"Pedro Maria D'Alcantara Sodré de Lacerda e Areia, popularmente conhecido por Pedro Amiguinho faleceu ontem com 84 anos de idade.
O seu funeral realiza-se hoje para o cemitério de Nossa Senhora do Livramento, precedido de missa de corpo presente, pelas 11H00, na Igreja Paroquial de Santa Luzia"
in "aUNIÃO"
O "Pedrinho Amiguinho" era um dos comerciantes mais conhecidos da baixa angrense, fiel que foi sempre à sua pequena loja na Rua da Sé, onde as novidades de outros tempos - em brinquedos e miudezas... - foram sendo ultrapassadas, o que nunca o fez desistir. Mesmo se o lucro já nem surgia, conforme referiu numa entrevista há uns largos meses.
Lembro-me de lá comprar um apito, um tambor, um pião, e um ou outro carrinho - isto numa tenra infância motorizada... - do meu extenso plantel de Matchbox, Majorette, Tomica e afins. Já jovem entroncado, a romaria "oficial" ao "Pedrinho Amiguinho" passou a ser pela segunda-feira de Carnaval, para ir comprar as fotografias da Tourada dos Estudantes, que lá eram expostas pelo fotógrafo Gabriel Vieira (Foto Gabriel), que também o fazia quando o mote eram outras festividades e acontecimentos de referência. Então, e depois da "violência" do fim-de-semana do Entrudo estudantil, era um tal ver quem estava mais rouco, com mais nódoas negras das bezerras da véspera, ou quem tinha tido a sorte de um instantâneo que revelasse toda a bravura empregue. E lá o "Pedrinho Amiguinho" ia aturando, com a sobrancelha levantada e olhando-nos sobre os óculos, toda aquela azáfama, com a exígua loja a ser pequena para tanta gente, e uma ou outra foto a ser "desviada" do álbum para alguma algibeira alheia...
Com o desaparecimento de mais este conhecido comerciante, as lojas do centro da nossa cidade-património vão cada vez mais ficando orfãs dos seus proprietários originais e das suas atividades de criação, ainda mais em tempo de crise, ainda mais em tempo de incerteza. A Angra dos toldos colordidos e da azáfama comercial constante está a passar para as memórias e, com a partida também do "Pedrinho Amiguinho", vai-se acentuando a voracidade dos tempos. Dos outros tempos, onde comprar uma fotografia ou admirar um brinquedo até eram coisas especiais...
Passo a passo. Torneando o vento das emoções e tentando usar as palavras. Respirar é a nossa ação mais lógica e simples. Felizmente não interfere diretamente com os sentimentos e as escolhas. Já imaginaram o que seria uma falta de ar de amor ou na hora de optar entre morango e chocolate? Pois, se calhar também acontecem...
Morreu o pianista Bernardo Sassetti, ao que se sabe devido a um acidente na zona do Guincho, onde se encontrava a fotografar. Sem delongas, e com o tema "Noite" - banda sonora do filme português "Alice" -, fica o adeus a um dos grandes da música nacional, talvez grande demais para o país que, ainda assim, até o soube apreciar. Infelizmente, o sol pôs-se ontem para Sassetti...
Foto: Ricardo Laureano
Aquando do regresso à competição da principal equipa de basquetebol do Sport Club Lusitânia, que se deu há três épocas e que resultou no título nacional da Proliga, poucos adivinhariam o crescente sucesso que o grémio de Angra iria granjear nas temporadas seguintes, ainda mais sabendo-se da grave crise financeira que afeta o clube, e que deixa certamente com poucas
opções os seus dedicados dirigentes, todos eles à margem de uma Direção que tarda em encontrar-se. Afinal a ameaça de penhoras e a insolúvel situação de dívidas deve pesar forte no pendor laboral daquele punhado de estimáveis lusitanistas.
Isto a umas horas de mais um Almoço Verde, iniciativa que, desde 2010, vem juntando umas centenas de apoiantes da delegação sportinguista, assim como de outros tantos terceirenses desgostosos com a situação atual do mais campeão dos campeões açorianos. Este ano, o mote do encontro é uma homenagem aos pupilos de Francisco Faria que, surpreendentemente, se sagraram campeões da Série Açores da 3ª Divisão Nacional de Futebol. Um título amplamente merecido, afinal foi aquela a equipa que melhor futebol apresentou ao longo do campeonato, destacando-se a vertente local de todo o plantel, em claro contraste com os desmedidos voos que o mesmo futebol, do mesmo Lusitânia, ensaiou há uns anos e que tão rocambolesco processo vieram a originar.
