Miguel Sousa Azevedo

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Domingo, 29 de Janeiro de 2012

Sim, é frustrante...

Vitor Pereira...até quando?

É por demais frustrante que Vitor Pereira ainda seja o treinador do Futebol Clube do Porto. Escrevo-o pela primeira vez, pois acho que aprocissão descarrilou de vez e que o título se esfumou com a derrota averbada ante o Gil Vicente. O que aconteceu em Barcelos, com o dito treinador a justificar o resultado como se nada tivesse a ver com o mesmo é a prova do seu amadorismo e falta de capacidade. E a má arbitragem - que o foi - não pode ser sempre o muro das lamentações. As estrelas da equipa ausentes não justificam tudo, os jogadores de quem se esperava pouco assim o fizeram, e dos que se aguardava algo já a noite caía para se saber que não estavam lá. Foi-se a desvantagem do confronto directo para salvar a temporada interna e afigura-se, à distância, um momento que me enjoa desportivamente. Mas que, felizmente, também não vivi essas vezes todas...

publicado por MSA às 21:44
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Team "MV Sport" em acção no Colégio de Santa Clara

A dupla em acção na última prova de 2011...

Foto: Rodrigo Bento/Azores MotorShow

 

A dupla Marco Veredas/Miguel Azevedo, vencedora absoluta e na Formula 3 da Taça de Ralis Além do Grupo Central em 2011, realiza, na próxima quarta-feira (dia 1 de fevereiro), uma acção de sensibilização no Colégio de Santa Clara, em Angra do
Heroísmo, onde o desporto automóvel, a segurança na estrada e o espírito de equipa serão os temas a tratar com os alunos daquele estabelecimento de ensino.

 

Para além da natural presença da equipa e do Citroen Saxo Cup, ainda com as cores vencedoras da “RC-Automóveis”, a jornada será dividida em três sessões, a realizar no anfiteatro do colégio, e conforme os grupos etários de alunos:

 

09h45 – Pré-Primária (2/5 anos)

10h45 – Primária (6/10 anos)

11h45 – 5º/6º anos de escolaridade

 

Na acção serão visionados fotos e vídeos da equipa, que passará aos alunos da instituição uma visão geral do desporto automóvel, integrando as suas valências na condução segura do dia-a-dia, assim como a importância da partilha e do espírito de equipa também em alturas de competição. O equipamento de segurança de carro, piloto e navegador será abordado como condição primária para a prática da modalidade.

 

A equipa agradece, desde já, o amável convite e toda a disponibilidade do Colégio de Santa Clara em encontrar uma data disponível para este evento.

publicado por MSA às 16:49
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Arnaldo Antunes - Se tudo pode acontecer

publicado por MSA às 12:35
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Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2012

Eu sei, é um "cliché"...

e que nem sempre corresponde à verdade. Mas hoje fica um abraço para todos. Alguns em especial...

publicado por MSA às 10:56
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O cartaz...

A Cultura Taurina em análise na terra dos bravos...

publicado por MSA às 10:16
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Em terra de Festa Brava…

Jose Tomas, Maestro de emoções...

Foto: Esteban Pérez Abión

 

Muito se tem escrito e discutido sobre a realização do 2º Fórum Mundial da Cultura Taurina, mormente pelos apoios públicos que o mesmo encerra que, para alguns detractores da iniciativa, não se justificam, pois – advogam – a tauromaquia não é uma tradição cultural nossa, e assim o certame, que se repetirá três anos após o sucesso da edição de estreia, se calhar nem deveria existir. Pois eu acho que deve existir, e desde logo saúdo quem melindrosamente o foi criando, nos bastidores de uma vida pública onde as opiniões valem o que valem e onde, naturalmente, há aproveitamentos políticos, sociais, económicos. Tal qual como num largo rol de outras actividades…só que o mundo dos toiros é peculiar. Porque nos mexe com a alma, porque nos faz palpitar e ansiar, porque agrupa um leque de espectáculos variados, que se enraizaram entre nós, terceirenses, mais ou menos aficionados, menos ou mais conhecedores, com mais ou menos queda para fazer comentários em castelhano de barreira. Nos últimos anos escrevi amiúde sobre a arte taurina, focando-a de diferentes pontos, mas sempre com o prumo certo de qual seria a minha interpretação de um momento, a minha referência pessoal a uma figura maior, a minha nostalgia em força face a alguma recordação. Sem mais brio que um qualquer defensor de uma qualquer causa, a beleza da Festa Brava – escrita em maiúsculas, para que se destaque… - perfaz um conjunto de imagens, de jogos de cores, de aromas, de prenúncios e de entendimentos, que a colocam como um dos mais complexos fluxos de cultura ao nosso alcance. Não só pela ligação real do campo ao burgo, no caso das corridas de praça, como na nossa pitoresca tourada à corda, onde cada uma das muitas jornadas serve de poiso para namoro, de banco para negócio, de mão dada para amizades…

