Ao final da tarde de hoje, o programa "Estação de Serviço" (RTP-Açores e Antena 1/Açores) pergunta ao público regional se concorda ou não com um cais de cruzeiros em Angra do Heroísmo. Uma questão que pode ser discutida por todos, podendo o público participar no programa.
O convidado do "Estação de Serviço" de hoje é o Rui Messias, jornalista do Diário Insular e da Antena1/Açores, numa emissão que será conduzida pela Marta Silva. Até pelos intervenientes, a garantia de um programa com integridade e consistência será uma realidade.
A partir das 18h45, em directo, nos canais regionais de rádio e televisão.
Contactos: 296 202 767
estacao.servico@programas.rtp.pt

A explicação técnica para a ventania que hoje nos empurra as janelas e nos abana com os carros é simples, e diria até corriqueira entre os habitantes da nossa região. Com efeito (e com efeitos visíveis e audíveis...), trata-se de uma superfície frontal fria que, como todas vindas de Ocidente, promete varrer com rajadas de 100 à hora os três grupos do arquipélago.
Mais do que o desconforto que o vento causa, e sendo que o Verão de São Martinho não deu as caras por aí além, esta borrasca indefinida significa a passagem completa para o tempo invernoso, dos casacos, dos blusões de penas, dos chapéus e dos guarda-chuvas. Não sendo nenhum deles apetrechos com que me identifique particularmente - os calorentos, como eu, têm dificuldades inerentes a essa sua condição... -, antevejo sempre obstáculos por esta altura do ano. Uma sensação que a vida me vai clarificando como enganadora, afinal nada melhor que o mau tempo para aproximar as pessoas, para ouvir música, para escrever, para comer e beber bem, e para tantas outras acções que, invariavelmente, o calor só prejudica. E este post só lhes veio dar razão. Ao tempo. E à vida...

Foto: Ricardo Laureano

...Sócrates, José Sócrates, o primeiro-ministro, entenda-se.
in "Sábado"
PS-Um amigo disse-me há tempos que vale a pena comprar a "Sábado" apenas para ler, na última página, as crónicas deste sociólogo de pena acutilante e escorreita. É que, concorde-se ou não com ele, o homem escreve que "consola"...

Tudo isso porque considero que quem não consegue combinar as calças com a camisa também não o poderá fazer numa decisão pública de alto valor financeiro, ou seja pode falhar redondamente na intenção de bem servir. Isto sem querer que todos os responsáveis pela nação se tornem gastadores na jaleca como o nosso primeiro-ministro, que oscila indeciso entre Armani e Zegna para gurus da sua espiritualidade reflexa (leia-se em frente ao espelho…), pelo que acho deveria haver uma maior noção, e daí a referência inicial ao berço e ao chazinho das primeiras cólicas, de como poderemos ser agradáveis à primeira vista, ao invés de militarmos na poluição visual e sensorial que por aí grassa. Peguemos na música, um exemplo flagrante, e facilmente aferimos que à qualidade, ou sequer possibilidade de audição, se sobrepõe o lucro fácil, a pepineira gramatical ou a brejeirice como pano de fundo. Na literatura, e aqui falo à vontade pois não li a décima parte dos livros que comecei a folhear – neles incluindo um “Equador” maior que o mundo ou uma “Fúria Divina” que quase desloca um ombro… -, e na dita imprensa cor-de-rosa as realidades confundem-se, e mais fácil é fazer singrar um romance meloso a metro ou uma foto desfocada de um artista semi-nu do que uma reflexão metódica dos dias que correm acoplada das mais belas paisagens sem filtros de Photoshop. E é a isso mesmo que recorre a sociedade diariamente. Ao disfarce constante das suas fraquezas, refugiando-se na ostentação, nos berloques, na nebulosa maquilhagem que lhe tapa as olheiras e nos faz semicerrar os olhos, numa tendência grotesca de não ver o que se nos depara, de não pensar o que nos move, de não apreciar as coisas belas e simples. Mais que um fato de gala imbuído de lantejoulas e sedas nobres, valerá uma camisa branca, mas porque alva de alma. Assim como a uma crónica com sentido por vezes se sobrepõe um chorrilho de palavras, que afinal não disse ao que vinha…

Fonte: "A Bola".

A notícia foi adiantada há pouco pela RTP-Açores e, sejamos sinceros, não acredito que tenha surpreendido ninguém. Com efeito, mediante testemunhos e a habitual ausência camarária sempre que a temática é polémica e reveladora da sua própria incúria, o facto de que o Teatro Angrense estará gravemente infestado de térmitas há muito que corre, à boca miúda, pela cidade. Pessoalmente já o ouvira de muita gente, oficialmente é o costume: está-se a estudar, vai-se concluir, vai-se intervir...e nada. Neste particular a crítica até se pode estender a todo o espectro político, pois ninguém teve recentemente coragem de revelar o facto e de enfrentar os dissabores do que (verdadeiramente) estará a acontecer. Incisivamente, e restringindo a escrita ao espaço local, é vergonhoso que a entidade que gere uma cidade classificada mundialmente não saiba agir perante um drama que, e as palavras nem são minhas, será pior do que o sismo de 1980. O autismo oficial nesta questão das térmitas é assustador. O certo é que a população, como noutros casos, também se vai calando, os proprietários endividam-se, os sinistrados (estes, infelizmente, todos verdadeiros...) fazem das tripas coração para arranjar e recuperar as suas casas, sabendo-se das ridículas medidas em vigor para os apoiar, e da impossibilidade de preencherem requisitos impensados. Enfim, é a realidade que temos e que, neste caso, nos pode mesmo cair em cima da cabeça.

