Miguel Sousa Azevedo

Create Your Badge
Sábado, 30 de Abril de 2005

CMAH: Costa Neves "sai" na frente...

cneves.JPG
Costa Neves foi já apresentado como candidato do PSD à Câmara de Angra. A escolha é sensata e de valor. Mau grado os dois últimos momentos da sua carreira política: a efémera actuação como Ministro e a não-eleição como deputado por Portalegre. A verdade é que Costa Neves tem uma imagem de correcção que passa às gentes e isso é importante num combate que se adivinha movimentado e quente. É certo que foi ele o candidato derrotado em 2001 para a Assembleia Municipal mas, à altura, qualquer pessoa (sem desmerecer Cunha de Oliveira, o eleito) ligada a Sérgio Ávila tinha leivos de vencedor em Angra. Por isso mesmo espero que o PS-Terceira não caia na esparrela de "inventar" um candidato. Devia apenas "limar" a actuação de José Pedro Cardoso, na minha opinião o único capaz de se bater com o candidato laranja, até ao final do corrente mandato.
E, para já, tenho dito sobre as Autárquicas na ilha Lilás.
publicado por MSA às 14:13
link do post | comentar | favorito

Temperatura.

Está um dia de Verão no Porto. Sol forte e uma brisa leve que ajuda a não esquecer a altura do ano em que estamos. Os portugueses, como sempre, vestem calças escuras e casacos quentes, abotoando as camisas até ao limiar da respiração. As mulheres andam de meias. E nem toda a gente tem este espírito lavado e fresco com que me sinto hoje. Pudera!
Mas está tempo de aproveitar a marcha dos ponteiros do relógio. Diminuindo-a.
publicado por MSA às 13:55
link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 29 de Abril de 2005

Bordado...

bordadobeetle.jpg
publicado por MSA às 22:02
link do post | comentar | favorito

Coisas de coletes...(2)

Já agora, e aproveitando a "onda" do colete, só pergunto o seguinte: - Quem terão sido os "artistas" que deram azo a esta "febre", lembrando-se de regulamentar coletes para tudo e mais alguma coisa? É que, qualquer dia, quem anda a pé nas cidades, ou quem vende jornais, ou os carteiros, ou até os merceeiros (se ainda os houver...), todos vão andar alegremente de colete fluorescente! Tudo, claro, à luz de uma nova norma criada para vender mais e mais coletes. Vivam os coletes!
publicado por MSA às 16:24
link do post | comentar | favorito

Coisas de coletes...

colete.jpg
Se um dia forem apanhados a mudar o pneu ou coisa do género sem estarem a usar o novo colete (devidamente homologado, carimbado, etc e tal...) digam sempre que não o têm, mesmo que o tenham convosco.
É que a multa por não ter o colete são 60 euros. A multa por não o utilizar (tendo-o) é de 120 euros...
publicado por MSA às 16:00
link do post | comentar | favorito

réstias e esperanças...

Amanhã vou ao Dragão.
publicado por MSA às 14:41
link do post | comentar | favorito

...

FivePhases-Agam.jpg
"Five Phases"-Yaavoc Agam,1999 (Serigrafia).
publicado por MSA às 01:57
link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 28 de Abril de 2005

Cacifos.

cacifo.jpg
Pela primeira vez na vida tenho um cacifo só para mim. A promessa já vinha de quando andava aí no 8ºano, mas os fundos da Secundária de Angra destinados a esse fim foram sempre "desviados" para outras áreas. Assim, e já depois dos 30 (!), tenho um pequeno armário num móvel metálico de 12 cacifos da Rall. O meu está na terceira fila do primeiro de três móveis.
Desde sempre imaginei tal espaço com grandes e personalizadas decorações, bem ao estilo "High School" que se vê nos filmes, e porto seguro para segredos pessoais e peças incriminadoras. Nada mais irreal. Não tenho lá perfumes, revistas, sapatilhas ou bilhetinhos...
No meu cacifo, numa das salas de um dos Hospitais (ex-SA e futuro-EPE...ou será que já é?...) deste país, apenas se encontram, por agora, a minha pequena escova de dentes Oral B e um tubo de pasta...azul, por sinal!
publicado por MSA às 12:44
link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 27 de Abril de 2005