Embora sem poder participar na totalidade dos trabalhos programados para estes três dias, realço a lucidez de dedicá-los à comunicação no meio taurino, numa jogada clara de fazer melhor pela divulgação e pelo entendimento geral em torno de um fenómeno único. Que, infelizmente, muitos ignoram e que, igualmente, outros tantos vulgarizam dada a parca habilidade para o saber defender. Recordo ainda algumas intervenções de vulto no certame de 2009, que segui quase do fio à meada, tendo retirado ensinamentos de palavras sábias como as de Francisco Moita Flores, autarca e escritor, ao lembrar que a festa taurina identifica as pessoas e os lugares, entre várias tiradas que retive e que motivaram calorosos aplausos; o momento alto da conferência de Paco Aguado sobre o toureio na cultura, afirmando que, em praça, o processo da criação é invertido, com o toiro, o artista e, no final, o diálogo técnico e a inspiração; lembro a excelente comunicação do Prof. João Pedro Barreiros – que por estes dias pôs o dedo na ferida a quem o quis ler… -, com conhecimento científico a deitar por terra críticas infundadas; ou mesmo os filósofos Victor Goméz Pin e a referência Francis Wolff, que encerraram a função sem a vertente prática da festa lhes passar pelo discurso, mas exalando aficion em intervenções profundas, que foram valioso contributo para um documento final, que muito honrou os presentes. Alguns deles conhecedores do meio, outros apaixonados do bem-estar, outros ainda – como em tantas outras coisas – que ali estavam, e voltarão a estar. Numa má interpretação sobre o que é a partilha do conhecimento – agora tão em voga nestes Açores… -, houve quem quisesse boicotar pela calada o fórum que hoje se inicia. E lá vieram de novo à baila os políticos, como se as tradições se legislassem em folha timbrada, como se tivessem selo oficial, como se fosse possível proibir vontades e direitos por contrariedade. A errónea ligação de um evento destes ao despertar da introdução da sorte de varas ou das corridas integrais no plano local foi uma habilidade. Mas que não colou. A mim nunca me leram a defesa de uma ou de outra acção, e dificilmente o poderão ler. Mas sou tão ou mais aficionado, tão ou mais apaixonado pelo que se sente no voltear de um capote, do que outro espectador com mais milhas de viagens e mais cadeiras em Sevilha ou Madrid.

A arte, verdadeira e abnegada, interpreta-se e traduz-se. Mesmo se, de facto, há quem entenda apenas de estrangeirismos…

publicado por MSA às 00:12
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Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012

4x4: Passeio do Papagaio ao sol!

Mais um passeio TT da Tasca

Domingo passado foi um daqueles dias em que apetecia entrar pela Terceira dentro, descobrindo as cores e os aromas de uma paisagem que se exibia brilhante e viçosa. Os verdes contrastavam com um sol forte, criando horizontes onde, aqui ou acolá, se fazia notar o colorido de um jipe, o barulho de uma moto, o derrapar de um quad. É assim, o todo-o-terreno, por mais que lhe criem rótulos, é uma interacção plena com a natureza, e na 7ª edição do Passeio TT “Tasca O Papagaio”, a bênção nem veio só das sopas do Espírito Santo que abriram um repasto regional na Casa do Povo de São Bartolomeu, pois também o tempo se abriu num sorriso para uma manhã de encher o olho. Depois lá vieram o cozido, a alcatra, o arroz doce…

Umas quantas dezenas de viaturas, e cerca de duas centenas de participantes, deram assim corpo a mais uma iniciativa do conhecido João “Camurça” que, acompanhado por uma eficiente equipa, mandou arrancar, da praça de toiros da Terra Chã, para um acessível percurso fora-de-estrada, todo estes convivas, num misto de boa disposição e prazer. Pois, para quem nunca experimentou pisar os lugares menos acessíveis da Terceira, estes eventos são uma porta de entrada eficaz. Isto quando, daqui por umas semanas, a dureza competitiva se fará sentir com mais uma “Rota dos Ventos”. Por agora, foi (mesmo) tempo do passeio “do Papagaio”…e as imagens do Ricardo Laureano bem o mostram, para recordar um dia de excepção.

 

- Galeria fofográfica do Ricardo Laureano - AQUI
publicado por MSA às 18:25
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Poema para 25 de janeiro de 2012

A certeza na aurora boreal...

Exactidão (Jorge de Sena)

 

Levam as frases sentido
que uma cadência lhes dá:
sentido do não-vivido
a que fica reduzido
o que, escolhido, não há.

Do imo do poder ser,
onde o não-sido se arrasta,
ouvi cadências crescer:
vaga música de ter,
na vida, quanto não basta -

quanto um sentido se entenda,
que nem verdade ou mentira.
(Que o que dele se aprenda
é como cobarde venda
para que a luz nos não fira.

Luz sem luz, brilho da treva
que tudo no fundo é;
e a certeza que se eleva
do fundo da própria treva,
de exacta que seja, é.)

Levam justiça consigo
as palavras que dissermos.
Por quanto sentido antigo,
nelas ficou por castigo
o futuro que tivermos.

Levam as frases sentido
que uma cadência lhes dá.
É justo, injusto - o escolhido?
Como quereis que, vivido,
ele não seja o que será?

publicado por MSA às 17:32
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Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012

2º Fórum Mundial Cultura Taurina - Apresentação (Azores TV)

publicado por MSA às 12:29
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Arte: "El Juli" (Sevilha, abril 2011)

publicado por MSA às 12:16
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Domingo, 22 de Janeiro de 2012

Arte: Morante de la Puebla (Bilbao, agosto 2011)

publicado por MSA às 14:38
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Poema para 22 de janeiro de 2012

Pauta, o leito de vida da música...

