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PORTO DAS PIPAS

miguel de sousa azevedo - açores

PORTO DAS PIPAS

miguel de sousa azevedo - açores

31.Jan.10

"Ralis no Coração" (Entrevista DI-Revista)

Os ralis estão no sangue de Miguel Azevedo, desde cedo habituado ao frenesim do desporto automóvel. Aos 34 anos, navega por dentro de um mundo onde a paixão também se expressa nas palavras, tanto nas páginas dos jornais como na rádio.

 

Reportagem   Luís Almeida
Fotografia   António Araújo

Foto: António Araújo/DI.

Filho de um dos fundadores do Terceira Automóvel Clube, cresceu a ouvir o roncar dos motores e, por entre o frenesim que caracteriza as organizações, nasceu a paixão. Aos 34 anos, Miguel Azevedo é uma das principais vozes do desporto automóvel açoriano. Dá corpo nas páginas dos jornais e alma nas ondas da rádio àquele que é, principalmente na Terceira, um autêntico desporto de multidões, relatando as proezas dos vencedores e de todos os outros, no fundo, os responsáveis para que a festa se faça.
Miguel Azevedo nasceu em Lisboa por razões de força maior, mas considera-se – e passamos a citar – “um terceirense de gema nas diversas acepções do termo”. Desperta para o jornalismo desportivo aos microfones do Rádio Clube de Angra, em 1996. Fez um “troço de ligação” para a imprensa escrita precisamente nas páginas do Diário Insular, tendo colaborado, igualmente, com a Rádio Horizonte, RDP-Açores e Rádio Graciosa. Actualmente no jornal “A União”, frisa que o ponto alto de um currículo com cerca de 17 anos aconteceu em 2008, quando fez os directos do SATA Rali Açores para a RTP-Açores. Muitas notas para o mesmo percurso onde a palavra-chave é dedicação, qual navegador atento ao mais ínfimo pormenor. E, neste caso, o pormenor chama-se “mundo virtual”, com ligações estreitas ao Fórmula Rali e ao Motores Magazine, dois sítios na internet dedicados em exclusivo ao desporto automóvel. Paralelamente, Miguel Azevedo é “press-officer” de alguns pilotos e equipas açorianas.
Foto: António Araújo/DI.

Mil e uma curvas depois, Miguel Azevedo conta-nos que desenvolveu a sua própria maneira de apreciar o desporto motorizado, confessando-se um indefectível amante dos ralis. “Habituei-me a registar tempos, a ler e a gravar tudo que me aparecia sobre ralis e, pela proximidade, conheço muito bem os grandes nomes dos primórdios dos ralis na Terceira, o que é razão para, também, me orgulhar das valências que presentemente a modalidade atingiu”, acrescenta, ao mesmo tempo que relembra os cerca de sete anos em que teve o privilégio de acompanhar o campeonato nacional. “Foi outro marco nesta crescente curiosidade sobre um desporto de emoções fortes, sendo que privei e conheci diversos campeões, mantendo hoje uma amizade engraçada com alguns, onde os ralis são o mote comum… de chegada e de partida”, refere.
Alimentar a paixão é um vício e Miguel Azevedo não se tem limitado apenas à escrita. Escreve regularmente sobre ralis e sempre que veste o fato de “pendura” pode viver as emoções da competição por dentro. “Já fiz seis provas, cinco da Taça Ilha Terceira e um rali no Pico, tendo a felicidade de acompanhar grandes amigos e de poder evoluir na difícil arte de ‘cantar’ notas que, quando praticada com esmero e entrega, é tão emocionante quanto ir ao volante, o que, felizmente, não necessito de ‘arriscar’, pois tenho tido pilotos visivelmente mais talentosos do que eu”, sublinha.
“O facto de, noutras ocasiões, já ter andado ao lado em grandes carros e com grandes pilotos (Gustavo Louro, Fernando Peres, Ricardo Moura – ainda em Novembro o naveguei em três troços no Pico –, “Licas” Pimentel, etc.) deu-me uma noção interessante dos contrastes que há nos ralis e que só acentua o valor relativo de cada um dos andamentos”, conclui, ao mesmo tempo que enaltece os “35 anos de carisma do TAC”, a capacidade que tem existido para inovar e o nível de organização do fenómeno da Taça de Ralis. Mas deixa um aviso: “espero que não se chegue à ânsia de fazer coisas em demasia, o que pode prejudicar a qualidade e a adesão às provas”.

 

in "Diário Insular - Revista".

 

- Entrevista em "PDF" no site "Formula Rali".

