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PORTO DAS PIPAS

miguel de sousa azevedo - açores

PORTO DAS PIPAS

miguel de sousa azevedo - açores

31.Jul.10

Degraus da Praia sobem-se amanhã.

5 anos de Degraus da Praia, com mais uma subida no domingo...

É já amanhã, pelas 19 horas, que se vai subir a quinta edição dos “Degraus da Praia”, a prova de corrida que propõe aos atletas o percurso desde o sopé até ao cimo da Serra do Facho, num dos extremos da baía da Praia da Vitória.

Integrada no programa desportivo das “Festas da Praia 2010”, o evento é organizado pela “Mar Bravo – Associação Juvenil”, que em 2009 começou a levar a cabo este tipo de provas alternativas às modalidades habituais, estando ainda agendados “mais um ou dois eventos do género este ano”, segundo informação daquele organismo.

Em termos competitivos, os “Degraus da Praia” tem apresentado sempre disputas acesas, estando o recorde do percurso na posse do atleta local Jorge Nunes, que em 2009 estabeleceu a marca de 1m37. Nunes já venceu por duas vezes a prova, estando empatado nesse particular com Márcio Azevedo. No escalão feminino, a marca a bater pertence à muito jovem Dania Furk, com 3m09 obtidos também na anterior edição.

As inscrições da prova far-se-ão no local, numa concentração dos atletas prevista para as 18h45, “de modo a que aquecimento necessário posso ser fito em conjunto, se possível”, refere Miguel Azevedo, responsável desportivo da “Mar Bravo”.

30.Jul.10

Não, não é só por uma questão de gosto… (crónica)

Goste-se ou não, esté é o novo Relvão...

Não me lembro da última vez em que escrevi para exultar ou elogiar uma medida de fundo em Angra do Heroísmo. Não falo de dizer que “ficou engraçado” ou que “a coisa até está gira”, falo de atitudes que mudem rumos ou que façam fluir a cidade de outra forma, e de onde se excluem os “remendos” já efectivos ou as teimosias reinantes, mas adiante. Ao fim da tarde de quinta-feira –e já sei que imensa gente vai discordar da minha opinião, que vale o que vale… - fiquei estarrecido ao entrar no Relvão. Ainda antes da nota à comunicação social publicada, pude aferir o efeito do piso em betão colorido colocado há dias, num investimento para a requalificação do espaço. Confesso que o verbo “requalificar” me arrepia um pouco, especialmente quando de obras públicas se trata, assim como nem vou discutir as questões técnicas da intervenção, pois certamente a mesma terá sido regida por opções de qualidade. Agora sou livre bastante para questionar o princípio orientador de “asfaltar” (está entre comas por ser o modo que achei mais consentâneo com o desabafo), alargar e uniformizar os caminhos da zona verde de mais fácil acesso para a cidade de Angra, não tendo o texto qualquer intenção de indicar outras soluções. Aliás, não ponho em causa que se tenha agido assim para melhorar o espaço, mas critico com veemência a falta de gosto empregue e o apagar constante das ligações puras ao que é natural nesta nossa cidade. Convém explicar que o Relvão foi, na sua origem, uma espécie de baldio em jeito de complemento da plataforma de protecção da muralha. Por outras palavras, e em relação ao altaneiro castelo de São João Baptista, fazia com que quem atacasse a estrutura ficasse no espaço de tiro de quem defendia a fortaleza. Mas isso foi no início das andanças terceirenses, pois a História encarregou-se de por ali fazer passar feiras agrícolas, animações variadas como rodas gigantes ou carroceis, o circo, e mesmo jogos de futebol, transformando-se o Relvão numa zona verde sem grandes regras, mas onde as pessoas fruíam do espaço e contactavam com a baía e a natureza, bem ali ao sopé do Monte Brasil, cuja gestão partilhada nos irá impedir eternamente de ter um dos maiores e melhores parques da cidade do país. Daí que o meu desabafo não venha no sentido de se repetirem as frisadas actividades no Relvão, nada disso. E até porque as experiencias mais recentes de juntar povo por ali só deram dores de cabeça. Mas daí à pista que hoje lá se pode apreciar, e que até me parece estar a fazer aumentar os visitantes – daí a minha reticência inicial ao acordo geral com o que penso, mas é assim mesmo… -, vai uma distancia de uma vida, e o certo é que a “civilização” forçada que ali se quis impor nos últimos anos acabou com as memórias do Relvão. Da mesma forma que aquele tipo de intervenções acaba com um regresso da natureza à cidade, realidade que se vai cortando em prol do betão com ou sem cores, deixando a nossa gente de sentir o chão que pisa em defesa de uma urbanização exacerbada do que (ainda) existe. Curiosamente tudo isto acontece quando as autoridades municipais decidiram reanimar o jardim público, o que se aplaude, concordando-se ou não com o esquema encontrado. Mas também é verdade que tudo isto acontece quando esta mesma cidade vê crescer uma unidade de saúde enorme paredes-meias com o seu tecido central, sem preocupações de escoamento de trânsito ou de impactos vários; quando esta mesma cidade vê crescer um edifício cultural de vanguarda encaixado no seu nicho histórico sem eira nem beira na hora de escolher a sua localização; e quando esta mesma cidade não consegue decidir o que fazer à sua porta marítima porque o que se projectou está em meio no papel e ninguém é tido nem havido nas consequências dessa espera.

