Miguel Sousa Azevedo

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Segunda-feira, 31 de Outubro de 2005

Pão-por-Deus.

Amanhã é dia de Pão-por-Deus, tradição que conheço aqui da nossa Terceira e que se desenrola ao longo do Dia de Todos-os-Santos, com as crianças a pedir de porta em porta. É assim?
Tenho presa na cama a minha saquinha do Pão-por-Deus. É Amarela com os atilhos verdes e tem ao centro uma flor de olho cor-de-rosa que lhe dá uma ar bastante "fashion". Acho que é a mais bonita saquinha do Pão-por-Deus que já vi e nem me lembro como veio parar às minhas mãos. Mas deve ter sido há uns 25 anos ou coisa próxima.
Ofereci-a à Anita antes de casarmos. Foi daquelas coisas que senti podia também partilhar com quem queria dividir tudo e o tempo.
Na cama costumamos ter, um de cada lado, os nossos terços - oferecidos pelo Titó, tio abnegado pela religião que a Anita me deu a conhecer -, isto desde que casamos e os temos. Nesta altura só lá está o meu, a Anita levou o dela. No seu lugar está a saquinha do Pão-por-Deus, que agora é nossa. Tem preso um pin do Tweety, que salvo erro compramos em Espanha, e significa um olhar descansado todos os dias à noite. Ao lado prendi um post-it que diz apenas "Ver o Mar". Não me esqueço. Afinal os olhos dela estão reflectidos do outro lado do Atlântico. Até daqui a dias.
publicado por MSA às 17:59
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Dois dias.

Na noite e no interior da ilha verde e húmida de encantos e cheiros de coração.

Mudou a hora.

Continuam as saudades e o vazio de sorrisos.
publicado por MSA às 12:49
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Sexta-feira, 28 de Outubro de 2005

Vemo-nos lá. Até logo.

convitepaularego.jpg
publicado por MSA às 18:46
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...

CrazyBoredPeople.jpg
"Crazy Bored People" - Jim Avignon (serigrafia).
publicado por MSA às 17:31
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Novo recorde.

A ilha Terceira voltou a bater o recorde no número de touradas à corda este ano. A época tradicional vai de 1 de Maio a 15 de Outubro, período em que se realizaram 261 corridas, mais sete eventos que em 2004.
Este ano realizaram-se 68 corridas tradicionais no concelho de Angra do Heroísmo e 46 no concelho da Praia da Vitória. No mesmo período foram realizadas 77 corridas não tradicionais em Angra e 45 na Praia. Em termos de vacadas e bezerradas, o concelho angrense registou 11 eventos e o praiense 14. As freguesias de São Mateus e Conceição foram as que registaram mais touradas (18 e 16 respectivamente). A Casa Agrícola José Albino Fernandes liderou as opções das organizações, registando 70 corridas. Os toiros de Humberto Filipe estiveram na rua em 61 eventos, seguindo-se os dos Herdeiros de Ezequiel Rodrigues, com 57 touradas à corda. Rego Botelho (18), Eliseu Gomes (16), João Quinteiro (16), Irmãos Toste (10), Daniel Nogueira (5), Francisco Sousa (3), Emanuel Branco (3), Francisco Gabriel (1) e Álvaro Amarante (1) completam a lista.


Caso para se dizer Olé Terceira, Olé!!!

publicado por MSA às 13:01
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Quinta-feira, 27 de Outubro de 2005

SAUDADES DE SEMPRE

PASSEIO TODO-O-TERRENO


 


landcruiserblog.jpg


 Recordando


José Manuel Leonardo (“Morcilha”)


Domingo, 30 Outubro 2005


9h00 Concentração Largo Prior do Crato


Informações: 968111657 (Vitor Lima) 966533079 (Miguel Azevedo).

publicado por MSA às 13:11
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Incoerência.

georgebest.jpg
A antiga estrela do Futebol inglês George Best luta contra a morte. O ex-jogador está ligado a uma máquina e a esperança de que sobreviva, segundo os médicos, é muito reduzida.

Mais uma vitória do álcool sobre a genialidade.
publicado por MSA às 13:01
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Quarta-feira, 26 de Outubro de 2005

Politiquice.

Alguém viu as imagens da visita que Rui Rio fez hoje ao Bairro de Aldoar?


Onde estavam as bandeiras do PS?...

publicado por MSA às 17:16
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Comigo o míudo vai sempre atrás...

comigoomiudo.jpg
publicado por MSA às 17:14
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História da Minha Vida.