Sem ser sócio do clube – aliás, e pasme-se, fui “desaconselhado” a isso em meados de 2006, tal era a confusão já instalada… -, não escondo que é o emblema da terra que me faz vibrar, e lembro que na minha curta carreira de atleta, que as lesões interromperam, só “descansei” quando, por uns meses, vesti a camisola verde-e-branca. Mas sem mais averbamentos pessoais, não podia deixar de destacar outro feito da temporada desportiva, este da equipa de basquetebol, bem orientada e mentalizada pelo experiente Nuno Barroso, que se revelou a surpresa da Liga Portuguesa em 2011/12, alcançando um magnífico terceiro lugar na principal competição da modalidade no nosso país. Pelos meses fora, foi um gosto ir apreciando o crescer de um plantel bem construído e superiormente motivado, que ombreou até ao fim com um muito forte (e caro) Benfica. São inevitáveis os destaques à pressão constante e eficácia nos ressaltos de Marcel Momplaisir, à apurada técnica de Augusto Sobrinho, à entrega e ao repentismo de Mohamed Camara, à inteligência das jogadas de Daniel Monteiro ou às fatais mudanças de ritmo de Ricky Franklin. Estes, entre outros atletas de referência, ajudaram a virar mais uma página de um livro cuja contracapa final ameaça fechar-se a todo o instante. Mas a mensagem tem de ser de crença nos elementos que vão gerindo este Lusitânia de sonhos, que faz parte da nossa história, e que ainda nos afaga os corações…
O ex-portista Radamel Falcão reconfirmou ontem a sua valia de grande jogador mundial, ao apontar dois dos três golos com que o Atlético de Madrid derrotou o Atlético de Bilbau, final da Liga Europa (antiga Taça UEFA). Para os "colchoneros" foi a segunda vitória em três edições da competição, o mesmo acontecendo com Falcão que, o ano passado, marcou o único golo com que o Futebol Clube do Porto bateu o Sporting de Braga, em Dublin. O colombiano carimbou assim, em definitivo, o seu passaporte para o clube dos melhores avançados do planeta, sendo mesmo a equipa madrilena um tanto pequena para os dotes e eficácia que o talentoso ponta de lança vai exibindo. Depois de ter tido o prazer de ver ao vivo a arte do avançado, aquando da sua bem sucedida passagem pelo emblema do Dragão, fica a vontade de o ver brilhar (ainda mais) entre os melhores. Voa, Falcão!
O “Almoço Verde” vai para a sua terceira edição, prosseguindo como uma iniciativa organizada por um conjunto de sócios e adeptos do Sport Club Lusitânia, visando a mobilização e a confraternização da massa adepta, isto atendendo ao período de recuperação que o clube atravessa.
De forma a manter e a consolidar a vivência clubística da família lusitanista, o evento volta a realizar-se no próximo dia 12 (sábado), pelas 13h30, no Salão da Santa Casa da Misericórdia, em São Carlos.
A iniciativa, para além de contribuir para a viabilização da referência incontornável do desporto açoriano que é o Sport Club Lusitânia, vai igualmente homenagear a equipa de futebol sénior, que venceu, na presente época 2011/2012, A Série Açores da 3ª Divisão Nacional de Futebol.
O desafio vai para toda a família lusitanista, e para todos quantos simpatizam com o clube, de modo a comparecerem em mais este “Almoço Verde”.
Vamos todos apoiar o Lusitânia e aclamar os nossos campeões nacionais!
Pontos de venda dos bilhetes: Café Aliança (Praça Velha); Snack Bar Copacabana (Angra do Heroísmo); Realsom (Sede do Lusitânia-Rua da Sé); Petisqueira do Arco (São Bento); Café do Renato (São Bento); Pastelaria Benfica (São Bento); Bar Havana (Porto das Pipas); Mercearia São Carlos; Café Roberto (Dois Caminhos/Terra-Chã); Queijaria Vaquinha (Cinco Ribeiras); Adega de São Mateus (São Mateus); Escritório Digital (São Bento/Santo Amaro); Capão (Agualva); Mercado Pão Milho (Ladeira Branca - Santa Luzia); Pastelaria Lusitânia (São Pedro) e Terçor (Praia da Vitória).
