Miguel Sousa Azevedo

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Sexta-feira, 29 de Fevereiro de 2008

O Chico da Anica.

Hoje morreu o "Ti Chico". Há já dois dias que sabíamos que uma operação de rotina tinha revelado um problema inesperado que, infelizmente, se mostrou sem solução.

Sendo sabido que os pais dos nossos amigos se tornam igualmente pessoas de quem gostamos e com quem o convívio se torna natural, afianço que, neste caso, até foi ao contrário pois lembro-me do Sr. Francisco ainda antes das primeiras memórias com os filhos Frank e Steven. Lembro-me da pequena mercearia na Guarita, onde ia às compras com o meu avô e onde, com a rapaziada da escola, lá se deixavam umas "gamas" ou rebuçados na conta mensal do pai de um deles. Mas sempre coisa pouca para não dar chatices. Daí até à inauguração do seu "Americano" os anos já andavam depressa.

E passaram-se e criei com o meu querido companheiro Steven uma ligação forte, como acho que têm quase todos os que o conhecem. O ar bonacheirão e amigo de rir do pai estava sempre ali ao lado e, pelos vistos, bem sucedido geneticamente pelos dois "rapazes", como ele dizia. Revelando sempre que o seu Steven era "mais à sua maneira", o "Ti Chico" foi uma figura que nos acompanhou na vida, semana após semana, sempre com a sua graça e a resposta carismática:

-Ti Chico, está tudo bem?

-É um jovem...é um jovem! -dizia-nos sempre.

Mais do que recordar os muitos momentos de conversas breves e a sua atenção para com a minha Anita, a quem tratava sempre por "aquela pequena do continente", estas linhas são apenas de tristeza. Riscada algures por uma gargalhada de quando ele andava no meio da "canalha" e nos dizia que no seu tempo "é que que tinha sido"...

E o tempo do "Ti Chico" refugiou-se agora nessas lembranças. Fica uma lágrima e, acima de tudo, um abraço muito forte. A quem foi e a quem fica. Descansa, "Ti Chico"...

publicado por MSA às 17:59
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Olimpismo.

Quando faltam exactamente 160 dias para a abertura dos Jogos, e após a recente vitória de Ana Dias na Maratona de Sevilha (obtendo o respectivo mínimo olímpico...), são já 47 os atletas portugueses que compõem a delegação nacional para Pequim'2008:

 


 

Atletismo (23):
200 m: Arnaldo Abrantes e Francis Obikwelu
5.000 m: Jessica Augusto
Maratona: Hélder Ornelas, Paulo Gomes, Ana Dias, Leonor Carneiro e Marisa Barros
400 metros barreiras: Edivaldo Monteiro
3.000 metros: Sara Moreira
20 km marcha: João Vieira, Sérgio Veira, Susana Feitor, Inês Henriques e Vera Santos
50 km marcha: António Pereira e Augusto Cardoso
Salto em comprimento: Naide Gomes
Triplo Salto: Nelson Évora
Salto com vara: Elisabete Tavares ou Sandra Helena Tavares
Lançamento do peso: Marcos Fortes
Lançamento do martelo: Vânia Silva
Lançamento do dardo: Sílvia Cruz

Ciclismo (3):
Três atletas a nomear (fundo) e um atleta a nomear (contra-relógio individual), que será um dos três que participam em estrada

Judo (1):
Telma Monteiro (-52 kg)

Natação (7):
Tiago Venâncio (100 e 200 livres), Fernando Costa (1.500 livres), Pedro Oliveira (200 costas), Diogo Carvalho (200 estilos), Carlos Almeida (200 bruços), Diana Gomes (200 bruços) e Sara Oliveira (100 e 200 mariposa)

Tiro (1): João Costa (Pistola Livre)

Tiro com armas de Caça (1): Manuel Vieira da Silva (Trap-Fosso Olímpico)

Taekwondo (1): Pedro Póvoa (-58kg)

Trampolins (2): Ana Rente (feminino), Diogo Ganchinho (masculino)

Vela (8): Afonso Domingos/Bernardo Santos (Star), Álvaro Marinho/Miguel Nunes (470), Jorge Lima/Francisco Andrade (49er), Gustavo Lima (Laser) e João Rodrigues (Prancha radial)

publicado por MSA às 11:47
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Cartaz.

Umas das mais ternurentas e cruas histórias de sempre. Em Angra...
publicado por MSA às 10:57
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Parabéns, Sofia!

Pelo segundo ano consecutivo a atleta terceirense Sofia Pires sagrou-se Campeã nacional de provas combinadas em pista coberta.
Agora, a ambição da Sofia é a presença na Taça da Europa de Atletismo. Numa altura em que a modalidade está resumida nos Açores a poucas individualidades que se destacam, e bem longe das dezenas de miúdos que enchiam as pistas há uma década e meia atrás, a Sofia é um exemplo de trabalho, humildade e persistência. Força!

 



 

publicado por MSA às 02:21
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Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2008

Mar: É possível fazer muito mais!

Os intervenientes Jorge Vieira, João Rodeia, Paulo Ribeiro e João Monjardino.

 

Ontem à noite prosseguiu a série de encontros “Ideias & Debates”, tendo sido o mar, na sua vertente lúdica e de conhecimento, o mote dado pela organização para mais uma sessão aberta ao público e cujo objectivo é simplesmente pôr a sociedade açoriana, e particularmente a terceirense, a discutir as temáticas actuais que mais a afectam.

