Miguel Sousa Azevedo

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Quinta-feira, 30 de Novembro de 2006

Cartaz. (só para não esquecer...)

Amanhã, a partir das 15 horas. No Algar do Carvão, interior verde e belo da Ilha Terceira...
publicado por MSA às 19:02
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Roubo...

Ah, não acham?...eu acho que é!
publicado por MSA às 11:39
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Quarta-feira, 29 de Novembro de 2006

"Degraus do Algar do Carvão", no "D.I." de hoje:

SEXTA-FEIRA À TARDE
“Corrida de Degraus” anima Algar do Carvão

Sexta-feira, toca a subir, a partir das 15 horas...!

"Integrada no programa das comemorações dos 43 anos da Sociedade Espeleológica “Os Montanheiros”, tem lugar sexta-feira, a partir das 15:00, a denominada “Corrida de Degraus do Algar do Carvão”, evento aberto a todos os interessados. Refira-se, a propósito, que esta será a terceira iniciativa do género em 2006, depois dos “Degraus D’Angra” (Sanjoaninas) e “Degraus da Praia” (Festas Concelhias da Praia).
Segundo Miguel Sousa Azevedo, o grande mentor destes eventos, “as inscrições estão abertas na sede dos Montanheiros, mas quem aparecer no local antes da prova também pode participar. O objectivo é cobrir todos os degraus, desde a lagoa à cratera com passagem pelo túnel de acesso ao Algar do Carvão”.
O nosso interlocutor garante que as denominadas Corridas de Degraus não são propriamente provas de atletismo. “Estas provas podem ser disputadas a correr ou a andar. Na Praia da Vitória, por exemplo, houve quem fez o percurso num minuto e quarenta segundos e quem o realizou em seis minutos. O que é importante transmitir é que todos são bem-vindos. Depois, para além da vertente competitiva, há sempre o convívio inerente a iniciativas do género”.
Miguel Azevedo acredita que a ideia vai vingar por estas paragens. “Assistimos a Corridas de Degraus no estrangeiro há muito tempo, embora em Portugal seja algo relativamente recente. As provas realizadas este ano na Terceira, em princípio, devem ter continuidade, pois a adesão foi bastante positiva. Espero que, ao contrário de muitos outros projectos que nascem e morrem depressa, este possa continuar por muitos e bons anos”.
“Existe ainda uma falha no atletismo terceirense que é fazer uma milha urbana, mas pode ser que a mesma seja ultrapassada a breve trecho, pois estamos a falar de provas de menor dimensão e, como tal, mais fáceis de organizar”, sublinha, quando confrontado com a responsabilidade logística de projectos desta natureza.
Neste contexto, Miguel Sousa Azevedo já tem em mente concretizar uma Corrida de Degraus na Fonte Faneca, na freguesia da Terra-Chã."
in "Diário Insular".
publicado por MSA às 16:53
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Ah, Grande Lusitânia!

O título deste post é exactamente igual ao que usei numa crónica para o "D.I.", aqui há uns cinco anos, quando o recém-promovido Lusitânia/Angra/Açores foi a Ovar bater a toda poderosa equipa campeã, então treinada pelo Prof. Jorge Araújo. Ontem a história repetiu-se, mas com os verde-e-brancos na condição de visitados

"Show" de bola, ontem à noite no Pavilhão Municipal de Angra...

Foi, de facto, um grande espectáculo de basquetebol no Pavilhão Municipal de Angra do Heroísmo. 8ª jornada da Liga Portuguesa de Basquetebol e o Lusitânia a receber a invicta formação nortenha, detentora do título e ainda mais dominadora esta época. Pois enganaram-se todas as previsões vareiras e gerais, com a equipa de Manuel Molinero a mostrar uma atitude e uma maturidade que surpreendeu os comandados de Luís Magalhães. Os de Angra estiveram sempre no comando do marcador, que chegou a registar 18 pontos de diferença, e acabaram por vencer por um categórico 91-79, registando a equipa de Ovar a primeira derrota da temporada. Nem a arbitragem tendenciosa travou ontem à noite o Lusitânia Angra Património Mundial…

Willie Taylor foi o melhor dos locais, jogando os 40 minutos e averbando 20 pontos, e novamente o base João Figueiredo a ser o grande motor da equipa angrense, com 17 pontos e 8 assistências. Essenciais foram também os 15 ressaltos ganhos pelo excelente Mike Williams. No lado dos visitantes o destaque vai para os 18 pontos de Gregory Stempin e para a boa actuação de Cordell Henry. Mas a noite era mesmo do Lusitânia, e o treinador Manuel Molinero mostrava a sua satisfação no final da partida…e já antevendo o próximo jogo. Mas foi mesmo uma noite que valeu a pena!

 

publicado por MSA às 15:30
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Terça-feira, 28 de Novembro de 2006

Isto sim, são reformas!

Bem melhor que ser Presidente da República em Portugal é, pelo menos a constatar por aqui, ser ex-Presidente. Esses sim, vivem bem...

publicado por MSA às 16:53
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O "Dakar" começa a aquecer...

Já foi apresentada a edição 2007 do "Dakar", a prova rainha do todo-o-terreno mundial, que volta a ter o seu início marcado para a capital portuguesa. O "Lisboa/Dakar'2007" vai começar no dia 6 de Janeiro com duas etapas inéditas em território luso.

O percurso do "Dakar"-edição 2007...

Pelo segundo ano consecutivo os concorrentes irão partir da capital portuguesa para uma maratona de 8696 quilómetros, 5010 dos quais cronometrados, ao longo de 14 etapas.

