Miguel Sousa Azevedo

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Terça-feira, 31 de Janeiro de 2006

Vidas Novas (2).

Leonor.JPG
Bem vinda, Leonor.
publicado por MSA às 11:56
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Troféu ILHA TERCEIRA Motos & Quads’2006

RicardoCostablog.JPG
Se conseguíssemos localizar no tempo as raízes do Todo-o-Terreno (pela vertente lúdica da actividade) na Terceira, facilmente se iriam identificar passeios de moto (bem) por fora de estrada ainda em plena década de setenta, ou seja na altura em que Portugal começou a admitir outros usos para alguns dos bens de utilidade aos dispôr das suas gentes. Por estas paragens, e por vias da grande actividade agrícola, os jipes foram sempre um instrumento de trabalho e o seu uso fora das principais vias era tão habitual quanto necessário. Assim sendo são as motos os veículos percursores do Todo-o-Terreno de diversão e lazer nas suas acepções mais puras. Foi com elas que se trilharam alguns dos pontos habituais das tiradas fora de estrada dos actuais passeios, e que se descobriram algumas passagens de deslumbrar no bonito interior da ilha lilás. Depois de, nos anos 80, o Motocross ter captado as atenções quase gerais das duas rodas por estes lados, o inícios dos já “Raides” promoveu ainda mais a prática do todo-o-terreno em moto, sendo que ainda estão activos muitos dos motards que iniciaram a dita “aventura”. E depois de partilharem com os jipes a grande parte dos eventos desportivos da modalidade, começou a fazer-se tempo de as motos (e os mais recentes companheiros de lide, os Quads…) terem provas mais de acordo com as suas características e necessidades.
E, sem grandes alaridos técnicos nem exigências de monta, nasceu em 2005 o Troféu Ilha Terceira Motos e Quad’s, assim numa espécie de “ano zero” para se aferir das possibilidades de sucesso. E como a coisa parece ter resultado 2006 terá também a sua edição, mas agora com os meses já delineados e com seis provas distribuídas pelas épocas menos quentes, sendo que todas levam já algum balanço pois são organizações experimentadas. Passando então da história para o futuro e pode dizer-se que este será o primeiro Troféu efectivamente, uma vez que só agora se terminou o “estágio” e se vão mesmo começar a apurar vencedores. Depois de, em 2005, se ter atingido uma média de 25 concorrentes por prova, ainda se esperam mais para os seis eventos do novo ano. A regulamentação das provas é simples e sempre igual, com todas a terem lugar ao Domingo e com inscrições ao mesmo preço (15 euros), e sendo compostas por duas etapas de regularidade (feita através de road-book), culminando as seis com uma prova de velocidade. A classificação fica estabelecida pelo cumprimento de controlos horários de passagem, previamente marcados, com a especial de velocidade (mais ou menos trialeira…) a funcionar como um aliciante para os mais afoitos, mas sem peso na classificação final de cada prova. Haverá depois prémios específicos para essa vertente, mas a tabela final deste Troféu’2006 será mesmo estabelecida com base na maior eficácia em seguir as quadrículas, símbolos e distâncias dos percursos escolhidos. No final do ano haverá então uma consagração em jeito de festa para os melhores, e onde todos poderão conviver. O que, pelas provas fora, também se fará na tasca “oficial” do João Camurça!
Mas isso será lá mais para Dezembro. Por agora vamos então saber quais serão as provas já designadas e passar já a avisar possíveis concorrentes e público, pois a primeira “tirada” é já no próximo fim-de-semana!

1ª Prova “Trilhos da Terceira” (5 de Fevereiro)
Organização: Paulo Brás.

2ª Prova “Atalhos da Ilha” (5 de Março 2006)
Organização: Ricardo Costa.

3ª Prova “TT Agrimoto” (2 de Abril 2006)
Organização: João Parreira.

4ª Prova “Moto Raid Lilás” (8 de Outubro 2006)
Organização: Paulo Jesus.

5ª Prova “Passeio Terra12” (5 de Novembro 2006)
Organização: António Nunes.

6ª Prova “Passeio Ilha 3” (3 de Dezembro 2006)
Organização: José Ponte.


publicado por MSA às 01:45
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Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2006

Vidas novas.

Há uns sete ou oito meses recebi um SMS que dizia algo do género: "Em Janeiro do próximo ano nasce mais uma benfiquista..."
E de facto assim deverá ter sido, embora eu ache que nas crianças actuais, e face à informação que vão tendo da realidade desportiva, ser do Benfica é tudo menos uma verdade absoluta. Assim o espero. Mas, mais que isso, estou feliz pelos meus amigos Vanda e Miguel Bettencourt e pelos 3,600 kg de saúde que a sua Leonor ontem apresentava. Para além de um sorriso de pai babado como há muito não via...
Se lhe derem o exemplo dos princípios e da amizade que eles próprios utilizam com um prazer pela vida, então estou certo que a Leonor tem tudo para ser muito feliz. Mesmo que venha a ser do Benfica, o que ainda é perfeitamente evitável, já me sinto amigo dela...
publicado por MSA às 11:46
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Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2006

Até que enfim...

A madrugada de hoje foi marcada na Terceira por uma operação de monta tendo em vista o combate à imigração ilegal e ao comércio sexual. O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) deteve de madrugada cerca de doze pessoas, portuguesas e estrangeiras, por alegado tráfico de mulheres e imigração ilegal. A notícia foi anunciada por uma fonte policial.
Segundo informações veiculadas já esta tarde as mulheres e homens detidos, alguns dos quais poderão também ser suspeitos de retenção ilegal de passaportes por privados, estão a ser ouvidos em primeiro interrogatório judicial, em audiências no Tribunal da Praia da Vitória.
A operação foi montada e desenvolvida pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, com a colaboração de outras forças de segurança, e envolveu rusgas em casas de alterne, bares e residências particulares da ilha Terceira.

PS-Estava a ver que ninguém fazia nada...!
publicado por MSA às 16:22
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Sempre achei que a Mona Lisa era uma brincalhona...

monalisa.gif
publicado por MSA às 16:22
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Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2006

Um Poema para o dia 26 de Janeiro de 2006.

PASTELARIA (Mário Cesariny)

Afinal o que importa não é a literatura
nem a crítica de arte nem a câmara escura

Afinal o que importa não é bem o negócio
nem o ter dinheiro ao lado de ter horas de ócio

Afinal o que importa não é ser novo e galante
- ele há tanta maneira de compor uma estante

Afinal o que importa é não ter medo: fechar os
olhos frente ao precipício
e cair verticalmente no vício

Não é verdade rapaz? E amanhã há bola
antes de haver cinema madame blanche e parola

Que afinal o que importa não é haver gente com
fome
porque assim como assim ainda há muita gente
que come

Que afinal o que importa é não ter medo
de chamar o gerente e dizer muito alto ao pé de muita gente:
Gerente! Este leite está azedo!