 

O suporte da música (Vasco Graça Moura)

 

o suporte da música pode ser a relação
entre um homem e uma mulher, a pauta
dos seus gestos tocando-se, ou dos seus
olhares encontrando-se, ou das suas

vogais adivinhando-se abertas e recíprocas,
ou dos seus obscuros sinais de entendimento,
crescendo como trepadeiras entre eles.
o suporte da música pode ser uma apetência

dos seus ouvidos e do olfacto, de tudo o que se
ramifica entre os timbres, os perfumes,
mas é também um ritmo interior, uma parcela
do cosmos, e eles sabem-no, perpassando

por uns frágeis momentos, concentrado
num ponto minúsculo, intensamente luminoso,
que a música, desvendando-se, desdobra,
entre conhecimento e cúmplice harmonia.

publicado por MSA às 02:31
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Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2012

Rali Monte Carlo'2012: A caravana toda...

publicado por MSA às 18:41
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October Flight lançam “Make you Mine”

A formação dos October Flight...

Os "October Flight" lançaram por estes dias o single “Make you Mine”, antecipando assim o seu álbum de estreia, que será editado na Primavera. Trata-se de uma banda açoriana, nascida em 2008, e composta por Flávio Cristóvam (voz e guitarra), TimothyLima (voz e guitarra), João Ornelas (baixo), André Gomes (teclas) e João Mendes (bateria), que rapidamente se tornou numa das principais referência do arquipélago, onde a cena musical tem tido um crescimento evidente nos últimos tempos.

Anteriormente conhecidos como "Jamandizen", os "October Flight" têm quase aí a estreia nacional do seu primeiro álbum de longa duração. "The Closing Doors" foi gravado e produzido no Estúdio RD, ao longo de quase um ano, pelo produtor Rui David – ligado a nomes como Mazgani ou Darko, entre outros – e co-produzido por Flávio Cristóvam, o vocalista da banda. O álbum será editado na Primavera e apresenta doze temas inspirados "na vida da banda e na vida de cada um dos seus elementos, num projecto assumidamente pessoal". Segundo Flávio Cristóvam, “é um álbum que leva o ouvinte a uma viagem pela vida de cinco jovens músicos, que querem ir um pouco mais longe do que o normal nas suas ilhas. Uma história sobre sonhar e tentar fazer acontecer”, explicou.

O single de apresentação "Make you Mine" (para ouvir abaixo), está disponível para download gratuito e legal  - através da página de Facebook da banda -. Trata-se de um tema que aborda "a obsessão de querer fazer outra pessoa nossa, da ansiedade, da espera", diz nota de imprensa da banda. Aquando do lançamento do álbum de estreia, a banda será uma das formações portuguesas convidadas para a "Slacker Canadian Music Week", em Toronto, um evento associado ao projecto Missão Canadá, onde terão oportunidade de apresentar o seu trabalho. O certame reúne mais de 3 mil profissionais de todas as áreas ligadas à música, e decorre de 21 a 25 de Março, naquela cidade canadiana.

publicado por MSA às 17:19
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Pela Festa Brava...

Sem anteriormente concordar com tudo que já disse a senhora ex-Directora Regional da Cultura, Gabriela Canavilhas, na sua intervenção política, cumprimento com agrado a profundidade e a inteligência com que defendeu a Festa Brava na Assembleia da República. Rigor, fundamentos e o uso correcto do factor tradição - em apenas 3 minutos e alguns segundos - foram mais elucidativos que muitos berros anti-taurinos e outros tantos discursos amorfos da aficion nacional e local. Sou pela Festa Brava, mas gosto de a ver bem defendida, como foi o caso em apreço...

 

publicado por MSA às 12:05
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Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2012

A ilha Grande...

A montanha...ontem ao fim da tarde

Por incrível que pareça já tinha ultrapassado os trinta anos de idade na primeira vez que vim ao Pico, ilha onde, por estes dias, me encontro em trabalho e cujo ambiente e beleza me encantam…desde essa tardia visita de estreia. Mais incrível é que nunca tenha abeirado os extremos do arquipélago (Santa Maria e Corvo), mas isso são malhas de outro novelo, e a manta que esta noite me aquecerá foi tecida de pedra negra, ordenada, cuidada, e que serve de embalo ao ponto mais alto de Portugal, a montanha elegante que se ergue do mar e que dá nome a esta ilha e a toda esta paisagem. Com a sua cultura da vinha classificada como património da humanidade, confesso que é num certo bom gosto generalizado que esta terra me fala ao peito, e asseguro que não tenho com ela a mínima ligação familiar ou sequer vivencial, que não uns dias aqui, outros além, que terminam sempre com uma paz interior que o próprio clima também alimenta. No Pico a humidade não me irrita tanto, no Pico a chuva molha de outra forma, no Pico o sol é generoso e imponente, no Pico a brisa corre mais célere, tão longa é a costa e a sua viagem do mar. Aliás, é também a esta cultura marítima intrínseca que estas gentes devem a sua dureza meiga, sem palmo de dúvida também por 150 anos de vida baleeira, de caça em medo, de sustento corajoso, sempre com a bênção da montanha, mãe guardadora de intempéries e descansos.

Amiúde vou lendo o Pico pelos seus filhos mais emblemáticos, e um deles, porventura o maior, recorda que “numa batalha heroicamente ciclópica, varrendo do chão, em grande parte coberto de burgalhau e mais burgalhau, pedregulhos e mais pedregulhos, que tinham sido fogo vomitado pelos vulcões, nesse chão, nesses campos limpos e aplainados, aqui em pequenas chãs, ali tortuosas velgas a treparem pelas empinadíssimas encostas amparadas por grosseiros e sólidos muralhões, construiu, ele, o Povo, terra que lhe desse pão, ergueu casas, edificou templos; rompendo fragas, escarpas, rochedos, penedias, montanhas medonhas, hostis, derrubando arvoredo serrado, mataria grossa e furando por entre brenhas espessas, intransponíveis, abriu atalhos abriu caminhos, os caminhos que, pelo Norte e pelo Sul, durante séculos foram os nossos e que nós, os mais velhos, nesta parte oriental da Ilha ainda por longos anos conhecemos”. Que delícia e que visível por estas estradas e canadas este excerto de um Dias de Melo que deixou saudade aos seus, e que escreveu por este coração açoriano de forma ímpar. E depois o mar tem companhia no Pico, com estas outras ilhas em abraço a darem um alento à vista, aconchegando à solidão um olhar distante, naquelas casas brancas adiante, depois das ondas e dos cardumes. E porque também o mar “se engrossa a meio canal, e sorri para o Faial que dá gosto vê-lo”, como canta Fernando Tordo, daqui se sai num instante a outra aragem, se aporta à realidade vizinha, se regressa e reconfirma o especial de aqui pisar. Não só a uva dos czares, mas também o chão quente, que volteia ao longe a montanha vigilante, amorosa, mas imponente.