Os pilotos e motards irão realizar a primeira batalha nas duas especiais em solo lusitano, depois irão atravessar o Mediterrâneo e no continente africano percorrerão quatro países - Marrocos, Mauritânia, Mali e Senegal -, onde a classificação final será estabelecida após a etapa entre Tambacounda e Dakar, no sábado 20 de Janeiro. No dia seguinte, os concorrentes que tenham alcançado Dakar irão tomar parte no I Grand Prix do Lac Rose, uma corrida espectáculo organizada num circuito fechado na praia onde a tradicional cerimónia do pódio é realizada.

O Director do Euromilhões Lisboa-Dakar, Etienne Lavigne, fez a apresentação da prova, com especial realce dado às duas etapas disputadas em solo nacional, revelando que a especial Lisboa-Portimão terá 120 quilómetros cronometrados (num total de 495) e contará com um percurso inovador e inédito, que vai surpreender os concorrentes e o público. A etapa passará pelos concelhos de Alcácer do Sal e Grândola e para os espectadores serão instaladas 4 zonas de espectáculo (ZE) nos os locais privilegiados para assistir à passagem dos concorrentes. Em Alcácer haverá 1 ZE em Brejos da Carregueira; e 3 ZE em Grândola: Muda, Pinheiro da Cruz e Vale da Horta.

No dia seguinte, já nos concelhos de Portimão, Monchique e Silves, a etapa terá 60 quilómetros cronometrados em solo algarvio (num total de 500). Os milhares de espectadores que se espera afluam ao local terão outras 4 Zonas Espectáculo para assistir à passagem dos concorrentes: Em Portimão haverá 2 ZE, em Morgado do Reguengo e Morgado de Arge; em Monchique ficarão outras 2, situadas em Caldas de Monchique e Alferce. Devidamente assinaladas e com acessos que serão divulgados em breve, estas ZE são a opção mais segura e confortável para ver o Euromilhões Lisboa-Dakar 2007.

Nesta segunda etapa, realce ainda para o facto de não contar com a participação da categoria camiões.

Entre as 250 motos, 187 carros e 88 camiões que sairão de Lisboa, Portugal vai estar bem representado com um número que ascende agora a 40 pilotos (e co-pilotos). Veículos com as cores nacionais serão 28: 15 automóveis, 11 motos (dois em 2 quads) e 2 camiões.

Ainda não sei se poderei ir até à segunda etapa, mas da partida das viaturas em Belém é que ninguém me tira...!

publicado por MSA às 12:06
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Perspectivas.

Ele há, de facto, diferentes formas de ver as coisas. Atente-se no início da notícia relativa à prestação do Santa Clara, aquando da 11ª jornada da Liga de Honra, que o "Açoriano Oriental" publicou ontem:

"O Santa Clara reparte a liderança da Liga de Honra em futebol, depois de vencer fora o Varzim por 3-1, no “duelo” de equipas que à partida para a 11ª jornada somavam os mesmos pontos. Os locais, que já tinham perdido dois jogos como anfitriões, marcaram primeiro, por intermédio de Denilson (48 minutos), mas Maurinho (66) e um “bis” de Basílio (85 e 90) selaram o quarto triunfo consecutivo dos insulares".
Consulte-se depois, por exemplo, o site do jornal "A Bola" ,que por acaso até é "vermelho" demais para o meu gosto, para observar a classificação da competição após a jornada de Domingo:
................................................................................................

CLASSIFICAÇÃO–LIGA DE HONRA

 
 
 
  Clube Pts   J
1.    Feirense 23 11
2.    Santa Clara 20 11
3.    Leixões 19 10
4.    Ol. Moscavide 19 11
5.    V. Guimarães 18 11
6.    Varzim 17 11
7.    Penafiel 17 11
8.    Trofense 16 11
9.    Rio Ave 16 11
10.    Estoril 15 11
11.    Gondomar 14 11
12.    Olhanense 13 11
13.    Portimonense 9 11
14.    Gil Vicente 7 10
15.    Vizela 7 11
16.    Desp. Chaves 6 11
................................................................................................
Depois então, e voltando ao "A.O.", lá se percebem os critérios para a criação da frase inaugural da peça acima transcrita:
"As classificações dos campeonatos da Liga Bwin.com e Liga de Honra, que semanalmente o “Açoriano Oriental” publica nesta página, são aquelas que a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) disponibiliza através do seu site.
Alguma confusão tem gerado a classificação da Liga de Honra, devido aos jogos não realizados pelo Gil Vicente no âmbito do “Caso Mateus”. A LPFP, no seu Comunicado Oficial nº 66/06-07 de 23 de Outubro, calendarizou a partida da primeira jornada da Liga de Honra entre o Leixões e o Gil Vicente para 23 de Dezembro próximo, pelas 14h00, após “solicitação da Leixões S.C., Fut., SAD e atenta a concordância expressa do Gil Vicente F.C.”, lê-se no documento. Quanto aos encontros com Feirense, Estoril e Trofense, os gilistas foram sancionados com falta de comparência. Tal facto origina a atribuição dos três pontos aos adversários mas, enquanto decorrer um processo disciplinar movido pela Comissão Disciplinar à equipa de Barcelos, a classificação da LPFP não contempla, ainda, esta atribuição de pontos às equipas acima enunciadas".
Enfim, são opções de retórica...ou vontades ocultas...que estão bem à mostra!
publicado por MSA às 00:09
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Segunda-feira, 27 de Novembro de 2006

Cartaz (para o Feriado...)

Pois é...depois da Memória e da Serra do Facho, afinal ainda há mais degraus para subir na Terceira...!
publicado por MSA às 15:51
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Sexta-feira, 24 de Novembro de 2006

Noite.

E vento e chuva e barulho para o coração.

E ainda não abanou de vez as estruturas, para que delas se solte o desgosto...

