Miguel Sousa Azevedo

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Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2008

A minha foto do ano...

António Ventura em acção no Trial do TT Paralelo 38 (Outubro 2008)

publicado por MSA às 10:58
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Ao Ano Novo... (crónica)

e a rolha irá saltar daqui por algumas horas...

 

Num ano que acaba com um claro apelo ao equilíbrio por parte da figura maior do estado português, mesmo se motivada por “um acto de superior interesse nacional”, nada mais coerente do que escrevinhar algo que se assemelhe a um rol de boas novas que se gostariam de ver realizadas nos próximos 365 dias, mesmo contando que o ano em curso já vai levar um segundo à borla antes das doze badaladas de mais logo…
Reiterando o mote destas linhas, ressalvo que Cavaco Silva – que é a figura maior do estado português…- fez anteontem um discurso duro para explicar ao país a quebra de lealdade entre órgãos de soberania por causa do Estatuto dos Açores, ou seja, e numa nova temática, reforçaram-se as actuações do passado no Portugal dos grandes e dos pequeninos, com a habitual “guerrilha” partidária a sobrepor-se à explicação clara sobre o assunto o que, e ao segundo comunicado ao país, o presidente lá ajeitou, se bem que notoriamente tarde.
Aliás a tendência de dureza e algum sarcasmo não são estranhas à actualidade recente, isto enquanto Israel ataca e bombardeia selvaticamente a Faixa de Gaza, com a comunicação social a dar-nos em tempo útil a quantidade de mortos provocados, com casos concretos de inocentes e parentes dos inocentes exibindo o seu desgosto. Claro que tudo isto tem lógica, e aqui a ideia nem foi minha mas com ela concordo, num mundo onde atirar sapatos a uma pessoa é visto como um acto de pacifismo…se bem que aqui tenha de destacar os bons reflexos do quase-ex-presidente Bush no esquivar ao primeiro dos dois “Ducati 271” que lhe foram arremessados…
Num âmbito meramente local, ou português (vá lá…), o tribunal constitucional (que parece ter novas tarefas a realizar daqui por uns tempos…) chumbou há uns dias a norma que alargava de 90 para 180 dias o período experimental do contrato de um trabalhador. A declaração de inconstitucionalidade feriu de morte o excesso de zelo da maioria governamental de Sócrates, mas eis que o ministro Vieira da Silva até recebeu a notícia com tranquilidade, o que nem abona muito face à forma como reagia anteriormente a cada impulso sobre a matéria…
Mas em tempo de festas convém não esquecer a saúde, pelo que descansem os mais constipados lusos, é que a Direcção Geral da Saúde calculou que a infecção gripal em voga vá atingir (apenas) um milhão de portugueses durante esta época. Sabendo-se que as urgências acalmaram há dois dias atrás, e mesmo se as entidades afirmam que o pico da epidemia apenas irá ocorrer no final da semana em curso. Acresce dizer que o fenómeno só deverá atingir o seu auge na Terceira lá mais para o Carnaval, faltando aferir a constitucionalidade de tal diferença…
Continuando no mesmo tema e convirá recordar que, um ano após a vigência da nova legislação, Portugal registou uma das maiores descidas no consumo de tabaco do espaço europeu, isto atendendo a que cerca de 70% dos restaurantes são livres de fumo mas que as vendas de tabaco caíram entre 10 a 15 por cento. No dia preciso em que comemoro cinco anos de limpeza individual face ao alcatrão e à nicotina, apenas me resta aconselhar o bom senso, ou até consultar a Constituição sobre essa coisa de, nos Açores, se fumar muito mais barato que no resto da pátria…
Em jeito de rematar a prosa, acrescento que estes meus desejos relativos a 2009 estão a ser enviados do continente português para os Açores. Embora ciente de que tal possa roçar a inconstitucionalidade, arrisco ainda assim esperar que o novo ano seja melhor que o que agora termina. Até porque estou a enviar o texto por e-mail, quiçá uma forma de comunicação (assaz discreta…) que os nossos órgãos de soberania poderiam utilizar mais, ao invés das públicas e recentes batalhas e birras… Bom ano!

 

publicado por MSA às 09:05
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Terça-feira, 30 de Dezembro de 2008

Coisas-que-não-chegam-ao-jornal...