Estive ontem na gravação de um dos programas do novo formato de Joel Neto, integrado na "Colecção Outono-Inverno" da RTP-Açores. "História da Minha Vida" é um leque de entrevistas que promete emocionar e dar a conhecer novas realidades. Daquelas que costumam estar mesmo "ao lado da porta".


"Uma velhinha do Pico, um jovem da Graciosa, uma agricultora dos Fenais da Luz, um emigrante dos Cedros no Canadá – quase todos os açorianos já tiveram o seu grande momento, feliz ou infeliz, heróico ou decepcionante, duradouro ou fugaz, inacreditável ou apenas divertido. História da Minha Vida, programa de entrevistas com emissão semanal, parte precisamente disso: das histórias excepcionais que um dia aconteceram a açorianos absolutamente comuns, sem qualquer tipo de notoriedade pública – ou com um mínimo dela, em casos excepcionais –, e que, exactamente por serem comuns, nunca mais se esquecerão daquele momento em que se sentiram no centro do universo."


A conhecer melhor, e com actualizações periódicas, em:


 www.historiadaminhavida-oprograma.blogspot.com


Boa sorte, Joel. Em mais este desafio e nova lufada de ar fresco na nossa televisão.

publicado por MSA às 11:25
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Terça-feira, 25 de Outubro de 2005

Notas de Pavilhão. (crónica)

basket.jpg
Durante o último fim-de-semana passei mais horas no Pavilhão Municipal de Angra do que, muito possivelmente, terei lá estado na meia dúzia de anos anterior. A razão é simples. Os locais onde se praticam desportos e que nos chamam as raízes à razão tornam-se carismáticos, levando-nos a criar laços – que por vezes nem nos apercebemos existirem… -, e fazendo-nos necessitar do regresso a esses mesmos locais frequentemente. Senti o mesmo há umas semanas no “velhinho” Campo de Jogos de Angra, tal como quando há uns dias pisei por segundos o “tartan” do João Paulo II. Por certo teria a sensação repetida se ainda existissem a pista de Atletismo do campo de São Mateus ou as descidas de terra traiçoeiras da Grota dos Calrinhos (Pedreira). Ou como ainda a poderei partilhar aos sentidos na próxima deslocação ao Estádio do Dragão, à zona do Confurco no troço de Fafe/Lameirinha, ao Circuito da Costilha em Lousada, ao Circuito da Boavista ou ao mais simples percurso de manutenção do Parque da Cidade, no Porto. Tenho esta coisa debaixo da pele…e ajuda-me, pelo menos, a escrever sobre assuntos e sítios.
Mas voltando ao Pavilhão e ao que se viveu ou recordou no Sábado e no Domingo. Foi fácil reconhecer a grande maioria das caras presentes, embora muitas delas me tenha habituado a ver dentro de campo em jogos que a juventude da minha idade viveu intensamente. Quem não se recorda da estreia daquela estrutura, em inícios da década de 90? Com o Porto de Fernando Sá e o Benfica de Mike Plowden a “patinar” literalmente por cima de tacos a que a humidade conferiu o condão de atirar todos ao chão? Da mesma forma muitos se lembrarão de várias outras actividades que aquele espaço recebeu e que, bem vistas as coisas, bem poderiam ter continuado a passar-se por lá. Mas isso são outras histórias. As de que falo agora prendem-se com outras épocas, tão perto ainda da retina, em que tinhamos o Lusitânia na 3ª ou 2ª Divisão Nacional de basquetebol e um pavilhão repleto de adeptos (é verdade, quem de atrasasse arriscava ver o jogo das “cabeçeiras”…) a puxar por uma equipa toda da cidade, em que o tom “profissional” vinha do americano de ocasião, quase sempre artista de “afundanços” e ressaltos de arrepiar. Claro que toda essa tendência de ovações e emoções vinha das noites de Sábado do Pavilhão do Ciclo onde, aí sim, era impossível atrasar a chegada sob risco de ficar mesmo na rua! E falo sem grande conhecimento de causa dos bastidores de uma modalidade que nunca pratiquei, nem sequer revelei o mínimo jeito para tal, mas que facilmente qualquer adepto desta terra considerava ser o desporto-rei da altura. Actualmente, e com a sinceridade que costumo conferir a estas linhas, tenho dúvidas se ainda haverá desporto-rei por estas bandas…
Tudo porque as solicitações são outras, as escolhas alargam-se a cada década, o sentido crítico esfumou-se pela discussão de quanto custa cada modalidade e quais os apoios “exigidos” por cada equipa para pôr em liça um conjunto de atletas. Quer nos identifiquemos com eles ou não. A profissionalização crescente de vários sectores (festivos, sociais e desportivos…) leva-nos a encarar estes outrora tempos “livres” como actividades em que as “balizas” financeiras se tornaram lei. E da bancada de um pavilhão passamos ao arraial de uma festa…e o sentimento é o mesmo.
E, com a lógica que tento imprimir a cada prosa, lá passei de um assunto para outro (espero que sem confundir…), mas não me esqueci do mote da questão. Da alegria que vi nas caras de muitos após a vitória “certinha” do Boa Viagem/Angra/Açores de Nuno Barroso sobre as nortenhas do Desportivo da Póvoa. Ou logo a seguir das caras menos felizes ante a derrota do estreante Lusitânia-B num jogo que poderia ter ganho. Das expressões de alegria, no dia seguinte, após o passo histórico do Lusitânia/Angra Património Mundial de Manuel Molinero que ultrapassou o todo-poderoso Queluz de Alberto Babo e do “gigante” Leroy Watkins. Como me lembrei de um Sábado há uns anos, na “basquetebolista” cidade de Ovar, em que os “verdes” da Rua da Sé fizeram idêntica “graça” frente à Ovarense. Então o “coach” era Alberto Carvalho, e o “míudo” Samuel Moreira foi o rastilho da explosão dos poucos (mas bons) adeptos presentes. A diferença, se calhar, está mesmo no Tempo. Esse elemento que nos permite recordar outras imagens e vivências, mas impedindo-nos de as reviver por inteiro. Por que já passaram.
Como se calhar já passaram os tempos de amor à camisola que ainda considero a mais leal verdade desportiva. Ou se calhar já não o sinto mas penso que sim…
E falta ainda a “mensagem” política do escrito. Afinal só falar do que já passou está um pouco fora de moda. E essa vai direitinha aos senhores do (re)empossado Executivo Municipal, que em boa hora apoiei e que vencerem retumbantemente no passado dia 9. Há um qualquer piso sintético prometido para o pavilhão de Angra…há já uns tempos. Pode até já estar encomendado, mas convém que a próxima época desportiva começe já com ele. Os que pedem “apoios” também movimentam as massas. E essas só querem do bom e do melhor…
publicado por MSA às 13:30
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Segunda-feira, 24 de Outubro de 2005

