Miguel Sousa Azevedo

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Segunda-feira, 28 de Fevereiro de 2005

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Palito.jpg
(sempre achei isto genial...)
publicado por MSA às 23:09
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Um Poema para o dia 28 de Fevereiro de 2005

O ESPANTALHO (Khalil Gibran)

Certo dia disse a um espantalho: -Deves estar cansado de ficar quieto no meio deste campo deserto.
Ele respondeu-me: -O prazer de espantar é profundo e grande, nunca me cansa.
É verdade, disse eu, também já conheci esse prazer.
Ele respondeu: -Só podem conhecer esse prazer os que estão cheios de palha.
Afastei-me dele sem saber se a sua resposta era de elogio ou de troça.
publicado por MSA às 22:56
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A ternura dos 30 (crónica)

BI-Miguel.jpg
Hoje faço trinta anos. Não é coisa que muito me marque, e posso dizer que há já umas primaveras que o dia de aniversário me irrita um pouco. Mas este ano é diferente. São três décadas e, por estranho que pareça, nas últimas semanas deixei de sentir o “peso” que inicialmente tinha atribuído ao facto. Naquelas antecipações que apenas o entendimento permite recebi um pequeno livro onde é retratado o que de mais marcante se passou em 1975, o ano da graça em que vim ao mundo. E, como do “contra” que sou, fiquei feliz em de novo confirmar terem sido 365 dias conturbados e activos, bem mais do que a vontade que às vezes tenho de ser coerente com o meu feitio. Fiquei então a saber que, com a minha gentil pessoa incluída, nasceram 93099 rapazes em Portugal durante 1975, ano em que se verificaram 103125 casamentos e 1552 divórcios, com a particularidade de essa opção ter sido legalizada, através de um acordo entre o Estado português e o Vaticano, exactamente 15 dias antes de eu aparecer na Maternidade Alfredo da Costa. Essa é aliás uma das coisas que nada me agrada no início de vida: ter nascido em Lisboa. Razões de saúde da minha Mãe, e a falta de condições necessárias a um parto seguro na Terceira, motivaram então a minha primeira viagem de avião…semanas antes ainda de nascer! E até o facto de ter “aparecido” de oito meses e de cesariana deu em episódio, já que nasci com acetona e rumei à incubadora, onde os meus quase 4 quilos (!) faziam a diferença para os demais. Segundo conta o meu Pai houve um senhor que, chegado ao vidro onde os jovens progenitores apreciavam os seus rebentos, terá dito: -Aquele já deve ter ido a casa e voltou…!
Mas, continuando na “onda” de 1975, ano que viu nascer David Beckham e desaparecer Josephine Baker, para referir alguns factos políticos marcantes como a Cimeira do Alvor, o início da Reforma Agrária, as primeiras nacionalizações ou a aprovação – pelo MFA – do princípio da unicidade sindical. A independência de Angola e Moçambique foram, fora de portas, dois acontecimentos de vulto, assim como a invasão de Timor-Leste pelas tropas indonésias ou a queda de Saigão e o genocídio no Camboja. Em termos eleitorais e legislativos (e quando a noite do passado dia 20 está ainda “fresca”…) o PS venceu para a Assembleia Constituinte com 38% dos votos, seguindo pelo PPD (26,4%), PCP (12,5%), CDS (7,6%)…enfim, coincidências dos tempos! A Guerra civil estalou no Líbano e os israelitas iniciaram a retirada do Sinai. Morria o ditador Franco e o Nobel da Paz era atribuído ao cientista soviético Andrei Sakharov. As pistas de Fórmula 1 perdiam Graham Hill, num acidente em que o próprio pilotava o seu avião e era lançado o mítico “Voando sobre um Ninho de Cucos”, de Milos Forman, que catapultou Jack Nicholson para o estrelato até hoje. O Óscar para o melhor filme foi de “O Padrinho II”, película que deu a Francis Ford Coppola a estatueta de melhor realizador. Os Pink Floyd cantavam “Shine you Crazy Diamond” e Fernando Tordo estava “Feito cá para nós”. “A Ceia dos Cardeais” enchia os teatros lusos e a Presidência da República, a cargo de Costa Gomes, publicava um cartaz sobre os Direitos Humanos onde se podia ler “Todos os seres humanos nascem LIVRES E IGUAIS”. Pois sim! Bill Gates e Paul Allen fundavam a Microsoft, enquanto o primeiro computador portátil era lançado no mercado e se descobria a vacina para a Hepatite B. Em termos desportivos (e não se pode ter tudo na vida…) o Benfica foi Campeão Nacional e o Bayern de Munique venceu o Leeds na final da Taça dos Campeões Europeus…onde só jogavam mesmo os Campeões dos vários países. Niki Lauda conquistou o seu primeiro título e Portugal foi Campeão de Hóquei em patins do velho Continente. E é pelo desporto e pelo Futebol que paro agora o texto. É que hoje é dia de Porto-Benfica e as duas equipas partilham o comando da tabela. Nada de mais e acho que o Porto tem todas as condições para vencer, mas não vou ao jogo e quanto às razões da ausência apenas daqui a dias vos darei conta delas. A verdade é que, e a estatística não mente, das três vezes que este ano não estive no Estádio do Dragão (Beira-Mar, Boavista e Braga) a derrota em casa foi o resultado. Espero que muito me enganem as manias!
Quanto aos meus trinta anos e ao balanço que deles faço nada de mais quero destacar. Tenho pensado muito na vida e não é num espaço de normalíssimas 24 horas, que a sociedade convencionou como sendo de festa, que irei alterar qualquer linha ao rumo que a mesma me tem dado. Dentro das limitações e dos problemas sou feliz. E essa é a única mensagem que me apraz trazer, sobre mim, neste dia aos leitores que me acompanham e aos que, possivelmente, me darão os parabéns. Que não seja por estar mais velho!

publicado por MSA às 19:23
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Sábado, 26 de Fevereiro de 2005

www.standupspeakup.com

pulseiraNike.jpg
Eu já estou a usar a minha. Façam o mesmo.
publicado por MSA às 20:36
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O SLB e o CSKA ("Humor Ardente", de Luís Afonso)

HumorArdente-26Fev2005.JPG
publicado por MSA às 16:34
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"pequenas" maldades...