“Porque andamos de costas voltadas para o mar?”, foi a questão fulcral da introdução feita por Paulo Ribeiro, à qual reagiram de forma própria cada um dos três oradores convidados. João Monjardino, arquitecto de profissão e praticante de surf, começou por contextualizar a orla costeira da ilha Terceira, referindo os 90 quilómetros de perímetro, dos quais “apenas” 3,5 (3,88%) estão disponíveis para uso social, e alertando para o facto de “nas últimas duas décadas” se terem perdido 1800 metros de frente costeira.

De seguida lamentou alguma “falta de imaginação” nas actividades marítimas que se praticam entre nós na dita época baixa, fazendo um “repto” para inovar, aproveitando o potencial “imenso” que o mar proporciona. Relembrando que a responsabilidade do “bom uso” da costa marítima cabe a todos, João Monjardino não deixou de focar o lamentável estado da orla na zona do cabo da Praia onde “à custa da inovação e do desenvolvimento, que são ferramentas essenciais” o mar está poluído e a situação tarda em resolver-se.

Citando uma conhecida publicação mundial de surf, mostrou como se pode passar uma imagem “triste e terceiro-mundista” de um local aprazível como a nossa região e as nossas águas. E não deixou de apontar a má “infra-estruturação” da zona industrial praiense como a causadora dos problemas. Mas sempre com uma visão “futurista e optimista, ciente de que a realidade pode e deve mudar para melhor”, concluiu.

Jorge Vieira, responsável pelo Angra Iate Clube, foi o segundo a falar, e começou versando a “cultura náutica” das nossas gentes como estando em “baixa”, dando como certo que apenas a “aposta” nos escalões de formação pode sustentar uma “mudança de atitude” das pessoas face ao mar, isto numa clara alusão às dificuldades da prática desportiva para as actividades marítimas.

Alertando que “as autoridades responsáveis” devem contribuir para essa mudança de atitude, lamentou a “falta de exigência” dos terceirenses nas condições que lhes são oferecidas para aproveitar as valências do mar, exemplificando a afirmação com as “obras de remodelação do Porto das Pipas, que não trouxeram sequer as condições mínimas para a prática das actividades náuticas”, referiu.

Falou também da realidade actual de quem investiu no âmbito da acção marítimo-turística, realçando o incremento de “qualidade” que tem sido levado a cabo nos últimos anos, altura em que não se entendem as dificuldades sentidas para “a formação de navegadores de recreio”, e deixando ainda um repto no sentido de dar “mais vida” às marinas da ilha, cujos picos de utilização se prendem com as provas de vela de cruzeiro que se vão organizando entre nós.

João Rodeia, da Universidade dos Açores, foi o responsável por uma abordagem científica da nossa visão do mar, isto na vertente do conhecimento que se propunha aos presentes. Lamentou, desde logo, “erros crassos” que se vão cometendo nas obras feitas pela orla costeira, deixando no ar que o conhecimento “existe, mas por demasiadas vezes, não se aplica”, isto também numa menção clara ao areal da Praia da Vitória e ao “uso e abuso” comercial dado à areia, um elemento “fulcral para se manterem as características do lugar, o que parece descurado gravemente”. João Rodeia alertou para o contra-senso das exigências feitas a quem “tem ligações ao mar”, que vão impedindo o acesso do cidadão comum ao mar, assim como dos mais novos.

Referindo que a “motivação” tem de ser criada e o papel da “investigação como caminho mais curto para atingir fins”, João Rodeia disse “não compreender” uma certa aculturação marítima que é emergente, sendo que “os miúdos são o nosso futuro e é urgente dar-lhes um contacto vivo com o mar”, referiu como um repto às próprias instituições e estabelecimentos de ensino que “pecam” pela ausência nessa vertente.

O espaço dedicado ao debate foi animado e permitiu diversas intervenções, a maioria em aberta interacção com o painel de convidados, e onde se denotou uma certa “frustração” generalizada pela forma como são geridas as nossas ligações com o mar. Em termos de infra-estruturas básicas foi feito um “alerta” para obras futuras; em termos de promoção turística foi visível que haverá muito mais a fazer e que é até patente uma certa “asfixia” em relação aos investidores e face às necessidades que se apresentam nos Açores. Na parte da formação humana e educacional foi deixada uma palavra para os desportistas náuticos que, numa região atlântica e incompreensivelmente, têm “poucos apoios e escassas oportunidades de singrar no exterior”.

“Uma legislação complexa e um sem-número de entraves” foram as causas apontadas para a actual escassez de actividades marítimas “diárias e corriqueiras”, a que a nossa realidade geográfica e histórica nos devia “obrigar” Foi também reforçado o factor “misticismo” que o mar encerra como preponderante na dinamização que pode ser dada em diversas frentes, deixando-se claro que as próprias denominações das duas cidades terceirenses (Angra do Heroísmo e Praia da Vitória) são, intrinsecamente, causas do sua forte ligação ao mar, qualidade que, no entender de muitos dos presentes, “tem caído no esquecimento dos decisores políticos”, mas sempre com um sentido de que “no horizonte” haverá “mais e mais a fazer”.

 

IDEIAS            

 

&    

             

DEBATES     

publicado por MSA às 18:55
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De passagem...

Decididamente ir ao café a meio da tarde, de preferência quando a clientela é em maior número, pode proporcionar um acréscimo ao nosso conhecimento empírico. Refiro-me, naturalmente, às "bocas" e piadas que por lá passam...

Esta é "fresquinha" de há uns dez minutos atrás:

-"Qualquer dia a reforma é aos 100 anos...que é para eles terem mesmo a certeza que não pagam nada a ninguém... "

publicado por MSA às 17:36
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Capicua(s)...

Um número é capicua quando se lê da mesma maneira nos dois sentidos...