" Por cá o novo Governo de César parece que não soube tirar qualquer
lição do passado recente e já decidiu comprar a fábrica de atum
“Santa Catarina” em S. Jorge. Parece que o Sr. Leovegildo já não
consegue mais pagar às dezenas de funcionárias que lá trabalham e
para estas não irem engrossar os números do desemprego e as
manchetes dos jornais, então vai-se lá comprar a fabriqueta. Refirase
que esta fábrica foi criada pelo Município da Calheta de S. Jorge
com o grande objectivo de criar emprego na naquela Ilha

 (…)
 Curiosamente,ninguém se admire se o Sr. Leovegildo ainda continuar por aí e daqui
a alguns anos seja de novo proprietário da fábrica que agra está a
vender. O resto já sabem…, pois é volta tudo ao início...
"
 
Nota do autor: Enviámos no passado dia 9 de Dezembro este texto ao senhor Armando Mendes do Diário Insular, pois anteriormente já nos tinha assegurado que não deixaria de publicar artigos de opinião que lhe enviássemos. No entanto, parece que os tais critérios editoriais que tanto fala, ficam esquecidos quando se trata de alguns assuntos mais delicados para uma certa autarquia jorgense. A mesma que paga a este senhor jornalista mensalmente cerca de 2000 euros por prestar serviços culturais que o Tribunal de Contas já considerou não terem sido devidamente contratados, por falta de consulta a outros prestadores do mesmo tipo de serviço. Afinal parece que sempre convêm ter algumas amizades nas direções editoriais de alguns meios de comunicação social e que também dá muito jeito (e alguns trocos) ter amizades em certas Câmaras Municipais. São critérios. Editoriais? Julgamos que não.

 

publicado por MSA às 23:56
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Rita Redshoes - Dream on Girl.

publicado por MSA às 11:05
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Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008

Maratona em menos de 2 horas?...

Haile Gebreselassie, actual recordista da Maratona...

 

A Federação Internacional do Atletismo (IAAF), colocou no seu site uma questão que tem vindo a ser alvo de acesas discussões um pouco por toda a parte, e isto após o record do mundo da Maratona, estabelecido por Haile Gebrselassie, em Berlim, em finais de Setembro deste ano, ter atingido as 2 horas, 3 minutos e 59 segundos.

Alguma vez o Homem será capaz de correr uma maratona em menos de duas horas? Esta é a pergunta deixada no ar pelo organismo que supervisiona o Atletismo a nível mundial, sendo curioso de verificar que, (até ao momento) 34% dos utilizadores que participaram na votação, considera que é possível, sim, baixar essa barreira das duas horas e isso antes de ano de 2020.

Maior equilíbrio entre aqueles que acham que o feito, até há pouco tempo inpensável, possa ser alcançado nos próximos 5 anos (quase 27%), contra os 24% a acreditar que só antes de 2050 essa será uma realidade.

Os restantes 15%, a minoria, não acreditam que o Homem possa alguma vez conseguir retirar quatro minutos ao actual recorde do mundo.

 

Quadro de evolução do recorde masculino da Maratona aqui / Fonte: Atletas.net


 

publicado por MSA às 11:51
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Uma imagem marcante...

Corre, Moniquinha! Que a vaca é bem grandinha!!! eh eh...

Esta foto, capturada no início de Agosto deste ano, tem vários significados especiais. Primeiro porque comprova o meu regresso a uma arena - mesmo que pequena... -, no caso a do tentadero do nosso amigo Humberto Filipe, coisa que não fazia desde que começei a usar óculos (acho que foi no final de 2003...). Em segundo lugar, e informando que o acontecimento retratado é tão só a excursão ao mato para ir buscar os toiros da Guarita - a cuja festa honrosamente associei o meu nome, o que se repetirá em 2009...-, porque o semi-passe em questão, ou os seguintes, me permitiram recordar uma nódoa negra de colhida como um enfeite giro para o restante Verão. E, por último - mas eloquente -, porque a acção contida na imagem era para ser um passe "à maneira" feito por afilhada e padrinho, ao que a minha querida Mónica - afilhada das andanças da "nossa" Tourada dos Estudantes... - reagiu com uma "desmarcação" bem ao jeito da grande #12 que ela tem sido no basquetebol luso! Vamos ter que arranjar uma outra oportunidade para o ano, certo? Bom 2009, "Moniquete"...!


 

publicado por MSA às 09:22
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Imagens.

Imagens inéditas de Marylin leiloadas recentemente pela Christie's...

Marilyn Monroe - Andre de Dienes (1913-1985), Tobey Beach, 1949.


 

publicado por MSA às 00:13
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Comunicação Social'08 (Abrupto).