Este Pico é grande, e facilmente nos arpoa o coração. No melhor e mais suave sentido que a frase possa ter…

publicado por MSA às 18:27
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Terça-feira, 17 de Janeiro de 2012

Arte: Jose Tomas (Bayona, agosto 2011)

publicado por MSA às 05:54
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Paulo Meneses, o primeiro a vencer em 2012!

Paulo Meneses, em grande estilo...

Foto: Ricardo Laureano/RL photo

Pode dizer-se que foi tímido o arranque local dos desportos motorizados em 2012, pela primeira vez a colocar a ilha Terceira como ponto de partida nacional numa nova temporada oficial. Assim mesmo, a primeira super-especial promovida pela Olavo Esteves Competições e pelo Terceira Automóvel Clube albergou dez conjuntos, sendo que apenas seis terminaram as duas passagens, realçando-se o domínio sem apelo nem agravo de Paulo Meneses que, em menos de 5 quilómetros acumulou 10 segundos de vantagem face ao seu mais directo rival, no caso Tiago Valadão, com ambos os Saxo Cup do Team Praia a mostrarem serviço nos pisos de terra, confirmando o que foram fazendo ao longo da época passada. Se Meneses foi o que melhor se ambientou ao algo sinuoso traçado do Centro de Desportos Motorizados da cidade de Nemésio, dando espectáculo e facturando no relógio, já Valadão teve sempre perto de si o melhor dos VSH, o Peugeot 106 de Ricardo M. Moura, piloto que não pára de evoluir e que promete bons resultados pelo ano fora. Ele foi aliás o único dos não-homologados presentes a conseguir terminar, pois Paulo Veredas (transmissão), Marco Sousa (direcção) e Lisuarte Mendonça (motor) nem aqueceram na prometida luta. Fora dos lugares do pódio, e depois de também a caixa de velocidade do Saxo de Hélder Pereira ter cedido, ficou Fábio Valadão, bem adiante do pequeno Yaris do casal Herberto e Sónia Alves, e ainda mais do Saxo de Bruno Silva, cujos problemas na PE2 impediram a iniciada batalha com o mais novo Valadão em prova.

Numa breve apreciação ao evento, ao qual faltaram alguns dos inscritos no novo “Challenge” de Super-Especiais, bem se pode apontar a proximidade temporal às derradeiras provas de 2011 como motivo de poucas presenças, mesmo se o ambiente vivido foi excelente e se, novamente, todos os pormenores organizativos estavam cuidados e em pleno funcionamento. Futuramente, este modelo deverá ter outra adesão, até porque agora serão dez meses sem provas de ralis em terra na ilha lilás, fruto da nova formatação dada à taça do grupo central, pelo que só nas perícias ou Autocross os pilotos “matarão” o vício naquele tipo de piso. A época começou, e vêm por “aí abaixo” largas dezenas de eventos motorizados dos quais, e felizmente, “a UNIÃO” continuará a dar conta, numa vontade conjunta que fez valer a divulgação de actividades bem enraizadas no nosso tecido desportivo.

 Durou pouco, mas foi sempre assim...!

Foto: Francisco Veloso/Formula Rali

Desta feita não correu da melhor a tentativa de nova reportagem “onboard”, mas era impossível resistir a participar na primeira prova do ano…a nível nacional. Perante a disponibilidade do Lisuarte Mendonça, lá o jornalista-navegador voltou à estrada e, garanto-vos, depois do teste feito com o pequeno AX Gti na noite anterior ao evento, percebi perfeitamente como é que o homem faz aqueles tempos! A mãos com uma caixa longa demais e muita falta de tracção, o motor do carro francês “canta” sempre em notas altas, e o talento do Lisuarte está mesmo em mantê-lo na trajectória, com provocações constantes e sem nunca aliviar o acelerador! Infelizmente a prova terminou cedo, não sem antes proporcionar belas imagens ao público presente. É que o “Marreta” não brinca em serviço! Obrigado, Lisuarte.

Assim ficou a tabela final...

publicado por MSA às 04:45
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Domingo, 15 de Janeiro de 2012

Conversas Improváveis: MRS e RAP...

publicado por MSA às 22:09
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Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2012

Ler sempre o rótulo...

publicado por MSA às 12:21
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Poema para 12 de janeiro de 2012

Cartas...

Cartas Guardadas (Miguel de Sousa Azevedo)

 

joga-se uma carta,

ao acaso de um destino que o vento soprou...

 

ganhando fôlego só, passo a passo,

a um tempo que a vida olhou...

 

e eleva-se o céu ao enlevo, sem relevo,

táctil e sem apelo

fácil e sem graça.

