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PORTO DAS PIPAS

miguel de sousa azevedo - açores

PORTO DAS PIPAS

miguel de sousa azevedo - açores

28.Fev.10

Aniversário...

Uma foto antiga, pois claro...

Três décadas e meia...ai tal canseira...


Pois é, o tempo passa a correr e ainda há uns dias brincava no quintal próximo do carro de rali lá de casa. Desta feita as coisas são um tanto diferentes - para lá dos vinte e muitos anos entretanto passados... -, com outros humores, outros amores, outros rumores e dissabores, mas com a faceta comum de ver o tempo passar. Umas vezes mais ao lado, outras em perfeita conssonância com o nossos desejos e fantasias de menino. Olho para o lado e tenho uns olhos escuros que me inquietam e descansam, num claro contraste que afirma o amor como o melhor acompanhamento para ver esse tempo passar...

 

PS-Recebi há pouco um rápido telefonema da minha afilhada-e-quase-cantora Beatriz. Depois dos "parabéns" de entrada, perguntou afoita: "Vais logo ver o teu Porto a levar na cabeça?...". Espero que não, Beatriz. Espero que não...mas é uma possibilidade.

26.Fev.10

TRAMGC: A festa da Taça arranca amanhã!

O cartaz da prova de amanhã...

Vira-se amanhã uma nova página no livro dos ralis açorianos, com a ida para a estrada da primeira jornada da nova Taça de Ralis do Grupo Central – o Rali Sprint do Carnaval –, que juntará 33 equipas para correr por quatro vezes uma classificativa com pouco mais de 5 quilómetros de extensão, praticamente toda em piso de terra, e que liga a zona de lazer de São Brás ao Pico Celeiro, com as curvas finais do antigo São Brás/Fontinhas e a passagem pela Ladeira da Pena (junto à Serra do Cume) a estarem já anunciadas como de excelência para aferir a evolução de máquinas e pilotos. Durante o final da manhã e início da tarde vão começar a traçar-se os contornos de um certame que agrega novamente cinco provas, este ano finalmente com a designação “Rali Sprint”, consequência directa da admissão das provas às regras e calendários federados, numa confirmação de qualidade e validade do modelo. Para a etapa inicial do certame, organizado pela “Olavo Esteves Competições” e agendado para São Brás devido as intempéries de Dezembro, há um claro favorito: Tiago Azevedo. A estrear o competitivo Impreza N12 ex-Pedro Meireles, o piloto de Angra terá de ganhar a mão à “bomba” nipónica – com a qual apenas ontem teve contacto -, esperando-se que as quatro rodas motrizes sejam forte trunfo num traçado rápido mas algo traiçoeiro. Na perseguição ao Subaru, Fernando Meneses terá uma difícil missão, se bem que mais nenhum dos presentes deverá incomodar o homem do Saxo, mas com a luta pelo mais baixo do pódio a juntar Sérgio Cardoso, o graciosense Cláudio Bettencourt, Paulo Meneses ou Tiago Valadão, e esperando-se boa estreia para Carlos Andrade, agora no Clio RS ex-Fernando Soares. Isto no campo das viaturas homologadas, pois ao nível dos VSH a luta deverá também ser animada, com Lisuarte Mendonça a prometer uma exibição de luxo, afinal o AX anda bem rápido e o piloto joga naturalmente em casa, o que deixará em alerta Marco Sousa, vencedor da derradeira prova de 2009, Hélder Pereira e César Silva, que vai certamente causar sensação com o Nissan Micra 1.6. Mais atrás na lista surgem três viaturas clássicas, recaindo natural favoritismo no Starlet de Filipe Moura, que já em Dezembro foi o mais eficaz num traçado em tudo semelhante. Estão assim reunidas as condições para uma reedição de sucessos anteriores, com a aparente vantagem de agora haver regras efectivas e um reconhecimento oficial deste “Open” à moda da Terceira, uma competição que ganhou raízes e vai, sob outros contornos, para a quarta temporada consecutiva. Resta saber quem se vai alcandorar para suceder a Nuno Rocha, Artur Silva e Paulo Meneses, os três vencedores à geral da extinta Taça de Ralis Ilha Terceira.
 