Da nova TAP...

logotipotap.JPG
Desde 2004 que não voava na TAP. Não tinha tido ainda o prazer de "sentir" os novos tarifários, que nos regalam a conta bancária com os módicos 300 euros para ir do Porto às Lajes. Outra inovação que me desgostou foi a ausência dos míticos Toalhetes Refrescantes, dos quais ainda guardo alguns (agora históricos) exemplares.
Mas de pasmar mesmo só a refeição ligeira servida no trajecto Terceira/Lisboa em voo iniciado pelas 21 horas. Costumo ser imaginativo na cozinha, mas duas fatias de pão, com um filete de peixe e uma singela folhinha de alface pelo meio, só em aproveitamento de sobras me tinha ocorrido. Inovações! Melhor só mesmo o repasto do matinal Lisboa/Porto: nem um copinho de água e pronto...
publicado por MSA às 21:23
link do post | comentar | favorito
Terça-feira, 26 de Abril de 2005

Do Norte para as ilhas...

Hoje faria 92 anos o meu Avô Fernando. Gostava muito dele enquanto viveu, fiquei a adorá-lo para sempre. Arquitecto de formação, talvez dos primeiros a laborar na Terceira ainda na primeira metade do século passado, nasceu no Porto mas cedeu aos encantos de uma jovem do (também) Porto Martins -onde hoje ambos repousam - para se fixar na Terceira. Filho do Médico, Ministro e ex-Presidente do Senado do Porto Sousa Júnior (que fizera o trajecto inverso ao nascer na Praia da Vitória mas rumando depois à cidade invicta...), o meu Avô Fernando sempre foi um defensor da liberdade e da apreciação do ser por ele próprio. Foi um dos líderes do PS local no pós-revolução. Julgo ter herdado dele o sentido crítico algo violento, mas nunca igualarei a sua notável capacidade de reter informações e sentidos. Nisso era mestre. Como o foi na sua profissão a espaços. Entrem na Igreja nova dos Biscoitos e apreciem. Pensem no que antes existia na Praça Almeida Garrett em Angra (ao invés do pavor que lá se instalou...) ou no pequeno monumento que evoca o escritor no Jardim Duque da Terceira. No Porto, frente à Sé, foi do seu traço que nasceu o Pelourinho dos anos 40. Muitas casas e inovadoras soluções na Terceira deixou sem ser reconhecido à altura. E acabou por tornar-se professor na Secundária de Angra onde julgo soube encaminhar alguns jovens futuros-arquitectos. Por tudo isso merece ser relembrado.
Por muito mais não sei ainda prender as lágrimas...
publicado por MSA às 20:29
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

Um Poema para o dia 26 de Abril de 2005

FUROR DA LÓGICA (Manuel Machado)

Quando em 1932 nasci, nasceu também na casa do lado um outro ser humano que morreu cedo.
Se ele andou para trás como eu andei para a frente, temos necessariamente a mesma idade. E agora só falta encontrarmo-nos para ver qual de nós envelheceu mais depressa.
publicado por MSA às 20:17
link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 25 de Abril de 2005

AMO-TE...?

Li há pouco numa revista, julgo que a "DEZ"-do "Record", que Pedro Miguel Ramos já abriu mais um bar da cadeia "AMO-TE". Desta feita em Ponta Delgada-São Miguel e, pasme-se, com o nome "AMO-TE AÇORES"... Será mesmo, ou foi gralha da publicação? Se não, com que direito se limita a abertura de espaços semelhantes nas outras ilhas outorgando para a maior delas a designação de uma região...que até tem nove? Ou será que o nome da cidade não "encaixava" na denominação da cadeia? Pelo amor de deus, haja mais imaginação...ou falta dela!
publicado por MSA às 03:33
link do post | comentar | ver comentários (3) | favorito

num raio de Rafting

Rafting.JPG
Ontem estreei-me, com os meus amigos Roberto e Bárbara, numa aventura engraçada e original. Fizemos Rafting no Rio Paiva. Foram 15 quilómetros de amena descida e diversão, entremeados com alguns rápidos de atiçar a adrenalina mais descansada...o que não era o caso! E os mergulhos de ocasião, forçados ou nem tanto, souberam pela vida e fizeram retemperar forças e vontades...
publicado por MSA às 03:28
link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 22 de Abril de 2005