O Lusitânia terminou há minutos a sua presença na Liga Portuguesa de Basquetebol. Numa fase muito conturbada do histórico clube de Angra, é de aplaudir de pé a grande época da equipa treinada por Nuno Barroso que, surpreedentemente, ombreou até ao fim com um Benfica muito forte, apenas suplantado pela entrega e trabalho árduo de homens como Marcel Momplaisir, Augusto Sobrinho, Mohamed Camara, Daniel Monteiro ou Ricky Franklin.
A poucos dias de mais um Almoço Verde, e depois de um sucesso retumbante da equipa de futebol na Série Açores, não custa sentir fortemente o carisma de um emblema e de uma forma de luta que sempre caracterizaram o emblema verde-e-branco. Grande Lusitânia! Força!
Terça-feira, 1 de Maio
A obtenção de um novo título de campeão nacional para o Futebol Clube do Porto revestiu-se, esta temporada, de um sabor especial face aos mais recentes triunfos. Mesmo se o anterior campeonato foi conquistado sem o travo amargo da derrota. E mesmo se este foi o oitavo campeonato ganho nas últimas dez temporadas...
Qualquer portista atingiu níveis de desespero pelas opções de Vitor Pereira ao longo de várias jornadas da Liga Sagres, assim como as exibições, especialmente nos dois primeiros meses de competição, não expressavam de todo qualquer ânsia de vencer, nem muito menos a qualidade do conjunto, onde algumas das contratações não chegaram a vingar. E chegando-se mesmo a duvidar da motivação de jogadores-chave do plantel, especialmente os que tinham sido dados como certos em ligas milionárias por essa Europa fora. O certo é que, coincidindo com uma clara baixa de forma do Benfica, que a páginas tantas mostrava um futebol muito mais criativo e emocionante - mesmo que só jogando "para a frente"... -, a turma do Dragão foi revitalizada de forma coerente, passando a actuar mais concentrada e, certamente, com o "aperto" presidencial já dado à comitiva. O regresso de Lucho Gonzalez pode ter sido fundamental para essa estabilidade, juntando-se à excelência de João Moutinho, à eficácia de Helton, ao talento e força de Hulk e à magia e juventude de James Rodriguez. Todos os factores, que poderiam antever uma fase final dificultada pelo mau arranque e pela fase média menos conseguida do calendário, acabariam por ruir, lamentando-se no entanto uma pouco expressiva presença europeia. Ainda mais depois da conquista de um título internacional na época anterior.
Em suma, e sem muitos floreados de linguagem, afinal o futebol é um jogo tático mas também linear, o sabor doce deste campeonato 2011/12 vem do "encostar à boxe" que muitos especialistas e outros-que-tais apontaram à equipa azul-e-branca, aproveitando o facto do seu timoneiro em campo não ser, efectivamente, consensual dentro e fora de portas. Afinal, ainda em abril e perante tão aguerrida concorrência, já canta mais um - o 26º... - título. E sem grandes espinhas, ao que me pareceu...
1-Três décadas de Pinto da Costa à frente dos destinos do Futebol Clube do Porto deram tanto ao desporto nacional como a revolução de abril deu à aclamação da democracia e à instituição da liberdade. O carismático presidente do emblema azul-e-branco personifica o sucesso nacional e, acima de tudo, a vitória sobre o centralismo herdado do Estado Novo, em que Portugal era composto por Lisboa e seus arredores, e nada nem ninguém poderia ameaçar a supremacia da capital. Atendendo a que o futebol - mas recordando que a equipa nortenha domina em várias frentes do fenómeno desportivo luso -, é uma motivação social em tudo superior à política ou à cultura, isto também atendendo às incoerências vivenciais e às carências que nem em liberdade se resolvem, não será exagero nenhuma das comparações atrás avançadas. Desde a final de Viena (Taça dos Campeões Europeus) em 1987, até à mais recente conquista da Liga Europa (2011), passando por Sevilha (Taça UEFA) ou Gelsenkirchen (Liga dos Campeões), são às dezenas os títulos nacionais e internacionais que o grémio do dragão personifica, sendo o seu dirigente máximo o que mais conquistas conseguiu, a nível mundial. Uma imagem de sucesso, marcada pelas desconfianças que a comunicação social tão bem alimenta, mas que na prática demonstra o saber e a astúcia de um presidente carismático…há 30 anos.
