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PORTO DAS PIPAS

miguel de sousa azevedo - açores

PORTO DAS PIPAS

miguel de sousa azevedo - açores

30.Abr.09

A hipotética viagem... (crónica)

Ainda no avião...e rumo a novas paragens...

 

Turista de classe média, solteiro, já reformado e – por felicidade – com direito a uma mensalidade que lhe permite ver a velhice com horizontes largos, o que nem todos os seus colegas de vida em trabalho conseguiram. Reside no norte do país e, embora já tenha visitado a Madeira por várias vezes, nunca cruzou olhares com as ilhas de bruma, uma viagem que sempre considerou cara dado que as deslocações entre as diversas parcelas do arquipélago seriam uma “obrigação” para quem quer mesmo conhecer os destinos que elege para lazer. Nove da manhã de uma terça-feira e está no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, prontinho para embarcar para a Terceira, pois resolveu começar a ronda - por quatro das ilhas dos Açores - pela que possui a mais antiga cidade, sendo que o facto de Angra do Heroísmo ser património mundial – conforme vai vendo um pouco por todo o país numa bem engendrada campanha promocional – lhe despertou desde sempre a curiosidade. O voo directo, efectuado duas vezes por semana e que vai andado sempre a rondar o cheio, tornou-se uma ponte ocasional para que as gentes nortenhas e da Galiza rumem à terra dos bravos em visitas de prazer descontraído. Os pacotes de 3, 5 e 7 dias têm feito aumentar o tráfego do continente para a terra de Nemésio, agora transformada numa porta de entrada privilegiada, e de onde – qual viagem no tempo das descobertas – os passantes vão embarcando de seguida para São Miguel ou então se decidem a uma volta pelo restante grupo Central, onde novos aromas e paisagens os aguardam. Duas horas e meia depois e está nas Lajes, ali bem juntinho da base americana de cujas andanças sempre ouviu falar, e que hoje se apresenta novamente como um pilar fundamental da economia local, fruto de novos investimentos da administração Obama que potenciaram diversas valências que a comunidade terceirense naturalmente acolheu. Uma aerogare sumptuosa e funcional, onde todos os espaços parecem pensados ao pormenor e onde a circulação de pessoas e máquinas se faz de forma fluida. As paredes ostentam paisagens da ilha e, logo à saída da sala de desembarque, as principais actividades culturais de ambos os concelhos da ilha estão patentes num original expositor. Até o artesanato local se apresenta numa cadência agradável e impossível de não se reter à vista. Pelo caminho até Angra, onde sabe que o aguarda uma estadia de 3 noites no novo hotel da Marina, uma obra exemplar de continuidade na recuperação da baía quinhentista, é surpreendido por uma via rápida onde a interacção da paisagem e do meio parece um desenho de autor, mesmo se uns estranhos viadutos, onde nada passa, pareçam um tanto desenquadrados…e sujos. Entra na cidade património passando um original arco onde os símbolos da Unesco e da ancestral urbe se unem, sentindo-se estar mesmo a passar para outra terra, uma de onde se partia rumo aos mares noutros tempos. Respira-se informação e mensagem na cidade, e até a circulação automóvel se faz de uma forma cuidada, dado que novos parques exteriores ao centro histórico deixam em repouso centenas de viaturas cujos donos optam pelo transporte público por entre a meia dúzia de ruas fechadas ao trânsito. Calçadas brilhantes e casas pintadas de fresco enfeitam o amanhecer tardio de uma Angra onde o comércio abre mais tarde que no resto das ilhas, tudo porque o seu fecho - em horário de Verão - se faz encostado ao jantar, numa cadência lógica para quem habita o espaço ou apenas o visita. Pede ao motorista de serviço que o leve, ainda antes do check-in na reluzente unidade turística, a ver a muito falada estrada circular, uma inovação a nível nacional, onde o encontro de três vias permite passar por Angra ao longe e ao perto, sendo que para isso têm de retornar ao Pico Redondo – um nome curioso, pensa – de onde se avista um grande pavilhão multiusos, de traça atraente e onde – segundo o informam… - diversas mostras têm ocorrido, sem esquecer a vertente agrícola que motivou tal construção. Daí começam a entrar por um outro lado da cidade, passando junto de um enorme hospital, um dos mais modernos do país e elogiado pela administração central dada a sua eficácia, assim como pelo enfoque que deu a uma zona do concelho que passou a ter mais e melhores acessibilidades, daí resultando uma estrada via-Posto Santo – outro nome a anotar, comenta… - que rasga o concelho rumo à zona oeste, numa paisagem sublime onde o verde dá destaque ao mar lá em baixo. Dão uma grande volta para retornar ao já visado centro, mas desta feita entrando pela zona baixa, onde pode testemunhar a habilidade com que as gentes da terra embelezaram as pequenas baías próximas a duas unidades hoteleiras, onde uma ciclovia e passeio pedestre permitem uma interacção pelo mar, assim como em diversos pontos dos acessos ao vigilante monte peninsular que abriga Angra das intempéries. A curiosidade de saber mais destas andanças vai-lhe roendo o espírito e, ao chegar ao dito hotel, tem já à disposição um roteiro – com ementas e tudo…- de onde poderá almoçar e para onde se dirigir nas visitas que fizer de tarde. Deita-se uns minutos, ouvindo o zumbir da cidade, frente a um porto remodelado e onde um leque de cafés temáticos dão corpo a uma gigante esplanada comum com motivos em calçada portuguesa. Retemperante deve ser estar sentado naquele porto, onde duas pipas gigantes marcam o acesso a um passeio que leva a uma grande marina, a que dá nome ao hotel onde está. E onde agora parece passar pelas brasas…recupera da viagem, sabendo que ainda tem outra cidade para visitar, um moderno ferrie para apanhar rumo ao Faial e ao Pico, de onde uma ligação aérea o levará a ilha maior da região…mas esses serão motivos de outras histórias... se é que as vai contar a alguém.
 