Que afinal o que importa é pôr ao alto a gola do peludo
à saída da pastelaria, e lá fora – ah, lá fora! – rir
de tudo

No riso admirável de quem sabe e gosta
ter lavados e muitos dentes brancos à mostra

publicado por MSA às 21:54
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Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2006

n' "aUNIÃO"...(há 50 anos)

-Corpo Docente da Escola Industrial e Comercial.

Foram recentemente nomeados professores da Escola Industrial e Comercial de Angra os sr. Arquitecto Fernando Sousa-Tecnologia e Desenho; Dr. António da Gama Ochoa-Formação Corporativa; e Dr. Moutinho Ferraz-Contabilidade e Geografia.
Aos novos professores da Escola Técnica que, pela sua competência e dedicação vão colaborar activamente na importante fase de renovação programática daquele estabelecimento de ensino, em que tanto anda empenhado o seu ilustre Director sr. Eng.º Rodrigues Teixeira, os nossos melhores cumprimentos.
publicado por MSA às 15:37
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Parabéns, Eng.º Sócrates! (crónica)

cavacoblog.JPG
Poderia ter escrito algumas linhas ainda no Domingo à noite, ou mesmo na Segunda de manhã, quando a temperatura dos humores ainda acusava o calor do desalento verificado na noite eleitoral, face aos resultados verificados e que culminaram com o discurso de vitória de Cavaco Silva, eleito à primeira volta 18º Presidente da República Portuguesa e o sétimo após a Revolução dos Cravos de 1974. Mas assim não o fiz. Assim resolvi passar à prática a teoria de que não há melhor que descomprimir e relaxar antes de passar a letras e frases qualquer estado de espírito. É aconselhável, até porque qualquer estado de euforia ou tristeza pode cessar a todo o instante, enquanto as subsequentes noções escritas da sua passagem ficam eternizadas no papel. Respirado fundo o ânimo pós-eleitoral e acabei por não me manifestar de imediato. Ou seja, acabei por não vir para aqui dizer coisas do género “-Agora aguentem-se à bronca…foi o que quiseram!”, ou “-A casmurrice venceu e a divisão da esquerda tem apenas um culpado…”, ou até “-Se calhar julgam que ele agora vai ser assim bonzinho durante cinco anos de fio a pavio”…Nada disso. As eleições fazem parte do processo democrático e é preciso saber aceitar os resultados como sendo a vontade do povo. Ele é soberano, assim como as asneiras em que as suas escolhas possam ou não resultar. E claro que não fiquei contente com a vitória de Cavaco Silva à primeira (ou que fosse à segunda…) volta. Até porque o facto impediu que houvesse um confronto directo entre apenas dois candidatos que pudessem personalizar os espectros de direita e esquerda, podendo ser assim o dito “Centrão” – que descai ora para um ora para o outro lado conforme os (tais) humores de que há pouco falava -, o decisor comum, tal como nos últimos actos eleitorais da pátria lusa.
Contentes devem estar, pelo menos, três pessoas a esta hora. A primeira e de maior saliência é o Secretário-Geral do Partido Socialista (que acumula com o cargo de Primeiro Ministro…) José Sócrates. Contente por não ter apoiado em tempo devido uma personalidade como Manuel Alegre para personalizar uma candidatura aberta a toda a esquerda democrática. Contente por ter forçado Mário Soares ao último combate da sua carreira política e que acabou na saída por uma porta notoriamente pequena. Contente por ter mobilizado vários dos seus ministros para a campanha de Soares, deixando passar para a aura do Governo a derrota pessoal do ex-presidente. Contente por ter interrompido Manuel Alegre quando este fazia a sua declaração (ponderada e inteligente, por sinal…) após o conhecimento da vitória de Cavaco, tendo na altura referido que nada mais tinha a acrescentar ao que o porta-voz do PS veio atabalhoadamente dar desculpa no dia seguinte, referindo que ninguém dera pelo início (!) do discurso de Alegre. Contente ainda por ter sido entretanto divulgado que tinha uma alocução alternativa para o caso de haver uma segunda volta, e na qual apoiaria incondicionalmente a candidatura de Alegre. Senhor Primeiro Ministro, que sucessão de tiros nos pés! Incompreensíveis para quem arrasta ainda a muleta de uma recente queda na neve branca de umas férias retemperadoras. Terão gelado a perspicácia inicial deste nosso “Primeiro”?...
Contente deve estar também Jerónimo de Sousa. Não pelo nível da sua campanha, que até deve ser considerada como positiva pela forma como focou alguns assuntos. Mas simplesmente pelo facto de a ter mantido até ao fim, permitindo assim que a direita (que, pela sua forma de o pronunciar é assim uma coisa assemelhada à peste negra…) pudesse eleger o seu candidato logo ao primeiro embate.
Mais contente ainda deve estar Francisco Louça que, na busca incessante de protagonismo (talvez não se aperceba que já todos o conhecemos…), não se escusou a um discurso final em que mais parecia ter sido ele o vencedor das eleições. Não fez mais que Jerónimo e não permitiu nada mais que o líder comunista. Conseguiu, isso sim, foi ter menos votos…
Resta-me, em jeito de despedida, aqui sim reeditar o que escrevi logo na Segunda-feira de manhã. Depois de reconsiderar se daria ou não os parabéns (para além dos que viriam a titular esta crónica de hoje…) a alguém pelos resultados alcançados:

“Parabéns, Manuel Alegre.
Obrigado por fazer renascer em muitos a chama de que as pessoas são maiores que as siglas e as militâncias. No meu caso e de tantos outros, onde essa esperança apareceu pela primeira vez, nada mais haverá a dizer senão: Esteve quase. Tão quase como poucos haveriam de crer...
Obrigado pela lição de palavra e atitude. Pela voz, pela postura. Por uma beleza inerente à vida dos que a pensam e enfrentam com o coração.
Definitivamente foi aberta uma brecha no cinzentismo que rodeava os actos eleitorais. E essa cor cheira a Poesia. E às mãos que tão bem a criam.
Parabéns.”…
publicado por MSA às 13:35
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Day after day...

micro.jpg
Foto: Smoke.
publicado por MSA às 11:04
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Terça-feira, 24 de Janeiro de 2006

Temos Festas.