 

uma oferta ao tempo que passa.

chora fundo tudo o que guarda.

mantendo, em caixas fechadas,

todo o tempo

todo o tempo

e todo o tempo que tarda.

 

Porto, 6 de abril de 2002

 

publicado por MSA às 12:09
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Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2012

Gazebo - I Like Chopin

publicado por MSA às 14:25
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TRAMGC - Directo RCA "no calor da vitória"...

Horas depois das primeiras entrevistas...

Foto: Ricardo Coelho

 
 
Algumas horas antes de receber - das mãos do vereador da Câmara Municipal da Praia da Vitória, Paulo Rocha, e do vice-presidente do Terceira Automóvel Clube, Paulo Simões - as taças de vencedores absolutos da Taça de Ralis Além Mar do Grupo Central - 2011, houve momentos de plena emoção. Logo após a última curva da derradeira especial do Rali Sprint do Natal, nem eu nem o Marco (Veredas) conseguimos evitar um profundo suspiro de alívio. "Estava feito!". À entrada da assistência final deu-se o abraço da praxe e, no tempo que se seguiu, foi um não mais parar de cumprimentos e alegria. Pelo meio, as inevitáveis entrevistas - "no calor da vitória" - com o caro amigo Pedro Ferreira a fazer partilhar pela emissão em directo do Rádio Clube de Angra o nosso enorme contentamento, já depois do Olavo Esteves, também grande companheiro e, no fundo, o criador de toda esta animação, ter resumido a época e feito uma breve antevisão do novo ano.
Por gentileza daquela mesma estação emissora, são esses minutos que hoje aqui partilho, sem cortes nem omissões. E que tão bem souberam recordar...mesmo se ainda só passou um mês!
 

 

publicado por MSA às 03:22
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Terça-feira, 10 de Janeiro de 2012

Ops, pensei que ainda andava por lá...

Uma peça que promete...

publicado por MSA às 11:41
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Segunda-feira, 9 de Janeiro de 2012

Pelo ano que (ainda) aí vem…

porque o ano começa com fogo de cores...

E tem já uma semaninha inteira este 2012, ano do qual se esperam dificuldades imensas e cuja preparação mental abrangeu ir apertando o cinto às finanças pessoais, de modo a habituar o organismo ao que ele já nos traz. Seria de mau gosto dedicar a primeira crónica deste novo período aos queixumes exaustivamente batidos e esfarrapados que, diariamente e pela voz de um cento de comentadores e entendidos, nos entram porta dentro pela TV, jornais, redes sociais e afins. Mas também não me sinto com vontade de elogiar especialmente ninguém, ou sequer de desancar de alto a baixo responsáveis e a gatunagem do colarinho branco que a este ponto fez chegar Portugal, os arredores, o mundo e os pensamentos. Possivelmente este será um propósito de ano novo que cumprirei estritamente por estes dias, se bem que cada vez menos a realidade política me vá atraindo para o alinhavar de ideias ou opiniões. Tenho-as da mesma forma, anda-me é a faltar a vontade da partilha, outro propósito de ano novo que apenas nesse particular poderarei falhar. Confessando que já senti bem na pele o aperto remuneratório das novas directrizes e restrições, nem por aí penso que a esperança se esvaneceu, mas por ora vou deixar de explanar propósitos de ano novo ou avanços na forma de encarar a austeridade. Até porque continuo com uns quilos a mais, e regrar-me nos alimentos é já mais uma alínea a ter em conta.

Daí que o texto possa apenas encerrar uma mensagem de continuidade, afinal é isso que todos assinamos a cada 365 dias – que desta feita serão mais um, e logo a seguir ao meu envelhecimento anual… -, em paralelo com as tais posturas de mudança, que certamente mais não são que as influências publicitárias da mole de informação a que estamos sujeitos. Mais paz no mundo, menos fome no mesmo, mais emprego à nossa volta e uma suavidade de valores que contraste com a podridão em voga não serão pedidos de monta, mas antes sonhos em vão. Que correrão pelo ano que (ainda) aí vem. Por mais que lhe possamos sorrir, por mais que cumpramos à risca as contenções aconselhadas, por mais que apaguemos postes de iluminação pública de forma intercalada. É que já antes disso tropeçávamos…e à bem alta luz do dia.

Passou, no dia 1 deste mês, uma dúzia de anos sobre um momento que não esqueci. A caminho de uma festa de aniversário, parámos na espelhada baía do Porto Martins e, por lá, vestidas de uma fé própria, as nossas amigas brasileiras Têtê Chrystyne e Selma Porto – exactamente as esbeltas negras que, integrando os “Dança & Balança”, tinham cantado e encantado a noite de passagem de ano no Porto das Pipas -, foram ao mar lançar flores brancas. Uma tradição que nos explicaram em resumo como um desejo de amor e de paz para o novo ano. Há uns dias, num bar da Foz do Porto, a voz e o sorriso da Têtê fizeram-me recordar essa noite. E esse desejo. Assim como aferir que tantos outros entraram mar dentro sem retorno, explicação ou satisfação. Afinal, e mesmo frisando a nossa fé como força interior, também às flores brancas a vida vai dando descaminho…

publicado por MSA às 01:01
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Domingo, 8 de Janeiro de 2012

"Os reis da Taça de Ralis" (Diário Insular-XL)

A peça no DI-XL de hoje...

Marco Veredas e Miguel Azevedo:

Os reis da Taça de Ralis

 

Dupla de sucesso na Taça de Ralis Além Mar do Grupo Central em 2011 e a pedir outros andamentos para 2012. Marco Veredas e Miguel Azevedo: vencedores absolutos e da Fórmula 3 na segunda edição do certame ao volante de um Saxo Cup. Aguarda-se a estreia do EVO7...