Nota: Qualquer semelhança deste desembarque com a realidade bem é mera coincidência. É plena e marcante utopia.

 

28.Abr.09

Livro.

A arquitectura açoriana num registo de vulto...

Acaba de sair do prelo uma nova publicação do IAC-Instituto Açoriano de Cultura, intitulada História Ilustrada da Arquitectura dos Açores, da autoria do arquitecto e historiador de arquitectura José Manuel Fernandes. A obra insere-se no conjunto de publicações com que aquele Instituto decidiu associar-se à comemoração do 25º aniversário da inscrição da Cidade de Angra do Heroísmo na Lista dos Bens Património da Humanidade da UNESCO em 1983.
O livro traça uma primeira abordagem global no domínio da História da Arquitectura nos Açores e abrange todas as ilhas do arquipélago e os seus dezanove concelhos, desde os primórdios do povoamento até à actualidade, nos vários quadros religioso, militar, civil e doméstico, divididos nos seguintes capitulos:


I – Introdução: Enquadramento e contexto, Geografia e História. Dos séculos XV e XVI aos séculos XVIII e XIX. O tempo de Novecentos
II - As cidades e demais povoações, a sua relação com o território. Evolução e valores urbano-arquitectónicos
III - A arquitectura erudita (militar, religiosa, civil e doméstica). Manuelino e Classicismo, o “Estilo Chão”, o Neo-classicismo e o Romantismo
IV - A Arquitectura popular, urbana e rural
V - Os sécs. XIX e XX – Urbanismo, arquitectura, as transformações e a evolução. Do Romantismo Oitocentista ao Modernismo Novecentista
VI - As arquitecturas, dos anos 1900 aos anos 1970: Ecletismo, Arte Nova, Art Deco, Modernismo, Português Suave, a Arquitectura Moderna dos anos 1950-60
VII – Aproximação da Contemporaneidade: o pós-modernismo e o final do século. A transição dos séculos XX-XXI. Dimensões. Temas, obras e autores.


Neste quadro, o IAC-Instituto Açoriano de Cultura pretende com esta obra colmatar uma lacuna no domínio da Arquitectura nos Açores, apresentando uma ampla sistematização do tema e com ela estruturar um livro com cerca de cento e setenta páginas fortemente ilustrado, que se assumirá como a mais importante referência neste domínio e âmbito geográfico até ao momento publicada nos Açores.



 

27.Abr.09

Burros em alta velocidade...

Eu cá só me pergunto: - E se a moda pega?...

Uma corrida de burros na Rua de São João foi a grande novidade desportiva anunciada para as "Sanjoaninas 2009" o que, e apenas deixo aqui uma pequena nota pessoal, não será provavelmente um acontecimento de monta, face até a outras iniciativas propostas. mas pronto, gostos e desejos todos os têm, pelo que restará - quando muito - ir assitir ao Grande-Prémio dos asnos para ver de que coudelaria afamada será proveniente o vencedor. Até lá, talvez ler a crónica desta segunda do João Rocha, que não foi nada burro na acepcção dada ao evento...