Há quase vinte anos que sou amigo do Luís Paulo Bettencourt, um jorgense da Calheta rendido aos desportos radicais, depois de passagens pelas balizas de futebol e pelas pistas de tartan (onde o salto em altura e o lançamento do dardo eram as suas especialidades), e que esta semana dá o tiro de partida, juntamente com o Valter Medeiros e o Carlos Mendes, ao projecto "Açores no topo do Mundo", um conjunto de expedições e escaladas que pretende erguer a bandeira dos Açores aos mais altos cumes de cada continente até 2011, e que começou simbolicamente por chegar ao pico do Pico. Como em diversas áreas é sempre bom ver alguém por quem temos estima a levar em diante um sonho, ainda mais quando o mesmo eleva o seu lugar de origem, e sendo que por essa via partilhamos o mesmo paralelo, embora ele com aptidões bem mais claras que o meu elogio e incentivo. Sendo que poderei ir seguindo a aventura através do site criado para o efeito, e aqui destaco o trabalho mediático bem elaborado em torno da iniciativa, não deixo de apreciar a coragem com que se alinha num desafio assim. Afinal os riscos estão presentes e, mesmo que a ambição seja de cumprimento integral de uma tarefa preparada com cuidado, o elemento natural será sempre tratado nas palmas das mãos. Assim como sinceros são os desejos de muitos para que consigam. Força!

Foto: Ricardo Laureano.

Foi menina e rainha da recém-nascida pop nacional. Uma das vozes mais suaves da nossa música e das que tem assinatura mais legível ao ouvido.
Recordando, num site excelente, o seu projecto "Sempre - Ao Vivo", com uma vertente jazz que os anos lhe trouxeram e que o público agradeceu.
Espera-se mais de Lena. Sempre.
Mas hoje, por via das recordações e da saudade, lembrei-me de uma amiga...

Trata-se de um portal onde a produção artísta, as novas tendências, as grandes mostras e os nomes do momento fluem semana após semana.

De consulta fácil e com a possibilidade de nos fazermos membros do movimento, o "BlaBlart.com" dá informações de todo o mundo, calendarizando e explicando o que se pode ver, de quem, onde e com que aceitação...

