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PORTO DAS PIPAS

miguel de sousa azevedo - açores

PORTO DAS PIPAS

miguel de sousa azevedo - açores

31.Mar.11

Vento.

E hoje o vento sopra por entre as paredes de História desta Angra das descobertas. A cidade quase abana, num abraço estranho entre o tempo que se sente e o tempo que passou. Mesmo em dias de ventania, é esta a magia que se sente no velho burgo quinhentista...

31.Mar.11

Almoço Verde - Vamos ajudar o Lusitânia

Almoço Verde, daqui a uma semana em Angra...

Depois do sucesso alcançado com o primeiro “Almoço Verde” do Sport Club Lusitânia em 2010, o certame regressa este ano, repetindo-se já no próximo dia 9 de Abril (sábado), pelas 13h30, no Salão da Santa Casa da Misericórdia, em São Carlos.

A iniciativa, para além de tentar aprofundar a vivência clubística de um emblema que é referência incontornável no desporto açoriano, quer também mobilizar em confraternização a sua massa associativa e adepta, contribuindo assim para a viabilização do Sport Club Lusitânia como instituição e para a reabertura da sua sede social, pois esse é um factor determinante no futuro do clube.

“Desafiamos assim toda a família lusitanista e todos quantos simpatizam com o clube, a comparecerem em mais este Almoço Verde", sublinha a organização a cargo de um grupo de associados e antigos dirigentes verde-e-brancos.

 

Os bilhetes para o almoço podem comprar-se nos seguintes locais: Café Aliança (Praça Velha); Snack Bar Copacabana (Angra do Heroísmo); Realsom (Rua da Sé); Petisqueira do Arco (São Bento); Café do Renato (São Bento); Pastelaria Benfica (São Bento); Bar Havana (Porto das Pipas); Mercearia São Carlos; Café Roberto (Dois Caminhos/Terra Chã); Queijaria Vaquinha (Cinco Ribeiras); Adega de São Mateus (São Mateus); Escritório Digital (São Bento/Santo Amaro); Capão (Agualva); Mercado Pão Milho (Ladeira Branca - Santa Luzia); Casa da Galinha Parmagiana (Feteira); Pastelaria Lusitânia (São Pedro) e Bar Vouga (Praia da Vitória)

30.Mar.11

Poema no fim de Março.

O POEMA - Herberto Hélder

 

Um poema cresce inseguramente
na confusão da carne.
Sobe ainda sem palavras, só ferocidade e gosto,
talvez como sangue
ou sombra de sangue pelos canais do ser.

Fora existe o mundo. Fora, a esplendida violência
ou os bagos de uva de onde nascem
as raízes minúsculas do sol.
Fora, os corpos genuínos e inalteráveis
do nosso amor,
rios, a grande paz exterior das coisas,
folhas dormindo o silencio
a hora teatral da posse.

E o poema cresce tomando tudo em seu regaço.

E já nenhum poder destrói o poema.
insustentável, único,
invade as casas deitadas nas noites
e as luzes e as trevas em volta da mesa
e a força sustida das cisas
e a redonda e livre harmonia do mundo.
Em baixo o instrumento perplexo ignora
a espinha do mistério

E o poema faz-se contra a carne e o tempo.

28.Mar.11

Veteranos fizeram sorrir pela festa...

Os resistentes...já pela noite dentro.

Foi o retomar de uma velha tradição, em que uma pequena brecha de Entrudo interrompeu a reflexão da Quaresma. Pela mão certa da Marcha dos Veteranos, este ano assumida como Marcha do Campino, o salão da Santa Casa da Misericórdia de Angra do Heroísmo albergou mais de 600 convivas para relembrar os dias de festa do Carnaval, com a actuação do Bailinho “Tudo Gente Séria”, dos Funcionários do Hospital de Angra, e a surpreendente (e muito) jovem presença de “E se as crianças fossem Governo”, o Bailinho da EBI dos Biscoitos.

Aspecto geral da sala...

Uma noite onde à boa comida se juntou uma dose generosa de disposição leve e alegre, afinal o mote dado era mesmo esse. Com os meses a correrem e as semanas em contagem decrescente para a noite do São João de Angra, são naturalmente muitas as marchas que realizam festas e demais acções, com vista a minimizar os custos de cada participante, de cada voluntário artista de hora que tem gosto em dançar a sua terra de forma franca.

Doces, numa noite de festa e amizade...

No caso deste grupo dos Veteranos, não há excepção às regras e, agradecendo o sem número de contributos recebidos e ajudas dispensadas, vão levando a vontade avante para uma noite feliz, em homenagem às gentes, aos amores e às origens desta Terceira. Em mais um jantar, realizado sob o espírito da camaradagem e o tom da amizade, fica a certeza de uma união, que se sentiu quase na hora de servir os pratos, os doces, a bebida de até logo…que a festa é mesmo ali. E é tão bom esperar por ela.

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