25.Abr.09

25 de Abril - 2 parágrafos.

" ...é uma política dominada pela exterioridade. Pela vaidade. Pela leviandade machista... "

 

-Sophia de Mello Breyner Andresen.


 

A cada ano que vai passando sobre a revolução de Abril, a cada ano em que se reforçam os fundamentos que originaram o surdo combate pela liberdade, e a cada ano em que (ainda mais) se idolatra fortemente esta ou aquela personalidade por um acontecimento que já passou - mas que sempre se reinterpreta ao sabor dos tempos -, fico mais longe do que pensam as gentes.

 

Decididamente não entendo esta liberdade à boca cheia sobre a qual não se pode escrever, falar ou cantar o que se pensa sem reparos ou recados do poder instutuído ou dos seus mandantes. Simplesmente essa mesma liberdade não me merece mais do que dois parágrafos e uma citação de brilho, afinal quem a tutela por modo de administração importa-se mais com os dígitos da conta bancária e com a etiqueta das camisas do que com o bem estar das gentes. Das quais já falei duas vezes - nestes dois parágrafos...  

  

Uma imagem ligeiramente adulterada...tal como os fundamentos da revolução dos cravos...

23.Abr.09

As notas "soltas" do 28º Rali Sical

Marco Veredas/Tomás Pires, vencedores da Formula 3...

 

A luta incessante pela Formula 3 foi um dos pontos quentes do “Sical”, com Marco Veredas e Tomás Pires a, justamente, alcançarem a vitória, se bem que a concorrência mais forte, no caso de Fernando Meneses e Artur Silva, nunca tenha desarmado. E se o homem do Saxo branco ainda forçou até à derradeira especial (terminando a 2,2 segundos de Veredas), já a sorte nada quis com o jovem valor de São Mateus que, momentos antes de sofrer um violento despiste, terá sido cronometrado com uma vantagem de dez segundos sobre o Saxo vencedor… isto quando, à geral, tinha um atraso de 7,9 segundos face ao comandante! Foram os três inacessíveis aos restantes durante quase todo o rali…
 
Olavo Esteves/Ricardo Coelho, vencedores da Formula 2...
 
Mas nem só na F3 a animação prometia já que, na categoria “acima”, a luta podia ter animado, não fossem o ritmo muito forte com que Olavo Esteves começou a contenda, o atraso inicial de Sandro Andrade - a contas com os pneus e os travões do Punto HGT -, ou a desistência prematura de Cláudio Cabral, Augusto Ferreira e Diogo Silva. Tudo se reuniu então para uma clara vitória do homem da Praia da Vitória, que ganhou definitivamente a “estrelinha” de campeão.
 
Nuno Rocha recebe o seu sistema HANS...
 
No dia anterior ao início do rali a Câmara de Angra presenteou as equipas do concelho com o prometido apoio ao nível do sistema HANS e das licenças desportivas. A iniciativa “Angra em Velocidade”, que teve uma apresentação cuidada a cargo da “Olavo Esteves Competições”, foi destacada pela edil Andreia Cardoso como uma forma de ajudar ao desenvolvimento da modalidade sendo que, na realidade actual, as preocupações regulamentares com a segurança são fundamentais, daí o apoio concedido…e que as equipas bem agradeceram.
 
As três duplas do Team Porto Judeu...
 
O Team Porto Judeu foi uma das novidades do rali, com os pilotos daquela localidade (Francisco Costa, Alexandre Melo e Artur Borges) a exibirem o apoio dado pela junta de freguesia para as licenças desportivas e formando uma só equipa. Depois do sucesso do Team Praia da Vitória, e na mesma prova em que se estreavam as quatro duplas do Team Lagoa/Com Vida, também Vila Franca do Campo marcou presença no Lancer de Pedro Câmara…intitulando-se mesmo como “a nova cidade”…
-O SATA Rali Açores não terá transmissões em directo da estrada através do canal Eurosport, conforme chegou a estar previsto. A prova do GDC, este ano pontuável para o IRC, e que apresenta uma bem recheada lista de inscritos viu alguns pormenores técnicos, e o forte investimento necessário, como impeditivos para que as transmissões fossem uma realidade, conforme já referira a organização, sendo que Sete Cidades e Tronqueira seriam os troços visados. “Apenas haverá cobertura do Parque de Assistência”, disse Anthony Peacock do Gabinete de Imprensa do IRC, confirmando o que o GDC depois avançou em conferência de imprensa.
 
Pois...será assim uma espécie de "Fala Quem Sabe Racing Team"...!
 