" De um modo geral, a comunicação social portuguesa piorou em quase todos os aspectos. A espectacularização de toda a vida pública é hoje ao mesmo tempo uma causa da degradação da comunicação social e um seu poderoso efeito. A comunicação social funciona como uma fábrica de irrelevância, violando o seu contrato democrático original de ser o pilar do espaço público e da liberdade. Há muitas razões para acontecer o que está a acontecer, mas nenhuma justifica o que acontece à revelia da ética profissional dos jornalistas e das opções de um público supostamente responsável e exigente... "


 

publicado por MSA às 00:05
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Domingo, 28 de Dezembro de 2008

Sobrinhos.

Luís (18).

(...)

Beatriz (2).

(...)

Afonso (2).


 

publicado por MSA às 23:58
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Noite.

Ida ao cinema ("Caos Calmo", um filme italiano e que foi o ideal na óptica da descompressão de fim de ano...) e uma volta por este Porto (também) em mutação. Que dizer da Ribeira deserta (tendência dos útimos anos...) ou da "movida" crescente da Rua da Galeria de Paris? Além disso, o facto das temperaturas andarem a oscilar entre os 2 e os 10 graus (em Angra estão mais pelos 13/17...) ajuda a procurar com maior aplicação o calor humano. Seja como for, beber "frescas" na rua é que está a dar...!


 

publicado por MSA às 06:26
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Sábado, 27 de Dezembro de 2008

Raquel Tavares - Rosa da Madragoa.

publicado por MSA às 11:29
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Livro.

Para ler nestes dias de frio e de nortadas...

Um livro delicioso, para ir saboreando até ao ano novo...


 

publicado por MSA às 10:25
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Pano de meta.

Para ver amanhã, na baixa do Porto...

publicado por MSA às 04:55
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Sexta-feira, 26 de Dezembro de 2008

Passividade(s)...

" O passivo do futebol profissional português atinge os 619 milhões de euros, contabilizou o JN, após reunir os dados mais recentes dos participantes na Liga e Liga de Honra. As contas, incómodas para alguns dirigentes, permitem traçar cenários distintos, mas o pessimismo domina. Dez das 32 equipas actuam através de sociedades anónimas desportivas (SAD) e, nesses casos, o passivo indicado exclui as verbas do clube. O Sporting, com um passivo da SAD de 146 milhões de euros, está à frente do indesejável "campeonato". Os três grandes acumulam dois terços dos passivos. Mas só os leões apresentam um saldo negativo (2,5 milhões de euros), uma vez feita as diferenças entre os activos e os passivos... "


 

publicado por MSA às 11:51
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Para distrair...

Concordem que até tem piada...

 

Um blogue dedicado à fresca bebida que a fermentação da cevada origina...


 

publicado por MSA às 11:48
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Doce publicidade.

"Arcádia", uma marca de tradição...

Como seria de prever, e mesmo face à sobredosagem calórica destes dias, acabei de "deitar abaixo" uma daquela caixinhas "os meus bombons" da Arcádia. Sem dúvida, e na óptica deste moderado consumidor do produto (e Hersheys à parte...), a fonte dos melhores chocolates que se podem consumir amiúde no Portugal profundo. Isto mesmo depois de deglutidas as delícias habituais de consoada e seguintes, como o bacalhau, o peru, as rabanadas ou a aletria (ops, agora me lembro que nem lhe toquei ontem...temos de corrigir isso!). Pelo que, e sem ligar a enjoos, parece que ainda há qualquer coisa para trincar no pós-Natal...


 

publicado por MSA às 11:40
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Quinta-feira, 25 de Dezembro de 2008

Amália: O Guião...

("Os Contemporâneos" em grande no final do ano...)


 

publicado por MSA às 11:36
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Quarta-feira, 24 de Dezembro de 2008

Crónica (mesmo) no Natal…

Uma árvore de Natal em tons rosa e brilhante...um mimo, pois!

Escrevo este texto na manhã do dia da consoada, ou seja na juventude ainda imune de um sol de véspera de Natal, jornada por vez dura e desgastante, não fossem sendo as saborosas tolerâncias ou alguns dias de férias guardados por respeito à época do menino Jesus. Numa breve leitura das semanas pré-natalícias, e sabendo que estas linhas serão apreciadas algumas horas depois de trinchado o peru e de trincada (mais uma…) a fava do bolo-rei, posso sempre desejar (embora tarde) que tenham passado uma boa noite de Natal ou, reportando-me mais ao norte do país - onde me encontro -, que vos saiba bem a roupa-velha, iguaria suprema do dia 25 e que nunca me canso de degustar em grandes quantidades. Mas é do frio tripeiro, se bem que sentido numa época de calorosas hospitalidades, que consigo fazer passar uma mensagem de pleno descanso e de necessitadas férias, às quais a veia criativa de juntar artigos, palavras e predicados até vieram agradecer. Não foi coisa em fartura, mas sempre enviaram um postalito ao conjunto cerebral, do qual começavam a duvidar se voltaria ou não a aglomerar modos com laivos de alguma graça. A ver vamos o que nos reserva 2009.

