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PORTO DAS PIPAS

miguel de sousa azevedo - açores

PORTO DAS PIPAS

miguel de sousa azevedo - açores

30.Jun.08

4ª Corrida Feira de São João'2008-28 de Junho.

(Notas)

 

1º Toiro (RB)-nº449 445kg-João Salgueiro
 
Toiro algo distraído, mas de passada vigorosa. Alguns assobios num segundo comprido desastrado. De início João Salgueiro não explanou, de todo, o seu toureio vistoso, mas cresceu com a lide e cativou a elevada assistência.
 
Comprido de João Salgueiro ao primeiro da tarde...
 
Pega: Nuno Pires (ARG)- Bom enlace ao primeiro intento para o rijo forcado da Agualva.
 
Pega de Nuno Pires (ARG) ao primeiro toiro da corrida...
 
2º Toiro (SM)-nº149 420kg-“El Cid”
 
Salpicado branco no preto e de bonita formação. “El Cid” recebeu-o com verónicas bem jeizadas. Bom par para o bandarilheiro local João Pedro Silva. Para a muleta foi buscá-lo às tábuas e centrou-o para passes certeiros. Olé para “El Cid”…
 
A lide de "El Cid" ao bragado de Santa Maria...
 
3º Toiro (SM)-nº70 495kg-João Salgueiro
 
Rapidíssimo e saltitão ajudou a uma lide equilibrada. Ferros de grande intenção, algumas intervenções infelizes do público, mas em suma Salgueiro a estar bem nesta sua segunda sorte da tarde,
 
Pega: Hugo Neves (ARG)- Ao segundo intento, frente a um toiro difícil e fechando-se à córnea.
 
4º Toiro (JAF)-nº214 445kg-“El Cid”
 
Início de lide em cautela com o capote. Bandarilhas em médio balanço, mas eficazes. Na muleta naturais e muitos olés da bancada. Palmas e saída de queixo erguido. Bem, “El Cid”! Foi encantar sem arriscar.
 
"El Cid" com o melhor toiro da corrida...
(...)
"El Cid", o 214 "JAF", agora na muleta...
 
5º Toiro (JAF)-nº215 520kg-João Salgueiro
 
Pormenor da saída do quinto da ordem...
 
Salgueiro dedicou a lide a “El Cid”. Bons volteios iniciais do aguerrido João Pedro Silva. Ferragem de castigo a sair bonita e, na troca de montada, o embate a elevar-se no tom. Salgueiro a trazer toureio e montaria a Angra. Uma terra que o acolhe e quer bem.
 
 A preparar mais um ferro, João Salgueiro...
 
Pega: Alex Rocha (ARG)- À córnea, com certezas e brio. Boa pega.
 
Pega difícil de Alex Rocha (ARG)...
 
6º Toiro (RB)-nº 462 475kg-“El Cid”
 
Técnica, firmeza e saber. “El Cid” começou com verónicas, uma revolera vistosa, seguida de mais dois grandes pares de João Pedro Silva. Muleta com brinde aos homens do Ramo Grande. Novamente a fluidez do toureio em praça. Teve menos toiro que na lide anterior, mas fez parecer simples a sua arte. Simulou o estoque e levou palmas para Espanha.
 
PRÉMIOS (Júri: Mário Rodrigues, José Alpoim, Sr. Silveirinha, Mário Manteiga e Fernando Pavão):
 
Melhor apresentação: nº70 (Santa Maria)
 
Melhor toiro a pé: nº214 (Casa Agrícola José Albino Fernandes)
 
Melhor toiro a cavalo: nº449 (Rego Botelho)

 
30.Jun.08

Olé, España! (Euro 2008)

O golo de "El Ninõ" Fernando Torres foi a marca pontual de uma grande superioridade...

 

Felizmente para os adeptos do futebol-espectáculo, a Espanha sagrou-se ontem, em Viena, Campeã Europeia da modalidade. Perante uma Alemanha musculada mas pouco eficaz, os orientados de Luis Aragonês "abriram" o livro e mostraram porque foram, desde cedo, apontados como favoritos para a competição da Aústria e da Suiça. Um golo apenas no jogo decisivo acabou por revelar-se uma margem escasa para a manifestação clara de que as entre as duas equipas, e as duas filosofias de jogo, existia um fosso por demais visível. Um guarda-redes protentoso (Casillas), uma defesa potente (com Puyol no comando), um miolo de jogo onde Iniesta (fantástico...!), Xavi e o possante Marcus Senna fizeram a diferença, foram argumentos que os alemães não souberam sequer entender, quanto mais contrariar no terreno. Ganhou o futebol e, provavelmente, a melhor equipa do torneio. Olé, España!

29.Jun.08

Graças a Deus...

Tenho um amigo, o "RL", que usa habitualmente a expressão para se despedir, para acabar um recado, simplesmente para nos fazer sentir que devemos estar bem com o que temos e que há quem esteja sempre bastante pior.