No final das verificações técnicas o novo espaço da “First Stop” recebeu uma equipa estreante nas andanças dos ralis. Armados com inúmeros acessórios, entre os quais dois garrafões-extintores, um saco de papos-secos, um molhe de cabeças de alho no retrovisor, uma serra corta-cintos ou um pneu de bicicleta para remediar qualquer furo, os “Fala Quem Sabe” animaram o local com a gravação de parte do episódio da próxima semana, que será dedicado aos ralis. De fato de competição e as habituais botas, Ramiro, Batista e Silveira tripularão (os três!) o Corolla GT de Isaías Costa e pareciam já prontos a “andar”, numa performance onde o comissário técnico João Paulo Rocha se portou à altura entre os três homens da Bica Seca…
 
João Paulo Simões/António Pires e o Clio "Rodas & Motores"...
 
O novo programa “Rodas & Motores”, da TV Azores Global, teve honras de divulgação no Clio de João Paulo Simões e António Pires, que estrearam as cores de apresentação daquele espaço. O carro foi disponibilizado, para o efeito, pela “Olavo Esteves Competições”, dando uma outra visibilidade a um espaço que se espera manter.
 
Mário Lima em plena transmissão da Serra do Cume...
 
A transmissão via-internet da TV Azores Global foi novamente um sucesso. Cerca de 5 mil acessos únicos ao longo do rali premiaram o grande esforço de uma equipa que levou aos quatro cantos do mundo as imagens da prova. Foi possível, para quem não estava com a estrada acessível, ver passar os concorrentes em cerca de 15 locais diferentes, sempre em tempo real e com a classificação comentada e actualizada. Deu trabalho, mas valeu a pena…
 
Ricardo Moura...ou um satisfeito "papá" à chegada do rali...
 
A expressão de felicidade de Ricardo Moura vai-se tornando um hábito a cada vitória, e com esta já vão quatro na contabilidade pessoal do campeão. Mas o pódio de sábado teve uma estreia nos festejos, com a pequena Alice a acompanhar o pai junto do EVO9 “Além Mar”, tendo sido mesmo ela o primeiro “alvo” dos festejos da equipa à chegada ao centro de Angra…
 
Carla Rosado/Marta Areia tiveram uma prova cheia de imprevistos...
 
O Rali Sical terá sido a prova mais atribulada da carreira de Carla Rosado e Marta Areia. As ex-campeãs femininas despistaram-se na primeira do Barro Vermelho, tendo o radiador do Saxo ficado afectado, o que obrigou a “desenrascar” soluções no final da PE para poder rumar à assistência, e tendo daí resultado a queda na tabela, onde em condições normais rodaram sempre muito depressa e dentro dos 20 primeiros. Na segunda passagem pela Vila Nova, um furo hipotecou poderem apanhar Raquel Rodrigues à geral, sendo que a roda mudada acabaria mesmo por “saltar” na Serra do Cume, originando uma busca inglória entre silvas e arbustos…até aparecer um espectador que tinha apanhado a dita umas dezenas de metros mais abaixo!
 
A nostalgia sobre rodas no belo Escort RS de Adelino Sousa...
 
Os dois clássicos em prova eram um regalo às vistas dos aficionados dos automóveis. Tanto o Kadett de Carlos Borges, infeliz desistente já com a meta à vista, como o Escort de Adelino Sousa (na imagem) se apresentavam em excelente forma, sendo que o carro inglês era a novidade, depois de ter passado pelas vitórias com Mário Garcia, posição que acabou por repetir desta feita.
 
Pedro Câmara/Rui Moura com uma boa prestação na Terceira...
 
Pedro Câmara foi uma agradável surpresa no asfalto terceirense. O “show-man” de Vila Franca do Campo vinha rotulado, e todos pensavam que iria andar acima dos limites da estrada. O que se viu foi um piloto muito consciente e em constante aprendizagem dos pisos e troços, a fazer bons tempos, e a quem apenas um azar fatal com a embraiagem do Lancer terá roubado o fecho do Top-5.
 
"Licas" Pimentel, sempre muito saudado na ilha lilás...
 
O regresso de “Licas” Pimentel aos ralis da Terceira foi acompanhado de um andamento muito vivo do veterano micaelense, um homem sempre activo na forma de encarar as provas e de acompanhar as novidades. Na entrega de troféus, realizada – e bem – na sede do clube, o TAC decidiu homenagear o piloto que, como sempre, soube ser agradecido e companheiro das gentes da Terceira…que sempre o receberam com carinho, numa carreira que promete estar longe do fim.
 