Olfacto

Está um fim de tarde daqueles, e talvez porque antecede um fim-de-semana "grande", em que os sentidos tendem a avivar as funções.
O calor (e enquanto escrevia escondeu-se o sol...) é mais do corpo que do ar, mas existe e quer sair. O suspiro, sempre ele, já mostrou as cores duas ou três vezes. A solidão do pensamento supersónico atravessa terras e mares e faz doer. Não sei bem o quê, mas faz doer.
E o cheiro é, ao longe, uma grande mistura de areia molhada e pipocas. Será tempo de festa?
publicado por MSA às 17:53
link do post | comentar | favorito

Fez (ontem) 20 anos...

SennaPortugal85.JPG
O dia 21 de Abril de 2005 marcou o 20º aniversário da primeira vitória do tricampeão mundial Ayrton Senna na Fórmula 1. Foi no Autódromo do Estoril no Grande Prémio de Portugal de 1985.
O dia do GP de Portugal foi chuvoso no Estoril e a corrida disputada com a pista bastante molhada, o que teoricamente favorecia Senna, que tinha conquistado no dia anterior a sua primeira pole position na F1 - e não teria de enfrentar o "chuveirinho" dos outros carros se mantivesse a liderança após a largada - e já era reconhecido como um piloto habilidoso em condições desfavoráveis.
Senna não só largou bem e manteve a primeira posição como abriu grande vantagem já nas primeiras voltas. Enquanto isso, o seu companheiro de equipa na Lotus, Elio de Angelis, Michele Alboreto (Ferrari) e Alain Prost (McLaren) disputavam o segundo lugar. A pista estava em condições tão más que Prost rodou em plena recta das boxes e teve de abandonar a corrida.
Elio De Angelis também teve problemas e Michele Alboreto acabou por ser o único a terminar a prova na mesma volta de Senna, que passava os retardatários com muita facilidade. No fim, a corrida teve de ser encerrada duas voltas antes do previsto devido ao limite de duas horas de duração e Senna acabou com 1min02s de vantagem para Alboreto e uma volta à frente de Patrick Tambay, o terceiro colocado.
Eufórico com a primeira vitória na Fórmula 1, o brasileiro levantou os braços para comemorar a conquista e quase provocou um acidente com Nigel Mansell, que teve de desviar subitamente o seu Williams do Lotus de Senna. Ao chegar às boxes, o brasileiro foi muito festejado pelos mecânicos da Lotus, que não venciam uma prova desde 1982.


publicado por MSA às 03:07
link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 20 de Abril de 2005

Um Poema para o dia 20 de Abril de 2005

O PALÁCIO DA VENTURA (Antero de Quental)

Sonho que sou um cavaleiro andante.
Por desertos, por sóis, por noite escura,
Paladino do amor, busco anelante
O palácio encantado da Ventura!

Mas já desmaio, exausto e vacilante,
Quebrada a espada já, rota a armadura...
E eis que de súbito o avisto, fulgurante
Na sua pompa e aérea formosura!

Com grandes golpes bato à porta e brado:
Eu sou o Vagabundo, o Deserdado...
Abri-vos, portas d'ouro, ante meus ais!

Abrem-se as portas d'ouro, com fragor...
Mas dentro encontro só, cheio de dor,
Silêncio e escuridão - e nada mais!
publicado por MSA às 17:48
link do post | comentar | favorito

Vontades...

até porque nem sempre somos donos e senhores do caminho. Desse trilho que o destino guarda no castelo da dúvida, fechado a sete chaves - uma para cada dia da semana.
Fazendo-nos por isso rendeiros de uma vontade forte. A de ir contornando os obstáculos até ao sonho alcançado.
Mas que canseira é tudo isso...
publicado por MSA às 14:17
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

Um “Sical” rumo à prata… (crónica)

