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PORTO DAS PIPAS

miguel de sousa azevedo - açores

PORTO DAS PIPAS

miguel de sousa azevedo - açores

27.Fev.06

Carnaval'2006.

Está a correr bem e, por isso mesmo, vou agora para casa acabar a fantasia para logo à noite.

Não se esqueçam que a Tourada dos Estudantes foi adiada para amanhã. Assim, e para os que estão na Terceira, marquem presença na Rua da Sé às 13h30. E na Monumental Praça de Toiros Ilha Terceira, às 15 horas. Ajudem a manter viva esta alegre tradição.

Bom resto de Carnaval. Fantasiem-se, vejam "bailhinhos", riam e saltem. Afinal só para o ano é que há mais...!

PS-Vamos encontrar-nos (fantasiados, entenda-se...) no Bowling a partir das 20...e qualquer coisa!
24.Fev.06

Começa hoje a confusão...

tropa.jpgPois é, estava a ver que nunca mais chegava. Isto de gostar do Carnaval e de não haver (pelo menos) outro em Agosto...
A esta hora já devem andar milhares de crianças, um pouco por todas as ilhas, no seu tradicional cortejo de Entrudo. Mais logo é chegada a vez dos mais velhos. Enquanto, por toda esta Terceira, se vão dando os últimos retoques (é dia de Ensaio geral) nas muitas Danças e Bailinhos, também os privados (como eu...) têm as suas fantasias em ares de acabamento. Esta noite vamos desfilar novamente pela Rua da Sé e arredores. A hora não a posso adiantar, depende do jantar na Cervejaria Moka. O tema do "derrame" está aí no desenho. Não será bem só isto, mas já diz qualquer coisa.
Bom Carnaval! Do fundo do coração...que ri!...
23.Fev.06

Quem é! Quem é! Quem é que está aqui!... (crónica)