 

Lembro-me perfeitamente de ter 11 anos. Estava no Ciclo e era, à altura, um rapaz ligeiramente baixo (tirara o B.I. no ano anterior com 1m45...) e bastante magro. Adorava andar de bicicleta e, no final do 2º período, lembro-me de ter tido quatro "5" e seis "4" como notas escolares. Não estudava nada e gozava ainda do "andamento" precoce da escola primária...

Os 22 anos terão sido (talvez) a idade mais intensa que passei. Ansiava por sair da Terceira, o que só fiz um ano mais tarde, já trabalhava como jornalista no Rádio Clube de Angra e fui adjunto da Comissão da Tourada dos Estudantes. Estudava à noite, na área de letras, depois de perder três vezes Matemática do 11º nas aulas diurnas. E a vida nocturna era o mais activa possível...

Já tenho 33 anos. Fiz há cerca de uma hora e nem sei o que se vai passar nos tempos mais próximos. Felizmente sou casado com quem gosto há sete anos e meio e só me falta mais espaço. Para nós e para aguardar pelo sol e pelos sorrisos. Continuo a escrever e a acreditar que há mais gente boa do que má e que os valores da sociedade não estão, de facto, invertidos. Mas, a cada 11 anos passados, essa minha noção vai perdendo imensa credibilidade...

publicado por MSA às 11:45
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Imagem.

Pois é, o Laureano renovou a decoração da Kangoo. Agora é que vai chegar rápido à "Santa"...!
publicado por MSA às 10:20
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Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2008

Euro "passa" de dólar-e-meio...

No comments...

 

O euro ultrapassou, pela primeira vez na sua história, a marca de 1,5 dólares, aproveitando os menores sinais de resistência da economia europeia, face à acumulação de maus indicadores norte-americanos....

A moeda única europeia subiu ontem até 1,5047 dólares, um novo recorde histórico que anula a sua anterior marca de referência, a 23 de Novembro do ano passado, de 1,4967 dólares.

publicado por MSA às 12:47
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Discutir o Mar...

IDEIAS            

 

&    

             

DEBATES     

Prossegue hoje a série de encontros “Ideias & Debates”, eventos abertos ao público e cujo mote é simplesmente pôr a sociedade açoriana, e particularmente a terceirense, a discutir as temáticas actuais que mais a afectam.

O Mar, na sua vertente lúdica e de conhecimento, foi o tema escolhido para a segunda sessão, que terá lugar no “Riviera Café”, na Praia da Vitória. Segundo uma nota da organização “quando olhamos à nossa volta os sentidos inebriam-se de azul”, e para quem nasceu “nestes torrões de lava perdidos entre o Velho e o Novo Mundo” o Mar é um elemento fulcral, com o qual nos “habituamos a conviver, estando rodeados pela imensidão do azul oceânico”. Os oradores convidados são o arquitecto João Monjardino, Jorge Vieira e o Professor João Rodeia.

Mas, e porque “o Mar é como o ar que respiramos – não o vemos nem o sentimos”, o grupo que dinamizou a iniciativa quer pôr os terceirenses a “pensar no mar”. Visível no texto que antecede mais este encontro é a ideia de que “andamos de costas voltadas para o Mar, não aproveitando todo o seu potencial nem todos os seus recursos”. Considerando o Mar como “o nosso maior património e o nosso maior bem”, com esta segunda edição do “Ideias & Debates” pretende-se encarar o nosso mar “de frente”, tentando ver as razões de só estarmos “com ele de Junho a Setembro, estando ele ali todo o ano”… 

Há dez anos, Lisboa e Portugal convidavam o mundo a mergulhar no futuro. Os Açores associaram-se a essa que foi uma das maiores iniciativas mundiais de homenagem aos Oceanos – a Expo '98. Passada uma década ficam no ar algumas dúvidas: “Como estamos? Continuamos a amar o Oceano como em 1998? Cumprimos os nossos desejos de então? Soubemos viver o Mar?”. Tal como há dez anos, o “convite repete-se: Venha mergulhar no futuro”, é este o mote para o “Ideias & Debates” desta noite.

 

publicado por MSA às 12:28
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Avanços e apertos.

O estacionamento da Aerogare das Lajes, durante a intervenção de fundo...

 

Já muito se escreveu e debateu (embora sem qualquer efeito prático...) sobre as obras de remodelação da Aerogare das Lajes, uma estrutura que o nosso Presidente do Governo avançou como sendo "a melhor dos Açores"...

Pois bem, para quem embarca na "tal" melhor aerogare da região (ou pelo menos na que se destina a ostentar tal epíteto...) já se sabe que a ordem é escassa e as atribulações uma constante, mas estas linhas têm como tema de fundo apenas e tão só o estacionamento reservado às chegadas (sim, porque para as partidas ainda se estuda e resolve...), espaço que recebeu uma intervenção de raiz durante longos meses, pelo menos assim a espera o indicaria. A verdade é que, passadas as fastidiosas obras, não é difícil descortinar o evidente. O número de carros que o dito parque agora alberga é mais pequeno que antes, com a "vantagem" de que o acesso se tornou mais difícil, ficando claro que, a qualquer chegada que se preze, o recurso à circulação exterior se faz em meia faixa...pois a outra metade tem carros estacionados. Isto para não falar do eterno problema da saída dos passageiros, onde os mesmos se amontoam dentro e fora do edifício.

Fica o comentário...sempre à espera do final das obras. É que do adro já sairam há uns tempos... 

publicado por MSA às 12:13
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Horário.

Já sei que daqui a bocadinho estás aqui.