 

Texto: Luís Almeida/DI 
Fotos: Ricardo Laureano/RL photo e Francisco Veloso/Formula Rali 

 

Marco Veredas, 33 anos, é um dos pilotos espetáculo dos ralis açorianos. Miguel Azevedo, 36 primaveras, é um dos “expert na matéria”. Juntos formam a dupla de sucesso na Taça de Ralis Além Mar do Grupo Central em 2011, vencendo em absolutos e na Fórmula 3. A consagração plena surgiu no passado mês de dezembro, no Rali Sprint do Natal, última prova pontuável para o certame promovido pela Olavo Esteves Competições: a dupla foi quarta classificada à geral e segunda na F3, desfecho que permitiu festejar o almejado título, não obstante a vitória de Ricardo Carmo e Jorge Dinis no rali. A concorrência, à partida, era forte. Estavam presentes três viaturas 4x4, de andamento claramente superior ao Citroën Saxo Cup, Grupo A, pintado com as cores da RC Automóveis. Por outro lado, a dupla havia sido formada poucos meses antes do arranque da Taça de Ralis, após convite de Veredas a Miguel Azevedo, que iniciou, assim, a sua primeira “aventura a tempo inteiro” enquanto copiloto. Objetivo: lutar pela vitória na Fórmula 3.

O certo é que, logo a abrir, os resultados foram animadores: quartos à geral no 1.º Rali Cidade Praia da Vitória, prova em pisos de terra disputada em fevereiro. A Taça fez uma pausa até junho. Pelo meio, oportunidade para aprimorar o entrosamento no 30.º Rali Sical (nonos em absolutos e quartos da F3). Ainda houve tempo para divulgar os patrocinadores na apresentação pública da equipa realizada no bar “A Estiva”, para marcar presença no “Dia do Automóvel”, na Praia da Vitória, ou para “ir à escola” com
os jovens do Colégio de Santa Clara. Tudo devidamente registado para a posteridade pelo navegador-jornalista Miguel Azevedo em www.teammvsport.blogspot.com. Finalmente junho: terceira posição no Rali Sprint das Sanjoaninas, prova dominada por Artur Silva. Marco Veredas e Miguel Azevedo levam o Saxo branco à liderança da Taça de Ralis na deslocação à Graciosa, depois do segundo lugar da geral, novamente atrás de Artur Silva. O até então líder, Cláudio Bettencourt, foi penalizado por não cumprir parte de uma ligação ao parque de assistência. Por esta altura, a regularidade que a dupla terceirense apresentou começava a dar frutos.

O verão trouxe os dois únicos contratempos da época, que começam com a desistência no Rali Sprint Restaurante Garça, prova
extra que animou a Avenida Beira Mar e zona da Marina na Praia da Vitória. Os problemas de embraiagem acabaram por não ser resolvidos em tempo útil e Veredas viu-se impedido de alinhar no Ilha Lilás, rali onde o piloto apostava numa grande exibição. A defesa da liderança na Taça de Ralis chega em outubro, com a realização do Rali Sprint de Outono, a segunda prova do ano em pisos de terra. A solução para os problemas mecânicos passou por uma caixa de velocidades emprestada pelos irmãos Maciel e a prestação em estrada foi positiva: quinto lugar na geral e terceiro na F3, depois de um peão logo no primeiro troço ter feito
a dupla perder cerca de 20 segundos.

Para o Rali Sprint de Natal, uma certeza: havia a possibilidade de lutar por bem mais do que uma vitória na Fórmula 3. Daí que
completar o rali sem cometer erros fosse fundamental. O resultado final - quarto da geral e segundo na F3 - foi um prémio justo para a regularidade demonstrada ao longo das cinco provas que compuseram a competição. A vitória na Taça de Ralis Além Mar do Grupo Central supera claramente as expectativas iniciais, mas premeia o bom ritmo com que a dupla sempre abordou cada troço, mas também a forma exemplar como Marco Veredas preparou o Saxo Cup, condição também ela indispensável para levar a melhor sobre Tiago Valadão. Veredas e Azevedo destacam as mais-valias da Taça de Ralis, que conheceu em 2011 a segunda edição, reforçando a importância desta competição para os pilotos que não conseguem reunir os apoios suficientes para completar o Campeonato dos Açores.

Em 2006, em declarações à Revista do DI, Marco Veredas desvendava o sonho de conduzir um S1600, mesmo afirmando-se um adepto confesso dos 4x4. Certo é que Veredas adquiriu há cerca de um ano o Mitsubishi EVO7 com que Narciso Martins venceu o Campeonato do Pico em 2008. A dupla Veredas/Azevedo diz que o segredo do sucesso esteve no “excelente ambiente dentro do carro” e, para 2012, promete “tentar fazer, pelo menos, as provas da Taça e os dois ralis terceirenses do campeonato açoriano”, estando ainda por saber quando será a estreia do Lancer EVO7. Resta esperar pelos indispensáveis apoios. Sem eles, nada feito...

publicado por MSA às 09:07
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"Vai no Batalha"!

O Metro está quase a chegar à Batalha...

"Vai no Batalha" é uma típica expressão portuense, que revela falta de crença no que se acabou de ouvir - pronto, semelhante a dizer que é mentira... -, numa clara alusão a que a história "passaria" no "Batalha", uma conhecida e antiga casa de cinema da cidade Invicta, localizada na praça com o mesmo nome.