Sanjoaninas2006.JPG
É com muito rigor orçamental que irão para a rua de 16 a 25 de Junho mais umas Sanjoaninas. As maiores festas profanas da região têm este ano o “Espírito Santo” como tema de fundo. A primeira apresentação das festas foi esta manhã em Angra sendo o programa provisório dado a conhecer. A raínha das festas tem 16 anos e chama-se Vanessa Barcelos. Reside em São Bartolomeu dos Regatos e frequenta o 11º ano da Secundária de Angra.
Os concertos tão aguardados também já tiveram a ponta do véu levantada. Assim dia 16 Boss AC vai animar o Cerrado do Bailhão - que volta este ano a receber as festas maiores do concelho em detrimento do ainda em renovação Porto das Pipas. No dia 18 o popular Emanuel é o cabeça de cartaz e dia 20 espaço para uma noite de Fado com cenário e decoração a rigor para brilharem as vozes de Teresa Tapadas e António Pinto Bastos.
Também a Feira Taurina de São João é aguardada com expectativa. Serão 4 corridas nos dias 17, 18, 24 e 25 com o toureio a cavalo a cargo de Joaquim Bastinhas, Luís Rouxinol, João Salgueiro e Tiago Pamplona que tira a Alternativa na corrida inaugural. A pé destaque para a presença de Mário Miguel, que poderá vir à Terceira já como Matador de toiros, e que vai ombrear com Luís Miguel Encabo e Ivan Garcia. Também José Luís Gonçalves regressa este ano à feira de São João. Os forcados serão os Amadores da TTT e os de Alcochete.
publicado por MSA às 15:12
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Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2006

Pois, pois...

O discurso de Manuel Alegre na noite das eleições foi "interrompido involuntariamente" pela conferência de imprensa de José Sócrates, por desconhecer que o candidato presidencial estaria a falar, explicou hoje o porta-voz do PS.
Em declarações à Agência Lusa, Vitalino Canas garantiu que nunca foi intenção do primeiro-ministro interromper o discurso de Manuel Alegre que, pouco depois de ter começado a falar, foi retirado da emissão das televisões, que fizeram "directos" da intervenção de José Sócrates na sede do PS.
"Não havia qualquer intenção de interromper as declarações de Manuel Alegre, que tínhamos toda a curiosidade e interesse em ouvir", afirmou Vitalino Canas, garantindo que dezenas de pessoas podem confirmar que foi apenas uma "coincidência" que tirou Alegre do ar.
A entrada de José Sócrates na sala de imprensa acabou por ser adiada alguns minutos, quando a direcção socialista se apercebeu que o líder do PSD, Marques Mendes, estaria também a falar.
Quando Marques Mendes terminou de discursar, o Secretariado Nacional do PS abandonou a sala de reuniões e dirigiu-se para a sala de imprensa.
Foi durante o percurso dos "dois ou três corredores" que separam as duas salas da sede do PS que Manuel Alegre começou a discursar sem que nenhum responsável se tivesse apercebido.
"Entre a decisão de discursar e a deslocação até à sala decorreram quatro ou cinco minutos durante os quais nem nós nem os assessores estiveram atentos às televisões", recordou Vitalino Canas.
"Não estávamos informados que Manuel Alegre ia falar", afirmou o porta-voz do PS.
Em declarações à Lusa, Vitalino Canas acrescenta ainda que o próprio discurso de José Sócrates prova não haver qualquer má vontade por parte do PS em relação a Manuel Alegre.

publicado por MSA às 17:18
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Reconsiderei...

ManuelAlegreCampanha.jpg
Parabéns, Manuel Alegre.
Obrigado por fazer renascer em muitos a chama de que as pessoas são maiores que as siglas e as militâncias. No meu caso e de tantos outros, onde essa esperança apareceu pela primeira vez, nada mais haverá a dizer senão: Esteve quase. Tão quase como poucos haveriam de crer...
Obrigado pela lição de palavra e atitude. Pela voz, pela postura. Por uma beleza inerente à vida dos que a pensam e enfrentam com o coração.
Definitivamente foi aberta uma brecha no cinzentismo que rodeava os actos eleitorais. E essa cor cheira a Poesia. E às mãos que tão bem a criam.
Parabéns.
publicado por MSA às 03:45
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Pós-eleitoral...

Duramente digo (e já podia ter escrito qualquer coisa há mais tempo...) que estou mal disposto. Descrente nas pessoas com quem partilho esta nacionalidade e este país. E absurdamente siderado perante a cegueira de alguns e a falta de bom senso de outros.

As notícias estão gravadas e o melhor mesmo é só voltar à escrita amanhã.

PS-Não dou parabéns a ninguém. Pelo menos por enquanto.
publicado por MSA às 03:33
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Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2006

Último dia de Campanha Eleitoral...(assim mesmo).

outdoorManuelAlegre.JPG
publicado por MSA às 15:55
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Palavras.

QUASE UM AUTO-RETRATO, por Manuel Alegre.