Afinal nem demorou quase tempo nenhum. Não tarda nada e já sorris...

publicado por MSA às 10:03
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Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2008

Dragões de Ouro.

publicado por MSA às 13:18
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Charlot, o Barbeiro.

publicado por MSA às 10:20
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Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008

Lisandro...LOPEZ!!!

Não sei o que significa o gesto, mas ele que o vá fazendo muitas vezes...!

 

Depois da derrota europeia frente ao Schalke 04 ouvi de vários companheiros do dia-a-dia as esperadas "bocas" da reacção, isto porque as suas equipas, que aqui há umas semanas foram despromovidas da "Champions", até tinham seguido em frente na sua campanha pela Taça UEFA.

No fim-de-semana que passou, e estranhamente, pouco ou nada me pareceu sair, em jeito de comentário futebolístico, dessas mesmas afoitas gargantas de há uns dias atrás. Sem querer aglutinar num mesmo texto a minha alegria azul-e-branca com a técnica, finalmente explanada em pleno pelo relvado do Dragão, do avançado Lisando Lopez, temo que já seja (pelo menos por esta época...) tempo de alguma resignação das hostes lisboetas. Isto enquanto guardo esperanças de que o meu FCP siga em frente na Europa, o que não se afigura, de todo, fácil. Ou enquanto vou roendo as unhas a cada jogo em casa e me arrepio ao ouvir festejar um golo na Invicta. Fica o grito aplaudido das bancadas aquando da saída do astro das pampas no passado Sábado: Lisandro...LOPEZ!!!

publicado por MSA às 11:52
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Quadro.

"Era uma vez!", de Vera Bettencourt...

 

"Era uma vez!" - Vera Bettencourt - Acrílico sobre tela (2001).

publicado por MSA às 01:18
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Domingo, 24 de Fevereiro de 2008

Recordando o José Berto.

Em Agosto do ano passado, e após nove anos de "espera", voltei à Graciosa. Uma ilha com uma gente e lugares onde me sinto bem, e sobre a qual criei, desde os meus doze anos, afinidades e gosto de coração. Ao contrário do que pensava escrevi pouco naqueles dias de paz e (bastante) sossego. Mas ainda deu para a primeira crónica em mar alto...

Um dos motes para um hipotético texto seria a ligação estranha que me, há uns bons anos atrás, nasceu com o Maestro José Berto, figura ímpar e de violentos dotes artísticos, que me atraiu desde miúdo. Mas passou-se todo o Verão, e até se entrou no novo ano, sem eu alinhavar palavra sobre o excêntrico músico e poeta. Há umas semanas conclui que não o faria. Aconteceu ao ler uma crónica deliciosa com a sempre saborosa prosa de Victor Rui Dores, publicada na revista do "D.I. ".

Com a sua simpática autorização aqui a reproduzo na íntegra, podendo acrescentar que o livro "Mar de Escamas" tem ilustrações do meu tio António Azevedo...e que o escritor, agora radicado no Faial, disse tudo que eu nunca saberia levar às letras. A música e o mar agradecem...


José Berto
por: Victor Rui Dores

Guardo da minha adolescência terceirense as mais vivas recordações de um homem deveras singular: o José Berto, figura incontornável do meu imaginário afectivo.
Nascido em 1933 na então freguesia da Praia da ilha Graciosa, o José Berto frequentou o Liceu de Angra e, mais tarde, concluiu, com distinção, o curso de piano no Conservatório Nacional de Lisboa. Entregou-se à música de alma e coração, tendo exercido actividade docente em Angra do Heroísmo e na Praia da Vitória. Nos anos 50 e 60 do século passado, fez parte da Orquestra Filarmónica de Angra e foi presença assídua nos Serões Músico-Literários nas Festas de São Tomás de Aquino, no Seminário de Angra do Heroísmo. Privou de perto com gente da cultura angrense, como o investigador João Afonso, o poeta Emanuel Félix, ou o pintor Rogério Silva. Também se dedicou ao teatro e à poesia e, sobretudo, à boémia… Embriagava-se de vida e costumava dizer: “A noite da boémia tem que ser verdadeiramente sentida, gozada, amada”…
Ah, o José Berto! Estou a vê-lo nos bailes do Liceu de Angra a fazer a sua “perninha” com os conjuntos musicais “Os Bárbaros”, “Flama Combo” ou “O Açor”, cantando com emoção poética:

“Saudade dessa mulher
Meu peito sente…”