2 – A recente petição entrada na Assembleia Regional para impedir a aplicação de dinheiros públicos na tauromaquia açoriana é mais uma ação desprovida de apoios e fundamentos próprios, bem na senda das últimas ameaças por pseudo-defensores dos animais, que em mais nada parecem contribuir para o bem-estar das espécies no arquipélago. Nunca, nos anos mais recentes, se viu nada vindo de tais agremiações ou grupos para impedir e punir o abandono de animais domésticos, a melhoria das condições em explorações e afins, a implementação de campanhas ativas para tirar das ruas os animais vadios, o firmar de regras para canis ou matadouros, enfim uma intervenção que não vá contra costumes e tradições sem anseios de promoção pessoal ou “show off”. Foi assim com o recente fórum mundial da tauromaquia, tem sido assim quando há maiores levantes em torno da festa brava, uma instituição cultural assumida e instalada em várias ilhas da região, na qual há melhorias a implementar, mas que tem o condão da opção, tal como qualquer outro fenómeno cultural, quer no tocante aos espetáculos à porta fechada como nas manifestações de rua ou de campo. Legislar sobre as vontades não é certo, como não é certo só dar a cara quando dá jeito. Mas acontece…
3 – Prossegue em massa o corte de árvores nas artérias da cidade de Angra do Heroísmo que, já depois da Praça Velha, avançou em mais três avenidas, apontando agora as autoridades municipais a serras à Avenida Infante D. Henrique, que será a próxima a levar a poda fatal. Pode concordar-se com todas as razões invocadas pela autarquia para tal desfecho, até porque havia visíveis fundamentos em vários sítios para retirar árvores. O problema é que nesta terra se faz tudo pelo avesso, ouvindo a opinião das pessoas, e ao que se sabe dos entendidos em várias matérias, quando os passos estão dados e as intervenções em andamento. Mais do que remendar à vista um sem-número de artérias, que são alvo de obras avulsas e sem ligação, é preciso planeamento e coerência na nossa cidade património. O corte a eito de dezenas de árvores, a recente intervenção nas calçadas, os asfaltamentos quase ao nível dos passeios de algumas ruas ou a contínua desregulação cultural em rumo incerto são provas de que essas condições vão faltando. Nem se trata de dizer que tudo vai mal, mas antes alertar para a escassez na melhoria…
Foto: Ricardo Laureano/RL photo
O Lusitânia/EXPERT viu “concretizados” os seus objetivos desportivos na presente temporada com a recente passagem às meias finais da Liga Portuguesa de Basquetebol, mas a equipa assume estar “pronta para agora defrontar o Benfica, pois vamos jogar com naturalidade, embora cientes de que nada temos a perder mas antes tudo a ganhar”, referiu o técnico verde-e-branco antes do treino desta segunda-feira, e já depois da equipa ter sido agraciada pelos adeptos, no passado domingo, no Estádio João Paulo II.
Para Nuno Barroso, o próximo desafio “acrescenta responsabilidades para o Benfica, pelo que vamos assumir o nosso papel, apontados para vencer, mas sabendo que temos os objetivos já cumpridos, e que tudo o que acontecer será bem-vindo”, disse
claramente, frisando que “o grau de dificuldade aumentou substancialmente, mas há sempre a fé de, pelo menos, chegarmos a uma segunda eliminatória”, avançou.
Durante a época “fomos levando a cabo um trabalho continuado, com muita confiança naquilo que estávamos a fazer e muita confiança nos jogadores”, revela o técnico terceirense que, desde o início da temporada sabia “que havia qualidade no plantel e que poderíamos chegar onde chegamos”, confessou.
“Desde o início da temporada tivemos, no entanto, alguns percalços que, de alguma forma, desequilibraram a equipa, casos de algumas lesões e da saída prematura de um jogador”, explica Nuno Barroso, acrescentando que “com um trabalho sério, ultrapassamos isso e, no passado fim-de-semana, os resultados foram visíveis, e não foi por acaso que ganhamos os três jogos frente à Ovarense, que era apontada como clara favorita na eliminatória”.
Confrontado com o facto de o Lusitânia ter sido a equipa-surpresa da Liga Portuguesa 2011/12, o responsável pelo conjunto de Angra explica que “desde o início que achei isso, até porque ninguém nos atribuía o valor que, à partida, já sentíamos possuir. A equipa não foi feita de novo, mas recebeu alguns jogadores nucleares esta época, e já se sabia que há coisas que levam o seu tempo”, afirmou.