EntrevistaPeresSical2005.JPG
Na recente edição do Rali Sical, a 24ª da mais antiga denominação comercial de um rali em Portugal, tive a oportunidade de acompanhar por dentro, e bem de perto, a organização do T.A.C., naquela que foi a prova inaugural do Campeonato de Ralis dos Açores’2005 (é esta a denominação oficial, embora muitos - pilotos incluídos – lhe continuem a chamar “Regional”…). O facto ter ficado toda a prova na sede do clube, onde funcionaram o Secretariado e o Gabinete de Imprensa da mesma, permitiu-me recordar tempos passados e avaliar da desenvoltura e profissionalismo da equipa liderada por Paulo Simões e Gerardo Rosa (rali e clube, respectivamente), onde o amor à camisola e o gosto pela modalidade são por demais evidentes e preciosos. Na estrada o “Sical” foi o que se viu. Uma festa garrida e animada, onde os principais, e não só, concorrentes às vitórias deram o seu melhor, no que foram acompanhados por largas centenas (já se fez algum estudo para saber quantos são os espectadores dos ralis na Terceira?...então que se faça…) de adeptos entusiastas dos ralis, quase todos ordeiros e responsáveis e apenas interessados em ver espectáculo de forma segura. Depois do que se passou no Lilás’2004 pena é que apenas alguns, nos quais se incluem antigos responsáveis por áreas sensíveis aos ralis ou pessoas de algum modo já ligadas à competição, façam por manchar observações que classificam normalmente as provas do T.A.C. com distinção em quase tudo. Revejam, pois, a sua postura.
Ao nível da competição propriamente dita nada se passou que eu não esperasse. Embora, uma vez mais, não me cabendo escrever sobre os ralis da minha terra (será que algum dia o farei?...), estava ciente do que seria a luta pela vitória: uma luta de Fernando Peres pelos recordes das classificativas da ilha Lilás; um esforço inglório de Gustavo Louro para tentar “encostar” o EVO7 ao bólide do portuense; ou verificar que Horácio Franco teria saudades do antigo carro enquanto aguarda nova arma? Tudo isto se confirmou. E até os problemas sentidos pelo campeão em título ajudaram a ampliar a diferença de andamento já aguardada. Com tudo isto a caminhada de Peres foi solitária e eficiente, tendo o actual campeão nacional de Produção (título que não ouvi ser-lhe relacionado no Sábado…) efectuado um rali brilhante e mostrado ser o alvo a abater neste campeonato. Gustavo Louro foi impotente para superar Peres, tal como reconheceu no final, mas as coisas prometem não ficar por aqui pois o actual EVO7 do terceirense se encontra já à venda a nível internacional. Teremos Louro já com nova montada na Ribeira Grande? A segunda prova será marcada pela estreia do EVO8 MR de Horácio Franco, o mesmo acontecendo com Paulo Pereira mas na prova seguinte, o Rali do Faial. O que quer dizer que teremos, nos Açores, um parque de grupo N tão ou mais rico que o que corre o Nacional de Ralis. E isso apenas vem beneficiar uma modalidade que vive os últimos “suspiros” da política publicitária das tabaqueiras, ainda apostadas em fazer render as suas apostas até que a legislação o permita. Assim seja.
Descendo dos lugares do pódio e o “Sical” teve animação até final. Embora com os lugares cimeiros mais ou menos alinhavados para “Licas”, Paulo Pereira (até ao abandono) e Ricardo Moura (mal este último fizesse a “mão” ao EVO5, como se viu…), a luta do dia foi travada pela vitória na Fórmula3 e opôs o Saxo S1600 de Artur Tavares ao menos potente Cup de Carlos Costa. Foi bonito de ver o que fizeram ambos, sendo que Carlos Costa “arrepiou” gente nalgumas zonas! Mais uma boa actuação assinou Ricardo Carmo, ficando na frente do faialense Paulo Silva, e a fechar os dez primeiros, depois de quase não ter alinhado, Marco Veredas vai confirmando o talento que se esperava. Depois destes houve algumas actuações a merecer destaque e, embora não querendo “favorecer” ninguém, achei que, tanto os irmãos Meneses como o micaelense Sandro Andrade, foram daqueles concorrentes a quem uma terceira passagem nos troços iria permitir grandes subidas. Dentro das equipas que melhor conheço fui acompanhando o constante adiar dos treinos de um certo Nissan Micra (a estes ninguém poderá alegar reconhecimentos ilegais…), cujos reabastecimentos gastronómicos foram impedindo mais completas notas de andamento! Em suma foi um rali muito característico daquilo que acontece na Terceira em quase tudo. Há um empenhamento fortíssimo de quem organiza, participa, apoia e assiste. Sendo uma terra de contrastes fortes é-o também na vivência das festas. E um rali é cada vez mais uma delas. Tanto se viram espectadores atentos às reportagens das rádios e às actuações das assistências, como outros que – após um reconhecimento prévio das classificativas – escolheram o melhor local para fazer um enorme churrasco, sobre o qual um dos membros da organização me disse: -Nunca tal se viu… tamanho estendal montado em dia de rali!
Umas breves linhas para o impacto desta prova, até ao nível da comunicação social. Sobre a televisão nada digo, mas não é uma área em que os ralis sejam particularmente bem tratados. Tanto no Continente como nas ilhas. Pode sim realçar-se a qualidade que já se vê em algumas publicações dedicadas à modalidade, em algumas coberturas vídeo destinadas à comercialização. Destaque também para o cuidado de equipas e patrocinadores na apresentação da sua imagem e para a informação em tempo real, na Internet, que uma vez mais correu da melhor forma e até ao final do rali. Aproveito para realçar o ritmo de trabalho do André Frias e do Nuno Cabral, bem na senda do restante grupo que pôs este “Sical” nº24 na estrada. Para quem ainda recorda as emoções do rali recomendo visitas atentas às galerias de www.contratempo.com (de onde retirei a imagem que ilustra este texto) e de www.maisrallye.com, o site do Campeonato dos Açores da modalidade. Quanto ao “Sical” e à Terceira apenas desejo um regresso breve. O primeiro parece ter uma edição de prata já agendada, a segunda estará para breve…no que me diz respeito.
publicado por MSA às 01:18
link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 18 de Abril de 2005