(Lista de inscritos aqui)
 
PROGRAMA
 
PE 1           SÃO BRÁS / CELEIRO – 1 (5,1 kms)             11H00
PE 2           SÃO BRÁS / CELEIRO – 2 (5,1 kms)             12H00
PE 3           CELEIRO / SÃO BRÁS – 1 (5,1 kms)             13H20
PE 4           CELEIRO / SÃO BRÁS – 2 (5,1 kms)             14H20
 
O "Rádio Clube de Angra" vai estar na estrada...
 
Fazendo valer a sua tradição de “Voz da Terceira”, o Rádio Clube de Angra vai transmitir em directo a primeira prova da nova competição, levando aos ouvintes os tempos e as sensações do Rali Sprint de amanhã. Todas as informações sobre o evento estarão disponíveis através das frequências locais da estação (101,1 e 94,7 FM) ou então no site www.rcangra.com .

 

25.Fev.10

Cais de Cruzeiros: Debate.

Foto de Paulo Monteiro, retratando os vestígios de um dos naufrágios em Angra...

Hoje, a partir das 20h30, o programa "Estado da Região", da RTP-Açores, vai tratar da temática da ordem: a construção de um Cais de Cruzeiros em Angra do Heroísmo.

 

Presente estará o arqueólogo Paulo Alexandre Monteiro, um dos directos responsáveis pela prospecção efectuada à nossa baía na década de 90 do século passado (parece que foi há muito tempo, mas nem tanto...), cuja actividade se mediatizou em flecha aquando da polémica sobre a construção da actual marina.

 

O programa será emitido em directo a partir do Centro Cultural e de Congressos, estando a platéia aberta ao público. Mas atenção que as portas fecham meia hora antes do início da transmissão.

25.Fev.10

Cais de Cruzeiros: O saber da omissão

Uma imagem antiga de um local em que a idecisão vai sendo palavra de ordem...