Há duas ou três coisas, ligeiramente perversas, que gostaria, um dia, de fazer a duas ou três ditas figuras públicas deste nosso Portugal. Não vou revelá-las todas (até porque este "duas ou três" é indicativo apenas de várias dezenas...assim como nos números de telefone antigos...), mas posso enumerar aqui três...viram, não disse "duas ou três"...:

1) Atirar um ou vários ovos à cabeça de Manuela Moura Guedes. Mesmo que ela não estivesse a apresentar qualquer programa (o que lhe serviria de atenuante no número de ovos...).
2) Amordaçar, ou de algum modo calar, Teresa Guilherme e Júlia Pinheiro por alguns dias. De modo a que nada soasse vindo das suas atrozes goelas.
3) Despentear Paulo Portas em público, o que, mais que uma acção perversa, serviria de alerta ao próprio para o ridículo cabelo que ostenta. Em alternativa a Portas haveria personalidades como Germano de Sousa (ex-Bastonário da Ordem dos Médicos), Vicente de Moura (Presidente do Comité Olímpico Português) ou o Engº Sousa Veloso, mas estes servem apenas como exemplos. Nunca lhes desejaria mal algum.
publicado por MSA às 16:18
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Um Poema para o dia 26 de Fevereiro de 2005

TRANSFORMAÇÃO (António Botto)

É noite: na escuridão
As nuvens parecem fumo
E não deixam ver a Vénus,
Linda estrela da manhã!
Vai rebentar um chuveiro
Porque a ventania puxa
Uma grande tempestade:
Gaivotas em terra, fujo -
E fico ao pé de um guindaste;
Mas, nisto, uma divina claridade
- É o dia que rompe e a luz do Sol
Já numa tira ou faixa cor de rosa
Com misturas de azul e um verde claro
Que eu nunca tinha visto pelos céus!,
A chuva suspendeu, não houve nada
Senão a maravilha sem par
De uma linda madrugada!
Fiquei, sozinho, a fixar
Os astros que se abraçaram
Na luz de um silêncio quente
E em que se ouvia somente
No meu coração cheio de amor,
Mas sempre pronto para amar,
O riso inúmero das ondas
Na infinita vastidão do mar!
publicado por MSA às 16:03
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Sexta-feira, 25 de Fevereiro de 2005

Acordar de claro

É o nome de qualquer coisa que já escrevi há uns anos. Na altura fazia-o frequentemente (acordar de claro, entenda-se...e embora não queira agora explicar o que é...) e, por vias e travessas da vida e do coração, reaprendi como se sente. É bom.
publicado por MSA às 13:50
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matisse_open_window_170x204.jpg
"Open Window", Henri Matisse (1905)
publicado por MSA às 13:41
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Quarta-feira, 23 de Fevereiro de 2005

Não sei se é da chuva...

Mas toda a gente está a andar mais devagar. Sinto uma humidade nos sentidos que agudiza as saudades da Terceira. Nunca gostei da chuva e apenas um pouco do nevoeiro. Nestes dias, e nem sei bem porquê, até os respiro...
publicado por MSA às 13:44
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Terça-feira, 22 de Fevereiro de 2005

Um Poema para o dia 22 de Fevereiro de 2005

TODOS POR UM (Mário Cesariny)

A manhã está tão triste
que os poetas românticos de Lisboa
morreram todos com certeza

Santos
Mártires
e Heróis

Que mau tempo estará a fazer no Porto?
Manhã triste, pela certa.

Oxalá que os poetas românticos do Porto
sejam compreensivos a pontos de deixarem
uma nesgazinha de cemitério florido
que é para os poetas românticos de Lisboa não terem de
recorrer à vala comum
publicado por MSA às 13:45
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Está apontado um novo rumo...

socrateslx.jpg
publicado por MSA às 13:40
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Estação de volta à normalidade...

Já me tinha esquecido que estávamos no Inverno.

Para bem da agricultura e para mal dos meus humores.

A chuva regressou...
publicado por MSA às 13:21
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Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2005

Esquerda, volver! (o regresso às crónicas n' a UNIÃO)

Já ando há cerca de cinco meses afastado destas andanças opinativas em página de jornal impressas. É pois tempo de tentar um regresso, que irei acompanhando com as mais pequenas “tiradas” que o meu blog albergou um pouco por todo este tempo.