Vai subindo, em enlevo, a alma ao céu.

E ficamos nós, cá por baixo, meio perdidos, meio confusos.

E sempre com os olhos a brilhar...

publicado por MSA às 10:43
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Quinta-feira, 23 de Novembro de 2006

Poema para hoje.

A UMA RAPARIGA (Florbela Espanca)

Abre os olhos e encara a vida! A sina
Tem que cumprir-se! Alarga os horizontes!
Por sobre lamaçais alteia pontes
Com tuas mãos preciosas de menina.

Nessa estrada de vida que fascina
Caminha sempre em frente, além dos montes!
Morde os frutos a rir! Bebe nas fontes!
Beija aqueles que a sorte te destina!

Trata por tu a mais longínqua estrela,
Escava com as mãos a própria cova
E depois, a sorrir, deita-te nela!

Que as mãos da terra façam, com amor,
Da graça do teu corpo, esguia e nova,
Surgir à luz a haste de uma flor!...

publicado por MSA às 16:26
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Filme.

"Volver", de Pedro Almodovar...
publicado por MSA às 12:54
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Quarta-feira, 22 de Novembro de 2006

Amanhã.

mais uma forma de tentarmos, se possível, aliviar este luto e a nossa pequenez...

publicado por MSA às 12:27
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Retrato.

Os funcionários públicos, na má acepção do termo e da realidade...e no "Bico de Galo"...!
publicado por MSA às 11:50
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Terça-feira, 21 de Novembro de 2006

Olá, sou a Beatriz!

E já fez (ontem) uma semaninha a nossa sobrinha mais nova. Está cheia de força e a comprovar, dia após dia, a robustez com que nasceu...assim como uma verdadeira atleta dos berços! Ainda por aqui não tinha passado uma foto da pequena, que aguardamos ansiosos conhecer pelo Natal. Até lá ficam as imagens...da pequena-grande Beatriz!

A nossa Beatriz...que já tem uma semaninha!

publicado por MSA às 16:31
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Quente.

Que dia bonito o sol nos ofereceu hoje. Em Angra e na Praia há um cheiro a Verão fora de horas, que contrasta com um aperto que ainda povoa o coração. Foi uma semana que começou incrédula, reticente e triste. Porque um desgosto demora a amainar...e nunca passa.
publicado por MSA às 15:32
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Sexta-feira, 17 de Novembro de 2006

Porque não está Vento... (Para a Rosário)

Uma imagem...apenas para suavizar o que sinto...

Pois é, amiga, nunca sabemos o que nos reserva esta vida. E nunca conseguimos acertar na forma certa de nos fazermos gostar e de o transparecer para os outros. Nem, se calhar, isso importa. Temos juntos um saldo tão grande de sorrisos e de afagos, de recordações e bons momentos que, por certo, podem minimizar as amarguras de um desgosto ou de uma realidade menos feliz. Pelo menos é assim que pensamos. E isso é comum a todos nós. Aos nossos, aqueles que queremos com mais afinco e sobre quem não admitimos que corra a mínima aragem agreste. E mesmo aos outros, anónimos que nos preenchem a vida com a visão mais ou menos clara dos dias. Não queria era escrever isto para ninguém, nem para os próximos nem para os afastados, mas é talvez a única maneira egoísta que encontro de reprimir as lágrimas e de relembrar a saudade de um beijo na testa a desejar tudo de bom. Há tão poucos dias. Um entre muitos trocares de olhos que apenas a cumplicidade permite, e aos quais nos habituamos como fazendo parte da alma. As sensações mais cruzadas atravessam-nos agora o coração, e nada do que for dito servirá para aliviar essa alma, de tão mal habituada vai ela ficando por saber gostar. Por encontrar, aqui e ali, pontos quentes que fazem reluzir noites e luas.

E, logo agora, que te brilhava sim a vida no olhar. Um olhar sempre atento e que também sorria. Como os afagos, as recordações e os bons momentos. As memórias de meninos, as descobertas de jovens, os obstáculos da idade adulta e a consagração como homens e mulheres. Enfim, a eterna dificuldade de tentar ser…como os outros, mas mais como nós. E de um misto de ternuras se formam as pétalas de uma flor que se chamaria amizade. E que nem foi preciso ir regando, pois aparecia naturalmente. Apenas aquecida pelo sol. Apenas refrescada pela água e sal de um mar que agora sentimos na cara.

E mesmo esse sol veio hoje cá abaixo visitar-nos em surdina. Parou a chuva e levantou-se um silêncio em que relembramos uma voz e um sorriso. E como dizias, na tua piada de pequena do liceu, há já muitos anos e quando alguém se “descaia” na gramática: -Tu és a vento…e  não está vento…

Pois é, amiga, e hoje nem esteve vento. Levou-te em descanso a Paz que te desejamos. Abraçou-te o destino, mas nunca com a força que vamos sempre sentir a pensar em ti. Fica bem, minha querida…

 

publicado por MSA às 15:25
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Quinta-feira, 16 de Novembro de 2006

Um Poema para o dia 16 de Novembro de 2006.

OS AMIGOS (Eugénio de Andrade)

Os amigos amei
despido de ternura
fatigada;
uns iam, outros vinham;
a nenhum perguntava
porque partia;
porque ficava;
era pouco o que tinha,
pouco o que dava,
mas também só queria
partilhar
a sede de alegria -
por mais amarga.

publicado por MSA às 13:46
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Cartaz (exposição).

"O Corpo do Toiro", na Carmina Galeria.

