, 8 de Novembro de 2012

O "nosso" José…

O (bem) conhecido José Greta...

Diz-se que uma boa imagem vale por mil palavras. E o certo é que sempre tive o cuidado de escolher algo que, da melhor forma possível, ilustrasse o que vou escrevendo. No caso desta semana foi mesmo a imagem a motivar a crónica, que partiu de uma das muitas fotografias que fiz durante a recente pré-campanha eleitoral, no caso durante uma visita ao lar de idosos da Santa Casa da Misericórdia de Angra. Propositadamente, tentei captar da melhor forma o rosto marcado e moreno de António Rodrigues Ormonde, bem conhecida figura da nossa praça, onde a alcunha de José “Greta” o popularizou além-arquipélago. Há uns dias, e folheando a última edição (da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, em 1999) do pitoresco livro “Filósofos da Rua”, do já falecido Augusto Gomes, constatei que dos visados na (muito) localizada prosa - e sendo que ainda “apanhei” o António “Bolacheiro” e o José Henrique “Ratinho”… -, apenas está vivo o referido “Greta”, com quem mantenho uma relação de cordialidade, que partiu de um episódio particular.

Em 1997 fui um dos elementos da comissão da tradicional Tourada dos Estudantes e, mandava a praxe, havia que oferecer um bilhete ao “nosso” José, como então percebi seria forma de o tratar. O próprio já se apercebera da repetida dádiva, pelo que a uns dias do Domingo Gordo nos abordou na carrinha do som que anunciava a garraiada. Quando dissemos que tínhamos um bilhete para ele, aproximou-se e, com aquele “quiebro” que também lhe apanha a voz, logo pediu “mais um para o sobrinho, e outro para a sobrinha…”, o que o presidente da comissão recusou, e a que eu reagi rasgando logo do bloco 4 ou 5 ingressos, que ofereci ao bom do José. Ele apenas disse (para o então presidente) “não gosto dele” e, virando-se para mim, “muito obrigado, e tudo de bom para ti”. Desde então, o respeito e o cumprimento ordeiro não mais deixaram de se fazer, e percebi que ali estava uma pessoa, sofrida na vida, mas com virtudes que fui conhecendo pelos anos.

Recordando o que escreveu Augusto Gomes, perante um “Greta” mais novo e de constituição musculada, que era “um indivíduo alto, na casa dos trinta, cabelo sal e pimenta, falar afeminado e andando com requebros andaluzes”, rapidamente se identifica o personagem, hoje marca habitual da nossa cidade, onde sempre foi pessoa querida e onde sempre se soube comportar. Das atitudes altruístas que lhe conhecemos, e àquela forma meio-atrevida de agir, penso que o José junta uma bondade que é mesmo dele, que transborda o “boneco” popular, e que hoje se adivinha num homem que andará em torno dos setenta anos e que faz parte do nosso trivial. E como são as figuras que fazem os sítios, achei por bem deixar-lhe esta lembrança, depois de lhe ter oferecido as referidas fotos, para as quais já pediu que lhe fizessem uma moldura…

 

PS- Vou escrever uma crónica por semana até ao baixar do pano sobre o diário angrense "a UNIÃO". Pensei que faltariam sete semanas mas, face às novas informações, estou afinal a três crónicas da despedida…

Nos Filósofos da Rua, de Augusto Gomes...

(O José "Greta" retratado nos "Filósofos da Rua", de Augusto Gomes) 

publicado por MSA às 01:29
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Quarta-feira, 7 de Novembro de 2012

(N)A festa da Taça...

Lusitânia vs. Terceira, amanhã...

publicado por MSA às 11:39
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Cinema português no CCCAH...

um dos melhores filmes portugueses dos últimos tempos...

 

publicado por MSA às 10:57
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Extreme - More Than Words

publicado por MSA às 03:37
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Segunda-feira, 5 de Novembro de 2012

"É urgente revitalizar o Campeonato dos Açores de Ralis"

Foto: Francisco Veloso

 