Vem a jeito esta altura de retornar às linhas e aos parágrafos, horas após uma noite eleitoral de arromba e onde o povo português acorreu em massa para dizer um sonoro “basta” à maioria de centro-direita que nos (des) governava desde 2002. Tenho uma forma particular de interpretar o fenómeno eleitoral. É que, por estranho que possa parecer, já não voto desde 1998. Estou recenseado em Angra, e como nunca me “adaptei” – enquanto estudante – ao voto por correspondência, faço de mero espectador a todo este movimento sem exercer o meu dever cívico. Pode parecer mal, mas são as agruras de não mudar a residência que me levam a tal opção. E a verdade é que, por mor do que vou veiculando como opiniões minhas e reflexões do que vejo, até acho que é um outro tipo de papel o que me cabe. Mas chega de considerações sobre o que faço ou não nas urnas. É que, no passado Domingo, a pujança popular veio em defesa do que melhor quer para o país. O resultado foi uma valente “tareia” no espectro político de direita e um volte-face esperado, talvez não com tanta força anímica e união, que leva Portugal a um novo rumo e, esperançados desejamos, a sair da caótica situação económica e financeira que vive.

A vitória retumbante do Partido Socialista e de José Sócrates, com uma maioria absoluta inédita para a força política que dirige, foi, acima de tudo, um grito de revolta que os portugueses deram, aproveitando em todo o esplendor o direito à indignação que lhes é devido pelo sistema democrático em que nos inserimos. E quem melhor do que nós para achar que o mesmo estava a ser posto em risco a uma velocidade assustadora? Do controlo exacerbado e visível da Comunicação Social até ao louco assumir de levar um povo à derrocada em nome de um dito défice que, sabemos de antemão, as grandes potências da agora alargada Europa comunitária não respeitam nem temem. Tudo inserido num ambiente pesado de duvidosas conexões entre diversos poderes, e que nos levavam a olhar de soslaio qualquer medida anunciada, por melhor que ela nos pudesse parecer em intenção. O país está desmotivado e a pobreza de “algibeira” ameaça cada vez mais unir esforços com a de “espírito” e pautar pela mediocridade tudo que nos relaciona com a vida em sociedade. Pode parecer um quadro negro demais, mas quem fizer um pequeno esforço para interpretar os sinais que a nossa gente vai dando pelas ruas e vielas deste Portugal, tão “amado” em palavras pelos nossos políticos, facilmente chegará a um sentimento próximo do que aqui tento passar.

Os números da aguardada noite do dia 20 são claros e rigorosos. De novo a onda “rosa” invadiu o território nacional, consagrando um grupo que – por mais apedrejado que seja – nunca ficou muito longe do papel de governar. Houve sim outros, que por voltas de alianças em sede de poder bebidas, se outorgam como líderes e companheiros de um destino de mau agoiro à partida. Falo da coligação PSD/CDS (recuso-me a inserir aqui a ideia base de um partido de nome PP que já desapareceu…) e da forma altiva e facilitada como foi fazendo correr as coisas nos últimos três anos. Primeiro com, o agora todo-poderoso, Durão (que até o apelido já deixou cair…) e depois por intermédio do inefável Santana, sem dúvida um político talentoso, mas mais talhado para o “show-off” autárquico que para a governação dos destinos nacionais. Como também talento não faltará ao seu “compaire” de coligação, Paulo Portas. Apostado em fazer valer a sua demagogia, e sabendo agitar como poucos as duas ou três “bandeiras” que lhe restavam para a campanha, Portas apenas falhou…pelos votos que não teve! E a soberania das urnas não se fez rogada em castigar ambas as forças partidárias e em fazer crescer as outras alternativas de Esquerda em liça, a CDU de Jerónimo de Sousa e o Bloco de Francisco Louça e seus pares. Bem acima, num espectro de altitude e atitude mais descansadas e com tudo pelo seu lado, Sócrates nem foi brilhante nas semanas passadas nem fez explodir o carisma que ainda se espera. Foi activo quanto baste para capitalizar em números a ânsia do país. E foi merecido o resultado, como merecido é para os portugueses que tenha um cuidado extremo na formação do seu governo e nas primeiras medidas a tomar.

Em jeito de conclusão a este pequeno texto vou tentar situar-me num, para mim distante, cenário partidário. Há já cinco anos que não tenho “cartões” e duvido que volte a possuir algum. Em 2004 tive a honra de um convite para apoiar a recandidatura de Carlos César à liderança do Governo dos Açores. Por esse facto (presumo…) recebi há duas semanas um convite para estar presente no jantar de encerramento da campanha de Sócrates. Não fui mas, à minha maneira, fiz crer no seu projecto e na necessidade da reviravolta agora realidade. Nem em Outubro nem agora vim para os jornais clamar por nada (foram alturas de fertilidade aguda nos cronistas de ocasião…) nem por ninguém. Sinto-me distante da política…talvez pela efemeridade que nela se encerra. Numa visão apenas de quem partilha os seus pensamentos estou contente com esta vitória socialista. E começo a acreditar que afinal tenho uma “corzinha” política… se bem que pouco assumida. Haja esperança!
publicado por MSA às 20:36
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Sexta-feira, 18 de Fevereiro de 2005

A última sondagem...e o meu voto para Domingo.