Aos vinte e poucos anos escrevi: “meu poema rimou com a minha vida”. Era ainda muito cedo, não sei sequer se é verdade, embora muitas coisas me tivessem já acontecido: amores, partidas, guerra, revoltas, “prisões baixas”. O que mais tarde me levaria a dizer: “biografia a mais”. Muito antes, lá pelos vinte, tinha lido uma frase de André Gide que me impressionou. Dizia ele:“ a análise psicológica deixou de me interessar desde o dia em que cheguei à conclusão de que cada um é o que imagina que é.” Até que ponto sou o que me imaginei ser? Se soubesse pintar ( mas não sei ) faria o meu auto-retrato a olhar para ontem, ou para dentro, ou para outro lado. Distraído-concentrado, presente-ausente, um não sei quê.
Acusam-me de altivez e narcisismo. É sobretudo reserva, timidez e uma incapacidade física de praticar uma certa forma portuguesa de hipocrisia e compadrio. Ou talvez um tique que herdei de família: levantar a cabeça, olhar a direito.
Tenho desde pequeno a obsessão da morte. Não o medo, mas a consciência aguda e permanente, sentida e vivida com todo o meu ser, de que tudo é transitório e efémero e não há outra eternidade senão a do momento que passa. Talvez por isso seja um homem de paixões. Mas não vivi nunca póstumo, nem me construí literariamente. Sei que nenhum verso vence a morte. E não acredito sequer na literatura.
Na poesia, sim. Mas como ritmo, como música interior, canto e encanto, incantação, exorcismo, uma forma de relação mágica com o mundo. A um professor brasileiro que trabalhava numa tese sobre mim, respondi: “Escrita e vida são inseparáveis. Embora eu entenda a poesia como experiência mágica, algo que está aquém e além da literatura.”
Penso, como Texeira de Pascoais, que “o ritmo é a substância das cousas” e que “a poesia nasceu da dança.” Talvez por isso eu goste de flamenco, a música e a dança que estão mais perto do ritmo primordial, da batida do coração e da própria pulsação da terra. Gosto de flamenco e de um certo tipo de fado e dos tangos de Francisco Canaro. E também de Bach e Mozart. Pelas mesmas razões: o ritmo. E da poesia de Lorca que, ao contrário de ideias feitas, nada tem de folclórico ou regionalista, antes se aproxima das energias primitivas e essenciais e é quase, como diria ainda o autor de Marânus, “um bailado de palavras.”
Não sei se, como queria Rimbaud, consegui fazer “coincidir a essência da poesia com a existência do poema.” Cantei, canto. Demanda, errância. Não há senão esse procurar. Na vida, na escrita. Quando faço aquilo de que gosto, faço-o intensamente. A pesca, por exemplo. Ou a viagem. Ou a partilha: um bom jantar em família com alguns amigos, uma reunião conspirativa, a camaradagem na nunca perdida ilusão de que a revolução ainda é necessária e possível. Diria que é outra forma de escrita. Intensa, densa, tensa. Como o amor. E talvez a morte.
Herdei de minha mãe uma certa energia, o gosto da intervenção. De meu pai, o desprendimento, uma irresistível e por vezes perigosa tendência para o desinteresse. Inclusivamente pelos bens materiais. Não é por acaso que só me prendo realmente ao que poderia chamar as minhas armas: espingardas propriamente ditas, “gostei muito de caçar”, canas de pesca, carretos, canetas, livros ( alguns livros ), discos. Os grandes espaços: o deserto, o Atlântico, o Alentejo. E sítios. Certas cidades. Outrora agora: Coimbra, Paris, Roma, Veneza, Lisboa. Certos lugares: o Largo do Botaréu, em Águeda, o rio, a ria ( de Aveiro ), Barra, Costa Nova. Mais recentemente: Foz do Arelho, Barragem de Santa Clara. Certos recantos: a minha casa de Águeda, o solar, já perdido, da minha avó, em S. Pedro do Sul, as casas da minha tia e meus primos na Anadia, a casa de Sophia, a minha casa em Lisboa. A minha mulher, os meus filhos, a minha irmã, os meus amigos. Uma grande saudade dos que morreram, principalmente de meu pai, a quem, por pudor e reserva (somos parecidos), nunca cheguei a dizer em vida o que gostaria de lhe dizer aqui.
publicado por MSA às 15:53
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Último dia de Campanha Eleitoral...(assim mesmo).

outdoorManuelAlegre.JPG
publicado por MSA às 12:25
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Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2006

(Presidenciais) Debate amanhã na R.D.P.-Antena1...

Pois é. Foi desconvocado o único debate que iria juntar os seis candidatos à sucessão de Jorge Sampaio. E o mais caricato é que, dos seis, apenas o que lidera com larga vantagem as sondagens relativas às intenções de voto, se recusou a participar.
Ou seja não debate nada com ninguém a dois dias das eleições. E os portugueses vão votar nele...
Cada vez mais as pessoas me desiludem.
publicado por MSA às 18:52
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O verdadeiro carro do casal!

Descobri. O meu carro de eleição com a cor preferida da minha Anita.

Mas é que ia já comprá-lo!...

Porsche911turquesa.jpg
publicado por MSA às 17:30
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Já agora (em jeito de graça) podem ler:

http://www.inepcia.com/piorespresidentes.html


 

publicado por MSA às 16:02
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O melhor na Bélgica.

sergioconceicao.jpg
Sérgio Conceição foi distinguido como o melhor jogador do Campeonato de Futebol da Bélgica. O jogador português, de 31 anos, representa o Standard de Liège, depois de um fugaz regresso ao F.C.Porto em 2003. Antes de voltar a Portugal, Sérgio Conceição teve passagens de vulto por alguns clubes de renome do campeonato italiano: Lázio Roma (1998/2000), Parma (2000/01), Inter Milão (2001/03) e Lázio Roma (2003).
Parabéns!
publicado por MSA às 12:12
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...

cowparade.jpg


www.cowparadelisboa.com


Já começa a mexer...

publicado por MSA às 11:25
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Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2006

Para uma 2ª volta de reflexão... (crónica)