A não perder!

FalaQuemSabe.jpg


Hoje à noite (depois do Telejornal) na R.T.P.-Açores


ESTREIA:


 "F A L A  Q U E M  S A B E" !!!


Hélder Xavier (Batista)


Miguel Soares (Agostinho)


& Roberto Borges (Ramiro).


A coisa promete !...

publicado por MSA às 15:29
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Trauteios...

"Deixa-te ficar na minha casa
Há janelas que tu (nunca) não abriste
O luar espera por ti quando for a maré vasa
Ainda tens que me dizer porque é que nunca partiste"

(Filarmónica do Gil - 2005)

-A nossa última música "continental". E que me molhou os olhos esta manhã...
publicado por MSA às 11:32
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Domingo, 23 de Outubro de 2005

Pela ilha de bruma.

Chove...que se desunha.
publicado por MSA às 19:47
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Sábado, 22 de Outubro de 2005

1 X 2

Totobola.jpg
Ontem entrei na "Cristal" e joguei no Totobola.
Senti-me mesmo "old-fashioned"...
publicado por MSA às 20:25
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Sexta-feira, 21 de Outubro de 2005

Mas...aquele era o Cavaco?...

cavacosilva.jpg
Como a maioria dos portugueses (presumo) acompanhei ontem a declaração oficial da candidatura de Cavaco Silva à Presidência da República. Como todos que puderam testemunhar o facto em directo pude perceber que, por vontade dos jornais e das televisões, o homem até escusava de ir a votos...porque já ganhou. A divisão da Esquerda, a idade de Soares e mais uns factores de última moda e já todos sabemos quem irá para Belém em 2006. E agora pergunto. Quem era aquele homem bem disposto e ligeiramente amável que se apresentou ontem aos portugueses?
Não era certamente o Cavaco das forças de bloqueio nem do bolo-rei. Não era certamente o Cavaco sem riso que nos governou dez anos sem revelar nada do seu lado humano. Não era o Cavaco que permitiu a carga no Buzinão da Ponte 25 de Abril. Não era o Cavaco que demitia Ministros com um telefonema...ou pelo jornal. Não era, pelo menos, o Cavaco que eu recordo das décadas de 80 e 90.
Decididamente aquele homem não era o Cavaco...

PS-E só de pensar que eu até votei Cavaco...
publicado por MSA às 16:36
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Zapping...