Para nós, estudantes com sangue na guelra, aquela música (da sua autoria) era um “slow” dos bons, daqueles que, como se então se dizia, dava para “esfregar a cavalinha” com as meninas que se deixavam apertar no calor escurecido da noite…
Já então o José Berto era um nobre vagabundo, desbocado e desprendido dos bens materiais, dilemático e dialéctico, boémio e insolente, fumador feroz, filósofo de barbas e rebeldias… Temperamento de génio incompreendido, homem de talento desatento – apenas conhecido pela estúrdia das suas noitadas e por ser o autor do hino do “Lusitânia”.
Recordo também as animadas viagens inter-ilhas, a bordo do “Ponta Delgada”, com o José Berto a arrancar do seu acordeão noctívago belíssimas melodias e a beber quantidades industriais de vinho…
Mais tarde, já aposentado, o José Berto fixou-se na ilha Graciosa. E quando eu lá ia de férias, encontrava-o à mesa do café junto à praia, à conversa com os amigos, de cerveja à boca, sempre susceptível, judicioso, penteado de maresia e de barbas pensantes, com aquele sorriso de secreta ambiguidade. Continuava igual a si próprio: insatisfeito e contraditório, incómodo e incomodado, dotado de uma consciência crítica e de uma visão cáustica sobre os outros, inteligente, perspicaz e universal da vida e do conhecimento das coisas.
Boémio por condão e por gosto, quando ele estava com o “astral” puxava do retumbante acordeão e animava quem o quisesse ouvir. E com ele mantínhamos longas e bem dispostas conversas vadias… Costumava ele contar episódios das turbulentas viagens que empreendera por terras americanas, bem como das tocatas em insólitas paragens das Caraíbas e Vietname – e assegurava-nos que havia tocado para um tal D. Gergoliani, chefe da Máfia americana…
Um dia, sob o efeito de uma tremenda bebedeira, ele passou uma tarde inteira a tentar convencer-me que Jesus Cristo era um extra-terrestre… Depois passava por fases de alucinação satânica, ou de inquietações religiosas e metafísicas. Dizia a todos que tratava Deus por tu… E dividia os homens em cinco categorias: os boémios, os alienados, os idiotas, os cretinos e os loucos.
O José Berto tornara-se um homem cercado e atormentado, náufrago de si próprio… Viveu os últimos anos da sua vida misturando música com bebida, boémia e poesia. Vítima da chacota dos outros, nunca perdeu um certo sentido de dignidade. Três anos antes de a cirrose o levar, publicou um belíssimo livro de poemas: Mar de Escamas (edição da Câmara Municipal de Santa Cruz da Graciosa, Angra do Heroísmo, 1997), em que fala do destino da vida humana no teatro do mundo. Atento ao desconcerto do mundo, e questionando Deus, o Homem, a Solidão, o Ser e o Não-Ser, o autor denuncia a falsidade, o fingimento, a hipocrisia e o egoísmo dos homens e renuncia ao quotidiano comezinho e à trivialidade da vidinha. Vivendo no microcosmo da ilha-mãe, o poeta parte então em busca de uma harmonia, de um deus ex-machina, escrevendo versos certeiros que são de raiva e ternura, de amor e ódio e questiona o triunfalismo científico:

“O último invento matou o teu filho”. (pág, 55)

A última vez que vi o José Berto fiquei com a sensação de estar perante um barco velho abandonado no cais… A sua decadência física era visível: envelhecido, a pele macilenta, os olhos baços, as longas barbas a escorrerem cerveja, sujidade e desolação… A solidão pesava-lhe como um fardo. Foi a sua fase negra, sórdida, macabra e grotesca. Mas não perdera a enorme lucidez. Falou-me que tinha pronto para publicação mais um livro de poesia, cujo título seria: Quando os mortos vierem fardados. E citou-me estes versos que mostram a sua alma de poeta:

“Ai o músico
se poeta sente
ai o poeta
se músico consente”.

Era assim o José Berto – músico e poeta, um homem bom que se deixou enredar nas vicissitudes da existência e derrapou no plano inclinado da vida.

publicado por MSA às 23:10
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Sábado, 23 de Fevereiro de 2008

Música solidária.

Um serão agradével onde imperou a qualidade...

 

Ontem foi uma boa oportunidade para passar um serão diferente em Angra. Pelas mãos da Cáritas local, realizou-se um espectáculo de solidariedade no Centro Cultural e de Congressos, evento cujo cartaz de artistas e ambiente proporcionou momentos bem passados. Se me permitem até a comparação, o local parecia até de uma outra ilha mais a Oriente, onde este tipo de acontecimentos são bem mais usuais, sendo deles adepta a massa da sociedade informada e de bom gosto. Pode ser que pegue...

As actuações tiveram início pelas 21h30, começando a gala com dois interessantes diálogos das "Bodas de Fígaro", a cargo das sopranos Luísa Alcobia e Cristina Meireles, com Olga Lysa ao piano. Um registo a que, confesso, estou pouco habituado, mas que apreciei muito a sério. Foi talvez o ponto que mais me tocou do espectáculo. De seguida lugar para a actuação da Orquestra de Sopros da nova Escola Tomás de Borba, uma formação coesa e com andamentos seguros a demonstrar trabalho. No entretanto foram congratuladas as firmas que colaboraram com as iniciativas da Cáritas na Terceira, sendo depois agraciados os alunos que terminaram a sua formação, fruto desse mesmo empenho, tendo sido distinguido por mérito social o Prof. Juvenal Castro, conhecido criativo e empenhado docente. Na mira dos presentes esteve depois, de novo, Luísa Alcobia, desta feita acompanhada por Oleg Gunko (clarinete), e novamente Olga Lysa (piano). A sequência musical levou-nos depois ao espectro regional e tradicional, através do agrupamento "Charamba", onde primam Júlio Silva (violoncelo), Vitor Lima (violão), José João Silva (viola de arco), Francisco Rocha (melódica) e Lázaro Silva (viola da terra). Um conjunto de bons músicos onde as nossas sonoridades são tratadas a preceito. Após o intervalo, e também depois das palavras da Engª. Anabela Borba, líder regional da Cáritas, foi a vez de ouvir com gosto mais uma actuação da Orquestra "Angra Jazz", sob a batuta do maestro Klaus Nymark, sem dúvida o exponte local daquele género musical. As peças foram sendo levadas a bom ritmo e cativando os presentes, assim com esquecidas foram algumas das deficiências de som que prejudicaram actuações anteriores.

Bom grado a amplitude da sala do CCAH, continuo a preferir ouvir música no Teatro Angrense. Não sei, mas talvez por ser menos frio e, sem dúvida, mais sumptuoso. Quanto ao evento em si, parabéns a quem para ele trabalhou e que se repitam iniciativas semelhantes. Foi uma boa noite de sexta-feira.