Quase no final de mais um ano, e este foi de numeração par e com Jogos Olímpicos e tudo, a ideia mais recente que me assalta o pensamento (e este assalto apenas no significado de ideia surtida ou de instância momentânea…) é a da roubalheira descarada em que se transformou este ano velho, com os golpes de teatro sucessivos a fazerem tremer as bolsas (e Bolsas) do planeta ou, em menor escala, a trazerem alarido porta dentro dos pobres portugueses que, ao seu jeito fraterno, até nem iriam descurar as serviçais ajudas que o nosso Estado vai prestando ao grande capital. Enquanto aos “tugas” resta apertar a aba das calças e passar a época festiva com mais 75% do crédito mal parado num consumo que atingiu há muito os limites do inapropriado. Mas falo destas andanças, e longe das diatribes diárias que ocupam as páginas de vários jornais, sem a mínima propensão, ou sequer pachorra…, de analisar o momento financeiro ou a realidade económica da terra de Viriato…que era, como bem sabem, um valoroso guerreiro que os subornados companheiros levaram desta para melhor. Tão só me ataca a bondade saber que há quem se governe com a mediocridade que vai alastrando por esta nossa pátria, se bem que salpicada por épocas de ternura e abraços quentes, como esta que (ainda) se atravessa, enquanto grassa a maior miséria nuns cantos e se espicaçam gambas e ovas por outros, num mundo actual em que o cor-de-rosa das revistas alimenta um esquema de ascensão que, de há muito, deixou para trás a necessidade da eficácia, da seriedade ou sequer da mínima decência. Em tempos de Natal e em alturas de falar bem e bonito com um sorriso à ilharga, apraz-me dizer que se perdeu a vergonha, que já ninguém liga, ou que já poucos se importam com a localização exacta e actual dos bons costumes. E não me levem daqui o texto para um universo de conservadorismo, pois então estamos mal e aposto que não alinham nesta forma assaz graciosa de entender o mundo e as pessoas. Mesmo em tempos de bolos e vinho do porto a chorar pelo cálice, tenho ainda alguma vontade de endireitar (do alto de um texto prosaico…) as andanças e desventuras da multidão. Num dia feriado e depois de uma noite se calhar dormida em sobressalto digestivo, talvez nem seja este o teor desejável para um texto de Natal, ou sequer para uma leitura após um café tardio e um ligeiro enjoo de uma das muitas sobremesas engolipadas na véspera. Na véspera deste mesmo Natal, que já vai a meio e que nos faz recuar à infância e refazer ambições esquecidas ou sonhar de novo viagens nas nuvens de tenras passagens distantes. Sim, porque o Natal, mais do que celebração ou festa, atinge-nos como um tempo de pensar na vida, mesmo que a fazer contas de somar ou subtrair, tal seja a tendência monetária desta nova roupagem que lhe deram. Com bons ou maus fígados, fica daqui o desejo sincero, e talvez ainda entrelaçado por uma conversa pré-Reveillon, de que continuem a passar bem esta altura de desabafos e carinhos. O mundo nem sempre nos oferece o melhor, mas nós tentamos retribuir-lhe da forma (mais) acertada. Bom Natal.


 

publicado por MSA às 23:57
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Um Poema para o dia 24 de Dezembro de 2008.

POEMA DE NATAL (Vinicius de Moraes)

 

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

 

publicado por MSA às 18:22
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Christina Aguilera - The Christmas Song.

publicado por MSA às 07:53
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Imagem.

Uma invulgar árvore de Natal "invertida"...

publicado por MSA às 07:45
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Terça-feira, 23 de Dezembro de 2008

Texto (Outono Vivo).

Uma imagem de há uns tempos...como tantas outras...