“No entanto, a qualidade dos jogadores, mesmo se alguns deles não são muito espetaculares em campo, foi desde logo reconhecida por nós, pelo que fomos surpreendendo ao longo da época”, destaca Nuno Barroso, dizendo mesmo que “até
ficamos um pouco aquém do que poderíamos ter feito, com a final da taça de Portugal a ser um objetivo não concretizado, e que ficou um pouco atravessado na garganta”, rematou o treinador do Lustânia/EXPERT.
Entrevista com Nuno Barroso:
" O assassínio do Presidente da República Sidónio Pais, ocorrido em 1918, é um mistério. Apesar de a polícia ter prendido um suspeito, este nunca foi julgado. A tragédia ocorreu quando Lisboa estava a braços com a pneumónica, a mais mortífera epidemia que atravessou o séc. XX e, ainda, na ressaca da Primeira Guerra Mundial. A cidade estava exaurida de fome e sofrimento. É neste ambiente magoado e receoso que Sidónio Pais é assassinado na estação do Rossio em Dezembro de 1918. Francisco Moita Flores constrói um romance de amor e morte. Fundamentado em documentos da época, reconstrói o homicídio do Presidente-Rei, utilizando as técnicas forenses e que, de certa forma, continuam a ser reproduzidas em séries televisivas de grande divulgação sobre as virtualidades da polícia científica. Os resultados são inesperados e (Morro Bem. Salvem a Pátria?) é um verdadeiro confronto com esse tempo e as verdades históricas que ao longo de décadas foram divulgadas, onde o leitor percorre os medos e as esperanças mais fascinantes dessa Lisboa republicana que despertava para a cidade que hoje vivemos. E sendo polémico, é terno, protagonizado por personagens que poucos escritores sabem criar. Considerado um dos mestres da técnica de diálogo, Moita Flores provoca no leitor as mais desencontradas emoções que vão da gargalhada hilariante ao intenso sofrimento. Um romance que vem da História. Uma história única para um belo romance... "
Ler um livro ainda implica para mim um certo ritual pelo que, e como em tantas outras ações, essa mesma necessidade leva-me à escassez e ao deixar de uns quantos exemplares na prateleira, com dez ou quinze páginas desfolhadas. Durante a infânica li avidamente tudo o que me passava pelas mãos, na juventude acalmei um pouco e comecei a seleccionar de outra forma os objetos, e hoje - nesta idade que não se sabe bem o que é - primam as desistências, ficando o total de livros consultados bem à frente dos enredos apreendidos e dos ditos rituais em cumprimento. Mudar essa tendência significa, para mim, uma estabilidade que vem de fora para dentro, tendo de ser obtida antes do tocar em cada capa ou lombada, do imaginar as imagens que surgirão, ou da busca incessante pelo epílogo das derradeiras horas de espera. Como nas últimas dez vezes que escrevi sobre ler ou sobre livros, prometo mais...para a próxima. Por agora, fica um livro comprado há quase dois anos, e que só agora remeti aos prazeres da conclusão. E vai valendo a pena, ganhando as palavras a vida desejada nos momentos da apreensão...
Foto: Ricardo Laureano/RL photo
A dupla Marco Veredas/Miguel Azevedo é a equipa que dá rosto a uma iniciativa inédita, e que terá lugar em agosto na ilha Terceira, intitulada “Rally Unidos pela diferença”.
Agendada para o dia 25 daquele mês de verão, e fazendo parte do programa das Festas de Santa Bárbara 2012, o evento não terá cariz competitivo, destinando-se a privilegiar o contato de alguns terceirenses com necessidades especiais e o mundo dos ralis.
“Trata-se de uma manifestação, que contará com a presença de várias outras equipas dos ralis regionais, e que pretende estreitar laços com cidadãos portadores de deficiência”, explicou fonte da equipa.
“Até agosto serão divulgados mais pormenores, sendo que alguns dos utentes de uma instituição local já conviveram connosco e sabem que irão participar no acontecimento”, acrescentaram piloto e navegador do Citroen Saxo Cup.
O “Rally Unidos pela Diferença” “vai servir para alertar a população e os adeptos da modalidade para quem, “sendo diferente, também pode viver as emoções dos ralis”, concluíram.