TouradaEstudantes95.JPG..."É Já Domingo, Domingo Gordo! Grita incessantemente o "speaker" de serviço no "WC", instalado por cima do Armazém Zeferino, na Rua da Sé...". Penso que, todos os anos, poderia começar assim mais um texto em que me referisse a esta verdadeira paixão de Entrudo que é a Garraiada dos Estudantes. Sem data precisa (será que ainda se vai investigar isso com rigor? Não deve ser difícil...) para lhe dedicarmos a respectiva idade, a Tourada dos Estudantes caminhará, a passos largos, para o século de existência. E nela se juntam nomes, valores, estratos sociais e grandes figuras desta nossa Terceira. Não há, nas últimas gerações da maior parte das famílias (angrenses, acima de tudo), uma história ou episódio carnavalesco que não meta pelo meio uma referência à Tourada. Desde os idos tempos do antigo Liceu Nacional, onde o reitor-Dr. Pato François-nunca interpôs obstáculos à realização do espectáculo...desde que a "medida" não fosse ultrapassada; tempos onde o percurso do Cortejo-inverso ao actual- se fazia subindo a Rua da Sé (então da República...), em direcção à velha Praça de Toiros de São João; e histórias não devem faltar das faenas atrevidas no antigo redondel onde a falta de trincheira originou sempre episódios de contar e recontar. Posso aqui recordar um engraçado episódio de um meu tio-avô (já falecido) que, em terrenos de aflição, se guindou pela porta dos curros dentro (!), onde o panorama decerto não terá sido o melhor. E, avançando nas datas, e sem deixar para trás factos importantes (mas impossíveis de referir numa simples crónica), contam-se às maõs cheias as travessuras das viagens até à Praia da Vitória, onde a Tourada se realizou após o Sismo de 80, ou as subidas até à Grota dos Calrinhos para alcançar a Praça "José Albino" da Pedreira. Enfim, um manancial de histórias que um dia serão importantes de juntar.
Mas o motivo que me leva a escrever sobre a "nossa" Tourada é mesmo esse sentido de posse que temos sobre as coisas de que gostámos. Posso considerar que, em mais de uma década, pelo meio da qual tive o orgulho de ser membro da C.O.T.E.-Comissão Organizadora da Tourada dos Estudantes, me sobrou tempo para apreender todos os meandros e problemas desta antiga tradição. Assim como ganhei um gosto enorme, que encontro em muitas mais pessoas, por um evento que desenvolveu na sua história um papel importante de crítica social, despoletar de carreiras, ganhos de amizades e espírito empreendedor. Enfim um património, já de si rico, mas que temos o orgulho de poder partilhar pelo passado, presente e futuro. Assim como uma coisa que vamos vivendo desrespeitando por alguns dias o andar do calendário. E é vê-los, aos antigos participantes, de olhos em bico frente ao cortejo, arrependidos de alguma coisa que deixaram por fazer ou resignados por terem tido de apanhar a caravana do tempo. Que não pára, e que nos ensina a dar valor a coisas tão pequenas...que não a "nossa" Tourada!
Depois de dois anos em que, para mal dos meus pecados, passei o Carnaval longe desta ilha lilás, foi com agrado que verifiquei a força e a entrega com que mais uma nova vaga tomou rédeas à antiga tradição. Depois de, em 2002, a Tourada ter estado em risco sério de terminar-ou pelo menos de não se realizar por uns tempos...o que iria dar no mesmo-, e de, nesse mesmo ano, terem sido muitos antigos participantes a "pegar" na tarefa de a recolocar no seu merecido lugar, é reconfortante ver míudos e míudas de 14, 15 e 16 anos a reiniciar um ciclo. Foi com alegria reinante que os vi gritar e rir no renovadíssimo Tentadero "RB" (onde estavam as silvas, a lama e as pedras?...) em dia de Tenta. Foi com muita vontade de ter gente nas bancadas que, Domingo passado, o mesmo grupo deu a Volta à Ilha, invadindo de barulho e tropelias as freguesias por onde iam passando. Foi com a curiosidade alerta, que eu também já tive, que os vi perguntar sobre outros tempos e querer confirmar histórias (daquelas a que cada um vai acrescentando um ponto e que acabam por nada ter a ver com a versão original...!) antigas para, numa normalíssima vontade, as compararem com os tempos de hoje. Com algumas condições que só beneficiam quem põe agora de pé esta verdade, é com bons olhos que se olha o futuro desta tradição. Afinal, numa terra onde se realça tudo que venha de outras épocas, porque haveria de ser diferente com a "nossa" Tourada? Para lá de o Arranhão ter passado de amarelo a verde, a metodologia das construções, dos cortes, das caloiradas, das noites mal dormidas e de um ou outro grão na asa mantém-se inalterável. E ainda bem que assim é.
E, como seria de esperar, estas linhas servem também de apelo. O primeiro direitinho a São Pedro e às suas capacidades reguladoras do tempo climático. Que deixe à mostra mais um Domingo Gordo de sol e bons ares. O outro a todos os que, ano após ano, emolduram os passeios da nossa cidade na altura do Cortejo, e que compõem de cores garridas as bancadas da Monumental "Ilha Terceira". Não deixem de ir e de também participar nesta festa. Afinal a Tourada dos Estudantes já era interactiva antes mesmo de sabermos que essa capacidade existia...!
Por último gostava aqui de listar todos os Presidente da Tourada que fui conhecendo e ajudando (ou não) ao longo de vários Carnavais. Apenas porque neles personalizo as muitas dezenas de cómicos, toureiros e fazedores de gargalhadas afins, que deixaram as orelhas "quentes" a muito boa gente da nossa terra. Por isso para o Pedro Fonseca, o João Simões, o Luís Vieira, o Marquinho Sousa, o Luís Mendonça, o Steven Simões, o Ricardo Costa, o César Fonseca, o Luís Alves, o Holger Melo, e o Artur Freitas, um muito obrigado por todas essas horas e imagens. Para o Pedro, o Francisco, o Sebastião e o Rodrigo, os votos de que tudo corra bem e vá continuando assim. A esses desejos acrescento um, que ainda há poucos dias escrevi a pedido de um colega de profissão. De que a minha geração nunca caia no erro triste de dizer "-No meu tempo é que era bom...". A Tourada é sempre boa. Viva a Tourada dos Estudantes!
TouradaEstudantes70.JPG
23.Fev.06