Entre os homens dos troféus monomarca a animação não foi muita para a vitória. Entre os Saxo OEC/Auto Avelino apenas Fernando Meneses fez momentaneamente frente (no Litoral) à liderança de Marco Veredas, enquanto no grupo N Rui Rocha seguia isolado. Nos Toyota OEC/Copitu 2 “Toni” Ortins ainda esboçou ser líder, mas um despiste impediu a luta com Teófilo Pires, que venceria sem grande oposição de Paulo Leal. Entre os Clio OEC/Açorlanda, Alexandre Pires pouco andou no regresso à competição, deixando Sérgio Cardoso descansado, e isto mesmo se entre a concorrência tenha havido grandes melhorias de tempos.
 
O reluzente Corolla GT de Jorge Sousa e Adriano Rosa...
 
De entre os VSH presentes no “Sical” era impossível resistir ao aspecto do Corolla GT de Jorge Sousa, um carro a culminar meses de trabalho aturado numa recuperação espantosa. O bom gosto e a qualidade dos materiais eram visíveis, mesmo sabendo que, nas 24 horas que antecederam o rali, o carro japonês “apagou” dois motores, o que obrigou a horas de trabalho árduo para a reconstrução de mais um propulsor de forma a alinhar na prova…onde o Toyota não se coibiu de fazer “calar” mais um 1600…
 
Diogo Silva e Paulo Leal bem se devem ter “benzido” com a escolha do local pelo Clio RS amarelo para perder a roda da frente do lado direito…em andamento! Uma recta onde, felizmente, pneu e jante não atingiram ninguém, assim como o carro francês ficou, pouco depois, pronto a rodar pelos seus meios. Mas lá que foi um susto, foi…
 
Vista do Castelinho, quando o público ainda só "aquecia" lugar...
 
O muito público é uma constante nos ralis terceirenses, sendo que a curva da âncora e a subida da Tercon (troço do Litoral) costumam “esbanjar” em número de pessoas presentes. Na sexta-feira passada o fim de tarde não foi excepção e, mesmo sem contabilidades certeiras, todos diziam ter sido a maior enchente de sempre. Também nos pareceu.
 
E, falando ainda de público, uma nota final para a chegada do rali na Praça Velha. Pese embora a dificuldade de estacionar e o facto de haver espectadores que ficam na estrada até o último carro passar, há cada vez menos gente a ver os concorrentes na sala de visitas de Angra e aquando da festa do champanhe. E o facto é que até as palmas iam faltando à chegada deste “Sical”, deixando no ar se não estará esgotado este modelo de terminar as provas. Já por uma vez propus a arena da Praça de Toiros de Angra como uma hipótese a considerar, mas esta será apenas (mais) uma sugestão…
 
(Fotos: Ricardo Laureano, porto das pipas PRESS e Gab. Imprensa CMAH)

 

23.Abr.09

Correr pela Vida.

"Sideview" do Peugeot de Luís Magalhães...

Depois do projecto "Correr Pela vida" de 2007, Luís Pedro Magalhães entra agora num novo capítulo, com a presença na Copa Peugeot 207 THP em Espanha.
Com o objectivo de passar a mensagem da luta contra o cancro, o piloto que foi já vitima da doença, volta a levar o nome da Liga portuguesa contra o Cancro às pistas, desta feita em Espanha.
Um total de 6 provas em Valência, Jarama, Estoril, Albacete, Jerez de la Frontera e Barcelona serão o destino para 2009. O Peugeot 207 será assistido pela Bastos Sport, o mesmo preparador que acompanhou Magalhães há uma década na Fórmula Ford. Pedro Lamy é o "padrinho" do projecto.
Nesta fase inicial, Luis Pedro Magalhães não possui patrocínios, sendo o próprio a custear as participações e o espaço que a Liga Portuguesa Contra o Cancro ocupa na carroçaria do Peugeot é oferta do piloto à instituição. No entanto Luis Pedro espera ao longo da temporada encontrar apoios que ajudem na concretização do projecto.
Segundo Luis Pedro Magalhães, "A realização do projecto Correr pela Vida foi a forma que encontrei em 2007, após uma fase difícil que ultrapassei, para me ajudar a mim e a muitos outros que, ao verem o meu exemplo, por certo se sentirão motivados a lutar também pelas suas vidas. Decidi que esta mensagem “Vence o cancro” tem de continuar a ser transmitida e eu vou fazê-lo, pois eu tive um cancro e venci-o."

 

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