PS-Também num registo diferente, confesso que acho graça a esta crónica "social". Escreve-se bem...

publicado por MSA às 17:49
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Charles Aznavour - La Bohème.

publicado por MSA às 13:44
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Fragmagens...

Como é que eu não conhecia este?...

 

Por vezes dou por mim a perguntar (-me...): "Com tantas horas de navegação...como é que não conhecia este? "...

Cá está mais um caso desses. Excelente, simplesmente excelente (para além de ser do norte).

publicado por MSA às 10:35
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Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2008

As árvores da Avenida...

Início do abate das árvores na Avenida Conde Sieuve de Meneses (Angra do Heroísmo)

 

Ainda ontem me disseram que escrevesse sobre o assunto, na conversa classificado como uma verdadeira "vergonha"...

Logo respondi que, sobre coisas do género, já desisti de escrever (estou a falar de artigos no jornal, não de "posts" como estes que agora componho...), até porque a face da moeda com que as autoridades costumam responder a esse tipo de repto, conselho ou apelo, é a que não tem valor algum. E veja-se o caso das árvores do Palácio dos Capitães Generais, também em Angra.

Mas há pouco li um texto de alguém que tem muito mais a ver do que eu (que, assim mesmo, lá passei grandes tardes de petiz...) com o local, o cheiro e as memórias de umas árvores barbaramente cortadas. Já disse ao Miguel Bettencourt, e repito: Escreve (também) no jornal...

publicado por MSA às 16:45
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O blogue do (ou sobre o) Nanques...

Nem comento isto...

 

"Carlos Miguel Pires Gil Nanques nasceu com o cú virado para o sol no dia 4 de Janeiro de 1975. Dia em que, curiosamente, nasceram também duas das mais incontornáveis figuras do burlesco Terceirense, que são em muito parecidas com ele...os Irmãos Almeida. Individualidades que o têm influenciado ao longo dos anos"...


 

Estive na dúvida se "linkava" ou não este blogue aqui mas, ao ler esta "passagem" fiquei logo mais descansado...:


"O blog agora criado, pretende mostrar algumas das façanhas (diga-se de passagem, muitas merdas) feitas ao longo dos anos pelo Calhão, e nunca será uma maneira de depreciar a pessoa em causa (ele sabe porque é que o blog vai ser feito e concordou)" .


 

E não é que até já tenho uma coisa para mandar!...


publicado por MSA às 16:26
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Aprovado por unanimidade.

 


 

Exmo Senhor Presidente

da Assembleia Geral do

TERCEIRA AUTOMÓVEL CLUBE

 

  

Voto de Louvor

 

 

Gostaria de ver lavrado em Acta, na Assembleia Geral do corrente mês de Janeiro de 2008, o seguinte Voto de Louvor:

 

 

“Pela passagem, durante este ano de 2008, dos 20 anos sobre a primeira actividade oficial de Todo-o-Terreno nos Açores.

Em 1988, entre os dias 15 e 25 de Abril, uma equipa representando o Terceira Automóvel Clube (que na altura tirou mesmo a Licença Desportiva nº202 de concorrente), formada por José Macedo Bernardo, Jorge Azevedo e Jorge Gomes, participou na 3ª edição do Raid a Portugal, organização do Clube Aventura idealizada por José Megre e Pedro Vilas Boas, à data a mais dura prova da modalidade no nosso país, percorrendo-o de norte a sul, em dez etapas de um percurso de cerca de 2500 quilómetros. Tripulando um já idoso Land Rover 109, a equipa do T.A.C. logrou terminar a prova, vencendo os obstáculos inerentes a uma estreia absoluta, e logo fora de portas, em competição.”

 

 

Por considerar este um facto que foi, à altura, relevante, e pelos 20 anos passados, agradecia a menção e votação desta minha proposta,

 

  

Os melhores cumprimentos

 

 

 

                                           Luís Miguel de Sousa de Ávila e Azevedo

                                                                      (Sócio nº 193)

 

 

                                                                                             


publicado por MSA às 13:17
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Cartaz (para o Verão).

Ainfa faltam uns meses...mas é para se irem preparando...
publicado por MSA às 10:43
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Cartaz.

Música ao vivo (gaitadaria), Amanhã, no "Plastik"...

publicado por MSA às 10:30
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Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2008

Catálogo "mexidinho"...

Pois, porque a imaginação também vende...

 

(esperem um pouco depois de entrar no site)

E vejam lá se não apetece encomendar logo...!

publicado por MSA às 13:00
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Haja saúde...e trabalho!

Em Portugal existem apenas 70 empresas autorizadas para a prestação de serviços de saúde e segurança no trabalho. Os "vistos" são da Autoridade para as Condições do Trabalho e da Direcção-Geral de Saúde, as entidades a quem compete conceder as autorizações. Mas, e não se espentem, 400 empresas (!), com o processo de candidatura em análise há vários anos, estão a operar no mercado, mesmo sem a devida autorização.

Isto é que é produtividade...e empreendedorismo!

publicado por MSA às 11:27
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Paul McCartney - We all stand togheter

publicado por MSA às 09:05
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Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2008

Um Poema para o dia 20 de Janeiro de 2008.

A CONCHA (Vitorino Nemésio)

A minha casa é concha. Como os bichos
Segreguei-a de mim com paciência:
Fechada de marés, a sonhos e a lixos,
O horto e os muros só areia e ausência.


Minha casa sou eu e os meus caprichos.
O orgulho carregado de inocência
Se às vezes dá uma varanda, vence-a
O sal que os santos esboroou nos nichos.