Foi ontem divulgada a última sondagem antes da batalha eleitoral do próximo Domingo. Sem grandes surpresas, pelo menos para mim, o PS deverá atingir uma inédita maioria absoluta e formará o próximo Governo português. O PSD, vítima das más opções da sua gestão e da total descrença dos eleitores deve descer até perto dos 30%. De realçar a subida prevista para as duas outras forças partidárias de Esquerda: a CDU e o Bloco de Esquerda. E ainda bem que assim é. Para completar o "ramalhete" dos meus desejos só faltava mesmo era o CDS de Portas nem abeirar os 5%...isso sim, é que era um Domingo bem passado.
Numa outra perspectiva, e bem mais pessoal uma vez que - por estar recenseado em Angra - não irei votar (o que já acontece desde 1998), hoje até devia ir à noite a Lisboa. Foi a vontade que me deu quando recebi o convite para o jantar de encerramento da campanha de José Sócrates, que terá lugar na antiga FIL. Mas não vou. Há já cinco anos que não estou filiado em qualquer partido e assim pretendo manter-me. O convite vem na sucessão do apoio que dei, integrando a Comissão de Honra à sua recandidatura, ao presidente do Governo Regional Carlos César em Outubro passado. Honra-me que o meu nome esteja junto dos muitos milhares que (ainda) acreditam haver bom senso e boa vontade neste país. E, havendo-o, vão votar. E votem PS. Era o que eu faria!
publicado por MSA às 13:41
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Entre livros e paz

Porto, Biblioteca Municipal Almeida Garrett (jardins do Palácio).

Aqui respira-se o silêncio de quem lê, observa, adquire e cresce. Com letras, cores, imagens ou sem nenhuma delas. Aqui dou um novo espaço a uma lenta aprendizagem. E, sem querer, vim parar ao meio daquele cheiro de papeís e estantes novas. De livros, borrachas e luzes brancas. Aqui calhou-me a paz...
publicado por MSA às 13:18
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Quarta-feira, 16 de Fevereiro de 2005

Apenas mais um dia

Passaram-se horas, palavras, recortes de uma memória que voou a serrania das emoções. E sinta-se o frio da distância e o rasgar das emoções. Tal como se criam, os laços são também de desfazer. É é a felicidade que o Amor nos ensina o bem mais querido e que se quer preservar...
publicado por MSA às 13:56
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Terça-feira, 15 de Fevereiro de 2005

com dois dias de atraso...

F.C.Porto-0;Vitória Guimarães-0.

Gostei de Ibson.
publicado por MSA às 20:37
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Domingo, 13 de Fevereiro de 2005

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Decadeof50-Keeley.JPG
"Decade of the 50's" - Ken Keeley (Serigrafia).
publicado por MSA às 16:33
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Sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2005

Só mesmo

Chateia-me que as pessoas confundam mágoa com rancor.

Quem me dera ser frio, austero e distante...
publicado por MSA às 23:30
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O regresso do espírito...

CamisolaPrincipal0405-lit.JPG
No Domingo, às 20h15, estarei de novo no lugar 36-fila 46 (Sector 4) da Bancada Poente do Estádio do Dragão. Sem fazer futurologia, mas frisando que apenas não assisti ao vivo em casa às três derrotas, prevejo o regresso à boa forma da equipa azul e branca do meu coração. Naquela que deverá ser uma das mais emocionantes jornadas desta edição da Superliga:

F.C. Porto - V. Guimarães *
Sp. Braga - Benfica *
Académica - Nacional
Moreirense - Gil Vicente
Beira-Mar - V. Setúbal
Boavista - Marítimo *
Sporting - Rio Ave *
Penafiel - U. Leiria
Belenenses - Estoril.

(*)-A coisa promete...
publicado por MSA às 23:23
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Quinta-feira, 10 de Fevereiro de 2005

Uns olhos do Atlântico

Amanda.jpg
Hoje recebemos uma foto da nossa brasileirinha mais linda. A Amanda é filha dos nossos amigos Adriana e Lucas (da dupla sertaneja Lucas & Matheus) e é um doce de menina. Tem uma voz suave (diz um "Oi!" que não se esquece...) e brinca com as sílabas na pronúncia de Vera Cruz. E os seus olhos são o espelho da amizade que temos por ela e pelos seus pais. E temos saudades, Amanda...
publicado por MSA às 22:39
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"Coisas" da Cultura...

A cantora e actriz Simone de Oliveira viu-se ontem envolvida numa situação insólita de campanha eleitoral, ao ser convidada para um jantar que, supostamente, seria um encontro de gente da cultura. Ao chegar ao local, a cantora apercebeu-se de que se tratava de um jantar de apoiantes do PSD da área da cultura, com a presença de Pedro Santana Lopes.
Simpatizante assumida do Partido Socialista desde longa data, retirou-se de imediato, afirmando que não sabia do que se tratava, uma vez que ninguém do PSD lhe telefonou a falar do jantar.
Em suma, algo se terá passado de errado...ou nos convites...ou nos convidados...ou com quem convidava!
publicado por MSA às 10:32
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Um Poema para o dia 10 de Fevereiro de 2005

SE HOUVESSE DEGRAUS NA TERRA... (Herberto Hélder)

Se houvesse degraus na terra e tivesse anéis o céu,
eu subiria os degraus e aos anéis me prenderia.
No céu podia tecer uma nuvem toda negra.
E que nevasse, e chovesse, e houvesse luz nas montanhas,
e à porta do meu amor o ouro se acumulasse.

Beijei uma boca vermelha e a minha boca tingiu-se,
levei um lenço à boca e o lenço fez-se vermelho.
Fui lavá-lo na ribeira e a água tornou-se rubra,
e a fímbria do mar, e o meio do mar,
e vermelhas se volveram as asas da águia
que desceu para beber,
e metade do sol e a lua inteira se tornaram vermelhas.