 

(aqui fica o texto com que participei no concurso literário "ser ilhéu é ser embarcadiço", no âmbito do "Outono Vivo" deste ano, na Praia da Vitória)

 

E, num afecto descomprometido, cumprimentei a ilha como se a visse pela primeira vez. Era inverno e as lágrimas tinham, sem querer, acompanhado a aterragem do avião. Um arrepio constante ocupara os últimos minutos do voo e era tempo de pisar terra firme e de correr para o mar. Sentir o seu cheiro e salgar os olhos, mas por mor da sua presença. Tinham passado tantos meses, mais que um ano e não houvera jeito de revisitá-la. À ilha…
As primeiras impressões foram como a humidade na pele. Rever o já conhecido. Cumprimentar os corações que, por todo aquele tempo, tinham batido ao mesmo ritmo. Rever caras, olhos, bocas e sorrisos em forma de saudade. Essa, a palavra que mais tinha batalhado por não usar sem chorar durante a espera. Sim, porque de espera se tinham transformado os dias da ida até ao regresso. De espera por uma realidade normal, por motivos que nem eram especiais, por um embarcar de sonho que nem era o da vida de cores.
Embrenhei-me na localidade, pus-me a caminho das ruas, tropecei pelos passeios e vi montras em composição de tempos melhores. Corria-me pelos sentidos uma estranha, e quase dolorosa, sensação de desgosto por esta divisão absurda de amores, misturada pela excitação de reviver o sempre calmo e pacato quotidiano da terra. Da terra que cheira a horta fresca, a uvas cheias, a mar revolto ou a sol torrado.
Assumi que a postura para aqueles dias seria de absorção comedida, de forma a aligeirar os danos de nova partida e a alimentar forças para novo período de afastamento. Nada mais errado. Aqui tudo era intenso. A comida bebia-se em temperos de gosto. As festas não se dormiam por foguetes em catadupa. As tardes que se punham com o sol no horizonte e em viagem à ilha vizinha. E nem aparecia aquela imagem de solidão. Nem sequer aflorava os ânimos. Nem sequer se pintava na areia crescida com espuma da onda.
A primeira noite foi passada num sonho em que tudo estava ao contrário e em que a chegada tinha sido antes de acordar. Tudo errado, tal como a fuga para momentos melancólicos, sedentos de animação, de gente, de barulho e confusão. Difusas a ordem das coisas e a forma como me apoderava delas. Intensos os sabores de uma luta tão leal quanto possível e que fugia da dor. Da dor roxa da saudade, a tal de um cortinado que morrera num inverno de infância e amoras.
Rumei ao verde das pastagens ácidas e fui partilhando a pronúncia que nunca perdi. Está-me no sangue, mesmo quando corrigida, porque apenas com ela ficam doces as palavras. Degustei-as na delicadeza de uma volta por um quintal de criança. Debaixo de remodelações e obras estavam todas as passagens, a preto-e-branco, de um pequeno meio rural, de uma pequena casa de três partes (cozinha, sala e quarto), onde a cantaria abrigara uma família extensa e musical. Na casa em frente a sumptuosidade de títulos honoríficos e destaques pessoais fazia o contraste. O mesmo do amor que, à distância, também me faria nascer.
Prossegui o passeio pelas memórias daquele pequeno espaço de curas e recitais, de vindimas e procissões, de lágrimas e alegrias. Lá atrás, junto ao curral já desabitado, as pedras roladas de mar aguardavam roupa branca para corar. Pelas nuvens lá de cima adivinhava-se chuva, pelo que seria aconselhável aguardar por melhores horas para uma barrela de sonhos. Ao longe, e através das faias e das pedras, ouvia-se gritar pelo peixe, enquanto os bagos da primavera se contorciam nos ramos para estarem fortes no verão. Num rodopio, as ideias e as imagens afloravam ao olhar. Pela simples passagem na casa de recordações. Pelo simples facto de também o coração se ligar àquela terra fértil e àquelas gentes doces.
Voltei ao tempo corrente. E pouco vi do que embarcara uns anos antes. Rebusquei todos os escritos que deixara atrás e eram uniformes no gosto salgado de paisagens indiscretas por tão belas. Molhei o dedo e apontei ao vento para ver se a chama de uma vela antiga me indicaria a direcção certa de voar. Mas não corria aragem digna desse nome. Nem havia barulho na noite que, entretanto caíra. Rodeei a cisterna e lembrei-me de lá deixar dois ou três segredos, apenas salpicando as palavras no eco das paredes frias e deixando mal poisada a tampa de madeira. Como tinha pormenorizado em demasia a existência. E como tão simples era agora deixar o caminho de terra batida por uma auto-estrada sem fim.
Semanas adiante e todo aquele alvoroço de emoções era passado. Intenso nas intenções, cru nas marcas que deixava no rosto e na alma. Nem uma lágrima corria agora, nem tão pouco a pele das mãos ganhara rudeza no trato de afagar o peito ardente. Era uma carícia recorrente e que se traduzia num alívio rápido de tanta falta daquela luz e daqueles sítios. Depois percebi que sempre que o avião aterrava, apertava as mãos, uma na outra, e as firmava próximo do coração. Uma defesa sem pensar que preparava nova chegada. Ou mesmo um afago bem entendido pelos sentidos, e que antevia a partida seguinte…

 

publicado por MSA às 21:04
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Petição SATA/TAP.

