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PORTO DAS PIPAS

miguel de sousa azevedo - açores

PORTO DAS PIPAS

miguel de sousa azevedo - açores

30.Set.05

"Lembrete" para o Sr. Adriaanse:

jcosta.jpgNome: Jorge Costa
Nome Completo: Jorge Paulo Costa Almeida
Posição: Defesa Central
Data de Nascimento: 14-10-1971
Altura: 1,88m
Peso: 86kg
Nacionalidade: Portuguesa
Equipa Actual: Futebol Clube do Porto
30.Set.05

Mota.

motaJP.JPG-Foto de João Paulo Ávila, durante a iniciativa "Dias In_úteis"-136h 10m em Santa Maria, do Instituto Açoriano de Cultura e inserida no Projecto Atlântico de Arte Digital.
29.Set.05

A Vida e a Dona Margarida… (crónica)

imagemMargaridablog.jpgHá já uns valentes anos que não ia ao Teatro na Terceira. Para terem a noção de quanto tempo passou, e se a memória não me atraiçoa, acho que a última vez que me sentei numa plateía da ilha lilás e ouvi as três pancadas de Molière terá sido para uma peça, no Teatro Angrense – cujo nome já foi no rol do esquecimento –, que juntava em palco quatro actrizes, sendo que duas delas eram Helena Isabel e Julie Sargent. Aliás até posso acrescentar que o mote dessa ida foi mesmo ver a primeira delas…ao vivo.
Mas, e passado todo esse tempo – que nem sei precisar… -, fui a semana passada à estreia da mais recente produção do Grupo de Teatro “A Teia”. Uma encenação de António Terra, para um texto de Roberto Athayde, e que colocou “Apareceu a Margarida” à responsabilidade da actriz Judite Parreira, que assim debutou na fórmula do monólogo. E se bem não quis acusar a responsabilidade de representar um texto que teve já dezenas de visões e actuações diversas, e um pouco por todo o lado do mundo, melhor o provou revelando um à vontade e um brio profissional de fazer corar muito nome graúdo das artes de palco. Devo dizer que nunca tinha assistido a nenhum desempenho da actriz, o que mais ajudou a ficar impressionado face ao enlevo e a entrega com que presenteou as cerca de 60 pessoas que emolduraram o cenário intimista criado para o efeito sobre o palco do Auditório do Ramo Grande. Mas mais do que fazer uma crítica à peça em si, afinal que traquejo tenho eu na área (?), deliciou-me a ligação que um texto riquíssimo e variado fez, num ápice, à minha forma de ver coisas da vida.
Sem querer “estragar” a surpresa do desenrolar da peça, até porque parece que será reposta e ainda bem, tenho de aferir depois daquelas duas horas (e duas “aulas”…) de Dona Margarida, assim se chamava a tresloucada professora que a brasilera Marília Pêra em boa hora encarnou, que a figura do poder abusivo se mostrou em excelência. Um pouco como todos sentimos nas nossas vivências diárias, aquela impotência perante factos consumados até me incomodou de início. Mas logo me apercebi do rumo que o autor dava às palavras, assim como da forte componente física cujos movimentos cuidados e um bom jogo de luzes souberam encaminhar-nos ao âmago das aflições e dos sentidos…
E depois havia aquele retratar fiel de uma “Dona Margarida” (como muitas haverá…ou muitos, noutros contextos…) que era portuguesa ou quase praiense. Uma sobreposição do dia-a-dia com um texto que se revelou intemporal, sabendo-se que saiu da ditadura brasileira e que nas entrelinhas dos seus suspiros há um grito de liberdade premente. Sem me socorrer do programa da peça facilmente identifiquei o que todas aquelas palavras e impropérios (na dose certa e na hora marcada…) poderiam dar como recado a uma realidade também insular em que a nossa prisão somos nós mesmos e a vontade de “sair” dela se dilui na construção de novas ideias. Tudo isso se “tirava” daquelas duas horas (e duas “aulas”…). O crescimento do ser é versado em diferentes alturas e, sem me imiscuir na eventual carga erótica que a peça transporta, pode-se aclarar ao longo das frases uma bipolaridade crescente nos comportamentos mais extremos ou lascivos que o decorrer da mesma acarreta. Tal como as andanças da vida. Tal como os momentos que antecedem ir ao Teatro. Ou tal como os que se lhe poderão seguir…
Mais do que uma aula ou uma lição, que são o ambiente recriado para se desenrolar a acção de “Apareceu a Margarida”, há mensagens e dicas que levamos para casa e para os dias. Há um “depenicar” sentimentos que se rasgam pelas palavras fortemente tratadas com desdém, compaixão ou raiva. Há, no final, aquela sensação de que valeu a pena assistir a tudo. E guardar a parte que nos coube dos ensinamentos. Afinal era mesmo uma “aula” e afinal o Teatro pode mesmo fazer parte da nossa vida. Basta que o encaremos como tal…uma parte.
Em jeito de prova e posso acrescentar que, durante a tal peça de que não me lembro o nome e onde brilhava Helena Isabel, uma troca de olhares nos agradecimentos finais terá sido, para mim, a parte mais intensa do enredo. Depois das gargalhadas ou desilusões da peça ou da vida, também aquela troca de olhares fez parte da vida e dos dias…
28.Set.05

112 Anos (1893-2005)

height=204 alt=dragaoparede.jpg src="http://portodaspipas.blogs.sapo.pt/arquivo/dragaoparede.jpg" width=300 border=0>

A chama do Dragão continua bem acesa, neste dia em que se conta mais um aniversário de um clube que é já o símbolo vivo de uma cidade, de uma região e até de um país. Em mais um ano de alma azul-e-branca, "delego" na minha Anita e no nosso sobrinho "Pires" a presença no jogo desta noite frente ao Artmedia, para a Liga dos Campeões...