Depois de cinco títulos consecutivos - e de um domínio quase absoluto - de Ricardo Moura no campeonato açoriano de ralis, longe de qualquer adepto imputar ao também (bi)campeão de Portugal da modalidade alguma culpa pelo quase marasmo a que chegou a competição. A verdade é que, desde 2008 e da altura em que se libertou de amarras rumo a um projeto próprio, Moura capitalizou como nenhum outro piloto açoriano todas as condições e oportunidades. Depois dos ciclos de Horácio Franco, Luís Pimentel, Gustavo Louro e Fernando Peres, a era Moura levou o automobilismo dos Açores a voos nunca antes percorridos. No entanto, é a um campeonato quase moribundo que vamos assistindo - também entre-portas -, e que em 2012 teve apenas cinco equipas a cumpri-lo na sua caríssima totalidade. Para além da análise básica que se poderá fazer à parte competitiva da temporada, onde Moura foi rei e senhor, e os seus colegas de equipa - Ricardo Carmo (2º) e Luís Miguel Rego (3º) - fecharam um pódio inacessível aos restantes, houve infelizmente novo decréscimo na participação generalizada das provas do campeonato, desta feita num ano em que a novidade foi a entrada do Rali do Pico, já confirmado como uma valia de originalidade e qualidade para o calendário. Desde que a entidade federativa (FPAK) obrigou a uma pré-inscrição no campeonato açoriano de ralis, e ainda mais em tempos de notória crise económica, tem sido a quebra participativa um ónus complicado, a que as organizações responderam integrando nas suas provas outras competições, as ditas de ilha ou locais, que ao invés do "ameaçador" roubo de concorrentes ao campeonato principal, vão permitindo que muitos ainda corram, e engrossem agora as listas do evento máximo na região. Nota positiva para o cimentar do campeonato "Open", que permitiu inéditos títulos faialenses a Paulo Nóbrega - também venceu a Taça (?) dos Açores -, assim como referência obrigatória para o domínio solitário de Henrique Moniz nas duas rodas motrizes, categoria onde Carlos Andrade venceu novamente nos 2 litros. Destaque para o continuado caminho internacional do SATA Rali Açores, que infelizmente pouco ou nada contribui para o fortalecimento interno da modalidade, embora seja um espetáculo de grande impacto mediático. De resto, e sem entrar muito mais nas profundezas dos nossos ralis, mas desejando que 2013 traga boas novas aos agora tão unidos clubes, faltam Paulo Maciel, Fernando Meneses, Sérgio Silva, Pedro Vale, Fernando Casanova, Paulo Rego e mais uns quantos para que o campeonato principal volte a ser o que era nos tempos áureos de Franco, Licas, Louro ou mesmo Peres. É urgente revitalizar o Campeonato dos Açores de Ralis.

 

(comentário no "Diário Insular" desta segunda-feira)

No DI de hoje...

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The Cardigans - Erase Rewind

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Casas Pardas no "São João"

Estreia amanhã, no São João...

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Sábado, 3 de Novembro de 2012

Uma farsa dos dias

Armstrong, um campeão em queda...

A recente queda da estrela maior do ciclismo internacional - e verdadeiro mito da modalidade - Lance Armstrong, pôs-me a pensar na perenidade do que se conquista hoje em dia, especialmente quando em causa estão feitos públicos. Cada vez mais são postas em causa as condições e as intenções de quem quer vencer. Na vida, na estrada, na política, no desporto, em quase toda esta nossa sociedade, que já apelidei como enviesada nos seus princípios. E essa mesma vida vai-me ensinando que assim é, com cada vez mais mediatismo, com culpados e inocentes numa sucessão impressionante, salpicados pelas informações constantes que nos chegam sobre tudo.

A respeito do verdadeiro linchamento a que as instâncias internacionais de combate ao doping vetaram Lance Armstrong - numa sucessão que foi até criticada pelo também campeão Alberto Contador -, culminaram dez anos de acusações do uso de substâncias ilícitas pelo norte-americano, que o mesmo sempre desmentiu. O certo é que, depois de retiradas as sete vitórias na Volta à França - competição que deixará de ter vencedor nos anos em que o portento texano triunfou - e a eminente perda até da medalha olímpica em Sidney'2000, o ciclista deixou de lutar. Exatamente ao contrário do que já fizera face a uma doença oncológica, e nos antípodas do espírito com que fundou a "Livestrong" para tentar debelar sofrimentos e melhorar condições a quem sofre de cancro. Aceitando ou não a derrota final - e quase assinando uma declaração de culpa, que já levou também à retirada de apoios fundamentais, como o da Nike -, Lance caiu num descrédito global que causa tristeza, ligado a um sentimento de engano que não desaparece.

Sempre fui um adepto confesso de Armstrong, como já o fora de Marco Pantani, mesmo sabendo que o ciclismo de alta competição se assemelha a uma experiência química coletiva, onde o fator humano vai perdendo num pelotão quase todo alterado e formatado por transfusões. Cresci ciente de que Ben Johnson - irradiado recordista e campeão olímpico dos 100 metros planos - era um exemplo a não seguir, mas o certo é que, década e meia depois do escândalo que o canadiano protagonizou, a novela dos laboratórios "Balco" matou outros mitos do tartan, entre eles a fabulosa Marion Jones, que nem escapou à prisão. Ou seja, sucede-se uma queda de estrelas que põe em causa a admiração por atletas de exceção, mesmo que a cortina da inocência ainda abane de forma ténue. Noutras áreas, e como a vida também nos prova, fazer batota, furar o esquema ou aldrabar o próximo são coisas que vão fazendo carreira. Sem que os verdadeiros julgamentos aconteçam a tempo e horas. Numa farsa dos dias tão forte como a imagem de Armstrong a erguer os braços a cada vitória confirmada nos Champs-Élysées...

 

PS-O autor vai escrever uma crónica por semana até ao baixar do pano sobre o jornal diário "a UNIÃO". Faltam oito semanas.

publicado por MSA às 01:01
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Quinta-feira, 1 de Novembro de 2012

Em dia de finados...








publicado por MSA às 15:21
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Alanis Morissette - Guardian

publicado por MSA às 11:46
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