caretaCavaco.JPG
Daqui por algumas horas (aí umas 48…que não deixam de ser algumas…) encerra-se a Campanha Eleitoral para a Presidência da República, que vê culminado o processo com o sufrágio do próximo Domingo. Já sobre este assunto me debrucei há uns dias, manifestando na altura qual a minha intenção de voto, que aqui reitero na firme vontade de poder votar duas vezes no candidato Manuel Alegre. Tudo porque, e falhe-me a visão futurista que não a convicção, por estar crente na realização de uma segunda volta para estas Presidenciais, onde Alegre irá defrontar o candidato, dito “de direita”, Cavaco Silva. Isto porque, à luz das sondagens que vão sendo divulgadas, o ex-primeiro ministro tem sempre comandado a lista de preferências dos portugueses. Coisa que me faz uma certa confusão ao espírito e à mente.
Afinal Cavaco nunca foi um homem consensual e a sua postura como líder do Governo, entre 1985 e 1995, foi de desgaste progressivo, até abandonar o cargo numa posição de quase ruptura com o cargo. O que não o impediu de defrontar Jorge Sampaio na corrida à sucessão de Mário Soares em Belém na qual, felizmente digo agora, foi derrotado pelo até então Presidente da Câmara de Lisboa. E digo isto assumindo que, na altura, votei no dito, facto que me deixa ainda mais à vontade para agora nunca o fazer. É que os remorsos, tal como os tempos, revelam sempre ser bons conselheiros. E refiro-me propositadamente ao factor tempo para, de algum modo, vislumbrar esta tendência aglutinadora de intenções de votos naquele que já foi o candidato do bolo-rei. É que Cavaco, meticuloso e rancoroso como aparenta dever ser, esteve a “cozinhar” a sua recandidatura ao mais alto cargo da nação durante uma década. Vai daí que se desligou, a bom tom, da actividade partidária na área laranja. Vai daí que passou a, em espaços comedidos mas sempre com uma forte carga mediática a jogar a seu favor, apenas intervir na vida pública quando sabia que esse facto abonaria a seu favor. E não a favor dos portugueses, como muitos, inocentemente, continuam a pensar. Vai daí que deixou “descalços” todos os líderes que lhe sucederam no PSD, com excepção do primeiro – Fernando Nogueira -, já que esse entrou “queimado” logo para o único confronto eleitoral a que se propôs como cabeça de cartaz. Vai daí assumiu e criou uma crescente categoria, habilmente patrocinada e amplificada pela Comunicação Social, de salvador da pátria e que sabia com rigor o melhor destino a dar ao país em toda e qualquer situação de maior cuidado. Ou seja exactamente o oposto do que, na prática, deixara como recordação aquando da sua estadia em São Bento. E, falte-lhe ou não a vergonha na cara, é com um desplante atrevido que agora se assume com esse e ainda com outro papel. É que, para além de se anunciar como verdadeiro Messias imbuído do mais puro espírito de missão, Cavaco Silva tem agora um segredo de valor elevado: Descobriu que a sua verdadeira vocação não é governar (o que fez quando no rectângulo luso “pingava” um milhão de contos europeu por dia…), mas antes ajudar a que outros – de uma cor politica exactamente contrária à sua – possam levar avante todas as suas vontades e intenções! Isso mesmo. O afável e simpático moreno de Boliqueime está agora numa de embaixador da paz e da coerência e já só falta dizer a José Sócrates que mais valia ter sido de consenso a sua candidatura a Belém, teria 70% dos votos e todos viveriam em alegria e sossego. Meus senhores e caros leitores (se ainda aí estiverem e acredito que sim…). Vão nesta cantiga? Então não é claro que a equipa da candidatura cavaquista endeusou à viva força o professor? Que a máquina da Comunicação afecta ao PSD o tem trazido ao colo para, a partir de Belém, tentar conseguir por vias e travessas o que os portugueses não lhes atribuem nas urnas? Não é claro que a visível posição de desgaste do actual governo, cujo partido ainda cometeu o feito de apoiar um candidato presidencial que de vencedor apenas tem recordações, em tudo beneficia esta auréola virtual que Cavaco transporta na mesma feição da careta de há uns dias? Então não é claro que durante toda esta campanha eleitoral o “professor” se esquivou a tudo que pudesse fazer rebentar as costuras da máscara de contenção a que se cingiu de forma a chegar à meta que traçou já lá vão dez anos? Então não se vê logo porque é que recusou debater com os outros seis candidatos na Antena-1 no último dia de campanha (depois de amanhã)? Não é mais que perceptível que é a partir de uma falta de memória atroz do nosso povo (que, infelizmente, sofre muitas vezes de tal maleita…) que estes resultados apontados pelas sondagens se vão mantendo? Não estaremos, e aqui até me incluo no barco (por mor do meu pecado de há dez anos…), a incorrer num erro grave ao fazer eleger Cavaco como o nosso mais alto representante, sabendo da forma prepotente como já agiu no passado? Não se aclara aos olhos de todos que a presente divisão de candidatos no espectro da esquerda apenas beneficia Cavaco e que o mesmo está a ver se “pega” assim no cargo pretendido, bem esquecidinho e silencioso, logo à primeira rodada de boletins? E, numa última e claríssima interrogação, acham que alguém muda assim de uma década para a outra? Mas acham mesmo? Eu não acho…
Podem sim é mudar os eleitores. Pois é nas mãos desses que está o poder de eleger ou não alguém. Exactamente os mesmos que tanto se queixam de um governo que, ainda há poucos meses, lhes ia resolver todos os problemas. As coisas são assim, ou seja nem sempre como as pintamos na paleta da nossa esperança.
Não vos peço que votem como eu. Embora seja essa a minha vontade. Mas que dêem oportunidade para que haja um confronto directo entre dois candidatos, não se acentuando assim um desequilíbrio que apenas foi causado pela teimosia do líder do partido do Governo em não apoiar um candidato lógico e que logo se disponibilizou para representar a esquerda democrática a que, mas cada vez menos, o Engº Sócrates parece pertencer.
Apenas isso.
publicado por MSA às 13:14
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Coisas d'óptica...

Ou muito me engano ou, esta manhã, e logo após reconfirmar como é singelo o obelisco da Memória, me pareceu que ia de carro até São Jorge. A ilha não estava do lado de lá do Mar como é costume, parecendo antes um prolongamento da Terceira ali a partir das Doze ou de Santa Bárbara. Quase senti o cheiro do almoço que vinha das chaminés. O que também pode ser um desejo vivo de inhames com linguiça. Ou uma simples ilusão de óptica e de sentido. Mas que estava quase cá, ai isso estava...
publicado por MSA às 13:02
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Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2006

Era de esperar, não era?

O candidato presidencial Cavaco Silva manifestou-se hoje indisponível para participar no debate com os seus adversários na Rádio Difusão Portuguesa, sexta-feira, invocando questões de agenda.

Em declarações à agência Lusa, o assessor de Cavaco Silva, Fernando Lima, explicou que "o professor já tem a agenda estabelecida. Por isso, não vai alterar a agenda por respeito para com os eleitores", justificou.

A agenda de Cavaco Silva na sexta-feira inicia-se com uma acção de rua na Avenida da Igreja, às 12:00, em Lisboa, depois de terminar, na noite anterior, com um comício em Viseu.

O horário previsto para a realização do debate na RDP é entre as 10:00 e as 12:00.

Os outros cinco candidatos às presidenciais do próximo domingo estão disponíveis para um derradeiro debate conjunto.

A candidatura de Mário Soares juntou-se hoje às de Manuel Alegre, Jerónimo de Sousa e Francisco Louça para a realização de um debate a seis no último dia de campanha, respondendo a um desafio lançado por Garcia Pereira.

publicado por MSA às 17:01
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Domingo, 15 de Janeiro de 2006

Pois é. Já está!