 

Não vou referir a diferença, em termos físicos, de se caminhar sobre betão ou sobre qualquer tipo de saibro ou bagacina, que até impelem uma locomoção mais custosa, nem tão pouco explicar a diferença a um miúdo de tenra idade do que é “aterrar” nesse tipo de piso em comparação com o modernaço betão. E até aproveito para referir que não faço parte de qualquer conluio de arautos da desgraça, como gratuitamente se vai rotulando quem defende alguma originalidade em prol das memórias desta terra. Mas o que agora se vê e sente no Relvão, por arranjadinho e limpinho que seja, podia ver-se em Oeiras, em Olhão ou, pior ainda, em Gondomar. Do Relvão de Angra restarão apenas as fotografias…e talvez algum cheiro.

 

30.Jul.10

António Feio (1954-2010)

Uma imagem feliz de um homem que granjeou gostos...

A luta de António Feio terminou ontem à noite. O actor morreu em Lisboa, desencadeando - como se esperava - uma onda nacional de luto e de mensagens de pesar, afinal a imagem de força e de confiança que foi passando, ao longo de muitos meses, quase fez desmerecer a gravidade latente de um cancro no pâncreas, o mal de que padecia.

Mais do que elevar essa sua postura, limito-me a acrescentar que, no seu papel de figura pública e de homem das artes, António Feio foi um exemplo pleno de coragem. Pelo que outros palcos estarão orgulhosos em recebê-lo a partir de hoje.

30.Jul.10

“12 Ribeiras RaliDay” junta pilotos e navegadores de ocasião!

O cartaz da original iniciativa de domingo...

É já no próximo domingo que a freguesia das Doze Ribeiras, em Angra do Heroísmo, vai receber um evento diferente, que se integra nas festas da localidade, e que juntará numa pista desenhada para o efeito no campo de jogos cerca de dezassete pilotos e viaturas de rali para uma tarde reservada a cinco dezenas de “co-drives”, às quais o público poderá ter acesso, adquirindo senhas que serão sorteadas entre os presentes, que poderão assim debutar no banco do lado direito de um Subaru Impreza ou de um Mitsubishi Lancer.

A ideia do “12 Ribeiras RaliDay” surgiu de um grupo de pilotos, encabeçados por Tiago Azevedo e Marco Veredas, que considerou ser assim possível “juntar vários carros num traçado fechado para podermos andar à vontade, e aí ter os nossos patrocinadores e a imprensa em interacção com público que quiser assistir e participar no evento”, explicaram. Assim, e a partir das dez da manhã, os motores vão roncar naquela freguesia da costa oeste da ilha Terceira, sendo a fase inicial reservada “para os pilotos andarem com elementos da comunicação social, convidados e patrocinadores”, adianta Tiago Azevedo, avançando que “da parte da tarde vamos então sortear as 50 co-drives, que serão distribuídos pelos diferentes conjuntos em pista, iniciando-se pelas 14h30”, disse ainda a organização do evento.

Tiago Azevedo (Subaru Impreza WRX N12), Fernando Meneses (Citroen Saxo Cup), Marco Veredas (Citroen Saxo Cup), Hermano Couto (Mitsubishi Lancer EVO8), Paulo Veredas (Peugeot 306 GTI), Paulo Meneses (Citroen Saxo Cup), Lizuarte Mendonça (Citroen AX GTI), Tiago Valadão (Citroen Saxo Cup), Isaías Costa (Toyota Corolla GT), Adelino Sousa (Ford Escort RS MK1), Hélio Cardoso (Opel Corsa), Nuno Rocha (Fiat Cinquecento), Filipe Moura (Toyota Starlet), Carlos Borges (Opel Kadett GT/E), José Caetano (Renault Clio) e Mariana Godinho (Renault Clio) são os nomes confirmados para rodar na pista em piso de terra. Assim, o conselho é claro, vá cedinho, e mesmo que não queira “arriscar” uma voltinha nas máquinas de rali, pelo menos desfrute do convívio. Mas o desafio é mesmo ser navegador por alguns minutos…

29.Jul.10

João Silva venceu carrinhos de ladeira na Guarita

João Silva foi o vencedor no passado domingo...

João Silva foi o vencedor da terceira edição da corrida de carrinhos de ladeira das Festas da Guarita, prova este ano novamente patrocinada pela firma “Abílio Rocha, Lda.”, e que juntou menos concorrentes que em anos anteriores, o que não impediu a habitual animação da caravana dos “rolamentos”. O jovem do Pico da Urze foi sempre o mais rápido nas três descidas efectuadas, tendo como melhor marca 22,96 segundos, o que deu à vontade para vencer face a Diogo Espínola (24,06), o melhor na categoria até aos 16 anos. A fechar o pódio ficou Filipe Livramento (24,67), que bateu o mais velho em prova, o veterano António Freitas, que aos 43 anos foi quarto. Destaque ainda para a equipa de pai e filho Marco Viegas/Samuel Viegas, com o pequeno “navegador” de apenas seis anos a ajudar na conquista do sexto lugar.

Com a presença de uma equipa de reportagem do “Bom Dias, Açores”, a prova integrou uma tarde dedicada às crianças, com insufláveis e pinturas faciais a animarem o penúltimo dia das festas.

Classificação Final (3 mangas)

1º João Silva (22,96); 2º Diogo Espínola (24,06) -1º9/16anos; 3º Filipe Livramento (24,67); 4º António Freitas (24,78); 5º Alexandre Livramento (25,03); 6º Marco Viegas/Samuel Viegas (25,18); 7º Rui Fontes (28,64); 8º Bruno Costa (37,77).

Galeria de fotos (João Toste/Abílio Rocha Lda.)


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