Quotidiano

A secretária. O computador. Os atestados, os requerimentos, o calor...

Como ferve a alma ensonada no trabalho.
publicado por MSA às 17:43
link do post | comentar | favorito

E depois da viagem...

Aeroporto de Lisboa, quase-uma da madrugada...
Acabaram-se os dias agitados e risonhos na Terceira. Nao tenho vontade ainda de escrever sobre a ida. Muito menos sobre o regresso...

Queremos viver na Terceira. Como sempre o fazemos. Juntos.
publicado por MSA às 00:51
link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 13 de Abril de 2005

Sentindo a Terra... (crónica)

Angra.jpg
Já nem sei há quanto tempo não escrevo na minha terra. Não é uma sensação por aí além, afinal sempre que escrevo – ou quase sempre…- tento concentrar a atenção apenas nas letras e frases que se vão formando por associação. Sensação é sim aterrar na Lajes. Sensação é cheirar a humidade pelo lado menos incómodo que ela tem. Sensação é não avançar na rua pelos cumprimentos e afectos constantes. Sensação é recordar os tempos pela passagem nos lugares que os marcaram. Sensação é fazer um resumo de tudo isto…e dar-lhe o destino correcto na alma.
Fora de intimismos e tenho também a sensação do crescimento voraz e constante que se acerco desta Terceira, transformando as suas cidades em centros urbanos já difíceis de definir e delimitar. Não sou contra o progresso nem a evolução, apenas contra o mau gosto. E ele tem imperado infelizmente. Não me refiro às grandes obras públicas que tanto Angra como Praia fizeram crescer ao som de apoios bem aproveitados. Essas são de responsabilidades inerentes às autarquias e instituições governamentais e são elas quem tem de saber gerir as suas contas e as suas necessidades. Sobre essas nada digo mas muito penso. Refiro-me sim ao gosto individual de cada um de nós, especialmente às casas e inovações que vamos criando um pouco pelos arredores e acessos desta nossa rodela lilás. Aí imputo culpas directas a quem orienta e não educa, que mais não fosse a nível estético, já que ao que às dimensões diz respeito pouco haverá a fazer. Aí são os olhos e as barrigas que trabalham. Mas não entendo que se transfigure janelas de história e fachadas de recordação por duvidosas formas criativas assim em jeito de “mostrar” serviço em prol do progresso. Esse progresso que devíamos acompanhar com educação e com civismo. Afinal os olhos também são alvos de atentado ou provas de satisfação.
E não se pense que a disposição destas linhas é por hoje negativista e desgostosa, nada disso. Tenho gosto de ver e rever as esquinas e passeios desta Angra onde cresci. Vê-los pejados de gente e de movimento constante. Não me apercebo do ritmo das iniciativas porque o tempo é escasso, mas acompanho uma terra em que a oferta de ocupação de tempo dá um crédito diferente à qualidade de vida. E isso é tão preciso nos tempos que correm. Vejo gente expectante, cá como lá, das medidas provenientes de um novo executivo da República e alguns já críticos da demora efectiva de acções do governo das nove ilhas. Não o percebo de imediato, mas vai-se acentuando ao longo do dia e nesta pacatez disfarçada de rodopio onde os corações se trocam por uma bebida de entusiasmo e carinho. É na hora dos festejos e dos risos que os terceirenses se transcendem. Que aceleram as emoções ao extremo do acessível, o que por vezes impressiona e quase choca quem de fora. Provando uma vez mais que é preciso, também neste particular ambiente, saber crescer. Mas educando almas e sensibilidades. Isso sim é que é urgente.