A Censura, em Castelo Branco.

censurado.jpgO Museu Nacional da Imprensa inaugura na próxima 5ªfeira, dia 2, às 18h, a exposição “Lápis Azul: a Censura do Estado Novo” em Castelo Branco, no Cine-Teatro Avenida.

Produzida pelo Museu Nacional da Imprensa e promovida pela autarquia local, esta exposição é alusiva ao “25 de Abril” e pretende mostrar ao público em geral a falta de liberdade que Portugal viveu até à “revolução” de 1974.

A exposição apresenta dezenas de documentos ilustrativos do largo espectro da actuação censória que vigorou durante 48 anos, desde o golpe militar de 1926 até ao “25 de Abril”.

A exposição está estruturada em núcleos, de forma a contemplar os diversos sectores da actividade informativa e cultural em que funcionaram os mecanismos censórios, desde a Imprensa à Música, passando pela Rádio, TV, Cinema e Teatro.

Ao nível da Imprensa, existem dezenas de provas de censura que mostram a diversidade e a tipologia dos cortes, desde a política ao desporto, incluindo as questões sindicais e cineclubísticas, entre outras. No domínio do Cinema, podem ser apreciadas ordens dos censores, anúncios retocados e mapas semanais dos Serviços de Exame e Classificação da Inspecção dos Espectáculos. Ao nível da Literatura, são apresentados vários autos de busca e apreensão de livros nas tipografias, editoras, livrarias e fronteiras. No campo do Teatro, guiões, ofícios, notificações e cartazes atestam a acção do “lápis azul”. No âmbito da Música, apresentam-se processos movidos contra cantores e letras de canções proibidas.

Com a apresentação desta mostra em Castelo Branco, o Museu Nacional da Imprensa, sediado no Porto, prossegue a sua política de descentralização cultural.

A exposição vai estar patente ao público até 2 de Abril, na Sala da Nora do Cine-Teatro Avenida, em Castelo Branco, no seguinte horário: 3ª a domingo: 10h-13h e 13h-19h.

PS-Para quando mais intercâmbios entre o Museu da Imprensa e os Museus Açorianos?
21.Fev.06

Do jornal.

falaquemsabe-dvd.jpgAs cenas cómicas do quotidiano dos três lavradores mais famosos dos Açores já podem ser apreciadas em casa com o lançamento do primeiro DVD da série “Fala que sabe”, que teve lugar no passado sábado, no bar-restaurante Aqua Emotion, na marina de Angra do Heroísmo.
Roberto Borges, Hélder Xavier e Miguel Soares são os três actores amadores terceirenses que interpretam as personagens dos lavradores Ramiro, Baptista e Agostinho.
O DVD reúne seis episódios transmitidos pela RTP-Açores em versão mais alargada. Inclui ainda um bónus, um episódio de 30 minutos gravado na Graciosa e um bloco de apanhados.
Durante o lançamento do DVD, Miguel Azevedo, destacou o sucesso alcançado pelo programa na televisão e nos palcos não só na Terceira como noutras ilhas.
Com quatro dezenas de episódios já gravados com meios disponibilizados pela produtora Realsom, a primeira série de “Fala quem sabe” será emitida na RTP-Açores até Junho, não havendo ainda a certeza se o programa irá ter continuidade no canal regional, uma vez que os autores e actores não recebem qualquer contrapartida financeira pelo seu trabalho.
A realização e produção para a televisão é de Fernando Nascimento. Paulo Pereira colabora no som. O espectáculo da autoria do grupo “Animá’sim”, produtor de projectos como o bailinho do Porto Judeu.

in "Diário Insular" (hoje).

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