Por norma apenas os canais de notícias me chamam à atenção durante a manhã. Aliás há já uns meses que não vejo um programa inteiro no espaço temporal que vai até ao meio-dia.
Acidentalmente fiz um zapping nacional.
Na RTP-1 Fernando Tordo canta "Cavalo à Solta" perante o olhar encantado de uma criança.
Na SIC Carlos Cunha verbaliza com Fátima Lopes uma rábula sem graça em que encarna um cabeleireiro homossexual.
Na TVI Manuel Luís Goucha faz um auto-elogio (mais um...) sobre a forma como ontem cantou um fado.
Nem me vou pronunciar sobre a escolha mais apetecível...
publicado por MSA às 12:03
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Quinta-feira, 20 de Outubro de 2005

Três Laranjadas.

1) Victor Cruz abandonou a liderança do PSD/Açores ontem à noite. Depois da vitória festejada nas eleições do dia 9, afinal não havia "condições" para continuar e "a missão estava cumprida"...


2) Berta Cabral, sempre apontada para suceder a Cruz (quase desde antes do dito chegar à liderança...e no seguimento do que aconteceu com Cruz face a Costa Neves e depois a Manuel Arruda...), já se declarou indisponível para liderar o Partido na região. A Câmara de Ponta Delgada, que voltou a vencer de forma categórica, é a prioridade de Berta.


3) Natalino Viveiros (mas onde andava este homem?...) anunciou a sua candidatura à liderança do Partido. Será a descredibilização a tomar conta da força laranja nos Açores? É que haja vitamina para tanta contrariedade...

publicado por MSA às 17:43
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Quarta-feira, 19 de Outubro de 2005

Neblina.

A dos olhos pela manhã.

A do tempo pelo dia fora.

A da escuridão à noite.
publicado por MSA às 16:13
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Partidarices.

O Partido Socialista afirmou já que nenhum dos seus militantes poderá utilizar meios, instalações, ou seja o que for ligado à força partidária para apoiar a candidatura de Manuel Alegre à Presidência da República. Embora sem referências duras de apelo à disciplina partidária, o porta-voz do Partido Jorge Coelho (que já não o é...) disse que os militantes devem apoiar e esforçar-se por fazer valer a candidatura apoiada pelo Partido: a de Mário Soares. O ex-coordenador autárquico (pois também deixou de o ser...) do PS foi claro e conciso nas palavras, percebendo-se que o Partido está pouco interessado em ouvir vozes contrárias no seu interior.
Assim vai a liberdade de escolha e a pluralidade de ideias por este país. Já agora, que raio fará agora Jorge Coelho? Esperemos que também possa "queimar" a candidatura soarista...
publicado por MSA às 16:10
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Terça-feira, 18 de Outubro de 2005

(Instituído)

Tuesday is:


 Bowling.jpg


"BOWLING DAY"!!!

publicado por MSA às 16:09
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Um Poema para o dia 18 de Outubro de 2005.

ILHA (J. Tavares de Melo)

Basalto enegrecido pela brisa
-Círculo de chegada e de partida de uma âncora.

Ilha, deserta ilha...
publicado por MSA às 16:01
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A7.

A equipa da Luz volta hoje aos relvados espanhóis, quase seis anos depois do célebre jogo contra o Celta de Vigo, no Estádio Balaidos (25-11-99), que viria a motivar a "anedota" da Auto-Estrada. Simples de contar, a história resumia-se a perguntar qual a Auto-Estrada que ligava Lisboa a Vigo, ao que se respondia: "-a A7"... Tudo porque foi esse o número de golos com que o Celta (na altura capitaneado por Mostovoi) brindou a turma da Luz no dito jogo. Na altura eu estudava no Porto e pensei ser o único autor da "piadinha"...até chegar às aulas no dia seguinte...
Hoje, e sabendo que o único jogador da equipa repetente em deslocações a Espanha é Nuno Gomes - que brindou o "meu" Porto com dois "secos" no Sábado -, nem me habilito a inventar mais graçolas. E amanhã vejo Futebol só em casa...
publicado por MSA às 15:51
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Visto de fora...

Monte Brasil
publicado por MSA às 13:10
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Segunda-feira, 17 de Outubro de 2005

Ainda sobre o jogo de Sábado...