publicado por MSA às 16:31
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

Já "cheira" a rali na Terceira...

É verdade e quase nem se dá por ele...
Para quem, como eu, tem no sangue esta ânsia saudável que antevê a emoção na estrada, as coisas passam-se assim: o nervoso miudinho aparece e vai-se desvanecendo à medida que passam por mim carros de decoração garrida a ultimar pormenores e treinos. Tudo isso dá lugar à expectativa. A mesma que só acaba no pódio final...
publicado por MSA às 13:12
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Domingo, 10 de Abril de 2005

E já está...!

Bolo1ano.jpg
E num ápice se passou um ano. Nem faço a referência devido ao "aniversário" deste espaço, ao qual nem dei a atenção devida -e que queria- em várias alturas, mas sim à vida em geral. Ao tempo que cada vez mais passa nesse ápice que tentamos contrariar.
Neste ano que passou muita coisa mudou e nem sempre para melhor. Esta semana é tempo de fazer uma pausa merecida na vida que passa num ápice. E estou com a minha Anita na minha Terceira...
A gozar os olhares, os sorrisos, e o cheiro desta terra e desta gente que eu amo.
Parabéns ao meu (nosso) Blog!
publicado por MSA às 17:43
link do post | comentar | ver comentários (5) | favorito
Sábado, 9 de Abril de 2005

lá muito do alto...

Terceirabysatelite.JPG
publicado por MSA às 02:04
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Sexta-feira, 8 de Abril de 2005

Um Poema para o dia 8 de Abril de 2005

CORAÇÃO AO MAR (Miguel de Sousa Azevedo)

juntar o pôr-do-sol e a noite
num só gesto de coração,
amanhecer num cantar de olhos,
brilhantes, ao longe, num mar-prata
sem ser chão.

levar ao colo as delícias do viver,
tentar juntá-las, no tal mar,
de amanhecer.

do cantar de olhos fazer dia,
e brilhá-lo, mais de perto, no
tal mar-prata,
por companhia.

juntos o pôr-do-sol e a noite,
amanhecido o coração em gesto,
que brilhou, cantado, no mar-prata
com tudo o resto...

Porto, 8-FEV-2001
publicado por MSA às 23:28
link do post | comentar | favorito

Aniversário.

Só hoje me apercebi que este nosso espaço vai fazer um aninho de idade já no Domingo.
E vai ser na Terceira a celebração...
Está quase.
publicado por MSA às 12:58
link do post | comentar | favorito

Velocidade pelas ilhas...