Exmo. Sr. Presidente da Republica; Exmo. Sr. Primeiro Ministro; etc... 

Açores - Lisboa


Nós, abaixo assinados, protestamos quanto ao monopólio das linhas aéreas dos Açores, concedido pelo Governo Regional dos Açores à TAP / SATA, e que encarece as tarifas das viagens Açores - Lisboa. Além do que pagamos por bilhete Ida e Volta -cerca de 275 euros-, o governo paga mais 90 euros por passageiro, o que eleva o custo a cerca de 365 euros por bilhete. É Demais!

Estamos na era das acessibilidades, e enquanto de Lisboa conseguimos ir para qualquer cidade da europa por 50, 70, 100 euros, para os Açores (que também são Portugal, embora não pareça) pagamos 275/ 285 euros. Somos uma região ultraperiferica, precisamos de evoluir, de sair daqui para aprender infelizmente isso só é possivel para algumas bolsas......
O presidente da TAP já afirmou em público que as linhas aéreas dos Açores seriam economicamente viáveis se abertas à concorrência, mas mesmo assim aumentou a tarifa em 20 euros! Toma que merecem, parece dizê-lo!
Custa a crer que o Governo Regional dos Açores esteja manietado ou em concluio com a TAP / SATA na exploração dos açorianos e na limitação do seu avanço económico através da exploração do sector turístico.
Ao enviar-se esta petição a diversas entidades, podem alertar-se as hostes e ajudar a que o Governo Regional dos Açores tenha a coragem de se libertar (se é que quer...) da condição exploratória da TAP / SATA, havendo liberdade para outras companhias de aviação voarem rumo aos Açores. Desse modo teríamos tarifas mais baixas como consequência da livre e saudável concorrência.

 

ASSINE AQUI


 

publicado por MSA às 20:39
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Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008

O Porto e os "empatas"...

De novo na Invicta...neste tempo de calores e afectos, e onde o regresso ao estádio sabe sempre bem. Independentemente do resultado.

Seja como for, e abordando unicamente a vertente desportiva do fim-de-semana, saliento a "ausência" de Jesualdo (custava muito mexer no "11! mais cedo?...) na segunda metade do embate frente ao Marítimo, assim como a incapacidade dos "grandes" (incluíndo os homens do Estádio do Mar...) em vencer antes da consoada.

Pronto, que venham as rabanadas e a roupa velha...afinal há quase metade da minha existência que o futebol luso não tinha tal líder da tabela por volta dos Natais.

E, por bola, até para o ano!


 

publicado por MSA às 22:49
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Sábado, 20 de Dezembro de 2008

Quadro.

O gato e a grafonola...

 

"Cat and Gramophone", Colin Ruffell.

publicado por MSA às 12:42
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Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2008

Agradecimento.

Obrigado aos senhores da TAP e afins intervenientes dos nossos transportes aéreos por me estarem a permitir - em vez de (pelo menos) ter ido beber um copo de tinto ao jantar de Natal dos Forcados da Tertúlia - apanhar uma seca monumental na multi-inaugurada Aerogare das Lajes. É sempre bom passar horas a fio nas montras do progresso. Sinceramente, obrigado...

 

PS- O voo TP 3828 (TER-LIS) era para ter saído há quinze minutos...


 

publicado por MSA às 23:28
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Legião Urbana - Faroeste Caboclo.

publicado por MSA às 17:11
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Foi num instante!

Alzira Silva, quase-ex-Directora Regional das Comunidades...

 

A Nomeação (Segunda-feira, 15 de Dezembro)

 

A "Dispensa" (Quinta-feira, 18 de Dezembro)

 

E Boas Festas!...


 

publicado por MSA às 17:04
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Quadras ao Campeonato de Portugal de Ralis 2008.

Bruno Magalhães em acção no SATA Rali Açores deste ano...

