Há pouco mais de uma semana a família cresceu. Um pouco mais de três quilos de vida, uma nova vida, um olhar curioso, embora ainda semi-adormecido num início de descobertas. As mesmas que irão levar todo o tempo do mundo a esclarecer. Todo o tempo possível a explicar, e tanto tempo ainda para efectivar. Num ápice já cá estava o Francisco, corado e sossegado, curiosamente nascido no mesmo local que o agora primo-babado, que lhe quis dedicar umas linhas, apesar das poucas informações ainda constantes do currículo do petiz. Tão só porque a proximidade ao acontecimento, e o estreito laço de amizade aos seus pais, motivou emoções, sorrisos, e uma simples forma de gostar dos outros, que se amplifica quando surge uma criança no cenário, que se solidifica quando se partilham os momentos seguintes ao nascimento, que não se esquecem por serem únicos…
Não sendo pai por opção, objectivamente analiso de outra forma a chegada de um novo ser a um mundo que lhe vai proporcionar quantidades semelhantes de coisas boas e menos boas, sensivelmente numa época em que uma nova vida pode também ser sinónimo de uma nova – e grande – preocupação, tantas são as dúvidas que nos atacam quando olhamos o futuro. Mas na textura daquela pele ternamente criada logo se sente a maciez que o amor quis dar à criação. E se é esse o destino dos homens, pois que lhe tenhamos o maior respeito, acolhendo sempre os seus frutos com a bênção da compreensão e do afecto. Assim, logo se mudam as cores do nascimento, e logo se alcança um brilho diferente para os dias que aí vêm.
No caso do Francisco impossível era não gostar imenso dele, não criar logo uma empatia de raiz… mesmo se pegar num recém-nascido ao colo continua a ser um acto que me faz alguma espécie. Assim, e para além de ter sido o seu primeiro fotógrafo, aferir o prazer conjunto que ele trouxe a pessoas que mal se conheciam, como projectar nas relações a quietude e a contemplação que ele proporcionará por agora, são andanças normais. Tão normais como gostar daquele pequeno rapaz, daquele meio metro de movimentos marcados e graça inata. Pelo que desejar-lhe as maiores felicidades é também um factor contínuo, que estendo aos seus pais, queridos primos e melhores amigos. Esperando tão só que lhe consigam incutir os sentidos do respeito, da tolerância e do amor ao próximo. Que aí sim, serão reflexos do próprio amor que o gerou. Bem vindo, Francisco…olha que isto até é giro!