CarloseNuno.jpg
59º nº423
C.MEDEIROS MARTINS (POR) N. ROSADO (POR)
LAND-ROVER DEFENDER 114h15m08s

PARABÉNS, AMIGOS!
publicado por MSA às 19:44
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Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2006

"Tratar" da saúde à Saúde... (notícia)

hospital.jpg
Uma auditoria geral é a receita passada pela Secretaria Regional dos Assuntos Sociais ao Serviço Regional de Saúde. Finanças, recursos humanos, acessibilidades, listas de espera e prevenção, são algumas das áreas em que se tentarão atribuir responsabilidades e causas para o que não está a funcionar bem.
A prioridade será dada aos Hospitais, seguindo-se-lhes os Centros de Saúde. Todas as unidades de saúde da Região serão passadas a pente fino.
As propostas das empresas interessadas em efectuar a auditoria terão de dar entrada na Secretaria Regional dos Assuntos Sociais até ao próximo dia 15. Experiência internacional em auditorias do género é um dos predicados exigidos pelo Gabinete de Domingos Cunha para a atribuição do estudo.
Com o investimento no sector a ser cada vez mais elevado, facilmente se percebe a urgência de aferir os problemas reais do Serviço de Sáude nos Açores, já que a eficácia parece não corresponder de todo ao investimento.
As piores previsões não excluem a hipótese de alguns dados que servem para analisar a situação estarem viciados de propósito, de forma a encobrir situações cujos contornos são pouco ou mesmo nada claros.
Há o caso de serviços que afirmam não terem necessidade de mais funcionários e que depois revelam escassez de pessoal , o que poderá servir para encobrir rendimentos conseguidos à custa de turnos duplos que põem em perigo a qualidade dos serviços prestados.
O contrário também parece existir, com serviços que têm funcionários em excesso e com situações que encobrem trabalho fictício, que poderá passar pela marcação de consultas falsas, apenas para passar receitas médicas, de forma a preencher quotas de consultas.
Também sobre a ligação entre o sector público e o privado, perecem existir situações duvidosas e já em investigação em várias ilhas.
A anunciada auditoria pode mesmo resultar em processos disciplinares ou processos-crime.
Mas o mais relevante é que parece, desta vez, haver uma firme vontade da tutela em pôr tudo em pratos limpos. O utente agradece. O Jornalista, para já, aplaude.
publicado por MSA às 17:35
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A "careta" de Cavaco...

Um brilho de imagem! A coisa resume-se assim: Na Terça-feira Santana Lopes deu uma entrevista em que declaradamente fez um aviso à navegação, dizendo que Cavaco - caso seja eleito Presidente da República -, poderá originar sarilhos institucionais com o Governo. O ex-Primeiro Ministro (e falo de Santana...) não revelou se vai ou não votar em Cavaco (também ex-Primeiro Ministro...), mas não se escusou em relembrar a recusa do Professor em figurar no polémico cartaz de campanha do PSD com outros antigos líderes laranja. Mas o caricato foi que, já ontem, e depois de passada toda a manhã em actividade de campanha, Cavco Silva tivesse dito não ter conhecimento das declarações do seu antigo Secretário de Estado. E as audiências terão atingido um pico quando o Professor "esgaçou" (em todo o sentido do modo...) uma careta horrível para ilustrar o seu desconhecimento das opiniões com que foi confrontado pelos jornalistas. Uma careta de nível mundial e de não fazer desemerecer um qualquer "cabeçudo" de Carnaval ou uma carranca de um qualquer portão gótico. Boa professor, "ganda" caretada!
publicado por MSA às 15:33
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Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2006

Hino de Campanha - Manuel Alegre.

Fernando Guerra fez a música e a letra, Paulo de Carvalho cantou, a Digitalmix fez os arranjos e a produção. Um hino que vai acompanhar toda a campanha de Manuel Alegre e que ficará nos ouvidos dos portugueses.


Download:


http://www.manuelalegre.com/clips/1136648776D2qQT3qw2Ll46SC0.mp3


Letra de


"Livre e Fraterno Portugal"



Voltar a acreditar neste País
Voltarmos a regar nossa raiz
Voltarmos a sorrir
Sem nuvens a tapar
O sol que vai brilhar no nosso olhar.

Voltar a inventar este lugar
Viver de novo a vida sem esperar
Sonhar o velho sonho
Que temos adiado
E ver este País a acordar.

Livre e Fraterno Portugal
Justo e Alegre Portugal
País feito do mar,
País feito do amor,
País do nosso sonho
Portugal


Voltarmos a cantar este País
Que espera para voltar a ser feliz
Que a Praça da Canção
Não seja uma ilusão
E possa ser refrão dentro de nós.


Livre e Fraterno Portugal
Justo e Alegre Portugal
País feito do mar,
País feito do amor,
País do nosso sonho
Portugal


publicado por MSA às 16:39
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Terça-feira, 10 de Janeiro de 2006

Peça de noticiário.

Escrevi esta peça para os noticiários de hoje, relativa a uma paresentação que ocorreu esta manhã. Como gostei de a ouvir, e achei que tinha dito o essencial de uma forma agradável, aqui fica com o grafismo exacto de quem a leu do lado de lá do microfone:

"Todos se lembram, desde a mais tenra infância, de ter um boletim de vacinas. Pois agora os tempos são outros e a novidade chama-se Boletim Individual de Sáude Oral. O pequeno caderno foi apresentado esta manhã, em Angra do Heroísmo, pelo Secretário regional dos Assuntos Sociais, Domingos Cunha, tratando-se de uma iniciativa pioneira a nível nacional. Depois da Região ter sido a primeira de Portugal a admitir médicos dentistas no seus Serviços de Saúde, já no ido ano de 1990, é agora a vez de se salientar na introdução de uma medida que vai permitir, através das indicações e objectos preconizados pela Organização Mundial de Saúde, traçar uma evolução da saúde oral ao longo da vida de cada açoriano. Desde o nascimento dos primeiros dentes - em linguagem técnica a erupção dentária -, e passando pelos maus hábitos e particularidades da zona geográfica de habitação, registando todos os passos importantes para que nada falte em intervenções dos profissionais de saúde dentária nas idades mais avançadas.

(Som Domingos Cunha-1)

Refira-se que, nos Açores, 15 dos 19 Centros de Sáude estão já com os postos relativos à medicina dentária preenchidos, faltando apenas dotar dessa especialidade as unidades de saúde de Velas e Calheta, em São Jorge, da Horta e de Santa Cruz das Flores. Um problema que Domingos Cunha prevê se resolva dentro de pouco tempo.