 

Imbatível ao relógio
Eficaz a 100%
Bruno, o “nosso” Magalhães,
Mas este envolto em talento
 
Sem grande margem de ataque
Mas sempre com velocidade
O Fontes só no Algarve
Alcançou a felicidade
 
Com uma mudança grande
Em custos e nas vontades
Pascoal lá foi remando
Mas sem grandes veleidades
 
Derrotado nos Açores
Mas sempre muito aguerrido
Peres foi quarto à tabela
Mas na Produção vencido
 
Renascido com o Impreza
Adruzilo esteve demais
Fez das tripas coração
Derrotando os seus rivais
 
Rei na vertente a gasóleo
E sempre veloz nas passagens
Leal voltou a provar
Que é o campeão das imagens
 
Com orçamento para mais
Barroso Pereira foi realista
Preferiu o S2000 inteiro
a alguma saída de pista
 
Menos feliz com os Seat
Barros Leite desceu um furo
Com a nova montada já diz:
“Que se cuidem no futuro”
 
Com incursões amiúde
Meireles soube brilhar
Já se fala em altos voos
Que possa o minhoto alcançar
 
Rápido a valer nos C2
E levando a taça a norte
Paulo Antunes, o de Fafe
Foi de novo o mais forte
 
Findo o ano em que a crise estalou
E, por forma de novas andanças,
Em que (novamente) a FPAK se estatelou
Com processos, regras e danças
 
Para 2009 a expectativa
Do que possa sair da cartola
Mantém a imagem bem viva
De que aquela entidade nem parece bem da bola!
 
Bons ralis…e, acima de tudo, que haja pilotos na estrada!
 
(pelo sétimo ano consecutivo fiz a brincadeira, que foi publicada um pouco por todo o lado...:
SportMotores; RalisOnline; Motores Magazine; Prego a Fundo; TAC; Super Motores; Marão Motores, etc)

 


 

publicado por MSA às 16:34
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Mas é que é mesmo...

" Não foi só o comércio, mas sim a vida das cidades que parece ter-se deslocado definitivamente das ruas para o interior dos centros comerciais. Afinal, estes propiciam-nos a qualidade de vivência que em tempos caracterizava os núcleos urbanos. O verdadeiro centro cívico e cultural das cidades transferiu-se para os shoppings... "

 

Paulo Morais, no "JN".


 

publicado por MSA às 12:28
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Lx: Gotan Project.

O cibertango na capital...eu vou estar lá.

Amanhã Portugal renova votos com os Gotan Project, naquela que será a última digressão mundial do trio franco-suiço-argentino. A chama deste caso de amor pelo seu "electrotango" vai reacender-se no Campo Pequeno, a partir das 22h00.

Eduardo Makaroff, Philiphe Cohen Solal e Christoph H. Müler regressam para mais uma dose (a última?...) do sucessor do surpreendente "La Revancha del Tango", e que a BBC descreveu como um álbum "mais profundo, mais amplo e mais rico" relativamente ao anterior. Chama-se "Lunatico" e o público português já conhece a sua forma ao vivo - o que, numa relação especial como esta, é uma vantagem.

O Campo Pequeno recebe assim uma das bandas mais interessantes e surpreendentes dos últimos anos. São os inventores do “cibertango”, para um espectáculo único e especial.
“La Revancha del Tango”, o primeiro disco, conquistou a Argentina e o mundo, com um improvável casamento entre o tango e a música electrónica alterando a face do tango argentino.
Com mais de um milhão de cópias vendidas e de espectáculos sempre com lotações esgotadíssimas um pouco por todo o mundo, os Gotan Project apresentaram em 2006 o seu último álbum, dando seguimento à fusão do tango com as sonoridades da música electrónica, jazz, hip-hop e chill-out.
 
Definitivamente o tango não deu ainda voz à sua última palavra...

 

publicado por MSA às 09:20
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Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008

Cartaz.

Concerto de Natal, amanhã na Biblioteca de Angra...

publicado por MSA às 10:53
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Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

Subaru fora do WRC em 2009...

publicado por MSA às 17:59
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Ah, mas pensavam o quê?...

Cá está um livrinho que poderia dar jeito a alguns...

 

" O presidente da Associação Portuguesa das Escolas de Condução afirma que o modo como se tira a carta não prepara os futuros condutores e que as aulas desfasadas da realidade fazem aumentar a sinistralidade nas estradas ".


 

publicado por MSA às 12:50
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À esquerda...