Maldito seja quem atirou uma maçã para o outro mundo.
Uma maçã, uma mantilha de ouro e uma espada de prata.
Correram os rapazes à procura da espada,
e as raparigas correram à procura da mantilha,
e correram, correram as crianças à procura da maçã.

publicado por MSA às 00:50
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Quarta-feira, 9 de Fevereiro de 2005

Reflex (ã) o...

sol.jpg
É chegado o tempo dito de relexão. Para que a mesma acontecesse de uma forma coerente e desejada achei sempre indispensaveís os dias de folia que antecedem tal período. Assim sendo, e depois, de a muito custo, terem passado estes cinco dias de Entrudo - vividos a milhas demais do contágio irreversível da alegria... - acho que vai ser mais difícil começar a pensar na vida e no que ela tem sido.
Nem de propósito e o Sol decidiu brindar-nos com uma presença brilhante e um calor de aconchego. Na sua aura quase se vêem passar as ânsias e os novos desejos. Talvez assim seja mais fácil reflectir...sob o reflexo que os seus raios de astro nos ofereceram para este dia. Que de cinzas tem tido pouco...
publicado por MSA às 16:03
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A bipolaridade dos dias (crónica de Março de 2004)

cyanide-bipolar.gif

Foi ao passar os olhos por um pequeno caderno explicativo da A.D.E.B. (Associação de Apoio aos Doentes Depressivos e Bipolares) que me surgiu o tema para esta semana. Não porque tenha qualquer tipo de formação nas áreas médica ou psiquiátrica, mas antes porque os conhecimentos que o tempo e a vida nos vão dando (os ditos empirismos…) me fazem aproximar a realidade de um problema com a melhor forma de com ele viver. É assim que se vai aprendendo e é assim que quem, por próximo de nós que esteja, nos necessita por inteiro, com a plena noção de que se podem atenuar sofrimentos e abrir olhares em sorriso. Dentro das doenças que a referida Associação acompanha saliento uma que, por longínqua que seja para uns, bem presente pode estar em todos e que, de um modo corriqueiro nas palavras, posso comparar a um “amplificar” das nossas sensações, medos e atitudes. A doença Bipolar, que como o nome indica, se trata de uma variação “constante” de humor, com crises repetidas de depressão e “mania”. Tem uma frequência variável, sendo que as crises podem ser moderadas ou leves. Para quem não sabe, e tendo em conta que, felizmente, este tipo de doenças tem sido dado a conhecer às pessoas de uma forma mais informativa e realista que há uns anos atrás, dizem os dados da O.M.S.(Organização Mundial de Saúde) que cerca de 1,5 a 2% da população adulta sofre da Doença Bipolar. Tratando-se de uma patologia do foro psiquiátrico é ainda, e por uma questão cultural do nosso luso e constante “atraso”, associada a uma completa incapacidade o que, em muitos casos, “pesa” mais sobre o doente do que a própria doença que, como todas, ninguém pediu para ter. Não vem no entanto, este meu texto, ao encontro do que se poderá chamar um esclarecimento. Não tenho conhecimentos técnicos para dá-lo com certezas e limitar-me-ia a copiar tudo que li no dito caderno ou no próprio site da Associação (www.admd.pt). Ora, “plágios” desses deixo-os para quem acha normal fazê-los… Apenas pretendo dividir a minha visão pessoal de como se pode lidar com quem tem este tipo de Doença e que, a muito custo, procura incessantemente o rumo que a mesma insiste em fazer tortuoso. E porque é mesmo de um rumo, ou da falta dele, que se tratará, nada melhor do que tentar o papel de “timoneiro”, a que se junta o de amigo, para que as partes que lutam por melhoras saibam por onde encaminhar os esforços. Neste tipo de situações, e por longe ou perto que as vivamos, diz-me o coração que, com menos custo do que parece, é necessário interiorizar as duvidas e os anseios que se atravessaram por nome de um diagnóstico. Mais do que o papel preponderante de companheiro, irmão, familiar ou conhecido, temos apenas de tentar entender a visão que está deturpada por um conjunto de estímulos e pressões que agudizam situações já de si complicadas. A doença, qualquer que ela seja, é o máximo destabilizador que podemos encontrar. Há pois que fazer o inverso, assumindo que, por não termos o problema, melhor o podemos compreender, enfrentar, e atenuar-lhe as ramificações que vai deixando… Mais do que um desabafo ou uma partilha (e nunca que nunca um esclarecimento…) apenas pretendo que quem viva numa realidade, tão sã e tão de amor que possa ser, não se deixe apoderar pelo sentimento da impotência de lutar contra uma doença e por quem lhe é querido. Façam apenas isto: visitem o site, contactem quem os puder apoiar, e por certo identificarão alguém (próximo ou distante) que condiz com a descrição. Há só que tentar ajudar e, às vezes, é melhor com o coração do que com a cabeça mas, prevenindo, nada como usar muito os dois.

publicado por MSA às 15:39
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Segunda-feira, 7 de Fevereiro de 2005

Estranheza mascarada

Que estranho. É Segunda-feira de Carnaval e, aqui pelas ruas do Porto, ainda não ouvi ninguém rouco nem com envelopes de fotografias pela mão. Nem tão pouco vi alguém que tivesse um "restinho" de pinturas na cara ou mesmo um papel picado perdido pela noite. Que estranho.
Afinal, neste dia, só costumava ter de fechar os olhos para ouvir a "Cabeleira do Zézé"...
publicado por MSA às 10:42
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Domingo, 6 de Fevereiro de 2005

Suspirando...