Nunca pensei sofrer tanto por ver um "clássico" no Dragão à distância. Nunca pensei que, passada quase década e meia, a equipa da Luz fizesse a graça de ganhar por ali. Apenas por regra não escrevo a falar mal do "meu" Porto, afinal, e se não o fiz na época passada, a lógica teria de impedir-me de tal...
Seja como for vi o jogo em três locais diferentes, sem nunca me sentir à vontade, e não roí as unhas porque já há tempos perdi esse vício...
Nem sei bem o que dizer sobre este "nosso" Porto. Apenas que me mexe com os ânimos de uma forma nunca sentida.
Nunca pensei sofrer tanto por ver um "clássico" no Dragão à distância...
publicado por MSA às 11:19
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Sexta-feira, 14 de Outubro de 2005

Fim-de-Semana...

Está mais um à porta. As solicitações são muitas e as hipóteses de diversão não faltam. Dos toiros à musica. Do basquetebol ao humor. Do Todo-o-Terreno ao Futebol. Tenho tanta coisa para fazer nestes dois dias que nem sei como me vou orientar.
Falta-me apenas a companhia com quem gosto de partilhar tudo isto...
Saudades. De sobra.
publicado por MSA às 19:07
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Um Poema para o dia 14 de Outubro de 2005.

O MAR (António Ramos Rosa)

Ondas que descansam no seu gesto nupcial
abrem-se caem
amorosamente sobre os próprios lábios
e a areia
ancas verdes violetas na violência viva
rumor do ilimite na gravidez da água
sussurros gritos minerais inércia magnífica
volúpia de agonia movimentos de amor
morte em cada onda sublevação inaugural
abre-se o corpo que ama na consciência nua
e o corpo é o instante nunca mais e sempre
ó seios e nuvens que na areia se despenham
ó vento anterior ao vento ó cabeças espumosas
ó silêncio sobre o estrépito de amorosas explosões
ó eternidade do mar ensimesmado unânime
em amor e desamor de anónimos amplexos
múltiplo e uno nas suas baixelas cintilantes
ó mar ó presença ondulada do infinito
ó retorno incessante da paixão frigidíssima
ó violenta indolência sempre longínqua sempre ausente
ó catedral profunda que desmoronando-se permanece!
publicado por MSA às 12:58
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Quinta-feira, 13 de Outubro de 2005

Coisas d'eleições... (crónica)