" Alegre clarificou que não decidiu ainda romper com o seu partido, mas também disse querer construir uma nova política de esquerda, «dentro ou fora do PS». O seu futuro «não é programável», avisou, afirmando que «as grandes decisões são muitas vezes antecedidas de grandes ambiguidades»... "

 

(Excertos da entrevista de Manuel Alegre à SIC-Notícias, no "SOL")


 

publicado por MSA às 12:44
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Terça-feira, 16 de Dezembro de 2008

Musical.

Ligo a televisão. Marco Paulo está a fazer o play-back do hit "Nossa Senhora" no Natal dos Hospitais. Deve ser aí a 134ª vez que o faz nesta quadra e arredores. Que maravilha de país que nos faz sentir eternamente jovens...


 

publicado por MSA às 23:38
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Quadro.

Acrylic on Canvas, 39.5" x 39.5"...

 

"Land & Sky" - António Nicola Ciervo (2008).


 

publicado por MSA às 17:42
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Tolerância.

E pronto...cá venho "picar" o ponto!

De facto, e nos últimos quinze dias, fui acometido de uma letal preguiça em exprimir a minha opinião (pronto, a coisa também não será assim tão linear...), salvo as honrosas excepções de uma vitória portista e do prazer de novamente alinhar numa prova de rali.

Enquanto me recuperava do "malzinho", ou possivelmente enquanto faço os planos para quinze dias no frio nostálgico do norte do país, as coisas foram-se passando a uma velocidade estonteante, pelo que qualquer resumo da actividade pública ou de acontecimentos merecedores de escrita estará fora de questão para quem ainda mal saiu de uma breve letargia.

Há dois ou três dias, e a poucas semanas de se despedir do cargo, o presidente americano ia apanhando com um par de sapatos nas fuças (assim mesmo, sem espinhas e acabadinhos de descalçar...), e aqui mais por perto um acção prepotente fez andar às arrecuas o órgão máximo da autonomia regional, provando-se que o tão propalado pluralismo do novo parlamento não será mais do que verbo de encher, pese embora a ligeira animação que possa dar, de tempos a tempos, ao hemiciclo.

Lá fora, no continente, é a Esquerda do casaco de flanela que grita - vibrante - contra a Esquerda do blazer italaino, ou até talvez a memória da nossa jovem democracia a remexer-se, aflita, presa por um manto de neo-liberalismo, que é um termo que se usa mas não se sabe o que significa. E, vá lá, que nos vamos livrando do laxismo menesista que ameaçava fazer-se ouvir diariamente...

Por Angra, cidade património que lá teve mais um cortejo rua abaixo sem se perceber bem o mote, continua com o quarto de século de classificação mundial como um peso às costas que balança mas não cai...nem alivia, apenas se debate. Parece curioso dizer-se isto, mas por vezes imagino as discussões decorrentes sobre a minha cidade e o seu futuro como improváveis num outro sítio do mundo, daí que tenha de concordar que a velha urbe tenha particularidades únicas. E bem mais originais que os propalados projectos e iniciativas que lhe vão arremessando à história, e onde a imaginação fulgurante se cruza com a passividade governativa que parece, finalmente, ter os terceirenses na palma da mão a troco de umas migalhas insulares.

Para hoje o principal partido da oposição regional ganha nova liderança, faltando saber se à reconhecida garra da nova líder se conseguirá juntar a apetecida renovação e a anunciada vontade de propor alternativas ao invés de críticas vãs. É que, e está visto, os açorianos estão - para além de mais velhos doze anos - muito mais comodistas do que antes.

E por temáticas de arrufo, bem poderia pegar aí em meia dúzia de exemplos de como controleira e atiçada vai sendo a vida pelas brumas do Atlântico mas, sinceramente, apetece-me bem mais ir fazendo a lista para o Pai Natal, a quem deixo o compromisso do envio de uma carta. Assim uma coisa tipo-missiva, que poderá ou não ser divulgada. É que, como tenho visto, dispenso bem espalhar-me ao comprido...

publicado por MSA às 16:49
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Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008

The Beatles - The Long and Winding Road.

publicado por MSA às 22:23
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Tempo.

Cheguei há pouco do funeral de mais uma velha vizinha da minha cada vez mais distante infância. Esta rua de recordações tem cada vez menos cabelos brancos e cada vez menos vozes que me lembro de ouvir de baixa estatura e olhos vivos. Ou será que estou cada vez menos curioso pelas pessoas? Seja como for a saudade espreita pelas esquinas e estas são as únicas ocasiões em que não gosto do cheiro a terra fresca...


 

publicado por MSA às 21:25
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