Exposição colectiva com artistas residentes e convidados da Carmina Galeria, versando diversas vertentes das artes plásticas. Do desenho à arte digital, passando pela pintura sobre tela ou sobre madeira, fotografia, escultura, cerâmica, etc. Num convite à reflexão sobre o corpo do Toiro e todo o imaginário que o constitui, quer da parte do artista, quer da parte do público. Assunção Melo no catálogo da exposição refere que: “Desde as grutas de Lascaux, passando pelo toiro de Creta (Minotauro) até à arte de toureiro tipicamente ibérica, que o toiro tem assumido nas sociedades ocidentais um papel importante. Símbolo de poder, força e coragem, o toiro faz parte de um imaginário colectivo, cujo desafio tem sido o de entender a relação que, com ele, o Homem teima em manter.”

Para esta reflexão crítica e estética do “corpo do toiro”( “corpo” da física ou não), expressam-se Francisco Bernardo, João Miguel Borba, Ramiro Botelho, Mário Cabral, José Crúzio, João Cutileiro, José Espadinha, Dimas Simas Lopes, Meneses Martins, Rui Melo, Luís Meneses, Luz Monjardino, Hermano Noronha, José Nuno da Câmara Pereira, Manuel Policarpo, Cecília Ribeiro, Paulo Henrique Silva, Renato Costa e Silva, Florimundo Soares, e Nuno Velho.

A inauguração será no sábado, dia 18, das 18h00 às 20h30 e a mostra estará patente ao público até 21 de Janeiro de 2007.

 

publicado por MSA às 13:21
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Papelinho.

um alento...

publicado por MSA às 11:22
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Terça-feira, 14 de Novembro de 2006

Espelho.

Um misto de sensações incómodo. Entrou uma nova vida no nosso mundo e, ao mesmo tempo, temos uma bem perto em perigo. Uma amiga, daquelas de sorrisos e afagos, que não sabemos se nos vai faltar. Não sei se costumo fazer isto. Mas estou a rezar...
publicado por MSA às 17:06
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O adeus ao cronista.

José Daniel Macide, o adeus a um angrense de coração.

"Morreu o Macide", foi a frase crua e dura. E ontem Angra perdia um dos filhos que a mais amou. José Daniel Macide era um nome por trás de letras, de frases, de carinhos e embaraços, uns deliciosos outros comoventes. De semblante curioso e com uma postura de vagar e atenção. Não era espontâneo nem disparatado. Apenas brilhante no tocar os corações e na partilha de mágoas e paixões. Um rio que esta terra não tem, mas que nela fez correr às veias um sentido nobre da escrita, rumo ao Mar que nos enebria e abandona. E tinha nele o génio do abandono e do desprendimento. Mesmo nas poucas ou quase nenhumas palavras que trocámos. Ele sabia ler-se nos olhos...

E sobre José Daniel Macide não pude deixar de para aqui transcrever três textos publicados hoje. Dos meus colegas de profissão João Rocha e Hélio Vieira, e também do Director do "Diário Insular", José Lourenço. Gostava de juntá-los a esta pequena lembrança, desejando um descanso à altura para o Macide. Um homem livre, tão livre que soltou amarras e se foi...

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Crónica de vida

-João Rocha (aUNIÃO)

 

José Daniel Macide (falecido ontem em Angra do Heroísmo aos 57 anos de idade) não era tipo para sorrisos de circunstância. Os olhos jamais escondiam o que lhe ia na alma. O seu relacionamento com os outros baseava-se na franqueza, muito ao estilo rectilíneo pão/pão, queijo/queijo. Resmungava imenso, mas, sem qualquer pieguice, Macide integrava, dispensando favor da amizade, o lote dos homens bons.

Em diálogo, na cumplicidade de uma cerveja, deixava jorrar a espuma de uma sensibilidade muito própria onde a liberdade constituía referência de proa.
Era mesmo um homem livre. Mostrava a louvável faceta nos actos do dia-a-dia e nos seus escritos. Começou nas lides jornalísticas neste jornal, foi chefe de redacção no quinzenário “Directo” e marcou uma época, nas suas deliciosas “Crónicas das Terças”, no “Diário Insular”.
Nestas crónicas, dava lustro à sua vivência, dos amigos, dos vizinhos e, no fundo, de toda a sociedade.
Brincadeiras de infância, sonhos à boleia da juventude e visões moldadas pelo amadurecimento dos anos costuravam as crónicas onde muita gente da sua geração reencontrava a bússola emocional.
A escrita de Macide fazia da magia utensílio de trabalho. Nos seus textos, alinhavados em guardanapos de cafés, um palavrão ganhava sempre a forma de termo distinto. As palavras combinavam ironia com sentimento. A caneta (mandou o computador dar uma volta ao bilhar grande...) revelava tesouros que só a alma tem a grandeza de esconder.
Macide não se limitava a escrever para os jornais. Para mim, ele foi e será sempre o Cronista. Nem sequer valerá a pena classificá-lo como o melhor. Único é mais do que suficiente.

 

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JOSÉ DANIEL MACIDE PARTIU...
Hoje voltamos a ter saudades das tuas crónicas

-Hélio Vieira (Diário Insular)

 

Estávamos ontem embrenhados nas tarefas mais ou menos rotineiras da redacção deste jornal quando ouvimos alguém dizer por telefone de forma seca do outro lado da linha - “O Macide morreu, foi perto da hora do almoço...”
Com 57 anos de idade, José Daniel Macide deixou o mundo dos vivos.
O primeiro pensamento que nos ocorreu foi que tínhamos perdido aquele amigo que todas as segundas-feiras nos entrava, durante quase toda a década de 90, pela redacção adentro, com um papel amarrotado onde vinha mais uma crónica sobre as pequenas coisas do quotidiano que fazem a vida ter algum sentido.
A conversa com José Daniel Macide era quase sempre divertida. Eram bons esses tempos de amena cavaqueira.
Dessa época guardamos como se fossem relíquias os exemplares dos seus três livros: “Crónicas da Portugália” (1991), “Crónicas de Jornal” (1993) e “Crónicas com Flores” (1998).
Para além de autor de crónicas, José Daniel Macide foi jornalista, tendo desempenhado as funções de chefe de redacção do extinto semanário “Directo”.
José Daniel Macide deixa de luto o irmão Rogério Macide e os primos Maria Emília Macide e Luís Carlos Macide.
O funeral realiza-se hoje, pelas 09h00, da Igreja da Sé para o Cemitério da Conceição.
À família enlutada DI apresenta sentidas condolências. HV.