É o modo dele de ver as coisas. E até concordo na substância. Curiosamente, esta manhã e depois da última turbulência nocturna das festas da nossa cidade, a expressão apareceu, por outros amigos e até por caras novas: "Graças a Deus". Sem sentidos étnicos ou significados religiosos, a frase (que até já se chamou oração...) encerra em si calma e vida. Dá alento a qualquer conversa...encerra-a e acalma. Mesmo de manhã a seguir a um pequeno almoço desnoitado. Graças a Deus...

27.Jun.08

Ao pé de casa...

Daqui a pouco...bem perto da porta...

 

Desde as "Sanjoaninas" do ano passado pude ter toiros ao pé da porta de casa...ou quase lá. Explico-me melhor referindo que, embora pela infância e juventude abaixo a tourada das Festas da Guarita fosse sempre motivo de emoção, a verdade é que a casa dos meus avós maternos (na Rua Dr. Henrique Braz), onde sempre residi na Terceira, fica nas Avenidas da Pedreira e, como tal, tourada por aqueles lados era coisa do século passado...e bem lá para trás, antes das casas e das oficinas. Assim sendo, foi com uma enorme curiosidade que aguardei, em 2007, pela feliz iniciativa de se recuperar a tradição de uma tourada da dita segunda época, e que era feita na zona da antiga Pedreira, agora somente a zona das Avenidas...

E a verdade é que se saldou por um enorme sucesso, desde o nível humano ao impacto visual, voltar a ter toiros onde agora se estende a Avenida Infante D. Henrique, então pejada de pessoas, com bancadas colocadas ao longo do arraial e a habitual animação da festa brava. Mau grado nunca ter tido toiros à porta de casa, nem a mínima tradição familiar de grandes festanças dentro de portas, fica-me um tanto de nostalgia por ouvir falar das Avenidas à boca miúda e agora como arraial. É que aquela zona da cidade tem, quase toda, a assinatura urbana do meu avô, que fez a casa onde sempre vivi na Terceira e que, embora não fosse homem de touradas, gostava da boa vida. E nestes dias onde ela impera em Angra, sinto ainda mais saudades do seu traço...

26.Jun.08

O Renault 18 no Slalom (video)...

Há umas semanas atrás (e como já puderam ler) alinhei, com os meus amigos Duarte Monteiro e João Paulo Simões, no 6º Passeio de Clássicos do Terceira Automóvel Clube. Esta manhã recebi, pelo email companheiro do Luís Dores, um video da nossa prestação no Slalom final do evento onde, como já aqui compartilhara, o peso do Renault 18 não deu para milagres (até porque aí já seria a "nabice" do piloto a entrar em acção...). Mas até nem foi mauzinho de todo. Ora vejam...


 

26.Jun.08

Degraus d'Angra-3ª edição

Jorge Nunes "voou" até à Memória!

Foi na passada segunda-feira, e com apenas cinco concorrentes, que se disputou a terceira edição dos "Degraus d'Angra", uma original prova onde os atletas cumpriram a subida da Passagem Silva Sarmento, ligando o Jardim Público de Angra do Heroísmo ao obelisco da Memória. Pelo segundo ano consecutivo Jorge Nunes, atleta da Casa do Benfica da Ilha Terceira, venceu o desafio, desta feita com um fantástico recorde de 1m05,14 para os mais de 200 degraus. Só visto o ritmo do homem das Doze Ribeiras para aferir a valia do seu tempo!

 

Jorge Nunes, em grande forma e a bater o seu recorde em Angra...
 
A prova foi novamente integrada no programa desportivo das festas "Sanjoaninas", estando a parte técnica a cargo da sua equipa de desporto, sendo que apenas cinco atletas tomaram parte de um evento que proporciona imagens lindíssimas, com a proximidade do Trialto realizado no Domingo talvez a "roubar" alguns corredores ao mesmo.
 
De qualquer forma a corrida não teve história, com Jorge Nunes a dominar, e o segundo classificado, o seu colega de equipa Ricardo Costa, a ficar bem longe com 1m18,26. O pódio fechou com Ricardo Baptista (1m35,60), sendo que Paulo Mendonça, o quarto com 1m50,60, e o veterano Jorge Azevedo, quinto com 2m17,7, passaram a ser os unícos totalistas das três edições da prova.
 

Ricardo Baptista (4), Jorge Azevedo (3), Jorge Nunes (1), Ricardo Costa e Paulo Mendonça (2).


Segundo o mentor do evento, Miguel Azevedo, os "Degraus d'Angra são uma prova difícil e talvez as festas, pelas muitas solicitações que todos têm, não sejam a melhor altura para os realizar". De qualquer modo não se aponta, para já, nenhuma mudança no certame, embora "a edição de 2009, a bem da sua continuidade, talvez se possa fazer noutra altura do ano, quem sabe se numa data comemorativa para a cidade", adiantou.
 
No mês de Agosto devem realizar-se os "Degraus da Praia" para, no dia 1 de Dezembro, "Os Montanheiros" repetirem a experiência conseguida dos "Degraus do Algar do Carvão".

25.Jun.08

Canseiras de São João...

Ufa, que dias para passarem com tanta coisa pelo meio!