TeamAcoriano2.jpg
Nasceu o Team Açoriano.
Boa sorte para o Gustavo e para o Tiago.
publicado por MSA às 12:55
link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 6 de Abril de 2005

Do dia em que vi um Lancia Stratos...(crónica)

StratosLisboa79.JPG
Na passada semana, em pleno Parque de Assistência junto ao Estádio do Algarve, dei por mim rapidamente a pensar nas emoções e sentidos que me despertam aquele movimento e cores bem próprios dos ralis. A proximidade com os pilotos, neste último caso até estrelas do Mundial por lá andavam, a perícia dos mecânicos, a ansiedade dos responsáveis pelas equipas e tudo o que se passa naquela zona em particular. É que, mais do que nos troços, onde aí sim me delicio com a habilidade que é conduzir um automóvel de competição a alta velocidade (e em recinto ou local vedado para o efeito…), nas assistências ou parques fechados estou bem perto do encanto dos carros. Gosto muito de ralis, perícias, circuitos e tudo o resto, mas são os carros que me levam ao enlevo. Uns pelas suas formas e cores, outros pelo andamento que – já quietinhos -fazem sempre recordar, outros ainda pela simples magia do seu barulho…mesmo que ao “ralenti”…
Tinha pensado “desfiar” agora a lista de carros que mais me marcaram nas diversas vivências que fui tendo pelos ralis, alguns até unicamente relacionados a pessoas amigas ou a episódios mais ou menos caricatos. Mas isso fica para a acesa actividade dos fóruns de discussão na internet, para uma conversa de café ou para uma troca de impressões em cima de um qualquer muro junto a um troço de um qualquer rali. Vou só revelar aquele que é o meu carro de eleição no mundo mágico dos ralis: o Lancia Stratos.
Tinha apenas quatro anos quando foi tirada a foto que ilustra este texto. Apesar de já quase alinhavar as leituras mais primárias, estava ainda longe de saber que passaria horas a ler e a reler as encadernações do “Motor” dos anos 70 que ainda hoje me fazem sonhar. Talvez porque o próprio jornalismo daquela época retratasse as coisas de outra forma, o que se compreende pois havia poucas mais maneiras de o fazer que através de uma boa reportagem e algumas fotos (a preto e branco, que a cores só as de “top” mesmo…). À custa disso fui-me familiarizando com aquele estranho bólide, cujas aventuras e sucessos apenas conheci por forma de letra impressa e bem do fundo das noites de Arganil ou do Marão. O Stratos da imagem era um lindo exemplar “Stradalle” (como diria um bom “tiffosi”…), azul-turquesa, e que estava estacionado junto à casa dos meus tios em Lisboa. Bem pertinho de onde hoje se ergue o gigantesco “Corte Inglês” e com aquele ar rebelde que logo fez parar o meu Pai…e por acréscimo a mim! Nessa altura já me entretinha a “declamar” as marcas de todos os carros existentes na nossa Terceira, e que nem eram tão poucas como isso. Lembro-me perfeitamente de dois dos meus vizinhos mais velhos (ou, pelo menos, da geração “acima”…), o João Monjardino e o Zé Miranda, me irem inquirindo à medida que passava um carro na rua. Acho que não falhava um e havia até uma viatura em que “brilhava” pelo meu conhecimento: um já cansado DAF (julgo que era um “Marathon”) pertença de outro vizinho da altura, o sr. João Manuel Silva, ao qual poucas pessoas atribuíam a marca certa…parece que estou a vê-lo…
Mas voltando ao Stratos apenas para identificar melhor o modelo transalpino que me encheu e enche as medidas desde então. Nascido do traço genial de Nuccio Bertone, foi como mero exercício do estilista que o Stratos apareceu no Salão de Turim de 1970. Usava então o pouco potente V4 do Lancia Fulvia, mas a compra da Lancia pela Fiat, efectuada um ano antes, fazia antever a criação de um verdadeiro “ás” para as estradas do Mundo. Assim o “Projecto Zero” de Bertone, bem motorizado pelo V6 de 2,4 litros do Ferrari Dino, deu origem às necessárias 500 (embora ainda se diga que foram apenas entre 450 e 490…) unidades para a homologação do colossal Stratos. Era um veículo exclusivamente construído para correr, e fê-lo em várias disciplinas distintas, sendo que atingiu resultados de relevo apenas nos ralis. E não o fez em ainda maior escala pois, para além de ser um campeão potencial, o Stratos era também um carro estranho e de difícil comercialização. A sua aerodinâmica cuidada e inovadora e a posição quase deitada dos ocupantes, aliadas às portas que eram a própria armação do pára-brisas (ou seja não havia portas laterais…) e ao interior quente e barulhento, não fizeram muitos adeptos. Além disso as curtas dimensões do carro e a sua elevada potência transformavam-no num veículo apenas “conduzível” pelos grandes pilotos. E vários assim o fizeram, engrandecendo a história do carro. A mistura do aço com a fibra de vidro foi outra das imagens de marca do Stratos, que tinha ainda vidros muito peculiares: o traseiro em forma de persianas, o dianteiro em semicírculo com um só limpador e os laterais eram duas janelas rectangulares de correr. As portas eram grossíssimas e tinham espaço reservado para a colocação dos capacetes. Só visto! A entrada de ar no tecto canalizava o fluxo para o motor, que era central, e para a asa traseira. Os dois faróis escamoteáveis, aos quais se juntavam por vezes quatro volumosas ópticas no capot da frente, ainda hoje são sinónimo de agressividade em qualquer viatura. O Stratos, e quem dele gosta, teve apenas a rara felicidade de passar à produção quase como estava no estirador de Bertone e dos seus ajudantes de campo. Depois foi o que se conhece e pelas mãos de “mestres” de grande talento: Sandro Munari, Raffaele “Lele” Pinto, Mauro Pregliasco, Jean-Claude Andruet; Markku Alen, Bjorn Waldeggard, Bernard Darniche, entre outros, foram alguns dos eleitos para conduzir esta lenda viva dos ralis. O Stratos é agora cobiçado como carro de colecção e o seu preço atinge somas elevadas. Em termos competitivos somou sucessos e vitórias desde a estreia em 1974 até 1981, ano em que Bernard Darniche ainda levou o lindíssimo Stratos azul “Chardonnet” à vitória na Córsega. Para a história ficam ainda as lendárias decorações “Alitalia” (branco, verde e vermelho) ou “Pirelli” (preto, branco e vermelho) num carro que ainda hoje faz sonhar pequenos e graúdos…basta que o conheçam.
Já agora, e em jeito de fim de crónica, desde aquele dia de Dezembro de 1979 que não vejo um Lancia Stratos. Foi mesmo só aquele…mas identifico o som do V6 Ferrari de “letra”!...
publicado por MSA às 22:35
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Terça-feira, 5 de Abril de 2005