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Todas as flores...

-José Lourenço (Diário Insular)

A Nota de hoje não consegue abordar nenhum desses temas candentes da actualidade política ou económica regional. E isto porque a nossa voz foi embargada por uma daquelas notícias que nos apanham desprevenidos e, por isso, nos gelam o sangue e a alma: a morte de um dos nossos, porque o José Daniel Macide, sempre foi, mesmo quando parou de aqui publicar, às terças-feiras, parte deste jornal.
Desaparece assim um dos últimos intérpretes dos ideais da revolução de Abril. Observador atento, era capaz da escrita mais feroz contra todo o tipo de injustiça, da metáfora mais original, da ironia mais refinada, do humor que nos fazia curvar a bandeiras despregadas, ou da prosa mais poética de chegar às lágrimas.
Meia dúzia de parágrafos prendiam, todas as terças-feiras, centenas e centenas de leitores a este jornal. Os textos que ele trazia à Redacção vinham amarrotados no fundo das algibeiras, escritos no canto de uma toalha ou guardanapo, ou no verso de uma carteira de fósforos. O retoque final era dado ali à nossa frente. E quão doloroso era escrever assim, quando é a alma que verte palavra a palavra.
No seu último livro - “Crónicas com flores” - o terceiro da trilogia “Crónicas” (“Crónicas da Portugália (1991) e Crónicas de Jornal (1993)) e onde reuniu os textos aqui publicados, entre 1993 e 1997, escrevia, à laia de fecho, aquilo que seria a síntese da sua vida: “Sejam todos bem vindos ao fantástico mundo das flores, porque ele é como o do escritor: nasce miudinho, depois fica viçoso e na morte já não tem cor. A não ser que, na tumba, tenham pena dele. Quando isso acontecer, deixem-me nas mãos um raminho de amores-perfeitos e na boca um cravo vermelho bem garrido. As flores, gloriosamente, são sempre a minha paixão”. Descansa em paz amigo. Bem mereces todas as flores do mundo.

 

publicado por MSA às 16:08
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Olá Beatriz!

Pois é. E já somos Tios outra vez. Foi ontem, por volta das dez da noite, que o Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, serviu como porta de entrada ao Mundo para a Beatriz. Os pais, o Miguel e a Isabel, estão bem e recomendam-se. A primeira foto ainda não chegou, mas deve estar quase cá!

Quanto aos dados "técnicos", dizem tudo quanto à pujança da catraia: 52 cm e 3,960 kgs. Veio cheia de força a nossa sobrinhita!

Bem vinda, Beatriz. Olá!

publicado por MSA às 15:41
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Segunda-feira, 13 de Novembro de 2006

Cartaz (até Junho de 2007).

O cartaz do 4º ciclo dos "Concertos Íntimos". Lloyd Cole e Vicente Amigo serão as estrelas internacionais...

É já no próximo dia 24 que tem início o quarto ciclo de “Concertos Íntimos” no Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo, e que, novamente, integra oito concertos acústicos com grandes nomes da música nacional e internacional.
 
Trata-se de um projecto musical inédito em Portugal onde os músicos interpretam temas de sucesso da sua carreira em formato acústico.
 
Lloyd Cole (24 e 25 de Novembro), Rita Guerra (08 e 09 de Dezembro de 2006 no Teatro Angrense e Teatro Ribeiragrandese), David Fonseca (26 e 27 de Janeiro de 2007), Vicente Amigo (02 e 03 de Fevereiro de 2007), Misia (16 e 17 de Março de 2007), Mafalda Arnauth (13 e 14 de Abril de 2007), Filarmónica Gil (18 e 19 de Maio de 2007) e Teresa Salgueiro (01 e 02 de Junho de 2007) são os nomes que fazem parte da programação do quarto ciclo de “Concertos Íntimos”, que terão lugar em Angra do Heroísmo e Ponta Delgada.
Nota: Arrisco dizer que, com excepção da Rádio, esta lista ainda não foi divulgada publicamente em lado nenhum. Exclusivo, portanto, aqui para o nosso "espaço"...

 

publicado por MSA às 13:08
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Sexta-feira, 10 de Novembro de 2006

As novas 7 maravilhas do Mundo...

Estão a votos as Maravilhas do Mundo. Procuram-se as "novas" 7...

Está em curso uma votação mundial para eleger as 7 Maravilhas do Mundo Moderno. O objectivo é actualizar a antiga lista "oficial" que incluia, para além das Pirâmides de Gizé (que fazem também parte da actual eleição, a decorrer online...) os Jardins Suspensos da Babilónia, a Estátua de Zeus em Olímpia, o Templo de Ártemis em Éfeso, o Mausoléu de Halicarnasso, o Colosso de Rodes, e o desaparecido Farol de Alexandria. O resultado final só será conhecido no sétimo dia do sétimo mês (Julho) do próximo ano (2007), numa cerimónia que terá lugar em Lisboa. Como "aperitivo" o Semanário "Sol" de hoje traz já o "Top-7" das Maravilhas mais votadas até agora...

publicado por MSA às 18:46
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Arrufos.