Na manhã do dia de Reis fui para a Batalha - mas é verdade, tirei fotos e tudo... -. Uma das entradas de sol na cidade, mas onde cheguei antes dele, ainda numa bruma um tanto gelada, que fazia criar névoas pessoais à respiração de cada um, enquanto abriam as lojas, se esfregavam as mãos, chegavam os primeiros autocarros, se expunham as mercadorias na rua e a vida entrava célere para o final da quadra festiva. Ladeada pela sumptuosidade do Teatro de São João ou pela singela beleza da igreja de Santo Ildefonso, a Praça da Batalha é aprumada o suficiente para não ser popularucha, mas passagem de gente também suficiente para ser um ponto vital da cidade. Até porque quem quer ouvir bem, também "vai à Batalha", pois lá se encontra a sede portuense da "Casa Sonotone".

Assim, e enquanto se fazia dia, desci Fernão de Magalhães, passei o Padrão, atravessei os Poveiros e dei por mim na Batalha, onde fiquei até quase ao final da manhã, acompanhado da minha "velhinha" FinePix, fruindo simplesmente tudo aquilo, defendido pelos óculos escuros e um boné castanho, rumando amiúde até ao cimo do rio, às Fontaínhas, à Sé, a Santa Catarina ou à mais recente Ponte do Infante, de onde se tem um panorama diferente da parte final do sempre-presente Douro, rumo à foz. Pela falta de paciência para explorar melhor o que uma máquina fotográfica digital permite, e desconhecendo mesmo a maioria das funcionalidades da pequena e algo antiga bridge, por ali andei, feito estrangeirado, em busca de olhares ou de palavras, ouvindo crianças a cantar aos reis na Junta da Sé ou a recontar o movimento das camionetas, que traziam e levavam pessoas, piscando ao vazio eléctrico para os turistas ou ao mais composto autocarro descapotável. Vi uma discussão que quase dava em pancadaria, fixei pregões, li os jornais nas montras, aferi o cheiro a fruta e a café, e senti as gentes da cidade em pura ebuliçao, tentando não fazer parte dela de forma alguma. É uma das formas como adoro descobrir este Porto. E que repeti... conseguindo, felizmente. 



Batalha - Porto - 6jan12

publicado por MSA às 00:24
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MESA - Luz Vaga

publicado por MSA às 00:12
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Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2012

Pelos Reis...

E num lugar que vale a pena conhecer...

publicado por MSA às 10:59
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Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2012

Kim Wilde - You Keep Me Hangin' On

publicado por MSA às 05:00
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Pois...isto cá de baixo...

Ao entrar de um novo ano...

Passagem de Ano 11/12 - Aliados - Porto

publicado por MSA às 03:45
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É isto? O ano novo?...

Ao entrar de um novo ano...

Passagem de Ano 11/12 - Aliados - Porto

publicado por MSA às 03:42
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O Baile da Paróquia...na Praça

Ao entrar de um novo ano...

Passagem de Ano 11/12 - Aliados - Porto

publicado por MSA às 03:38
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E só o lixo não dançou...

Ao entrar do novo ano...

Passagem de Ano 11/12 - Aliados - Porto

publicado por MSA às 03:33
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Açores Vip: 5ª Gala Ralis Ilha Terceira (22:00)

publicado por MSA às 02:48
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Terça-feira, 3 de Janeiro de 2012

GFATTT: “Há espírito de união, na praça e fora dela…”

Em tarde de despedida para mais um valente...

Fotos: Ricardo Laureano/RL photo

 

Deixar escritos de um ano para o outro pode fazê-los incorrer no risco da desactualização o que, no caso em apreço, até nem se dará. Afinal, as palavras trocadas com Adalberto Belerique, o terceiro cabo da já longa história do Grupo de Forcados Amadores
da Tertúlia Tauromáquica Terceirense (GFATTT), foram-no há já quase duas semanas, e aquando de “mais uma festa de família”, no caso o convívio de Natal que, anualmente, faz juntar novos e velhos em torno do amor pela jaqueta enramada da terra dos bravos. Sem laivos de entrevista, a conversa breve foi misturada por mais um jantar de pequenas histórias e episódios, umas recentes e ainda frescas, outras contadas e recontadas, quase até em vias de ganhar novos contornos. Em suma, fica a certeza de que a alma do grupo está de saúde e se aconselha, de acordo com o seu principal responsável, e após mais uma temporada bem sucedida. “O grupo é constituído por todos aqueles que envergam a jaqueta e por aqueles que nela acreditam”, era a frase de meio do convite para o encontro, e que Adalberto Belerique destaca como um chavão “que se comprova sempre com a presença dos elementos iniciais dos forcados da Tertúlia, assim como dos muitos miúdos que serão o futuro do grupo,
num espírito de união que, na praça e fora dela, se vai vivendo sempre”, explicou, no final de um ano onde mais uma fase de renovação do grupo se estabeleceu. “Temos hoje um diferencial de idades bastante acentuado no grupo”, refere o seu cabo que, à beira de completar 41 anos – com mais de 20 a pegar toiros -, não esconde que, “por vezes, o facto de haver muita gente nova e com muita vontade, faz aparecer uma carência de meio termo, e pode parecer que falta um pouco de miolo ao grupo, e aí entramos nós, os mais velhos, tentando dar o exemplo, mas sem quebrar o voluntarismo daqueles jovens que agora se iniciam. A mensagem a passar é simples, e indica-lhes a forma de honrar aquela jaqueta – refere, olhando de canto, para uma das fardas expostas na sala do edifício cultural de São Bento… -, que mais não seja dizendo-lhes “estamos cá”, para o que for preciso”, salienta. Os resultados deste ano “falam por si, mas indicam-nos que há passos que devem ser dados com muito cuidado, às
vezes mesmo retrocedendo, para novamente se avançar em segurança. Será isso que vamos fazer também em 2012”, frisa o homem que escolhe as formações para a cara dos toiros, e que só pede “àquele grupo de homens que se lembrem de palavras
como humildade, atitude e valor” na hora de brilhar ou não, pois tudo é uma incógnita na arte a que se dedicam.

