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PORTO DAS PIPAS

miguel de sousa azevedo - açores

PORTO DAS PIPAS

miguel de sousa azevedo - açores

29.Jan.12

Sim, é frustrante...

Vitor Pereira...até quando?

É por demais frustrante que Vitor Pereira ainda seja o treinador do Futebol Clube do Porto. Escrevo-o pela primeira vez, pois acho que aprocissão descarrilou de vez e que o título se esfumou com a derrota averbada ante o Gil Vicente. O que aconteceu em Barcelos, com o dito treinador a justificar o resultado como se nada tivesse a ver com o mesmo é a prova do seu amadorismo e falta de capacidade. E a má arbitragem - que o foi - não pode ser sempre o muro das lamentações. As estrelas da equipa ausentes não justificam tudo, os jogadores de quem se esperava pouco assim o fizeram, e dos que se aguardava algo já a noite caía para se saber que não estavam lá. Foi-se a desvantagem do confronto directo para salvar a temporada interna e afigura-se, à distância, um momento que me enjoa desportivamente. Mas que, felizmente, também não vivi essas vezes todas...

29.Jan.12

Team "MV Sport" em acção no Colégio de Santa Clara

A dupla em acção na última prova de 2011...

Foto: Rodrigo Bento/Azores MotorShow

 

A dupla Marco Veredas/Miguel Azevedo, vencedora absoluta e na Formula 3 da Taça de Ralis Além do Grupo Central em 2011, realiza, na próxima quarta-feira (dia 1 de fevereiro), uma acção de sensibilização no Colégio de Santa Clara, em Angra do
Heroísmo, onde o desporto automóvel, a segurança na estrada e o espírito de equipa serão os temas a tratar com os alunos daquele estabelecimento de ensino.

 

Para além da natural presença da equipa e do Citroen Saxo Cup, ainda com as cores vencedoras da “RC-Automóveis”, a jornada será dividida em três sessões, a realizar no anfiteatro do colégio, e conforme os grupos etários de alunos:

 

09h45 – Pré-Primária (2/5 anos)

10h45 – Primária (6/10 anos)

11h45 – 5º/6º anos de escolaridade

 

Na acção serão visionados fotos e vídeos da equipa, que passará aos alunos da instituição uma visão geral do desporto automóvel, integrando as suas valências na condução segura do dia-a-dia, assim como a importância da partilha e do espírito de equipa também em alturas de competição. O equipamento de segurança de carro, piloto e navegador será abordado como condição primária para a prática da modalidade.

 

A equipa agradece, desde já, o amável convite e toda a disponibilidade do Colégio de Santa Clara em encontrar uma data disponível para este evento.

26.Jan.12

Em terra de Festa Brava…

Jose Tomas, Maestro de emoções...

Foto: Esteban Pérez Abión

 

Muito se tem escrito e discutido sobre a realização do 2º Fórum Mundial da Cultura Taurina, mormente pelos apoios públicos que o mesmo encerra que, para alguns detractores da iniciativa, não se justificam, pois – advogam – a tauromaquia não é uma tradição cultural nossa, e assim o certame, que se repetirá três anos após o sucesso da edição de estreia, se calhar nem deveria existir. Pois eu acho que deve existir, e desde logo saúdo quem melindrosamente o foi criando, nos bastidores de uma vida pública onde as opiniões valem o que valem e onde, naturalmente, há aproveitamentos políticos, sociais, económicos. Tal qual como num largo rol de outras actividades…só que o mundo dos toiros é peculiar. Porque nos mexe com a alma, porque nos faz palpitar e ansiar, porque agrupa um leque de espectáculos variados, que se enraizaram entre nós, terceirenses, mais ou menos aficionados, menos ou mais conhecedores, com mais ou menos queda para fazer comentários em castelhano de barreira. Nos últimos anos escrevi amiúde sobre a arte taurina, focando-a de diferentes pontos, mas sempre com o prumo certo de qual seria a minha interpretação de um momento, a minha referência pessoal a uma figura maior, a minha nostalgia em força face a alguma recordação. Sem mais brio que um qualquer defensor de uma qualquer causa, a beleza da Festa Brava – escrita em maiúsculas, para que se destaque… - perfaz um conjunto de imagens, de jogos de cores, de aromas, de prenúncios e de entendimentos, que a colocam como um dos mais complexos fluxos de cultura ao nosso alcance. Não só pela ligação real do campo ao burgo, no caso das corridas de praça, como na nossa pitoresca tourada à corda, onde cada uma das muitas jornadas serve de poiso para namoro, de banco para negócio, de mão dada para amizades…