Com ou sem razão. Com calma ou na ausência dela.

Batem, palpitam, e fazem doer o coração. Que depois se molha à chuva para refazer a temperatura de apaixonado...e passa.

publicado por MSA às 17:18
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Turismo "à la carte"...

A R.T.P.-Açores transmitiu ontem um programa, presumo que inserido numa série destinada ao tema, chamado "TV Turismo". Para já escapa-me quem sejam os destinatários directos de tal tipo de programação, mas por aí nem acho que as críticas possam surgir, afinal os ditos programas podem também ser difundidos nas restantes RTP's por esse mundo fora. Pelo que também não critico o facto de ser um programa tendencialmente bajulador das empresas públicas regionais, até porque o seu financiamento deve ser oficial. Assim como nem me refiro à fraqueza e falta de informação concreta dos textos ou à atabalhoada locução, intercalada com entrevistas de todo desinspiradas e onde o repórter de serviço nem se esquivou a coçar o nariz ou a "comer" consoantes com a fartura. Chocou-me tão só a abertura do dito episódio, como já disse presumo que se trate de uma série, que tinha em fundo a bonita vista aérea da cidade de Ponta Delgada, e cujo comentário, em "voz-off", rezou assim: "Ponta Delgada é a principal cidade dos Açores. Sendo também a sua capital política e administrativa..."

Não me contive e liguei de imediato para as instalações da R.T.P., em Ponta Delgada, dando calmamente voz ao meu desagrado pela incorrecção. Possivelmente o telefonema não terá passado da D. Graça, que o atendeu...

Sem bairrismos bacocos nem provocações...não sejam ignorantes.

publicado por MSA às 16:36
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Lenda.

São Martinho, o bondoso Santo que se celebra amanhã...

 "Num dia tempestuoso ia São Martinho, valoroso soldado, montado no seu cavalo, quando viu um mendigo quase nu, tremendo de frio, que lhe estendia a mão suplicante e gelada.
 S. Martinho não hesitou: parou o cavalo, pousou carinhosamente a sua mão na do pobre e, de seguida, com a espada cortou ao meio a sua capa de militar, dando metade ao mendigo.
 E, apesar de mal agasalhado e de chover torrencialmente, preparava-se para continuar o seu caminho, cheio de felicidade.
 Mas, subitamente, a tempestade desfez-se, o céu ficou límpido e um sol de Estio inundou a terra de luz e calor.
  Diz-se que Deus, para que não se apagasse da memória dos homens o acto de bondade praticado pelo Santo, todos os anos, nessa mesma época, cessa por alguns dias o tempo frio e o céu e a terra sorriem com a benção dum sol quente e miraculoso”.
 

publicado por MSA às 11:10
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Pergunta.

-Mas por onde anda, este ano, o "nosso" Verão de São Martinho...?

Nota: São 10 horas da manhã. Qualquer alteração climática é alheia ao sentido deste post...

publicado por MSA às 11:03
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Quadro.

"Presencia"...

"Presencia"- Ana Maria Hoyos (2006)-óleo e acrílico sobre tela.

 

publicado por MSA às 10:29
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Bom dia!

É mesmo só isso...Bom dia!
publicado por MSA às 10:22
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Quinta-feira, 9 de Novembro de 2006

2018: Venham eles!

Gilberto Madaíl em plena forma para a recandidatura...nas promessas, pelo menos!

Gilberto Madaíl quer lançar a candidatura de Portugal à organização da edição 2018 do Campeonato do Mundo de futebol, caso a competição regresse nesse ano à Europa e tenha o apoio do Governo.
O presidente da Federação Portuguesa de Futebol referiu já que Portugal tem bons estádios, depois de ter organizado o Euro'2004, os quais necessitarão apenas de melhoramentos para acolherem jogos do Mundial.

Ou seja, e em jeito de comentário a esta clara promessa eleitoral em tempos de recandidatura à Federação, ainda nem "limpámos" a casa da última farra e já queremos avançar para a próxima...

"Como uma Força que ninguém pode parar...!"

publicado por MSA às 11:49
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O melhor aeroporto dos Açores...pois sim!

A assinatura da empreitada para a 3ª fase da renovação da Aerogare das Lajes...

A Terceira vai ter o melhor aeroporto do arquipélago. Assim o afirmou Carlos César, ontem, na cerimónia de assinatura do contrato de empreitada da terceira fase da requalificação e modernização da aerogare civil das Lajes. Segundo o chefe do executivo, o Governo Regional continua assim a realizar um considerável esforço de investimento em aeroportos e infra-estruturas a eles associadas, porque o facto de “sermos nove ilhas”, que são dependentes do transporte aéreo, assim o justifica.

César acrescentou que os investimentos que se mostram prioritariamente importantes não se ficarão por aqui ao nível das infraestruturas aeroportuárias da região. E agora ficam as minhas (singelas) questões:

-É aquela balbúrdia de edifício que se vai transformar nessa tal maravilhosa (infra)estrutura aeroportuária, ficando, após a conclusão da 3ª fase das obras, apto a receber 750 mil passageiros/ano? Quererá isso dizer que os passageiros já não terão de ir a pé da estrada para a porta da entrada ao chegar de autocarro? Que a placa dessa mesma entrada vai parar de fazer pingar a chuva para a cabeça de quem estaciona? Que os degrauzinhos em frente às passadeiras de acesso à porta serão corrigidos? Que haverá estacionamento a menos de 100 metros das portas principais? Ou serão os outros dois pisos da (infra) estrutura tão bons ao ponto de faser esquecer o piso principal de entrada aonde não podem entrar autocarros ou ambulâncias? É que já parece o outro, que vivia num apartamento, mas dizia para um amigo: -Ouve lá, o "meu" prédio é muito maior que a tua casa...