Nos últimos tempos não me tem faltado vontade de escrever sobre a temática do momento em Angra do Heroísmo e na Terceira: o não-projecto do cais de Cruzeiros para a baía da cidade património. Com efeito, o assunto poderia motivar um longo texto, já que é impossível abreviar todas as andanças e desventuras da parcela urbana de Angra que está virada ao mar, sendo que tal recolha seria fastidiosa e repetitiva, afinal várias vozes se têm levantado sobre o assunto, inclusivamente com propostas concretas da que poderia ser a melhor solução para o propalado investimento. Decidi-me por uma escrita simples e directa, que apenas decorre da opinião de um angrense, que gosta da sua cidade, mas que é daqueles que (até) admite que haja quem goste mais dela, coisa que já foi palavra de ordem em discursos políticos. Fui espectador atento do debate da passada segunda-feira, onde a oportunidade dada pelo Instituto Histórico da Ilha Terceira permitiu a uma parte da dita sociedade civil – e eram cerca de 65 os presentes – escutar as tentativas do secretário regional da Economia em explicar o que não está em lado nenhum, ou seja a ideia concreta de como será, como foi pensado, como foi decidido e como se vai orientar o ansiado terminal. Pois estas eram as questões perenes de um concelho e de uma ilha que, segundo o governante, já por duas vezes sufragou positivamente o investimento em actos eleitorais. E tem razão, afinal também foram sufragados positivamente – e muito mais vezes – o novo hospital, os parques temáticos e de lazer, a via rápida e estruturas do género, o que não impediu que – mesmo à custa de muitos anos -, ou fossem projectados e apresentados, ou pura e simplesmente caíssem no esquecimento. O cais de cruzeiros, pelos vistos não caiu, esqueceram-se foi de nos dizer como vai ser, o que nem é relevante, dado que está adquirido como sendo para avançar. E ainda bem. No debate a que me referi, e em cujo conteúdo não me consegui esclarecer sobre o assunto, foi visível que há a vontade política de dotar a Terceira de uma nova valorização em termos turísticos, o que é agradável de ouvir, até tendo em conta que noutras ilhas essa realidade também é pretendida. Ora, e correndo o risco de me acusarem de citações do tempo da “outra senhora”, registei uma frase do historiador José Hermano Saraiva, numa conferência promovida pela câmara municipal de Ponta Delgada, onde o mesmo adiantou que “não se pode pensar que o turismo vai resolver todos os problemas da região, até porque, se não for correctamente implantado, apenas invade, polui, corrompe e não enriquece”. Não podia concordar mais com o vetusto apresentador e, no caso terceirense, tenho dificuldade em compreender as orientações que, em concelhos vizinhos, retiram um parque de combustíveis de uma zona afogada para uma zona industrial junto a um porto de cargas mas onde se faz uma gare de passageiros; retiram a vertente comercial a um porto afogado para lhe embutir em brutal mau gosto uma zona de lazer, embora mantendo as ligações de alguns barcos inter-ilhas; fazem atracar navios de cruzeiro num porto dito comercial e de cargas sem sequer saber se há transporte para os turistas chegados se deslocarem ao centro urbano mais próximo; e, finalmente, resolvem em ano e meio que o ex-porto comercial e actual zona de duvidoso lazer afinal é para rebentar e transformar num terminal para navios de grande porte que trarão à sua cidade milhares de turistas de umas rotas que, noutras paragens bem próximas, vão caindo em número e em resultados. Estas são as minhas incompreensões, com licença do termo, pois no referido debate apenas me apeteceu intervir para aconselhar ao senhor secretário, que tenho em conta de pessoa perspicaz e de rápido raciocínio, para que se abeirasse da ponta do Porto das Pipas, bem ali em linha recta para a Porta da Prata, acompanhado de um indígena local que conhecesse a sua terra, e pedisse a enumeração de tudo o que já foi prometido, meio-feito ou caído no esquecimento desde a ponta do Monte Brasil até – e já dando meia volta em bicos dos pés… - ao castelo de São Sebastião que, salvo erro, ainda tem um bocado da muralha ruída porque neste país ninguém se entende quando se trata de resolver problemas. Escusando-me a enunciar as respostas que teria, perguntaria – o que não fiz, repito – ao senhor secretário se não seria mais útil, ainda antes de avançar com uma obra desconhecida e cujos estudos preliminares são cuidadosamente mantidos no mais completo sigilo, unir esforços para reabilitar – embora com mais de uma década de atraso… - a baía desta terra de histórias e desembarques, e então pensar em outros voos, que pela lógica do crescimento das cidades, teria de passar por uma nova orientação da malha urbana de Angra para o outro lado, ou pensarão os nossos governantes que atulhando a baía de construções se estará a beneficiar esta terra de algum modo? Pois é, em política a omissão é de facto um saber…
Mesmo com a vontade de ser breve vejo que ultrapassei já a barreira do legível com atenção ao pequeno-almoço ou a seguir a uma outra refeição, mas deixo apenas mais dois dados, que penso são importantes para o debate do que poderá ser realmente o planeamento de uma cidade tão única como é Angra do Heroísmo. Durante a década de 50 do século passado, o meu avô Fernando de Sousa foi o arquitecto responsável pelo traçado da hoje zona das Avenidas, num crescimento ponderado e planeado da cidade desde o Corpo Santo à Carreirinha, ou seja na última vez que a malha urbana de Angra cresceu de forma pensada, ambiciosa e com orientação. Depois disso foi-se juntando ao que havia, em ramificações, edificações e loteamentos que se foram parindo por aqui e por ali. Uma outra nota para quem pense que aqui faço a defesa da oposição por si só. Sempre houve obras públicas mal pensadas e mal dimensionadas e, sem me dar ao trabalho de um levantamento exaustivo, lembro o Estádio João Paulo II, desta nossa nobre cidade, verdadeira marca de regime político, cuja principal finalidade, a de recinto desportivo onde atletas e público pudessem ter uma salutar convivência foi descurada. É esperar um dia com algum vento e passar…não na bancada, mas lá em baixo no terreno de jogo e de corridas...