homemurnablog.JPG
Toda e qualquer apreciação às eleições do passado Domingo carece de uma reflexão prévia. Neste caso esperei quatro dias, durante os quais não tive a mínima vontade de escrever, o que permitiu ir alinhavando ideias sobre o que se passou, condimentado-as – aqui e ali – com as diversas reacções que os resultados foram motivando.
Logicamente que o Partido Socialista saiu derrotado da batalha autárquica no todo nacional. Um pouco devido aos já habituais “castigos” que os portugueses impõem à força que está no poder, assim como que a provar que não sabem mesmo destrinçar o que são diferentes eleições, mas também porque os erros de “casting” foram por demais evidentes. Na minha opinião os grandes vencedores da noite foram Carmona Rodrigues e Rui Rio. E se ao primeiro já era augurado o triunfo, face à postura altiva e irritante timbre do opositor Carrilho, já Rio travou uma dura batalha mas que veio provar a perspicácia dos portuenses na hora de ir às urnas. E claro que com isto não vou “misturar” Carrilho com Francisco Assis, já que o candidato socialista à Câmara da Invicta estava, notoriamente, muitos “furos” acima do marido da esbelta Bárbara. Outro dos embates aguardados era o de Sintra, onde João Soares voltou às derrotas (já lá vão três…que me lembre) e, mais que isso, o estridente Jorge Coelho (que passou a campanha a berrar um pouco por todo o território…num registo e violência que já não se deviam usar) se viu afastado de poder liderar a Assembleia Municipal. No total nacional a destacar ainda a subida de forma da CDU de Jerónimo de Sousa, prestes a provar que a “velha” esquerda ainda está bem viva e que se aguarde pelas Presidenciais para aferir o peso eleitoral daquela faixa. Ainda com direito a referência a falta de chama do CDS/PP que continua em busca de um rumo…ou mesmo de uma denominação definitiva! Do Bloco de Esquerda continuo sem saber o que dizer…
Mas mais do que os vencedores e vencidos, no que aos números diz respeito, acho que se confirmou a completa descredibilização do sector político. E as provas não podiam ser mais concretas com a eleição de candidatos (por margens, algumas, escandalosamente grandes…) que são arguidos em processos judiciais, que já fugiram à justiça, ou que são mormente nomes ligados ao que de mais “podre” há nos meandros autárquicos. Salvou-se a bela cidade de Amarante, onde o povo foi quem mais ordenou ao mandar por desbarato dar uma “volta” o senhor Ferreira Torres, que até dois jornais fundara para falar bem dele próprio. Eleitos com larga vantagem foram Fátima Felgueiras (cujo bronzeado não esconde as origens do recente exílio…mas, sempre presente!) e o voraz Valentim Loureiro que, à sua moda, não se escusou a ser novamente o mais selvagem na hora das comemorações. Isaltino Morais também ganhou mas com escassa margem e terá de dividir os dias com vereadores da oposição…enquanto faz contas à vida…lá por fora. Em comum tinham estas figuras o facto de concorrerem como independentes, uma “janela” aberta por recente legislação que, ao invés de fomentar a criação de movimentos supra-partidários, se destinou a albergar gente com problemas com a lei. Razão tinha, há dois dias, Macário Correia ao dizer que se sentia “mal por ter de dividir reuniões com pessoas de índole suspeita”…E logo ele, que não será umas das nossas sumidades em apreciações sociais ou tiradas de recorte (lembram-se da campanha em que “beijar alguém que fuma é como lamber um cinzeiro”…?)…
Por fim, mas não “para” o fim, a apreciação sobre os resultados eleitorais nas ilhas. Na Madeira o mínimo que se pode dizer é que a “máquina” laranja deve estar de novo oleada para ameaçar e contrair os espíritos. 11 Câmaras, 11 Vitórias para o PSD às ordens do boçal Alberto João.
Nos Açores a coisa fia mais fino. O PSD manteve 11 das 13 Câmaras conqustadas em 2001, perdendo Praia da Vitória e Ribeira Grande para os socialistas, que passam assim a governar em 4 das 5 cidades da região. De registar que a aparente vantagem no total de votos é enganadora, já que o PSD beneficia directamente com a retumbante vitória de Berta Cabral em Ponta Delgada (16345 contra 6119 votos), essa sim a vitória histórica a que Vitor Cruz se deveria referir. E calculo que se vá referir várias vezes à presidente reeleita nos próximos tempos…
Por cá, na nossa Terceira, a onda rosa “varreu” o lilás a preceito. E se, em Angra, a vitória de José Pedro Cardoso seria já esperada por muitos, na Praia a escassa vantagem de Roberto Monteiro sobre Clélio Meneses (3,3%) espelha bem quão disputada foi a eleição.
Tenho a minha visão dos factos e que é a seguinte: Em Angra do Heroísmo, e pese embora a escolha de Costa Neves - como “peso-pesado” da política nacional – a estratégia do PSD não se revelou desde logo como uma aposta de relevo. A campanha laranja, e o dito (vezes a mais…) compromisso Angra Concelho/ Angra Cidade, foi aguerrida no mau sentido. E não chegou à maioria dos votantes, mesmo face à envolvência pessoal que o candidato, e bem, nela delegou. José Pedro Cardoso foi previdente ao não entrar em polémicas, não beliscando assim a obra herdada (mas na qual participou activamente…) da gestão de Sérgio Ávila. Não se pense que o candidato do PS “dormiu” à sombra dos louros alheios, já que é sabido o grande trabalho que desenvolveu com as juntas de freguesia e que, logicamente, terá resultado numa vitória em que chegou a um maior número de votos (9495 contra 9341) que Sérgio Ávila em 2001, embora com uma percentagem ligeiramente inferior; Na Praia da Vitória a inversão de forças revela um certo “cansaço” político no Concelho, e onde foram apontadas as freguesias rurais como chave da vitória socialista. Pode não ser bem assim, e assuma-se que o Governo terá agora por certo um papel mais activo no desenvolvimento praiense. Não que não o fizesse antes, mas que o fará de outra forma isso é certo. Os dois candidatos equivaliam-se bastante no tocante à retórica e à defesa dos seus projectos. E, “tricas” e plágios à parte, o resultado de Domingo é um reflexo claro de uma escolha democrática, onde a sucessão política nunca é um dado adquirido, antes alinhando a Praia da Vitória por um padrão que já se viu em Angra. E o futuro dar-me-á ou não razão.
Últimas linhas para quem não foi votar. E ainda foram muitos. Tratando-se de eleições de cariz local, não aceito que nenhum dos abstencionistas do dia 9 se queixe de uma pedra de calçada ou buraco que seja. Foram chamados a responder e faltaram!...
publicado por MSA às 13:31
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42 - PAULETA - 42

Pauleta.jpg
publicado por MSA às 11:27
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Quarta-feira, 12 de Outubro de 2005

Sentido.

Não adormeço sem sentir que sossegaste. Num respirar mais profundo reconheço que bates o coração em sintonia. Com o beijo de boa noite. Com o abraço da acalmia que sorri.

Desejo um sol posto em que o cheiro das flores se fosse no escuro.
Desejo uma fonte de àgua fresca que secasse ao entardecer.