 

publicado por MSA às 11:32
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Quarta-feira, 8 de Novembro de 2006

Post-porque-sim...

Hoje foi daqueles dias em que há muito para fazer e pouca pachorra associada. Mas lá houve três minutinhos para cá deixar duas linhas. Cheira-me a vício...
publicado por MSA às 19:09
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Terça-feira, 7 de Novembro de 2006

Quadro.

"Wine Colors"...

"Wine Colors"-Claudia Parodi (2006)-óleo e acrílico sobre tela.

publicado por MSA às 18:53
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Boa Viagem!

o "Ilha Azul", um barco que deixa poucas saudades...

O "Ilha Azul" saiu ontem do Porto de Ponta Delgada rumo ao Continente. A última ligação da embarcação, que prestou (?) o transporte marítimo de passageiros inter-ilhas neste malfadado ano de 2006, deu-se no passado dia 31 de Outubro.
O Ilha Azul ficará agora no Continente até Maio de 2007, altura em que deverá (!) regressar à Região para realizar as operações marítimas do próximo ano.
Responsáveis da Transmaçor afirmaram já que o "Ilha Azul" ficará atracado no Porto de Viana do Castelo (uma boa escolha, afinal já passou tanto tempo lá...), uma vez que é mais barato do que o de Lisboa (mas haverá falta de dinheiro para aqueles lados?...). Todavia, há ainda a hipótese de ser fretado a uma empresa que está interessada em que o mesmo funcione, até Maio, como um restaurante. Caso para se dizer que, parado, talvez "ande p'rá frente"...!

publicado por MSA às 18:39
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WRC pode vir a ser Campeonato "Verde"...

WRC-World Rally Championship ou GWRC-Green...?

O Campeonato Mundial de Ralis poderá, no futuro, vir a tornar-se num campeonato "verde", com a FIA a falar na possíbilidade de se passar a utilizar bio-combustiveis.

No passado fim de semana realizou-se, na Suécia, o "Green Swedish Rally", prova onde apenas foram aceites veículos movidos a bio-etanol. O triunfo coube a um Ford Escort Cosworth seguido de um Subaru Impreza de Grupo N. 
A prova foi antecedida de um colóquio em Karlstad sobre os bio-combustíveis no desporto automóvel. Presente no evento esteve Max Mosley, o presidente da FIA que mostrou intenção de "introduzir os biocombustíveis no desporto automóvel, logo que tal se revele possível...". Mosley não excluiu a hipótese do Mundial de ralis permitir a sua utilização daqui a 3 ou 5 anos.
A prova mostrou aliás que já é possível colocar os motores de competição a funcionarem a bio-etanol. Aliás, nos paises nórdicos, o combustível já é utilizado com grande sucesso em diversas competições, sendo vedada a sua utilização nas provas dos calendários FIA. Este ano surgiu mesmo no Rallycross Europeu de Lousada um Ford Fiesta 4x4 da Divisão 1 tripulado por Andreas Eriksson, carros este que corre no campeonato sueco utilizando bio-etanol.

O bio-etanol é visto como o combustível do futuro para substituir a gasolina, sendo derivado de produtos biológicos como a cana do Açucar, milho, celulose ou até soja. Uma tonelada de matéria prima biológica gera perto de cerca de 400 litros de combustível em refinarias / destilarias próprias que começam a proliferar pelo mundo inteiro.
Para além do bio-etanol, também o bio-diesel está a ter uma utilização crescente como substituto do gasóleo, sendo obtido a partir de óleos de soja, girassol ou até de gordura animal. Actualmente já há países onde os combustíveis derivados do petróleo têm obrigatoriamente uma percentagem de bio-combustível, percentagens essas nunca superiores a 15%.

Em Portugal nada foi ainda feito, apesar dos especialistas condiderarem que o desenvolvimento das margens do Alqueva poderia ser feito com refinarias e plantações relacionadas com bio combustíveis. Os biocombustíveis são vendidos quase sem qualquer carga fiscal, por indicação da UE, o que os torna bem mais acessíveis do que os refinados do petróleo.
Resta adiantar que existem imensos estudos que prevêem a extinção das reservas subterrâneas de petróleo dentro de 35 anos, facto que pode ser já notado nos Estados Unidos da América onde os poços locais já denotam um rendimento extraordinariamente baixo. Convém não esquecer que o petróleo não alimenta apenas os postos de abastecimento, existem inumeras aplicações do crude, pelo que a sua extinção não levanta apenas problemas aos motores de combustão.

Em relação ao preço, o bio-etanol é mais baixo que o da gasolina, basicamente devido à ausência de carga fiscal, prática que é pedida pela UE para fomentar o consumo. No entanto um motor de combustão gasta cerca de mais 30% bio-etanol que gasolina. Apesar deste incremento no consumo, com os preços previstos, será sempre mais vantajoso o novo combustível.

Fonte: www.sportmotores.com

publicado por MSA às 15:27
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Segunda-feira, 6 de Novembro de 2006

Hiromi.

Para os que, como eu, quiserem reforçar o arrependimento por não ter ido ao Auditório do Ramo Grande na Sexta-feira...
publicado por MSA às 18:40
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Sexta-feira, 3 de Novembro de 2006

"Apanhado" esta tarde...!

Ainda não se sabe se terá alguma coisa a ver com o novo programa humorístico de produção regional, que tem estreia marcada para amanhã, mas a verdade é que o exemplar em baixo tem sido visto, nos últimos dias, a "rondar" as instalações da R.T.P.-Açores em Angra do Heroísmo...:

Aqui vai o Galo...(1)

-Hum...deixem-me cá ver...disseram-me que eram aqui as filmagens...