Embora sem poder participar na totalidade dos trabalhos programados para estes três dias, realço a lucidez de dedicá-los à comunicação no meio taurino, numa jogada clara de fazer melhor pela divulgação e pelo entendimento geral em torno de um fenómeno único. Que, infelizmente, muitos ignoram e que, igualmente, outros tantos vulgarizam dada a parca habilidade para o saber defender. Recordo ainda algumas intervenções de vulto no certame de 2009, que segui quase do fio à meada, tendo retirado ensinamentos de palavras sábias como as de Francisco Moita Flores, autarca e escritor, ao lembrar que a festa taurina identifica as pessoas e os lugares, entre várias tiradas que retive e que motivaram calorosos aplausos; o momento alto da conferência de Paco Aguado sobre o toureio na cultura, afirmando que, em praça, o processo da criação é invertido, com o toiro, o artista e, no final, o diálogo técnico e a inspiração; lembro a excelente comunicação do Prof. João Pedro Barreiros – que por estes dias pôs o dedo na ferida a quem o quis ler… -, com conhecimento científico a deitar por terra críticas infundadas; ou mesmo os filósofos Victor Goméz Pin e a referência Francis Wolff, que encerraram a função sem a vertente prática da festa lhes passar pelo discurso, mas exalando aficion em intervenções profundas, que foram valioso contributo para um documento final, que muito honrou os presentes. Alguns deles conhecedores do meio, outros apaixonados do bem-estar, outros ainda – como em tantas outras coisas – que ali estavam, e voltarão a estar. Numa má interpretação sobre o que é a partilha do conhecimento – agora tão em voga nestes Açores… -, houve quem quisesse boicotar pela calada o fórum que hoje se inicia. E lá vieram de novo à baila os políticos, como se as tradições se legislassem em folha timbrada, como se tivessem selo oficial, como se fosse possível proibir vontades e direitos por contrariedade. A errónea ligação de um evento destes ao despertar da introdução da sorte de varas ou das corridas integrais no plano local foi uma habilidade. Mas que não colou. A mim nunca me leram a defesa de uma ou de outra acção, e dificilmente o poderão ler. Mas sou tão ou mais aficionado, tão ou mais apaixonado pelo que se sente no voltear de um capote, do que outro espectador com mais milhas de viagens e mais cadeiras em Sevilha ou Madrid.

A arte, verdadeira e abnegada, interpreta-se e traduz-se. Mesmo se, de facto, há quem entenda apenas de estrangeirismos…

25.Jan.12

4x4: Passeio do Papagaio ao sol!

Mais um passeio TT da Tasca

Domingo passado foi um daqueles dias em que apetecia entrar pela Terceira dentro, descobrindo as cores e os aromas de uma paisagem que se exibia brilhante e viçosa. Os verdes contrastavam com um sol forte, criando horizontes onde, aqui ou acolá, se fazia notar o colorido de um jipe, o barulho de uma moto, o derrapar de um quad. É assim, o todo-o-terreno, por mais que lhe criem rótulos, é uma interacção plena com a natureza, e na 7ª edição do Passeio TT “Tasca O Papagaio”, a bênção nem veio só das sopas do Espírito Santo que abriram um repasto regional na Casa do Povo de São Bartolomeu, pois também o tempo se abriu num sorriso para uma manhã de encher o olho. Depois lá vieram o cozido, a alcatra, o arroz doce…

Umas quantas dezenas de viaturas, e cerca de duas centenas de participantes, deram assim corpo a mais uma iniciativa do conhecido João “Camurça” que, acompanhado por uma eficiente equipa, mandou arrancar, da praça de toiros da Terra Chã, para um acessível percurso fora-de-estrada, todo estes convivas, num misto de boa disposição e prazer. Pois, para quem nunca experimentou pisar os lugares menos acessíveis da Terceira, estes eventos são uma porta de entrada eficaz. Isto quando, daqui por umas semanas, a dureza competitiva se fará sentir com mais uma “Rota dos Ventos”. Por agora, foi (mesmo) tempo do passeio “do Papagaio”…e as imagens do Ricardo Laureano bem o mostram, para recordar um dia de excepção.

 

- Galeria fofográfica do Ricardo Laureano - AQUI
25.Jan.12

Poema para 25 de janeiro de 2012

A certeza na aurora boreal...

Exactidão (Jorge de Sena)

 

Levam as frases sentido
que uma cadência lhes dá:
sentido do não-vivido
a que fica reduzido
o que, escolhido, não há.

Do imo do poder ser,
onde o não-sido se arrasta,
ouvi cadências crescer:
vaga música de ter,
na vida, quanto não basta -

quanto um sentido se entenda,
que nem verdade ou mentira.
(Que o que dele se aprenda
é como cobarde venda
para que a luz nos não fira.

Luz sem luz, brilho da treva
que tudo no fundo é;
e a certeza que se eleva
do fundo da própria treva,
de exacta que seja, é.)

Levam justiça consigo
as palavras que dissermos.
Por quanto sentido antigo,
nelas ficou por castigo
o futuro que tivermos.

Levam as frases sentido
que uma cadência lhes dá.
É justo, injusto - o escolhido?
Como quereis que, vivido,
ele não seja o que será?

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