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PORTO DAS PIPAS

miguel de sousa azevedo - açores

PORTO DAS PIPAS

miguel de sousa azevedo - açores

30.Jul.05

Acreditar.

Às vezes desanimo com as crenças. Sinto falta da inocência de menino e moço. Farto-me do ritmo e da vida sem música. Mas passa.

Às vezes gostava de viver apenas numa folha da colecção "Mistério", de Enid Blyton, e acreditar como a Bé em todas as histórias do gordo Frederico Troteville. Às vezes gostava...
29.Jul.05

Jornais.

Como é triste saber que poderão acabar títulos como "A Capital" ou "O Comércio do Porto" (o mais antigo jornal de Portugal Continental, e segundo do país atrás do "Açoriano Oriental").
Ainda por cima num país que mantém três diários desportivos (que totalizam cerca de 200 mil exemplares...), em que as revistas de coscuvilhice barata crescem como cogumelos, e, pior ainda, onde há um pasquim infame chamado "24 Horas" a sair a cada vez que as ditas passam...
É dose.
28.Jul.05

Para as revistas cor-de-rosa...

Proponho como posters das páginas centrais, e de modo a "aquecer" o ambiente na partida da corrida presidencial, duas imagens elucidativas:

-Soares sentado na tartaruga.

-Cavaco com a boca cheia de Bolo-Rei.

E ia ser vê-las a andar dos quiosques em velocidade...
28.Jul.05

Jorge Forjaz de novo premiado.

colaco.JPGO genealogista Jorge Forjaz viu a sua obra novamente reconhecida. Desta feita foi-lhe atribuído o “Prémio 3º Marquês de São Payo” da Academia Portuguesa da História, pela obra “Os Colaço-Uma Família Portuguesa em Tânger” que as Edições do Guarda-Mor, responsáveis pelo Genea Portugal, editaram em Dezembro passado.
Instituído em memória de um dos mais importantes genealogistas e heraldistas do século XX, o prémio destina-se a galardoar obras na área da História Genealógica e da História Diplomática, circunstâncias que concorriam em simultâneo nesta obra de Jorge Forjaz.
A cerimónia da entrega dos prémios decorreu na sede da Academia Portuguesa da História, durante a sessão de encerramento das actividades do ano académico, tendo o prémio sido entregue pela condessa de São Payo, filha do patrono.
É a quarta vez que Jorge Forjaz vê trabalhos seus premiados pela Academia Portuguesa da História. Recebeu anteriormente:
- “Prémio Fundação Oriente” (Presença dos Portugueses no Mundo) para “Famílias Macaenses”.
- “Prémio 3º Marquês de São Payo” (História Genealógica) para “Os Teixeira de Sampaio da Ilha Terceira”.
- “Prémio Calouste Gulbenkian” (História Moderna e Contemporânea de Portugal) para “Correspondência para o Dr. Eduardo Abreu - Do Ultimato à Assembleia Nacional Constituinte - 1890-1912”.

Parabéns, Tio.
27.Jul.05

O Parque da Cidade. (crónica)