E telhadosa de vidro, e escadarias
Frágeis, cobertas de hera, oh bronze falso!
Lareira aberta pelo vento, as salas frias.


A minha casa... Mas é outra a história:
Sou eu ao vento e à chuva, aqui descalço,
Sentado numa pedra de memória.

 

 

Vitorino Nemésio, o primeiro a passar ao papel o sentido da Açoreanidade...


publicado por MSA às 17:23
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Questão de escrita...

Leio, diariamente, uns quantos jornais e blogues. Invariavelmente há erros comuns de ortografia e de construção de frases que me fazem pensar apenas como é possível escreverem-se coisas de uma forma que o mais inaudito falante teria dificuldades em pronunciar. Não sendo nenhum especialista na matéria (até porque também dou a minha "calinada" lá de vez em quando...) deixo aqui um exemplo prático, retirado de uma notícia do "Diário de Notícias" de hoje. Escreveu-se então o seguinte:

"Ninguém acredita no PS que José Sócrates possa não se recandidatar nas próximas eleições legislativas a primeiro-ministro. Há precisamente três anos, em 20 de Fevereiro de 2005, o PS obteve a sua primeira maioria absoluta de sempre".

Não teria sido mais coerente fazer a coisa assim:

"No PS ninguém acredita que José Sócrates não se recandidate nas próximas eleições legislativas ao lugar de primeiro-ministro. Há precisamente três anos, a 20 de Fevereiro de 2005, os socialistas obtiveram a sua primeira maioria absoluta de sempre".

Pronto, pode ser mania. Mas achava melhor...

publicado por MSA às 12:21
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Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2008

"Tudo em paz, pá"

José Sócrates e a "tranqulidade" na entrevista de ontem à SIC...

 

Não vou, de todo, comentar o desenvolvimento da entrevista dada ontem, à SIC-Notícias, pelo primeiro-ministro José Sócrates. Nem Paulo Bento consegue aparentar tanta "tranquilidade", nem tão pouco um qualquer actor português atingirá a credibilidade aparente do Engº Pinto de Sousa (pronto, foi uma graça...). Se o país que este senhor governa fosse desconhecido para mim concordaria sem custo com a postura. O problema é que até vivo nele...e presumo que o nosso "primeiro" também!

Reacção, reacção ... e reacção.


publicado por MSA às 12:44
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O "regresso" de Narciso...

Narciso Miranda parece a postos para se guindar de novo à actividade política. O ex-autarca de Matosinhos, em declarações à SIC, diz ter sido "vagamente sondado pelo PS" para se candidatar a uma das câmaras da área metropolitana do Porto. Mas, o mais caricato da sua "conversa" de dolorosamente-afastado-da-ribalta é a referência a uma "dívida para com Matosinhos". Narciso recorda que "há dois anos e meio, alguns elementos do aparelho do PS, nacional, distrital e concelhio, pediram que interrompesse o projecto que liderava em Matosinhos, que abdicasse dele. Mesmo sabendo que os cidadãos aspiravam ao contrário, aceitei o que o partido pedia. Agora sinto que os cidadãos continuam a pensar da mesma maneira. Se testar e confirmar que assim é, terei de corrigir o erro do passado"...

Será que o homem se esqueceu que, em 1999, "abalou" para Lisboa no último governo de Guterres?...

publicado por MSA às 12:35
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"Super-Especial" Litoral-Angra...

Gustavo Louro/Tiago Azevedo (Ford Escort Cosworth)

Rali Ilha Lilás (1999)-Imagens "on board".

 


 

O melhor piloto terceirense de sempre, com o melhor carro de ralis que correu por cá, num dos troços mais espectaculares já disputados...

 


 


- Watch more amazing videos here
publicado por MSA às 09:48
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Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2008

Um Poema para o dia 18 de Fevereiro de 2008.

A NOSSA CASA (Florbela Espanca)

A nossa casa, Amor, a nossa casa!
Onde está ela, Amor, que não a vejo?
Na minha doida fantasia em brasa
Constrói-a, num instante, o meu desejo!

Onde está ela, Amor, a nossa casa,
O bem que neste mundo mais invejo?
O brando ninho aonde o nosso beijo
Será mais puro e doce que uma asa?

Sonho... que eu e tu, dois pobrezinhos,
Andamos de mãos dadas, nos caminhos
Duma terra de rosas, num jardim,

Num país de ilusão que nunca vi...
E que eu moro - tão bom! - dentro de ti
E tu, ó meu Amor, dentro de mim...
publicado por MSA às 19:55
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Domingo, 17 de Fevereiro de 2008

Imagem.

Marco Sousa/Miguel Bendito, vencedores dos "VSH" no Circuito do Carnaval...
publicado por MSA às 21:44
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Sábado, 16 de Fevereiro de 2008

Robby Gordon testing Hummer...

publicado por MSA às 09:33
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Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2008

Taça de Ralis'2008 começa amanhã.

Cartaz do Circuito do Carnaval'2008.

 

Será duas semanas após o Sábado “gordo”, e da grande animação que o Entrudo deu novamente à Terceira, que vai para a estrada a segunda edição da Taça de Ralis local, uma iniciativa novamente a cargo da “Olavo Esteves Competições”, que conta com o indispensável apoio do Terceira Automóvel Clube. Marcado desta feita para uma nova versão do conhecido troço da Vila Nova, revista e encurtada para os 4900 metros a cumprir em ambos os sentidos, o Circuito de Carnaval volta a reunir um apreciável lote de inscritos, com a barreira das quatro dezenas a ser já usual neste tipo de eventos. Essa e a presença de muito público, adepto confesso dos desportos motorizados, parecem ser os condimentos necessários uma nova festa dos automóveis, provando que a Terceira respira “saúde” no que toca a andar de carro, jipe, quad ou moto.