Cortejo2000.JPG
O cortejo já passou pela Rua da Sé há umas horas e o WC está desligado depois de mais momentos de sucesso. No redondel da Monumental Ilha Terceira já devem pairar várias construções destruídas e deve haver gelo em algumas colhidas inesperadas. Houve lide a cavalo, apeada, e por certo pegas rijas. O arranhão já cumpriu a sua missão de 2005 e deve estar prestes a acabar mais uma Tourada dos Estudantes. Um apertado abraço às dezenas de amigos que ganhei com esta tradição. Ficam p'rá vida...tal como o Entrudo. Viva a Tourada dos Estudantes!
publicado por MSA às 18:09
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Ao aroma dos "bailhinhos"...

Bailinho.jpg
Estou há horas a ouvir a emissão online da Rádio Horizonte, que faz a transmissão dos bailinhos de Carnaval na minha Terceira, e até já cantarolei refrões de alguns mais antigos que me vieram à memória.
Num dia que foi triste para alguns amigos meus, sei que a ilha em peso se ri e convive pelos salões das freguesias. São os contrastes do Carnaval. A época do ano de que mais gosto e a única que consigo assemelhar à realidade que vivemos. De tão alegre que é o Carnaval até nos pode levar às lágrimas.
Aos meus amigos que choram e aos que foliam a rigor um pouco por todo o espaço lilás vai daqui um "vira" de saudade... Bom Carnaval.
publicado por MSA às 05:33
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Sábado, 5 de Fevereiro de 2005

Arte sobre rodas

BMWM1-by Andy Warhol.jpg
BMW M1 - decor by Andy Warhol (1979).
publicado por MSA às 19:35
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Sexta-feira, 4 de Fevereiro de 2005

Pequeno Roteiro ao Entrudo (Crónica com um ano...)

Eu-Batatoon-Carnaval2000.JPG
Pela primeira vez na vida não vou passar o Carnaval na Terceira. Não será uma realidade que assuste ou preocupe muita gente e até conheço quem, aí estando, passe estes dias de festa no maior recato. Mas para mim, e apesar de ter despertado um pouco tarde para essas andanças, este é um passo “atrás” na minha desenvoltura intelectual. O Carnaval, para além de abeirar sempre o dia em que fico mais velho, é uma lufada de ar fresco na rotina da Vida. Confesso, sou um “Carnavalesco” convicto, e tinha prometido apenas experimentar o Brasil em sacrifício de uma Quadra do Rei Momo na Terceira, mas falhei! Posto isto e permitam-me oferecer-vos um pequeno desabafo, partilhando ideias ou recordações, para o melhor fim-de-semana do ano.
Durante anos vivi o Carnaval nas semanas que o antecedem quase com a mesma intensidade. Finalmente (veio a idade que não o “juízo”…) lá a coisa passou a apenas incluir Sexta, Sábado, Domingo, Segunda e Terça(!). Contas feitas e eram quatro ou cinco fantasias diferentes. Tudo dependia de haver ou não número de Praça na Tourada dos Estudantes, e isto já com a Terça-Feira reservada para ir ver “Bailhinhos” ou para recuperar de algum “toque” mais sentido dado por bezerra alheia. Para não falar no cansaço, mas esse só costuma dar cor de si quando a Quarta-Feira se aproxima. A dar voz pelos últimos anos e o destino da Sexta-Feira é agora um jantar de amigos seguido de um desfile alegórico pelo centro da Cidade. Este ano parece que há uma Escola de Samba na forja. O Sábado é o dia da roupa mais cuidada (não na feitura mas sim na ideia), já que, com o correr dos anos, habituei os meus próximos por primar na originalidade. O Domingo estava destinado (desde Sábado, pois dormir é no resto do ano!) ao Cortejo e à tradicional Garraiada dos Estudantes, aos quais se seguia o faustoso jantar, quase sempre tendo como “digestivo” um “Bailhinho” no poiso mais próximo! Segunda-Feira e um acordar rezingão, pouca voz na garganta, comprar fotografias e compor a máscara. Mais uma noite de gritos e, finalmente, na Terça, um dia inteiro para gozar o Carnaval Popular mais rico do Mundo. Neste dia as “resistências” já se foram e apetece mesmo é rir muito, mas sentado, o que nem sempre é possível dada a grande afluência de povo aos Salões das freguesias. É aqui que reside a minha “falta” grave no Carnaval da minha terra. Já dancei vestido de quase tudo, já fiz quadras e frases de arrepiar, já “capeei” de improviso durante quase dez anos seguidos, pintei, desenhei, cantei e ri com fulgor, mas nunca representei num “Bailhinho” e acho que ainda vai demorar uns tempos. Resta-me a fugaz passagem, como tocador de ferrinhos, por um grupo de amigos “apimentados” pelos dizeres do José Guilherme e do João Miguel e a grande admiração que tenho pelos criativos que mantêm esta tradição sempre viva e atenta. O nosso Carnaval é um diamante lapidado por gargalhadas e rimas que nos fazem esquecer problemas e chatices. É a forma mais pura e graciosa que já vi de festejar algo sem quase nada pedir em troca. Pede-se só que se riam, que se divirtam, que exteriorizem emoções, assim a fugir da “capa” de povo “cinzento” que às vezes nos põem por cima.
E para nós, que ninguém nos ouve, há dois “Bailhinhos” que tento nunca perder: o do Porto Judeu – do meu amigo Soares - , com o Roberto e o Maciel e o da Terra-Chã, com os rapazes do Casimiro a “darem” música ao Pató e companhia. Vão por mim e tentem apanhar as actuações “em casa”! Bom Carnaval e até um próximo…

Nota: O ano passado o espírito era este. Se escrita em 2005 esta crónica seria pouco diferente, começando com "Pela segunda vez na vida...". A grande diferença, mas "fora" da crónica, é que esta vez está a ser mais difícil de passar...
publicado por MSA às 23:48
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RL-paint.jpg
"Still Life With Pitcher And Flowers" - Roy Lichtenstein (1972)
publicado por MSA às 12:31
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Mais um Português na Fórmula 1.