 

Desde sexta-feira que Angra vive o habitual reboliço das Sanjoaninas. De manhã à noite...e daí, por vezes, até à manhã seguinte, a cidade está preenchida (da melhor forma ou não, isso aí já vai da opinião de cada um...) com diversos motivos de festa, juntando pessoas e afectos a toda esta movimentação, este ano dedicada à elevação da velho burgo, por via da sua importância estratégica nas viagens para o novo mundo, a património da humanidade. Também aí se poderá dar lugar à ironia, com uma distinção que tanta gente despreza, e outros maldizem pelas imposições legais a ela adstritas, a servir de mote para a festa. Será um render de evidências ou um esgotar nos temas para um modelo de festa que precisa, urgentemente, de ser revisto?

 

Quanto ao resto, das touradas de praça, com a afamada Feira de São João a proporcionar bons momentos, à espera de gado. Dos concertos às noitadas. Das provas desportivas com mais ou menos piada e disputas. Das marchas até aos cortejos, tudo vai passando em ritmo elevado. Assim como, desde logo, a saudade se instala nas ruas da cidade e nos cantos da nossa memória. A saudade de anos idos, de gentes ausentes, de recordações que se ficam pelos beijos no ar. E as saudades de ti, nesta canseira que vai sendo o São João...

25.Jun.08

"Festa na Ilha"-Edição 2008.

A capa da edição 2008 da revista "Festa na Ilha"...

 

Já está à venda a edição deste ano (a décima-segunda) da revista "Festa na Ilha", uma publicação anual da responsabilidade da Tertúlia Tauromáquica Terceirense. Contando novamente com muitos dos habituais colaboradores, a revista evoca as diferentes visões da festa dos toiros, implementando uma linha diversificada de olhares sobre as várias formas de aferir e divulgar o mote para a aficcion. Por aqui, deixo-vos o texto com, uma vez mais, marquei presença na revista dirigida pelo meu amigo Ildebrando Ortins. Olé também para ele.

 


O 1º dia dos momentos...

-Miguel de Sousa Azevedo.

 

Por acaso este ano a coisa até “aqueceu” mais cedo mas, com o despontar de Maio, a Terceira abre as portas à época das Touradas à Corda. Em dia de festa os cheiros comuns à paixão dos toiros e do divertimento começam a fazer-se sentir um pouco por toda a ilha, num reboliço que só vai parar a meados de Outubro, e num ritmo constante ao qual os números referentes à últimas épocas têm sido comentados além fronteiras. Desde há algumas semanas o interior da ilha vive já a expectativa habitual desta altura, tendo havido diversas “ferras” e sempre com o “botar” de olho que os mais curiosos vão deitando às manadas dos seus “partidos” ou vizinhos de ocasião. Pouco falta para estalar o foguete que marca o arranque das primeiras emoções. Pouco ou nada para se contarem as primeiras histórias, enquanto 2007 se vai desvanecendo na memória. É que, na Terceira, e em festas e com toiros, vale a recordação. Mas vale muito mais o momento.

E todos estes pequenos rodeios aos sentidos nos fazem gostar mais e mais da nossa terra. Por ser exactamente nossa, mas também pela singularidade e autenticidade que encerram muitos dos seus usos e costumes. E pela ligação afectiva que ao tempo faz crescer todos estes movimentos. Da eterna ruralidade das nossas almas à passagem fugaz por um meio que é único naquele preciso momento. Em dia de toiros a ligação à terra faz-se, essencialmente, pelo coração.
Por estas e por outras são as nossas touradas à corda mote para a criação. Pintam-nas, fotografam-nas, e com elas se fazem rimas ao peito, enquanto se pisca o olho a mais umas horas bem passadas ou a menos algumas de sono. É um dia a dia com azáfama ao colo, este de gostar de toiros e de querer ver e sentir tudo de perto. É uma rotina que dura enquanto o sol nos visitar e que, por vezes, dá trabalho à lua que se quer bela para um “quinto” toiro de boa lide.
O estrelato será agora dividido entre os destemidos do cobertor e do guarda-chuva e os donos orgulhosos de cada “número” em preto vivo que se sair bem na disputa real com os pastores e o povo das ruas. Lá para meio da temporada se farão os balanços sobre quem penderá o favoritismo para o ano findo. Enquanto se fazem as contas para um rosário que só acaba quando o frio começar a aconchegar as gentes. E o lume dos braseiros também já servir para aquecer…
O simples buzinar de um carro enfeitado de hortenses vai indicar, por estes meses que agora começam, o início de uma roda-viva de afectos e sensações num qualquer lugar desta Terceira. Num daqueles sítios bem próximos de nós. Ou tão distantes que ainda podem ser novidade. É que, de novo, a tourada pouco tem. Mas as fases vividas numa festa entre paredes e portões, com alma de capinha a tiracolo, vão-se compartilhando em pequenos doces de recordação. Que não é o que nos faz andar nem sorrir. Mas sim as bases para o tal momento. E um deles começa um dia destes às seis horas…Por aí.
 

 

 

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