Ir ao Estádio do Dragão em Quarta-feira europeia...mais uma coisa de que sinto saudades. Haverá remédio para os nostálgicos incorrigíveis?...

color=#0066ff size=6>Força Porto!!!

28.Set.05

As "pisaduras" do nosso Futebol...

Intensa continua a ser a polémica relativa ao acordo publicitário que a Liga de Clubes estabeleceu com o portal de apostas


 www.betandwin.com


Ora, e dado o estado de guerrilha constante que vive o nosso Futebol, proponho que seja dado espaço à indústria farmacêutica (que até anda a contas com os "danados" dos genéricos...) e, aproveitando até a base dos logotipos que se colocam junto às balizas da discórdia, se passe a ler:


www.betadine.com

27.Set.05

-À frente da moda.

runningsocks.jpgAs "running socks" estão aí e vieram para ficar! Há cerca de dois anos a esta parte o país foi literalmente "invadido" por este espantoso e útil acessório, que há cerca de meia dúzia de anos tinha já aderido aos "running shoes" como moda e motivo de afirmação económica ou social.
Sem me querer vangloriar, devo dizer que, desde os 14/15 anitos, sempre achei que as minhas sapatilhas de correr ficavam muito bem com qulaquer tipo de roupa. Pelo que não me escusava a sair à noite com elas ou a ir a qualquer tipo de festa com as mesmas. Lembro-me de umas Nike Air Icarus - roxas e douradas - que me fariam as delícias actuais, caso ainda existisse o modelo. Quanto às ditas meias que todos acolheram com fulgor (ai não, que uma sapatilha veraneante em pé nu todo o dia é coisa desagradável ao tirar...) a história ainda é mais engraçada. Sempre houve aquelas "sleeping socks" com "pompom" no calcanhar que compravam na "Base", agora meias pequenas só as de ténis (mais indicadas, na altura, para as senhoras...), e foram sempre essas que usei. Mas, numa altura em que decidi fazer uma pré-época por minha conta lá para finais de Agosto (acho que tinha 16 anos), o problema da "marca" de sol no tornozelo foi de pronto resolvido. Cortava meias normais, aí pela fronteira da sapatilha com o calcanhar, e estava feito. Ou seja, uso "running socks" já desde 1991!...
27.Set.05

Pergunta inocente...

Porque será que se refere sempre, em alturas de crise sísmica - como é o caso recente da verificada na ilha de São Miguel -, que o "evento atingiu o grau X ou Y da escala de Mercalli modificada"...?
Terá esta pergunta uma resposta fundamentada em questões técnicas, disso nem tenho dúvida. Mas o que acho é que se poderia generalizar a questão, resolvendo deixar de lado a modificação da escala criada pelo Sr. Mercalli. Ou então poderíamos passar a usar o esquema em coisas como Euros (Escudos modificados...); Quilómetros (Milhas modificadas) ou até Questões (Perguntas modificadas...).
26.Set.05

SMS (de ontem)

Chego à baía. Vim a pé. Olho o Monte Brasil e o nosso Porto das Pipas...
Vejo-nos num passeio ao fim da tarde. Enamorados e cúmplices de sorrisos e olhares. Tenho saudades e já conto o tempo...Que bom saber que nos temos.
22.Set.05

Não há carros em Angra...

angra sem carros.jpgRua da Sé, do Galo, de Santo Espírito, da Garoupinha, do Morrão, Ladeira de São Francisco, Rua do Marquês, do Palácio, Largo Prior do Crato, Praça Velha, Rua Direita, de São João, do Salinas, Rua da Rosa, Carreira dos Cavalos, Rua de Jesus, dos Canos Verdes e do Barcelos. Está tudo fechado ao trânsito automóvel. E até para mim, que adoro conduzir e passar pela minha cidade e que detesto ficar parado no trânsito como hoje acontece nas artérias alternativas ao centro de Angra, isso é um alívio...
Respira-se da Praça Velha ao Alto das Covas um ar diferente. Em direcção ao Mar da baía quinhentista há crianças, cor e alegria. Tudo num ar saudosista a que as velhas paredes podem juntar-se em memórias de outros tempos.
Se é ou não assim que devia ser nem arrisco o palpite. Sei que é um prazer passear por Angra. Mas respirando a brisa marítima que atravessa o casario...e na calma de não olhar a passadeiras.

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