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PORTO DAS PIPAS

miguel de sousa azevedo - açores

PORTO DAS PIPAS

miguel de sousa azevedo - açores

24.Nov.04

Um Poema para o dia 24 de Novembro de 2004

POÉTICA (Vinicius de Moraes)

De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.

A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.

Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem

Nasço amanhã
Ando onde há espaço:
– Meu tempo é quando.

in "Poesia completa e prosa: Nossa Senhora de Los Angeles"
18.Nov.04

Knight Rider

kit.jpgNão me apeteceu escolher uma imagem bonita ou recomendável para publicar agora. Quis mesmo vasculhar o piroso que há em nós. Ou a magia da fantasia que se tem em criança? Onde os critérios ainda são tão puros e pouco sabedores das deformações que a vida lhes dará?...
Acho que a dobragem mais recente ainda deixou Michael e "Kitt" mais fechados nos calabouços da falta de imaginação e talento. Mas a musiquinha e os "leds" vermelhos da grelha do Camaro são inesquecíveis, hã?
18.Nov.04

E um suspiro antes de dormir

O corpo já pede descanso e os olhos querem esquecer os quantos números e letras com quem se cruzaram pelas horas. É noite, escura, e com o frio a nascer do Norte do país para os ossos e tremideiras. Agarro-me ao passado por um dia apenas e aperto o sono de ontem com a firmeza de quem despreza as insónias...tal como elas não ligam pevide ao nosso bem estar. Ainda hão-de ver...
18.Nov.04

Um Poema para o dia 18 de Novembro de 2004

COMICS (Greta Benitez)

O sax me injeta ciúmes na veia
Barítono ambíguo
Homem-aranha, moça feia
Ela, sem notar, arquiteta a teia
E vira mulher-gato
olhe a foto
Homem-mosca, mulher-porcelana
Todos fazem parte da trama.
Eu, moça-vitral, fruta cristalizada
Será que sou amada?
17.Nov.04

Da minha Anita...

Anita.JPGNão posso deixar de vos mostrar o comentário que a minha Anita deixou no blog da nossa amiga Rosa Silva:

"Comentário ao: Nesta ilha onde moro...

… deixei rolar umas lágrimas de saudade da "minha" ilha que já não respiro há dois anos. Cerrei os olhos, respirei fundo e aqui estou eu sentada no "Pico do Capitão" bem cá em cima onde o verde é de facto uma manta de retalhos, onde as tonalidades do azul nos lavam a alma, onde a maresia me salpica o corpo e o pasto me faz marejar os olhos à liberdade. Logo à noite, amiga, como eu dava tudo para ir à "poça" do Porto Martins ver Estrelas Cadentes e pedir um desejo. E a seguir comer cracas e lapas e rir a bom rir com meus amigos. Pegar na viola...olha as cantorias, vamos fazer teatro...vamos cantar as velhas...vamos esperar o gado...vamos...vamos todos juntos!!! É isso Rosa, é de tudo isto que tenho saudades: de um pedaço misterioso de terra rodeado de mar, onde as pessoas vivem. Por aqui tenho a noção de que apenas existem.
Anita"

Que feliz fico por sentir que ela já vê a minha (nossa) ilha como se fosse pelos meus olhos. São coisas do coração...
16.Nov.04

We are the World (USA for Africa - 1984)

we are the world.jpgThere comes a time when we heed a certain call
When the world must come together as one.
There are people dying and it's time to lend a hand
To life - the greatest giff of all.

We can't go on pretending day by day
That someone somewhere will soon make a change.
We are all a part of God's great big family
And the truth
you know
love is all we need.

We are the world
we are the children

We are the ones who make a brighter day
so let's start giving.
There's a choice we're making
we're saving our own lives.
It's true
well make a better day
just you and me.
Well
send them your heart
so they'll know that someone cares
And their lives will be stronger and free.
As God has shown us by turning stones to bread
And so we all must lend a helping hand.

We are the world

We are the children
. . .
16.Nov.04

Arte sobre rodas

BMW320i-RLiechtenstein.jpgBMW 320i, decorado por Roy Liechtenstein, usando linhas e ponteados para simbolizar a velocidade e o pôr e nascer do sol em Le Mans...
16.Nov.04

Um Poema para o dia 16 de Novembro de 2004

FADO (Miguel Torga)

Tem cada povo o seu fado
Já talhado
No livro da natureza.
Um destino reservado,
De riqueza
Ou de pobreza,
Consoante o chão lavrado.

E nada pode mudar
A fatal condenação.
No solo que lhe calhar,
A humana vegetação
Tem de viver, vegetar,
A cantar
Ou a chorar
Às grades desta prisão

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