Atitude

Palavras que ao vento nada digam. Sentidos que a chuva nem se incomoda a arrefecer.
Tudo revolto numa onda que corre o Silêncio até à rebentação.
E, na areia da angústia, tudo se desvanece, sob o sol retemperador da saudade...
publicado por MSA às 10:33
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Domingo, 3 de Abril de 2005

Rui Duarte Rodrigues-"In Memorium"

O poeta e jornalista terceirense, Rui Duarte Rodrigues, faleceu no dia 26 de Março de 2004. Discreto e tímido, apenas publicou dois breves livros de poesia – Os Meninos Morrem dentro dos Homens (1970) e Com Segredos e Silêncios (1994) – e um ou outro poema disperso, mas com eles ganhou um lugar visível na literatura feita nos Açores. Em jeito de comemoração do primeiro aniversário da sua morte, um grupo de amigos do Rui Rodrigues achou por bem organizar um serão de música e poesia que terá lugar na Casa dos Açores, em Lisboa, no dia 8 de Abril, às 21h30. O programa incluirá uma breve palestra sobre a poesia do Rui Rodrigues e a leitura de poemas seus, alguns deles musicados e cantados.

A entrada é livre e é desejada. A divulgação também.
publicado por MSA às 18:09
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

.Julho 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
17
18
21
22
23
24
26
27
28
29
30
31

.posts recentes

. Festas da Guarita 2017

. A Festa é na Madalena!

. Kodaline - High Hopes

. Gozar (da falta) do sorri...

. Tralha.

. Tiago Valadão venceu na I...

. The Gift - Big Fish

. Angra by Night.

. 9º Rali Ilha Graciosa: Cl...

. Opinião...à distância.

.arquivos

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Agosto 2005

. Julho 2005

. Junho 2005

. Maio 2005

. Abril 2005

. Março 2005

. Fevereiro 2005

. Janeiro 2005

. Dezembro 2004

. Novembro 2004

. Outubro 2004

. Setembro 2004

. Agosto 2004

. Julho 2004

. Junho 2004

. Maio 2004

. Abril 2004

.quem cá passa

Contador de visitas

.links

blogs SAPO

.subscrever feeds