Tudo e tanto. Tal como o Mar que se nos abre...
publicado por MSA às 15:48
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Terça-feira, 11 de Outubro de 2005

Ilhéus.

Ilheusjpblog.jpg
Foto: João Paulo Ávila.
publicado por MSA às 18:49
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Segunda-feira, 10 de Outubro de 2005

Geriatria.

Qual será a próxima "saída" de Mário Soares?

Talvez ir votar nas Presidenciais com um "pin" a dizer "Soares é fixe"?...
publicado por MSA às 11:47
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Domingo, 9 de Outubro de 2005

Telegrama.

Peres Campeão. Parabéns. -STOP- Portugal no Mundial. Joga que tomba. -STOP- Vou votar. -STOP- Votem bem.
publicado por MSA às 16:03
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Sexta-feira, 7 de Outubro de 2005

Amanhã temos Campeão! Agora, quem será?...

HF.jpg 


Horácio Franco/Francisco Furtado (Mitsubishi Lancer EVO 8 MR)


 


FP.jpg


Fernando Peres/José Pedro Silva (Mitsubishi Lancer EVO 8 MR)

publicado por MSA às 19:25
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O último debate.

Estive hoje a assistir ao vivo ao derradeiro debate entre os candidatos à Câmara de Angra do Heroísmo, no auditório do Rádio Clube de Angra - uma "casa" que ainda me diz muito...

Não gostei, de todo, da postura algo mesquinha e arrogante de Costa Neves. Esperava outra atitude de um homem com nome feito na política e na vida pública. Acabou por embarcar nos casos pontuais e nos arrufos eleitorais para disfarçar um programa que, por completo e detalhado que seja, pouco traz de novo à realidade angrense. Podem ser 132 propostas, mas esperava mais de quem anuncia um "Novo Tempo" para a nossa cidade.
Também não posso dizer que tenha gostado da prestação do actual presidente José Pedro Cardoso. Julgo que deixou claro, ao longo da campanha, que o "fantasma" de Sérgio Ávila tem mais peso eleitoral que o desejado. Não foi claro nem convicto na forma de abordar as questões e deixou-se "apanhar" vezes demais nas rasteiras sucessivas de Costa Neves. Penso que o PS-Açores só teria ganho com um apoio mais eficaz na campanha e na preparação de um candidato que, mesmo assim, é ganhador.
Surpresa, pela positiva, por nova prestação equilibrada de Nuno Melo Alves, mantendo uma postura impoluta e bem humorada. O líder popular de Angra soube gerir bem as palavras e, como já tinha feito, mencionou os seus projectos na hora certa e no tom adequado. Dava um bom vereador, dava sim.
Quanto aos candidatos das duas forças da esquerda assumida presentes, nada de novo a destacar. Têm o discurso da totalidade dos seus ditos camaradas e nada me dizem às emoções. A esquerda "funda" só será alguém em Angra quando tiver candidatos daqueles de "coração" e alma aguerrida. E, já agora, o dom da palavra ajuda um pouco...

Em suma, tenho dois boletins de voto com destino assegurado - Câmara e Junta de Freguesia -, quanto à Assembleia Municipal será o dia de reflexão amanhã a fazer oseu papel. mas julgo que irá destoar dos restantes...
publicado por MSA às 19:18
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Caras.

Vejo dezenas de caras até chegar ao trabalho. Umas conhecidas outras não. Umas mais velhas outras que me fazem lembrar algumas que faltam.
Os carros mudaram, as cores das casas são outras, e a chuva destes dias dexou rasto na cal e nas bermas.
Vejo caras. Dezenas delas e com diferentes expressões e anseios. O que dirão da minha, logo pela manhã?...
publicado por MSA às 11:16
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Quinta-feira, 6 de Outubro de 2005

Cores e sabores.

Sinto falta do nosso frigorífico sempre asseado e simetricamente arrumado. Sem pinga de gelo a mais ou ponta de frio a menos.
Sinto falta da nossa despensa com as cores ordenadas e todas as especialidades divididas por prateleiras e secções devidas. Mas sem ser enfadonha e com espaço para diversas coisas inúteis, como convém ter numa despensa.
Sinto falta dos refogados feitos a rigor e de um arroz a sair no ponto (a minha parte...), ou de uns panados estaladiços onde o limão imperasse e de um ovo estrelado fora-de-horas e risonho (a tua...).
Sinto falta. E tenho fome...
publicado por MSA às 13:03
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1º Açores Cat...

1AcoresCat.JPG
Foi há exactamente dois meses...