Num mundo actual onde a tauromaquia vai vivendo dias de um certo sufoco em diversas plataformas, Adalberto Belerique, confessa-se “algo triste com os meandros da festa em alguns pontos, e que bem conhecemos por vezes”, mas confiante “na criação de sinergias que levem a fortalecer a paixão pelos toiros e a fazer perceber a outros ramos e realidades que este mundo vale a pena. O futuro a Deus pertence, mas cabe-nos fazer um pouco desse futuro, nunca desmoralizando perante ataques sucessivos a que esta nossa actividade está sujeita. Devemos acreditar nela e criar condições para que os nossos netos possam continuar a ter toiros”, conclui.

 

"2011 foi um ano de sucessos..."

À conversa com o cabo da Tertúlia...

“Foi efectivamente um ano muito giro, que começou com nova boa presença num concurso de cernelhas, onde nos vamos saindo bem, mesmo se por cá não as fazemos”, diz o cabo do GFATTT, “para depois termos tido uma passagem muito positiva pelo Campo Pequeno, ainda antes das Sanjoaninas”, prossegue. “Essa actuação teve um impacto fortíssimo para o nosso grupo e, logicamente para a marca da aficion terceirense, a acompanhar a ganadaria Rego Botelho, nos fez viver uma noite memorável onde se respiravam os Açores em Lisboa. À margem disso houve coisas menos positivas nesse evento, que nada tiveram a ver com a Terceira, mas que envolveram politiquices e todo aquele lado mau que há também no mundo dos toiros. Confesso que me fardei sem a mínima vontade de pegar, mas honrámos a nossa ilha, a nossa região e a nossa gente, mesmo se aquela beleza
ingénua que levávamos na bagagem se perdeu durante o dia”, confessa. Nas Sanjoaninas “tivemos momentos altos, com destaque para uma tarde inteiramente nossa, pegando seis toiros sozinhos na nossa praça, frente ao nosso público, ainda por
cima numa tarde de homenagem musical, com o pasodoble que nos foi dedicado pelo maestro Durval Festa e a Filarmónica das Doze Ribeiras a dar um significado muito especial a uma actuação que teve as duas faces da moeda”, recorda. “Posso dizer que oscilamos perante uma tarde de muita chuva, no nosso dia, com toiros a serem pegados como quem pisa ovos e com o público a não arredar pé. Demos tudo por tudo pelo nosso público. Foi uma tarde brutal”, partilha. Positivas foram ainda “a passagem pela corrida das Festas da Praia e mais uma presença na feira da Graciosa”, ficando ainda a salientar-se um registo, “que é meramente estatístico, mas em todos os concursos de pegas em que marcamos presença, saímos vencedores, e isso é de destacar”, refere Adalberto Belerique.

publicado por MSA às 01:29
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Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2012

Paladares...

Bacalhau...agora também o quero assim!

Disse-me uma amiga, isto pelo verão do já longínquo ano passado, que o nosso paladar se altera a cada sete primaveras, ou seja, de sete em sete anos passamos a tolerar ou mesmo a gostar deste ou daquele alimento ou aroma. Não sei se assim será, mas num balanço rápido, lembro um terror a tomate enquanto criança, sendo que agora faço e refaço saladas e combinações com aquela coloquial verdura, que na verdade é um fruto, saboreando a sério as suas propriedades, que não apenas picadas ou concentradas. Outra coisa que abominava eram as caiotas - também conhecidos como chuchu -, que se inseria na qualidade atribuída à cabeça de nabo, outra coisa que também mal traguei durante muito tempo. Anos passados uso e abuso dessas hortaliças, com aplicações variadas, mormente a acompanhar carne ou massas. E acreditem que há uns pitéus deliciosos encerrando ambas as simples iguarias. Mas isso não passarão de resquícios de infância. Contam agora as coisas mais actuais... No ano da graça de 2011, descobri que adoro meloa, substância aquosa que anteriormente apenas engolia vestida com presunto ou em forma de sorvete. No verão ido, consolei-me, deambulando entre a deliciosa e clara meloa da Graciosa e a alaranjada e mais sumarenta nascida em Santa Maria. Mas a verdadeira surpresa surgiu na noite da consoada, novamente a contas com o tradicional bacalhau cozido com todos. É certo que nunca lhe virei o bico, mas misturando sempre os vários ingredientes e - à moda do norte - preparando o prato com azeite fervido, alho e colorau, para então receber então as postas desfiadas do salgado peixe, que aliás sempre adorei nas suas mais variadas formas - pataniscas, bolinhos, à Zé do Pipo, de natas, com broa, à Brás ou à Gomes de Sá... -, mas desde que disfarçando o gosto original do dito. Pois desta feita atirei-me a uma posta, assim às claras e apenas com azeite, saboreando o esfiapado nadador dos mares de cima com afinco e dedicação. E começo a acreditar na teoria dos sete anos. Sem estar a contá-los...o que virá depois?

publicado por MSA às 19:27
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O primeiro sorriso de 2012...

Nos Aliados, aos primeiros minutos do Ano Novo...!

publicado por MSA às 14:38
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