(Som Domingos Cunha-2)

Evitar que as crianças cresçam com patologias relacionadas com a saúde oral foi o principal objectivo da Comissão que coordenou e criou este novo Boletim, que passa a constituir, para lá da inovação, uma ferramenta de trabalho importante e cujos frutos se poderão aferir num prazo temporal bastante curto. Ricardo Cabral, responsável pela referida Comissão – que inclui ainda os médicos Artur Lima e Madalena Mont’alverne – encerrou a apresentação física do Boletim com a firme expectativa de que, no futuro, se possa sorrir de outra forma nas nove ilhas. Afinal, é preciso bons dentes para que tal aconteça…"
publicado por MSA às 16:38
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Segunda-feira, 9 de Janeiro de 2006

Grandes Açorianos!

dakaracores.JPG
Prossegue a aventura dos nossos amigos Carlos Martins e Nuno Rosado rumo a Dakar. Ontem foi o dia de descanso, passado em Nouakchott-capital da Mauritânia-, e as boas prestações nas dunas, onde navegaram sempre com muita certeza e confiança, valeu-lhes chegar no Sábado à 85ª posição da geral. Sem dúvida uma prestação de relevo, e que será difícil de manter na restante semana. Mas os objectivos da participação estão a ser amplamente atingidos. Espera-os o Lago Rosa, junto a Dakar!

A foto é a única até agora divulgada da "nossa" equipa em prova. Foi tirada ainda em Portugal pelos nossos colegas (ali das bandas do Marão...) do site

www.puroinstinto.com
publicado por MSA às 17:35
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Parabéns.

Que linda manhã de ilha está hoje. Sei que não ligas às idades, até porque és muito mais jovem e até criança do que qualquer número que te esteja ligado, mas mesmo assim...
Começas uma nova década mesmo que não queiras. E, desde a passada, tens a certeza de olhar para o lado e teres uma companhia que te adora aos olhos e molhos.
Parabéns e leva esta manhã interinha ao coração.
publicado por MSA às 10:17
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Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2006

Um Poema para o Dia de Reis de 2006.

TROVA DO VENTO QUE PASSA (Manuel Alegre)

Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.

Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.

Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.

Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.

Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.

Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.

E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.

Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.

Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).

Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.

E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.

Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.

E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

publicado por MSA às 15:43
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10 Anos.

Avô:
Este ano, pela primeira vez, não chorei de saudades. Sinto-as.

Continuo, orgulhoso, a mostrar a todos o que desenhaste e só me falta o tempo e o labor para escrever a respeito de um forma documentada e verídica.

Foi por volta desta hora que nos disseste adeus. O adeus que foste adiando por vários anos, em que te despediste de forma lenta e custosa.

Hoje, por graças do destino, vou conhecer o poeta Manuel Alegre, coisa que deves ter feito aí há uns 30 ou 40 anos atrás. É também ele actor das várias lutas em que sempre participaste.

Vim há pouco do Porto que sempre amaste e de que aprendi a gostar como meu. Têm um ar de nostalgia estas duas terras em que vivêmos divididos, não é assim?

Tenho saudade, mas não choro. Sei que descansaste.
publicado por MSA às 15:34
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Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2006

O Candidato do Sonho. (crónica)