O favoritismo natural para a vitória na prova vai para os irmãos Nuno e César Rocha, vencedores da Taça e de duas provas em 2007, que têm no ainda competitivo Subaru um aliado de peso. Atrás deles, mas não querendo dar muito espaço de manobra, é natural que Fernando Meneses e Jorge Rocha, tenham de “abrir” o olho com o jovem Artur Silva, seguindo-se na hierarquia natural das coisas o outro irmão Rocha, Rui, e mais um mano Silva, o César. Aqui e ali Ricardo Moura também dará palavra aos cavalos do Golf Gti, enquanto nos “supostos” classe 5 a animação promete com os Clio e Starlet de Troféu a terem no Micra de Carlos Martins um adversário de respeito.

Realce especial para outras duas participações em família. Com o número onze num inesperado Fiat Cinquecento (enquanto o Saxo Cup se apresta para o “Sical”…), Marco Veredas fará dupla com Cecília Augusto, que leva já duas provas ao volante. Mais abaixo na lista,  e com o número 36, o irmão de Marco, Paulo, faz equipa com César Augusto, o filho de Cecília…

Entre os VSH, e mesmo face à boa vontade do veterano Pedro Pereira, que abre a caravana, a luta pela vitória deve “misturar” o bem preparado Peugeot de Dimas Aguiar, que viaja novamente desde a ilha do Pico, o habitual Uno Turbo de Marco Sousa e a nova “bomba” de Manuel Bettencourt, um vistoso Mazda 323 GT-R, que poderá bem ser a surpresa da jornada. Na estreia dos Clássicos Carlos Borges fará evoluir sozinho o vetusto Kadett GT/E.

Quanto ao melhor lugar para assistir à classificativa que fará correr os 40 carros também não há que enganar. Na Via Rápida Angra/Praia (a tão propalada e em renovação Via Vitorino Nemésio…) preste atenção aos acessos entre a entrada para o Clube de Golfe da Ilha Terceira (triângulo Agualva/Fajãs) e o cruzamento de São Brás (junto ao conhecido Bar “Galanta”). Decerto as indicações para ir até às zonas de maior espectáculo estarão visíveis e claras. É só escolher e respeitar as indicações de segurança da organização. Pelo que, como vêem a parte fácil é a do público, a difícil, que consiste em “domar” as máquinas entre os muros de pedra e os ressaltos do terreno, essa fica para os pilotos. E acreditem que eles gostam mesmo muito…

 

PROVAS ESPECIAIS DE CLASSIFICAÇÃO

11H00 - PEC #1- AGUALVA - SÃO BRÁS 4.900mts

11H50 - PEC #2- AGUALVA - SÃO BRÁS 4.900mts

13H05 - PEC #3- SÃO BRÁS - AGUALVA  4.900mts

13H55 - PEC #4- SÃO BRÁS - AGUALVA  4.900mts

 

Lista de Inscritos aqui .

publicado por MSA às 16:21
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O seu a seu dono...

A autoria da obra está esclarecida...

 

No meu recente post sobre o painel de azulejos colocado no Pico das Cruzinhas (Monte Brasil) não estava certa a (presumida) autoria da obra. Segundo informação dada por um amigo foram os Serviços Florestais a implantar a estrutura que, como já referi, é uma criação com qualidade, apenas acho que não está no melhor sítio...

publicado por MSA às 11:38
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Cartaz.

Amanhã a equipa de Francisco Marques vai tentar manter o 4º lugar na Liga...
publicado por MSA às 10:46
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Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2008

Moldura sobre a cidade...

Desde sempre gostei de escrever sobre Angra. A minha cidade tem inúmeros atractivos e até lamento, nos tempos mais recentes, as apreciações negativas sobre o rumo e as opções que sobre ela têm sido feitas. Mas a verdade é que as mesmas se vão revelando infelizes.

Desta vez a questão é mesmo de gosto ou, no caso, da falta dele...

 

O painel de azulejos "implantado" junto ao Pico das Cruzinhas...

 

Vem a propósito o painel de azulejos que, presumo eu, a autarquia decidiu instalar numa das vertentes do miradouro que circunda o Pico das Cruzinhas, no Monte Brasil. Sendo esse, porventura, o mais nobre espaço para se avistar a cidade, e tendo também em conta que o tratamento reservado para aquela belíssima península não tem sido o mais adequado (mas sobre isso outros textos e autores poderão tratar...), admira-me que se "tape" uma das passagens de dito miradouro com uma instalação de gosto e resultado duvidosos. Nem está aqui em causa o painel em si, da autoria da artista local Cecília Ribeiro, e que retrata com mestria a cidade no seu esplendor (sendo apenas um tanto "forçadas" as legendas para determinados pontos da mesma...), apenas e tão só o enquadramento e a postura que a sua implementação revela. É que fica assim uma coisa do género de ter uma foto da casa "pendurada" na fachada da mesma, ou seja a "fugir" para o piroso. Logicamente que estas linhas não condenam a situação, e mesmo que o fizessem ela iria manter-se, mas é apenas um reparo (feito, pretende-se, com moderação e sensatez...) a uma opção que não terá sido, de facto, a mais feliz...

PS-Pela minha parte até nem me queixei muito na última visita, já que consegui circundar o monumento e o dia nubelado aliado um arco-íris de ocasião permitiram uma bonita imagem...

 

O "aproveitamento" da estrutura até é possível de outras formas...

 

publicado por MSA às 10:05
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