O aspecto geral das páginas 26 e 27 da "DI-Revista" deste domingo...

 

30.Jan.10

Jorge Góis (Fotografia)

Fajã de Santo Cristo (São Jorge)...pela objectiva de Jorge Góis.

Jorge Blayer Góis é um fotógrafo jorgense, mas já com vasta experiência de retratar cores e sentidos por outras paragens. Conheci-o casualmente, numa visita de trabalho que fiz à ilha das fajãs em 2009. Já vira algum do seu trabalho na net e desta feita estive a apreciá-lo na possível noção que um simples site nos pode dar. Repórter por excelência, tem documentos interessantes, onde se salienta a vontade de fazer passar mais do que o simples registo. Daí que aqui tenha colocado esta bonita vista da Fajã de Santo Cristo, onde o escuro da terra joga bem com a clareza das águas, num contraste que estas ilhas oferecem com tanta subtileza. A visitar, e a apreciar, aqui ...

30.Jan.10

Rui Veloso convida...

Rui Veloso convida...

...Rui Reininho, Pedro Abrunhosa e Sérgio Godinho para a Gala de Abertura das Comemorações do Centenário da República. Serão quatro vozes para cem anos de República, esta noite, no Coliseu do Porto.

4 vozes para 100 anos de República é um momento de celebração. Criámos um espectáculo para as pessoas, de canções que pertencessem ao seu imaginário. Que já são delas. Este será um encontro de 4 artistas de diferentes gerações, que cresceram no Porto e hoje celebram a História de Portugal. Estas são as nossas músicas de sempre . Se hoje somos, de alguma forma, representantes da Música portuguesa é porque as pessoas nos receberam e têm acarinhado ao longo dos anos. Foram elas que nos escolheram. Os nossos caminhos têm sido assim trilhados, pelas próprias pessoas. 100 anos depois é uma honra celebrar a República com o nosso público no Coliseu do Porto. É o povo quem exerce a soberania. E que assim seja.”

Ora cá está (mais) uma noite em que queria estar na Invicta...

29.Jan.10

"As Fajãs de São Jorge são locais de liberdade"

Atento e observador, o meu caro amigo João Monjardino...

João Monjardino, Arquitecto e amante da natureza.

 

Políticos e técnicos começam a considerar demasiado dispendioso manter as fajãs de S. Jorge habitáveis. Enfatizam também que as encostas estão cada vez mais perigosas. Teme que este discurso possa preparar o abandono humano dessas línguas de terra?
Parece-me ambíguo depois do dossier da Fajã do Calhau na Ponta Leste de São Miguel e das declarações sobre a abertura de uma estrada para a Fajã de João Dias no extremo Oeste da Costa Norte de São Jorge. Há, de facto, riscos associados a viver nos Açores e, particularmente, em Fajãs. É conhecida a periodicidade e natureza de derrocadas nestes locais que não são um fenómeno novo. Algumas dessas Fajãs são mesmo o resultado de grandes derrocadas. O bom senso deve prevalecer. Se este discurso serve para desencorajar a pressão futura sobre as Fajãs pode ser útil. Evita fantasias urbanísticas futuras e valoriza imenso o património arquitectónico existente.
 Como surfista e amante da natureza, o que representam as fajãs de S. Jorge para si?
Para além da estafada definição “ilha dentro de uma ilha”, são um local de liberdade e redescoberta interior ou da Natureza crua. Há algo de terapêutico na ambiência das Fajãs. Tal como nos vales Suíços, onde as mortes anuais por avalanches são uma certeza e não um mero risco, há uma presença indubitável das forças da Natureza que produz romarias de visitantes. Sente-se e respira-se o mundo do apelo físico. Sente-se o apetite verdadeiro, a sede é mesmo sede e os sonos são profundos, fruto do cansaço físico genuíno. Voltando às Fajãs, numa mera semana e de Verão consegue-se um vislumbre das dificuldades sentidas pelos primeiros habitantes. Com o mar e estreitas vielas por primeira companhia houve que ser muito prático, parco e sintético nas decisões diárias para sobreviver. Algo que nos faz muita falta nos dias de hoje, nem que seja para valorizarmos o conforto em que vivemos.
 O que se perde em termos culturais e em termos de património natural e construído, se as fajãs forem abandonadas?
Para quem tem hábitos de consulta de internet nada melhor que ir a www.youtube.com e fazer uma procura do programa “No Reservations” do canal Travel HD. Sugiro que vejam a parte 5/5 onde poderão ver as Fajãs pelos olhos de um entusiasta destas ambiências que possuem uma grande diferença de muito produto turístico: estas são genuínas.
 Parece-lhe que será possível por via administrativa decretar o abandono das fajãs, ou o povo de S. Jorge e os amantes daquela natureza serão suficientemente resistentes?
Por via administrativa pode pretender-se fazer tudo. Da pretensão à execução efectiva no terreno mora a boa legislação e só essa. Inclino-me mais para achar que o discurso em causa é de carácter pedagógico e uma chamada de atenção às populações para questões de razão, disciplina e segurança futuras. Estas são coisas a que, como Povo, somos um bocado avessos. É óbvio que as avalanches da Suíça e as derrocadas das Fajãs continuarão com o ritmo marcado pela Natureza, essa grande legisladora. As suas consequências podem ser geridas dentro de um certo limite.
 