Manuel Alegre-fotoblog.JPG
Quando estamos a pouco mais de duas semanas das Eleições Presidenciais é natural, embora até para alguns candidatos não seja esse um facto consumado, que os portugueses vão pensando e decidindo exactamente porque pretendem votar neste ou naquele candidato. Da minha parte posso dizer que já tinha escolhido o rumo do meu boletim há uns tempos atrás, ainda mesmo antes de se conhecerem alguns candidatos. E tenho a certeza que, pelo menos um deles, nem se importava de só aparecer a uma semana do sufrágio, preferencialmente do meio do nevoeiro, e tentando extorquir todo o sebastianismo reinante na pátria lusa.
Mas vamos por partes e até tentarei simplificar o que acho pode influenciar uma escolha que, pelos vistos, está altamente inflacionada em termos de acção concreta: a escolha do novo Presidente da República. Para melhor situar as minhas opções tive de fazer um pequeno exercício de memória e recordar os três Presidentes de que me lembro. Afinal com 30 anos nem me podem pedir recordações da luta pela Liberdade, nem tão pouco as sensações dos períodos mais quentes que se seguiram à Revolução dos Cravos. Ramalho Eanes era um militar, eleito e reeleito nos resquícios da febre de Abril e depois na senda de uma oposição, e não só, que temia os rumos propostos por Sá Carneiro. Uma realidade que teve o fim que se conhece e da actuação de Ramalho Eanes ao longo de dois mandatos, pouco mais que a estranha pronúncia consigo recordar. Mas esta é a visão de quem só “acordou” para a política, ainda que precocemente, na reeleição do General. Além disso lembro-me de, na altura, lhe ter escrito uma colorida carta de felicitações à qual nunca respondeu. E isso chateou-me. Mário Soares é e foi um lutador. Embora sendo uma personalidade que em mim desperta sentimentos muito díspares não seria justo retirar-lhe os louros alcançados em determinados momentos. Contra ele está a sua postura de semi-retirado, mas também semi-presidente, durante os últimos anos, e o facto de se candidatar numa idade em que, mesmo reconhecendo a boa forma que ostenta, não considero possa contar com todas as faculdades que lhe deram os méritos reconhecidos. A própria “manobra” partidária é para mim já razão para não haver cruzes no ex-Presidente. Sampaio é um caso à parte entre os três. Não foi nem herói de batalhas (embora tenha um percurso estudantil de grande bravura e contestação ao regime), nem cabeça de cartaz do activismo político. Fez um percurso limpinho até à Câmara de Lisboa e daí aproveitou a onda rosa que se movia em pleno, não se livrando de quase perder para Cavaco na primeira vez que se candidatou a Belém. Teve uma postura de vigilância activa e de contenção verbal a que Soares não nos tinha habituado. Mas falhou redondamente ao permitir a ascensão de Santana Lopes a São Bento, para depois lhe cortar as vazas em tempo útil. E isso, a pouco tempo da despedida, vai sempre constituir uma marca forte na sua passagem pela presidência. Em traços largos é isto que penso do que já passou. Para o futuro, e atendendo aos principais intervenientes da Corrida a Belém (e nem vou tocar na polémica da disparidade de meios e de oportunidades entre candidatos…as coisas sempre foram assim), tive sempre bem presente, e a par e passo com a minha crescente aversão às máquinas partidárias, que a minha escolha apenas poderia recair num único candidato. Sob pena de nem votar em caso de uma segunda volta em que ele não marque presença. Primeiro tenho de confessar o “pecado” de ter votado Cavaco em 1996. Coisa que me servirá de lição de vida…pois um erro não se comete duas vezes. Até porque em 2001 estava fora da Terceira e não pude votar em Sampaio. Ou seja foi um erro a dois tempos e do qual nem falo mais. Como nem falo muito do candidato apoiado pelo PSD, fazendo-lhe abertamente a vontade de passar “ao lado” da campanha, cumprindo um papel de anjo esvoaçante e sabendo-se tão bem que apenas aos grandes grupos económicos a sua eleição poderá garantir sucessos e alegrias. Pode ser que o Povo, o tal soberano, que na hora da decisão é perspicaz lhe faça a “graça” de passar ao lado, mas do lugar mais alto do pódio. De Soares já disse o que penso e que vem na sequência também da sua actuação como Presidente até há dez anos atrás. E depois porque me irrita a vassalagem que muita gente cultiva face a estes dois candidatos. Soares e Cavaco, com as qualidades que tenham, não são gente do meu coração. Quanto a Jerónimo de Sousa e Francisco Louça a minha opinião é bastante semelhante. Têm valor, embora se situem em pólos opostos de vivências e orientações. Jerónimo é um fruto claro do meio operário, mas com a rodagem de um político hábil que soube aprender com os melhores da sua facção. Já Louça perde em habilidade o que consolida em princípios técnicos sustentados. Mas de novo se afoga no mar de extremismo que lhe sinto nas palavras. Também não me cai no goto de todo.
E para o fim deixei a minha escolha, sobre a qual tenho –felizmente- a liberdade de falar e escrever, utilizando o que tão bem o próprio tem sabido partilhar com o seu país: o Poder das Palavras. Manuel Alegre é o homem para quem o Poema rimou com a Vida. É o político e patriota com quem nos podemos isolar do mundo em fraterna ligação com as estrofes, pontos e vírgulas que as reticências da existência teimam em fazer-nos compreender. O homem da poesia que sugere espontaneamente aos ouvidos, com disse um dia o brilhante Eduardo Lourenço, é bem mais do que um letrado trovador de emoções e cometimentos cujo refúgio na política pode equivocar algumas almas mais desatentas. Alegre é um dos vultos da nossa literatura, mas é também um dos mais obstinados lutadores pela liberdade. Esteve preso em Luanda e exilado em Argel. Fez rádio, escreveu e deu a cantar, numa incessante busca de um país que amava mas que via traído por uma amante que ditava leis de ferida. Um homem que, pela sua postura e visão, emociona e desassossega, dando-nos às mãos o direito de lhe folhear os sentidos e as agruras. O político que desperta ódios e paixões. O escritor e poeta que açambarca distinções e também inveja ou desprezo. O homem e o patriota que quis recuperar o modo “Pátria” na bonomia dos sorrisos e não só nas febris manifestações de fuga desportiva. Um ser que se orgulha do chão que pisa e dos passos que deu. Que se movimenta para este embate duro e decisivo criando um movimento de cidadania, onde são bem visíveis ausências físicas ligadas ao poder instituído, e das quais não me ocorre a dúvida sobre qual o quadradinho escolhido no próximo dia 22.
E nestes dias em que Manuel Alegre se desloca às Regiões Autónomas podemos também aferir a sua posição face aos problemas e factos da Pérola do Atlântico e das Ilhas de Bruma. Cada quais com as suas particularidades, mas sendo o candidato directo e claro na forma como se deve encarar o processo autonómico. Que é cada vez mais um cordel incessantemente em busca do fim. Alegre referiu já que o Presidente deve ser uma espécie de provedor da Democracia. Uma “farpa” dirigida a Alberto João Jardim, que disse ser uma pessoa que deve ser chamada à atenção nos múltiplos insultos que já proferiu sobre Portugal. O isolamento não deve prosperar sobre o desenvolvimento, embora assim se apoiem as opiniões de muitos, usando como “bengala” o facto de o mar nos separar do continente e não a optimização dos nossos recursos e ideias como predominância para avançarmos.
E muito poderia aqui estender este texto, em clara discordância com a minha forma de interpretar uma coluna de opinião e que deve ser mais ponderada e efectiva do que extensa e declarativa. Tudo porque acho que devemos saber marcar as nossas posições. E da mesma forma que até entendo quem não quer pôr empregos ou posições em risco pelo apoio a este ou àquele candidato, não compreendo o mutismo a que se viraram muitos dos homens de letras e do saber deste país e destas ilhas numa tão importante batalha como a da eleição do mais alto cargo do país. Escrevam, usem e abusem das palavras para fazer passar uma mensagem de fraternidade e de pacificação do lodoso mundo em que a política se move de há uns largos tempos a esta parte. Não deixem fugir a esperança de, mesmo que só nos corações, termos um homem de papéis com cheiro e alma em Belém, ao invés de outros para quem os rótulos e os cálculos irão sempre cantar mais alto. Façamos desta voz uma nova estrofe, mesmo que passageira, no Poema que rima com a Vida. O Mar e Portugal merecem-nos esse esforço. Não nos fiemos nas sondagens nem do diz-que-disse da maledicência só por si. Podemos e devemos fazer mais que isso. E que a sílaba tónica dos nossos próximos cinco anos seja a da proximidade e da música de termos um lutador que o faça pelos seus.
Lado a lado com o meu trabalho, que continuo a desenvolver com a distância e a imparcialidade que ditam os códigos, eu vou votar no candidato do Sonho. E espero poder fazê-lo por duas vezes…
publicado por MSA às 13:54
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Arco-íris.

arcoiris.jpg
Nada como um arco-íris para começar bem o dia. Mas daqueles mesmo a sério que começam do sol das cores e vão dar a um tesouro em parte incerta.
publicado por MSA às 12:05
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Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2006

Insatisfação.

Pronto, é daqueles dias!
publicado por MSA às 11:19
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Terça-feira, 3 de Janeiro de 2006

Luto.

caceres.jpg
Está de luto o Jornalismo português. Faleceu Carlos Cáceres Monteiro.
Paz à sua Alma.
publicado por MSA às 12:04
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Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2006

Já para a carteira!

2006.jpg
publicado por MSA às 18:39
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O Primeiro Poema para 2006.

ORVALHO (José Fanha)

Roubas a luz
ao céu cinzento
e vestes folhas flores e ervas
com vestidos cintilantes
És água e luz
a mais doce e breve e cristalina.
És o meu amigo das manhãs brumosas
e eu peço que me ensines o ofício claro
da tua transparência
para que me torne num fantástico alfaiate
e cubra a minha amada pela manhã
com o secreto nome
de uma flor feliz.
publicado por MSA às 18:37
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Lisboa/Dakar'2006-ainda na capital...

CarlosMartins.JPG


Carlos Martins, pensativo frente ao Mosteiro dos Jerónimos. Provavelmente a fazer contas aos milhares de quilómetros e areia que a equipa açoriana tinha pela frente. Até agora tudo está a correr bem para ele e para o Nuno.


Acompanhem a prova em directo:


www.dakar.com

publicado por MSA às 11:53
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