Aqui vai o Galo...(2)

-É isto mesmo...a "talavisão" da Terceira!

Aqui vai o Galo...(3)

-E agora? Será que tenho de saltar o muro...ou arranjam-me uma "cunha" para entrar no programa?...

publicado por MSA às 16:18
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Quinta-feira, 2 de Novembro de 2006

Cartaz.

"Festival do Ramo Grande"-10ª edição de hoje até Sábado...

Quinta-Feira, 2 de Novembro.

Al di Meola

(www.aldimeola.com)

Sexta-Feira, 3 de Novembro.

Hiromi

(www.hiromimusic.com)

 Sábado, 4 de Novembro.

The Trio

(www.joeyheredia.com, www.renatoneto.com, www.marcomendoza.com)

 

publicado por MSA às 16:25
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Daqui em diante será diferente... (crónica)

O trio feminino em "Daqui em Diante"...

Na tarde de Terça-feira, e um pouco antes de rumar à Praia da Vitória, senti-me no direito de deixar um pequeno “post” no meu blog sobre o espectáculo dessa noite. E rapidamente alinhavei o seguinte: “Chama-se "Daqui em Diante" e será o ponto alto da noite de hoje no evento "Outono Vivo#, que se está a realizar na Praia da Vitória. Baseando-se na obra de Samuel Beckett, a coreógrafa Olga Roriz criou um universo de ligações entre seis pessoas (3 mulheres e 3 homens), que se irão encontrar e viver momentos de solidão e partilha. A peça será encenada esta noite no palco do Auditório do Ramo Grande, e os bilhetes encontram-se praticamente esgotados. Tive a oportunidade de conversar um pouco ontem com a criadora desta e de outras preciosidades da dança/teatro/performance da nossa arte contemporânea. Olga Roriz, que eu já tinha conhecido pessoalmente, há uns anos na Graciosa, continua a mostrar-se uma personalidade além da mediania e possuidora de uma visão, por vezes única, da dimensão que as coisas podem ter...no palco, na vida, e em ambos. Pelo que só é de esperar uma noite de ganhos e sensações.

Inevitavelmente a noite foi mesmo de ganhos, mas as emoções fortes que emanaram pelo espaço do Ramo Grande terão sido até, e nalguns casos bem notórios, associadas a algum desconforto e até choque. Tudo porque a sucessão de expressão cultural, dança e representação se afigurou de todo violenta e textualmente abrangendo muitas das sensações que mantemos ao longo de um único dia: desencontro, ansiedade, medo, revolta, carinho ou desdém. A forte componente musical (cujo volume se intensificava à medida do bater dos corações…) fez de fio condutor a uma peça onde a desordem pictórica de alguns momentos desenhava movimentos na fluência propositada de outras partes. Numa coreografia muito trabalhada e intensamente proposta aos presentes como um todo de completa absorção. A esse nível – da música utilizada -, gostei especialmente do trecho dos “Portishead”, da alusão a Joan Baez, e do final mais lírico com a voz sensual de Marlene Dietrich a interpretar a imortal “Lili Marlene”…

Mas comecei por frisar, e tal como partilhei com uma colega de profissão após o espectáculo, a violência inerente às peças de Olga Roriz. Ao fim e ao cabo uma necessidade que todos temos. Consumimos violência a torto e a direito nas nossas vidas: pelos media, nos filmes, na publicidade, na própria ligação que é feita a muitos produtos de uso comum, na política então nem se fala, no dia-a-dia, e em cada apitadela de semáforos ou em cada fila de banco e finanças, estamos sujeitos à violência. Por isso, nada melhor do que recebê-la, mas em dose certa e embalagem cuidada, das mãos de um coreógrafa de renome internacional. A actuação/representação dos bailarinos foi, de todo, um trabalho impressionante de acompanhar. Catarina Câmara, Maria Cerveira, Sylvia Ryjmer, Danilo Mazzotta, Jack Jones e Pedro Santiago Cal mantiveram um ritmo constante de indefinição e, mesmo nas fases de maior entrega a papéis já de si complicados, foi visível o ar de graça e diversão que viviam. As passagens humorísticas da peça também eram facilmente atingíveis, o mesmo não se podendo dizer da densidade comportamental de alguns trechos…e que não deixaram de fazer soar alguns “ai, Jesus!” ou comentários exclamativos do género pela audiência. E, já que nela falo, era bem fácil de constatar que, uma vez mais, houve quem fosse ao “engano” ver o trabalho de Olga Roriz. Fez-me lembrar o mesmo passado nas “Sanjoaninas”, salvo erro, de 1997. Tenho a certeza de que havia almas expectantes de ver um bailado, daqueles “à séria” e em tons clássicos, para o qual o palco do Ramo Grande se enquadraria na perfeição…e que chocados ficaram ao ver o rabo de um dos bailarinos ou o palco coberto por montes de terra e garrafas de água vazias! Pois é, são os choques que nos fazem ganhar alma e sentir pé nas marés difíceis do conhecimento. Eu pelo menos senti-me mais conhecedor de qualquer coisa, mesmo que misteriosa, logo pelo entrar da noite de Quarta-feira. Senti que me tinham atingido numa das sensitivas artérias que desconheço onde passa, mas que sei onde me dói ou me faz rir. E, por isso mesmo, continuo a achar que vale a pena assistir a espectáculos sem tempo, lugar ou feitio. Sem regras, falsos amores ou esgares. E nisso, Olga Roriz brilha. Como o fez…para daqui em diante.

 

publicado por MSA às 16:13
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