MonteBrasil.JPGNa verdura da minha infância era useiro e vezeiro o passeio ao Monte Brasil. Ora, para uma criança (e eu sempre fui miudinho até meio da adolescência…), todo aquele imenso verde impunha respeito. Como impunham respeito os “tropas” que “batiam” pala e anotavam as matrículas dos carros. Como impunham respeito as bocas vorazes dos primeiros veados que comiam folhas até às pontas dos nossos dedos, ou os patos que por ali passeavam longe de saberem da triste realidade dos “primos” da Lagoa da Falca…
A passagem pelo Pico das Cruzinhas passou a ter um interesse redobrado depois do sismo de 80. Dele se avistavam os aglomerados de obras de uma cidade ainda marcada pela dor, cujo desenho quinhentista genial parecia indicar um futuro equilíbrio que nem sempre soube prevalecer. O epíteto de miradouro da Cidade nem cabia bem ao Monte Brasil. Afinal até eu, do alto do meu metro e trinta, me sentia muito mais do que isso quando andava pelos picos gémeos que olham Angra com carinho.
Pois os tempos passam-se e a nossa maneira de ver e sentir as coisas vai também “envelhecendo”, e nem sempre pelo bom caminho. Há coisa de três meses fui ao Monte Brasil, afinal com o local fui sempre cultivando a relação de infância e por lá corri grande parte dos distantes quilómetros que ainda “guardo” nas pernas, e a primeira impressão foi de que o tempo – de facto - por lá teria passado, agora se alguma melhoria lhe trouxera…aí fiquei sem resposta…
Há coisa de duas semanas, e no final de uma das jornadas do Circuito da Boavista, atravessei com a minha Anita o Parque da Cidade do Porto. A infraestrutura, que isso mesmo é pois nasceu sobre pedreiras e zonas de despejo, idealizada por Sidónio Pardal (e talvez das poucas coisinhas que Fernando Gomes terá deixado paga pela Invicta…) é um exemplo excelente do que todas as cidades necessitam. Uma ampla zona de lazer onde a natureza e a utilidade se cruzam em harmonia. Exactamente o oposto das propaladas “zonas verdes”, das quais não posso falar, pois não tenho a mínima apetência ou sabedoria para escrever de canteiros, florzinhas, ou árvores raquíticas cujo destino é serem substituídas por outras idênticas. Nem tão pouco quero falar de rotundas com pétalas garridas ou de “relvados” de futebol criados para fazer crescer as manchas verdes em decadência pelo país. Se assim fosse teria a crónica que referir-se também à hedionda construção que grassa por este Portugal ardido, e entraria pelas fontes e monumentos de gosto duvidoso. Mas, nada disso. Quero falar de verde, mas de “verde” puro. De árvores, de plantas, de caminhos mais ou menos descuidados, onde a terra nos convidasse a passear, onde sentíssemos a liberdade da Mãe Natureza no seu melhor estado e onde o nosso respirar fosse tão só a prenda dada por desfrutar da sua magia. É isso que cada vez mais é necessário. Sem cores artificiais nem plásticos. Sem o recurso à zona de churrasco e ao bidão de lixo vazio que a acompanha…
Numa altura em que se começam a desenhar, para o grande público, as ideias das principais candidaturas à Câmara desta nossa cidade, que melhor altura para – também eu – vir dizer de minha justiça e de como todo aquele verde nos pode servir para mais do que paisagem? Sabendo que o relevo e a natureza da zona não são iguais às dos “parques” que por aí pululam, acresce-me à ideia seguir os passos dos nossos antepassados que criaram a maior fortaleza do Atlântico usando essas mesmas características por ideiais de defesa. Pois que se crie uma zona em que o equilíbrio de funções vença o palaciano vício de “botar” figura. Minimizando os perigos que as encostas do Monte Brasil apresentam para uma utilização de lazer, julgo que toda aquela área seria um desafio em grande escala para lançar aos técnicos das diversas áreas que ali poderiam criar. Na verdadeira acepção do verbo e com o intuito de mexer o menos possível na base, sendo uma intervenção concisa mas amplamente justificável. Das vertentes meramente científicas da questão à imperiosa utilização do bom gosto e do bom senso, penso ser o Monte Brasil um filão de saúde e pacatez a explorar. Sem concessões nem concursos. Apenas com recurso à imaginação e ao bem estar. Afinal a coisa pública destina-se a engrandecer a qualidade de vida dos cidadãos, e mais matéria prima do que ali está não vejo agora de memória…
27.Jul.05

Reis de Espanha.

Os monarcas espanhóis Juan Carlos e Sofia iniciam hoje, pela Terceira, uma visita de três dias aos Açores.
Ai deles de andarem aí a pescar! Mas nem que seja "chicharrinho no calhau"! Ai deles!...
25.Jul.05

Acasos.

fotoAnita.JPGÀs vezes apanhámos coisas sem querer com a objectiva em descontracção. Reparem no "mergulhador"...

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