 

in "Diário Insular".

 

29.Jan.10

O pato, a baía e os ilhéus...

Este (pequeno) texto peca, logo de início, pela falta de actualidade, uma vez que se refere à manhã de ontem, pelo que o atraso de 24 horas o poderá deixar logo com menos graça. Isto na acepção de quem, profissionalmente, tenta primar por revelar as coisas em tempo útil...

Apoiada em algumas fotos está esta pequena estada na baía de Angra, uma paragem de alguns minutos mas que deu para pensar e apreciar. O dia estava de sol e sombras, tal qual os lugares de bancada numa tourada de praça, e os garajaus eram o som ouvido junto ao Cais da Figueirinha, onde partilhei uns momentos com um pato, possivelmente um dos que "habitam" a marina da cidade e que rumou mais adiante para se proteger do vento. Isto penso eu, pois o pato, que tentei (sem grande éxito...) fotografar de vários ângulos, pouco ou nada me ligou na sua introspecção matinal. Quando muito bateu-me as asas umas duas vezes e vazou de água aquelas narinas de pato que tinha no bico (também de pato)...

O pato mirando os Ilhéus das Cabras...

Realmente o pequeno animal parecia apreciar a paisagem, se bem que a minha presença o incomodou visivelmente. Mas não de modo a que deixasse de olhar a baía, tocado a vento e balançando as suas patas (de pato), ou que se concentrasse nos ilhéus que, a uns minutos de voo, lhe deviam parecer inacessíveis. É que a ondulação fazia adivinhar não ser essa a actividade ideal para a manhã. Enquanto o rodeei de disparos fotográficos - foram umas doze fotos, mas todas no mesmo modo e "afinação", pelo que o resultado me decepcionou -, aproveitei para também respirar o ar marítimo que nos entra pela cidade e ao qual pouco ou nada ligamos. Ou mesmo à ameaça oficial que paira sobre o que resta da defesa quinhentista e que querem transformar num recanto turístico ao nível do Pacífico ou do Mediterrâneo. O que o tempo de ontem bem indicava não ser tarefa fácil. Mas de iniciativas do género estão as cabeças mandantes cheias de pensar, pelo que logo interrompi essas divagações e me foquei novamente no pato que, longe do reboliço das gentes da cidade, mirava a baía, possivelmente sem saber estar perante vestígios de naufrágios distantes, nos quais possivelmente pereceram outros patos...de há muitas gerações atrás. Nestas gerações de agora, o "pato" é mesmo o povo, sobre quem os governantes mandam e desmandam neste verdadeiro manancial de propostas e contra-propostas que deixam as cidades esventradas. Valham-nos os patos a sério.

O pato em olhar contemplativo à baía de Angra...

28.Jan.10

Belmiro "esgota" Dia das Amigas...

Numa manhã em que o prato forte da informação está a ser a entrevista de Belmiro de Azevedo à revista "Visão", onde o bem sucedido empresário "arrasa" com a classe política nacional, as amigas destas e doutras paragens aguardam pelo são convívio do dia que lhes é dedicado. E ao qual dedicam muitas das suas forças. O tema chegou ao "DN" de hoje, pelo que as tradições regionais vão mesmo correndo mundo...

Quanto à entrevista do ex-patrão da "Sonae", estou desde as nove da manhã a ouvir comentários e opiniões em torno da mesma. Uns contra, outros a favor, mas o certo é que o velho negociante nortenho, mesmo semi-retirado do mundo da alta finança - e falando à vontade no recanto familiar no Marco de Canaveses -, abanou o país. Não fosse ele quem alimenta uma elevada percentagem de "tugas", que é o que nós - efectivamente - somos cada vez mais...

 

Ai Portugal, Portugal... o que é que tu estás à espera?...

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