Tiago Monteiro.jpg
Ontem o automobilismo português viveu um dia feliz, depois de ter sido confirmado que Tiago Monteiro irá pilotar para a Jordan-Midland em 2005, numa temporada que terá o seu início em Melbourne a 6 de Março.
O mundo da Fórmula 1 é o sonho de qualquer criança que se inicia no Karting mas são poucos os que conseguem atingir o objectivo de figurar nas mesmas galerias de Juan Manuel Fangio, Jim Clark, Nigel Mansell ou Ayrton Senna.
Tiago Monteiro teve uma carreira bastante diversa da maioria dos pilotos que chegam à Fórmula 1, tendo despontado para o automobilismo quando já contava vinte anos. Contudo, desde cedo que o seu talento, a sua persistência e a sua resitência física foram evidentes, tendo sido demonstradas em campeonatos tão diferentes e competitivos como a Fórmula 3 Francesa, a Fórmula 3000 Internacional, os Champ Cars ou a World Series by Nissan.
Agora chegou a vez da Fórmula 1. A Jordan Grand Prix não tem a mesma força de outrora – chegou a lutar pelo título de pilotos em 1999 – mas continua a ser uma equipa competente que poderá ajudar o português a demonstrar o seu valor, algo que deixa Tiago Monteiro bastante optimista, mostrando-se também sensibilizado pelo facto de ser o quarto representante - depois de Nicha Cabral, Pedro Matos Chaves e Pedro Lamy - deste nosso cantinho à beira mar plantado na alta roda do automobilismo mundial.
publicado por MSA às 10:11
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Então e o Debate?

debate.jpg
O país já não "abrandava" tanto, para se colar à televisão ou à rádio, desde os tempos do Euro'2004. Mas desta fez emoção foi coisa que não se sentiu e o embate foi mais anunciado do que as conclusões que dele se tiraram, de certeza. Sócrates tentou ser directo e conciso no tipo de mensagem que escolheu e que foi um "transpôr" da sua campanha, com muitas frases feitas e alguns erros à mistura, mas usando bem a sua experiência televisiva. Teve no entanto pouca chama e não entusiasmou, mas tem do seu lado o espectro político e a actual desmotivação social. E é isso que o fará ganhar a 20 de Fevereiro. Santana Lopes não conseguiu descolar-se dos velhos e ruidosos debates, tentando levantar "lebres" às quais o formato da contenda se opunha a fazer responder. Carrega um pesado fardo pela herança da governação e é isso que o fará sair derrotado a 20 de Fevereiro. Em suma pouco ou nada se adiantou.
Gostei do formato escolhido para este frente-a-frente, sendo que só não foi mais profícuo em resultados e esclarecimentos porque, de facto, os candidatos têm pouco "sumo" para ser "espremido" das sua propostas e opções. Cor de laranja ou rosa...o cenário está longe de agradar ao primeiro olhar.
publicado por MSA às 09:41
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Quarta-feira, 2 de Fevereiro de 2005

Henrique Canto e Castro (1930-2005)

cantocastro

Calou-se a voz do Capitão Iglo...
publicado por MSA às 11:47
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SSPark-LaJollla

"La Jolla"- Sung Sam Park (Serigrafia).
publicado por MSA às 01:12
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Recordando da "nossa" Garraiada...

TouradaEstudantes2000.JPG
De 1993 a 2003 participei dez vezes na Tourada dos Estudantes. Oito vezes como cómico, uma como adjunto da Comissão e, para despedida, fazendo parelha com o meu afilhado Ricardo Costa no “W.C.” por cima do Armazém Zeferino. Com base nessas muitas vivências proponho, no texto que se segue, pôr de parte a aventura dos passes, das pegas, dos sustos e dos ferros de uma Festa que tem o seu expoente na Praça de Toiros. Deixando a porta aberta, para que outros também o façam, vou tentar recordar episódios de “bastidores” e que apenas ficaram na memória de alguns. Com o humor necessário serão:

Algumas histórias da “outra” Tourada dos Estudantes…

- Esta passou-se no final do Cortejo da Tourada de 1993. Um dos cómicos participantes, ao chegar à entrada da Praça de Toiros, verificou que a mochila onde tinha as suas coisas se dava por desaparecida. Não teve meias medidas. “Montou” um dos burros que fizera parte do Cortejo e fez o percurso inverso até Santa Luzia no animal. Escusado será dizer que não encontrou o que procurava ( a mochila estava guardada à conta de alguém que ele esquecera…) e regressou à Praça de Toiros no mesmo meio de transporte…e mesmo a tempo de ver toda a gente a sair no final da Festa!
- Na Tenta da Tourada de 1994 um dos cómicos teve um percalço engraçado. Talvez “toldado” pelo Arranhão, tropeçou e caiu de corpo inteiro em cima de um molho de silvas que ladeavam o velhinho Tentadero “RB”. Passou-se a Tenta e, ao entrar em casa após o regresso, o Pai perguntou-lhe: “- Então? Muito Arranhão?” Ao que o dito cómico respondeu: “ –Sim. Alguns aqui na cara e no pescoço…” …
- No Cortejo da Tourada de 1995 dois dos cómicos iam vestidos de mulher-Polícia. Montavam dois burros, um dos quais tinha “calçado” um par de sapatilhas “All-Star”. Ora os burros tinham sido “emprestados” no calor da noite anterior e, chegado o Cortejo à Praça Velha, aguardava-os uma mulher-Polícia (verdadeira…) e o dono dos animais que os reclamava. Um dos cómicos, ao devolver o seu burro, terá exclamado: “ O burro o senhor pode levar…mas vai sem os sapatos que são meus!”…
- Na Volta à Ilha da Tourada de 1996 um dos elementos da Comissão descoseu o frondoso vestido que envergava. Isso aconteceu na Ribeirinha e depois rumou-se a São Sebastião. Em plena praça da “Vila” se fez o alarido do costume e, quando se preparava a caravana para seguir, deu-se pela falta do dito elemento. Esperou-se…e nada do homem aparecer. Com os carros já em andamento ouviu-se bater numa janela. Era o “desaparecido” artista que estava em casa de uma senhora que, gentilmente, lhe cosia a bainha do vestido!
- É já tradição que a C.O.T.E. ofereça um bilhete ao bem conhecido José “Greta”. Por vésperas da Tourada de 1997 o “carro do som” avistou o José e lá se procedeu à oferta do costume. Mas o José queria também um bilhete para um “sobrinho”, pedido que o Presidente de serviço recusou. E “vira-se” o José para ele: “Não gosto nada de ti!”. Um dos adjuntos, que acompanhava a cena, pegou logo em 3 ou 4 bilhetes e deu-os ao José que, agradecido, logo desejou: “Tudo de bom para ti…és muito bonzinho”…Até hoje o José cumprimenta educadamente o dito adjunto…e continua sem gostar do Presidente!
- Na Tenta da Tourada de 1998 um antigo elemento da Comissão “distraiu-se” a entrar no Tentadero. Resultado: abriu a porta e a bezerra fugiu, aos saltos, para os silvados e pedras que encontrou pela frente. A busca demorou mas o animal lá regressou são e salvo ao redondel. Quem não gostou da cena foi o Ganadero Humberto Filipe. E a mão do “Ti Humberto” só não “trabalhou” porque, dizia ele: “Se eu não soubesse que aquele rapaz gosta tanto disto…”.
- No Cortejo da Tourada de 2000 fez-se um carro que era uma “passerelle”, ao qual se deu o pomposo nome de “Angra Fashion’2000”. Um dos cómicos, vestido de modelo feminina, estava preocupado por não saber “desfilar” em condições. Foi-lhe explicado que o mais fácil era ir pondo um pé à frente do outro como se pisasse uma linha. Pois acreditem que o rapaz cumpriu à risca e nunca tirou os pés de cima do tracejado da Rua da Sé!

NOTA: Estas histórias, como muitos se lembrarão, foram publicadas na edição do ano passado da revista “Festa na Ilha” (editada pela Tertúlia Tauromáquica Terceirense). Ao trazê-las às páginas deste diário quis apenas cumprir com a “minha” tradição de todos os anos “botar” palavra por alturas do Entrudo e tendo como palco de fundo esta muito nossa Garraiada. Ao contrário do que se antevia há um bom par de anos a Tourada dos Estudantes está pujante e recomenda-se. Os novos modos de viver souberam estar lado a lado com a sua característica condição e as hostes vão-se alongando no tempo.
É já Domingo, Domingo Gordo…e tanto gostava de lá estar a vê-la.
Vão todos e façam contar esta história pelos anos. Viva a Tourada dos Estudantes!
publicado por MSA às 01:03
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Vida nova para o Dragão: Urgente!

JoseCouceiro.jpg
Contive-me nos últimos dias para não escrever de forma violenta e desancando na gestão que reina para os lados do Dragão. Tanto dentro como fora do terreno de jogo. Acabei não o fazendo pois acho que adepto (que é adepto...) que se preze não se põe a disparar ao emblema do coração só porque as coisas não estão de boa maré. Assim sendo e aguardei pela saída já esperada do cavalheiro e bem apessoado Señor Fernandez (a quem chamaram Luiz até à hora do adeus...), assim sendo e pela terceira vez esta época não fui ao Dragão (e ainda nunca vi nenhuma derrota ao vivo...valha-me isso...), assim sendo e já me irrita a brasileirice que para ali anda e, finalmente, assim sendo acho que só um Couceiro de espírito militar e agressivo poderá pôr ordem na barafunda. A matéria prima está lá e só é preciso saber como moldá-la. E isto enquanto se vê o Roma de Del Neri a subir na tabela do "Calcio"...
Julgo que ainda não será desta que a lotação do estádio descerá dos 30 mil e achei de muito mau gosto a cena dos lenços brancos...ao menos usassem panos azuis!
Últimas linhas ( pensaram que isto ia ser um queixume, não?...) para os absurdos preços que se pagam para ir ao Futebol. Eu não me queixo porque pela família da Anita tenho um cartãozinho todas as semanas "à borlix", mas confesso que não vejo (Bragas à parte...) nenhuma equipa que ofereça espectáculo tal que justifique tirar tanta nota do bolso para vê-la...
publicado por MSA às 00:57
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