Que grande dia de mar no "Concorde" e com o sol em força...
publicado por MSA às 11:48
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Terça-feira, 4 de Outubro de 2005

Objectivo: Praça Velha. (crónica)

cmahblog.jpg
No próximo Domingo o Portugal local vai a votos. As autárquicas são talvez o último reduto personalizado relativo ao dever cívico que é votar. Ou talvez não, afinal depois das “avalanches” partidárias apareceram os movimentos “por” isto e “para” aquilo, que “amam” e “sentem” lugares até à exaustão. E, como que a provar que a contemporaneidade vai acompanhando o acto eleitoral, surgem agora os movidos a processos-crime, os sempre presentes evadidos da justiça e outras medidas de coacção que tais. É o folclore das autárquicas no seu melhor com alusões aos símbolos dos ditos movimentos e recorrentes correcções ao quadradinho certo, de modo a convencer o mais desatento de que na hora é que interessa, e que mais que as pessoas valerão as cruzinhas… Isso sim é que os leva. E muito poderia agora dizer se embarcasse num retrato nacional destas duas semanas, por certo turbulentas nuns concelhos, sossegadas noutros e, no mínimo, anedóticas em pelo menos quatro ou cinco deste nosso luso quintal…
Mas não alinho por aí e prefiro, a poucos dias do acto eleitoral de Domingo, falar apenas dos cerca de 240 quilómetros quadrados, onde estou recenseado desde 1993, e onde habito de novo há cerca de dois mesitos: Angra do Heroísmo.
Cada vez mais, e na realidade açoriana, Angra vai seguindo os ventos da mudança. Primeiro acompanhando o todo regional na mudança de cor política e depois no crescimento eleitoral dessa mesma cor política, ultrapassando até as percentagens obtidas nas nove ilhas. Pode dizer-se que Angra é, de há uns nove anos a esta parte, o “chavão” por onde se encontra a tendência do voto açoriano. E tudo isto bateria certo, não fosse o simples facto de a força partidária que é oposição nos Açores desde 1996 ter a seu cargo treze das dezanove autarquias de Santa Maria ao Corvo.
Mas estas linhas não serão um claro apelo ao voto em nenhum dos candidatos à Câmara de Angra, a não ser que assim o entendam. Tenho, como qualquer pessoa que gosta da sua cidade, uma forma crítica de ver o que nela se faz. Facto que se calhar amplifico pessoalmente, dado que a minha nostalgia de sempre se enquadra nos ares que se respiram nesta Angra quinhentista, já ferida pelo sismo, mas sempre de cabeça erguida e pronta a novos desafios e descobertas. Por isso mesmo segui com atenção a metamorfose virada a mar que esta urbe de esquadria acertada sofreu nos últimos anos. E, mesmo sem ser um acérrimo defensor de algumas das opções – e que estiveram em discussão pública, isto para os mais incautos e que parece esqueceram isso no calor das campanhas… -, devo ser coerente com a sensação que hoje tenho ao abeirar-me da baía. Reconheco-a e sinto nela as afinidades de outrora, mesmo sabendo que já lá não estão alguns traços que me fizeram crescer. E a mim, como a muitos outros angrenses, o dever de reconhecer obra feita – com ou sem integral concordância pela linha seguida – é uma sequência lógica dos tempos. Os mesmos que também impediram que estas e outras obras fossem feitas mais cedo. Ou talvez reconhecer créditos e qualidades às pessoas ligadas a estas e a outras iniciativas. Não as mesmas que noutros tempos seguiram direcções distintas. Afinal eram outros e outras. Os tempos e as pessoas.
Como angrense de orgulho estamapado pela história da sua cidade, vejo com bons olhos muitas das distinções que a mesma vai levando mundo fora. Umas pela sua história emérita, outras pelo rumo que para ela se traça nesta altura. E é aí que páro, escuto e penso. Nem tudo pode ser feito de uma só vez. Nem para tudo haverá condições, fundos e disponibilidades imediatas. Mas o rumo está lá e traçado com o preceito que se impõe. Por estes tempos e por estas pessoas. E por um crescimento que se impõe como prioridade, desde que orientado e dimensionado às vontades e quereres de Angra. Dento e fora da sua malha urbana.
Com uma população de cerca de 28000 votantes, dos quais cerca de metade entende não exercer esse direito, vamos a ver quantos pensam pela mesma bitola que eu. Se é que a quis explicar…
publicado por MSA às 15:45
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AVISO:

A partir de 17 de Outubro na RTP-Açores...


FALA QUEM SABE !!!


FalaQuemSabe.jpg

publicado por MSA às 11:31
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