 

23.Fev.10

SMS.

Caro blogue, não tem sido fácil parar por aqui. Este início de semana está a ser trabalhoso. Miguel.


 

22.Fev.10

"Team Praia" em grande força para 2010!

Perspectiva da cerimónia, no pavilhão de São Brás...

No passado sábado mais de duas centenas de adeptos de desporto automóvel puderam ver as cores e as caras do “Team Praia da Vitória” para a temporada de 2010.
Onze carros e vinte e dois elementos compõem uma formação “que tem levado longe o nome da cidade e que me deixa orgulhoso como um dos responsáveis pela iniciativa, que tem tido excelentes resultados”, referiu o mentor do conjunto, Olavo Esteves.
O também piloto realçou a “excelente participação das várias equipas e a vontade com que prepararam os carros para, a uma semana da primeira prova do ano – Ralisprint do Carnaval, no próximo sábado -, se apresentarem todos com este aspecto, dando outra beleza à cerimónia”, explicou. No uso da palavra, Olavo Esteves valorizou, “uma vez mais, a colaboração da câmara municipal da Praia da Vitória, pois tem sabido identificar nesta equipa uma boa forma de divulgar o concelho, associada a um desporto que é campeão de audiências na Terceira e não só”, disse ainda Olavo Esteves.
A juventude também esteve presente...
Roberto Monteiro revelou “uma enorme satisfação” pela forma como a formação tem “representado o concelho e dado um bom exemplo de desportivismo e entrega ao desporto”. Para o presidente da câmara municipal praiense nunca haverá “a exigência de taças ou de títulos, pois apenas queremos uma garantia de que estes pilotos e navegadores honrem a sua terra, e tornem os praienses orgulhosos da sua presença na estrada”, afirmou. O autarca revelou que “o apoio contratualizado ascende a cerca de 42 mil euros, que depois são distribuídos pelas onze formações mediante critérios já estabelecidos”, concluiu. Serão onze as duplas a dar corpo à equipa na nova temporada: Olavo Esteves/Ricardo Coelho (Renault Clio R3), Fernando Meneses/Roberto Areias (Citroen Saxo Cup), Paulo Meneses/Silvestre Rocha (Peugeot 106 S16), Sérgio Cardoso/José Costa (Renault Clio 2.0 RS), Nuno Silva/André Avelar (Citroen Saxo Cup), Teófilo Pires/Renato Garcia (Toyota Yaris), Paulo Leal/Telmo Leal (Toyota Yaris), Tiago Mourão/Francisco Misturada (Toyota Starlet), Hélder Pereira/Marco Espínola (Citroen AX) e, pela primeira vez, José Barbosa/Hélder Lima (VW Polo G40).
O evento de sábado esteve em directo para o mundo virtual...
Cerca de 200 acessos em directo foram o público virtual da transmissão efectuada durante a apresentação do “Team Praia da Vitória”, um número que deixou Décio Toste, o responsável pela “Via Oceânica Lda.”, “muito satisfeito, afinal tratava-se de um sábado à noite e esse número corresponde apenas a computadores ligados e não a pessoas”, explicou. A divulgação do evento insere-se “numa iniciativa que já desenvolvemos há cerca de três anos, e que tem incluído a transmissão em directo de várias provas, assim como um programa semanal – o “Rodas e Motores” – dedicado aos desportos motorizados e de evasão”, adiantou.

 

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