Há ainda a opção de partilha criativa, com o comum dos mortais a ver a sua produção visual exposta a um grande público. Quem sabe até conhecemos alguém?...
in "DI-Revista".
É certo e sabido o distanciamento entre a população e os seus representantes parlamentares, uma realidade que - e neste caso na Assembleia da República - poderá ser atenuada no campo das ligações virtuais. Tanto ao nível do próprio site da assembleia, como nas páginas pessoais e afins dos mais de 200 deputados eleitos a 27 de Setembro. Uma lista extensa, mas a merecer uma olhadela...
Joel Neto (crónica "Muito Bons Somos Nós, NS)
in "a UNIÃO".
Um artigo lido esta manhã (cujo título surripiei de imediato...) despertou-me (juntamente com alguns tendenciosos comentários...) para a vertente futebolística, outrora mais retratada neste nosso espaço, uma realidade que nem sempre soube manter. Na temporada nacional em curso, e até porque pouco me interessa a novela criada pela comunicação social à volta da lesão de Cristiano Ronaldo, logicamente que as péssimas semanas que o meu F.C. Porto atravessou, e que espero o interregno para os jogos da turma das quinas consiga suavizar, teriam de estar na ordem dos dias. De facto a equipa de Jesualdo está a sentir, como se esperava embora um tanto tardiamente, a falta do miolo excepcional das últimas quatro épocas, onde Lucho González mandava e desmandava, assim como as pouco habituais alas azuis-e-brancas, isto face a uma tendência de médios criativos de grande nível na última década e meia, pecam pela ineficácia. Isto para não falar da fantasia de Lisandro, agora a entusiasmar a frente francesa do Lyonnais. Mas o escrito visa a que deveria estar a ser figura maior da equipa: Hulk. O "incrível" está a cair na cotação de uma forma (essa sim...) incrível, querendo já a imprensa rotulá-lo de grande decepção da época, e a verdade é que o fio de jogo dos tetra-campeões tem sofrido com a sua baixa de produção e ainda menor inspiração. Ou se calhar nem tanto, afinal Hulk não é um jogador cerebral, e apenas a linha ofensiva da equipa ainda não assimilou o seu estilo brutal na plenitude, o que se comprova com, a espaços, ser ele o dinamizador de toda a movida portista. Já tive oportunidade de ver Hulk ao vivo, tanto em jogo como em treino, e afianço que ele é do mais explosivo e impressionante que há. Daí os cem milhões com que o clube da invicta o prendeu à base, daí a marcação cerradíssima e as faltas ininterruptas que sofre, daí o interesse de muitos colossos do futebol internacional pelo dito. Sobre Hulk não espero nem desespero, na certeza de que ainda será ele a fazer a diferença nos seis pontos que há a recuperar daqui em diante. É que, clubites à parte, sempre me habituei a, nestas coisas da bola, só fazer contas em Maio...
Segundo a nossa comunicação social, só amanhã se ficarão a conhecer – na verdadeira acepção do termo – as linhas com que se vai coser a gestão da câmara de Angra nos próximos tempos. Digo nos próximos tempos, e pesem embora as declarações dos vários quadrantes excluindo um cenário de eleições antecipadas, porque não acredito que a gestão vigente, garantida pelo PS embora sem maioria, queira governar sem poder mandar, queira dizer sem reinar, ou sequer queira dividir responsabilidades e actos com quem teve menos votos, embora pela vontade popular tenha ficado com igual representação de vereadores, à qual se soma mais um elemento, que poderá decidir as contendas mais polémicas...ou não.
Os cenários são apenas dois, e implicam a nomeação das administrações dos serviços municipalizados e da empresa municipal que tutela a cultura. Numa primeira abordagem, a desejada pela câmara às mãos de Andreia Cardoso, os principais nomes – que decidem, pagam e assinam – da gestão angrense seriam socialistas e não se falaria mais no assunto, nem porventura se saberia de qualquer habilidade financeira ou conluio de interesses, coisas tão em voga nas realidades autárquicas, quase sempre com dedos apontados que dão voltas sem se fixarem. Num outro prisma da questão estaria a aceitação, pelos eleitos do partido mais votado, de as ditas administrações, incluírem – em lugares de topo e com influência directa no andamento decisório de ambas as vertentes – membros das listas social-democrata e democrata-cristã, e sendo que a presidente de câmara já assumiu não querer membros externos a ambas as vereações nos cargos a ocupar (uma opção que não é consensual com as propostas que a própria já fez…), uma realidade que apenas depende da anuência de Artur Lima, afinal ele será o fio da balança, como sempre desejou, destas e de outras questões. Isto caso resolva levar o mandato em diante.
Não concordo que as valências camarárias se fiquem pelo partido do poder, afinal o mesmo não representa os votos da maioria dos angrenses, mas o certo é que, também neste particular, se vai sentindo pelas artérias do velho burgo, o mais forte desinteresse pela questão. Aqui, como noutras paragens do Portugal real, o povo vota, reclama e critica, mas na hora de assumir posições, demarca-se das hostes, quer sejam elas de posição, oposição, ou outras coisas que tal…
A “Olavo Esteves Competições” apresentou na passada sexta-feira todos os dados relativos ao Circuito de Natal, a derradeira prova da Taça de Ralis Ilha Terceira 2009, a realizar no próximo dia 5 de Dezembro, e que vai integrar uma classificativa em piso de terra, com uma extensão aproximada aos sete quilómetros, a correr entre as freguesias de São Brás e da Casa da Ribeira, no concelho da Praia da Vitória.
Para os mais conhecedores dos trilhos de terra ainda existentes na nossa ilha, o troço a utilizar – e que se correrá, como habitualmente, nos dois sentidos e em passagem dupla -, arranca da zona inicial do antigo São Brás/Fontinhas, logo após a recta de asfalto, segue na direcção da Ladeira da Pena, que atravessa no conhecido acesso (salto) antes do empedrado para a Serra do Cume, descendo toda a canada de terra em frente, que liga ao alto do Pico Celeiro. Aí atravessa a calçada, virando à direita e, cinquenta metros acima, à esquerda, onde entra em nova zona de terra, toda ela muito rápida, indo terminar já no acesso de asfalto que faz a ligação para a zona alta da Casa da Ribeira. Segundo Olavo Esteves, “foi decidido antecipar a apresentação desta última prova, dando a conhecer o seu traçado, pois assim estamos a responsabilizar os eventuais participantes pelo bom estado do mesmo e da própria competição, uma vez que a partir de sexta-feira assumiram que não irão passar no troço, reduzindo riscos e contribuindo para que a autêntica pista que está a ser criada não se deteriore”, referiu, acrescentando que “não me canso de destacar a colaboração de diversas entidades oficiais na manutenção e no arranjo destes troços em terra pois, caso contrário, seria impossível disputá-los, sendo que apenas a chuva poderá estragar o excelente trabalho em curso, que devemos respeitar e saber agradecer”, disse o organizador do certame.
Durante a apresentação, Olavo Esteves enalteceu o apoio dado pelo Terceira Automóvel Clube à taça de ralis, escusando-se a confirmar a continuidade do certame em 2010, ou mesmo em que moldes tal poderá vir a acontecer. As inscrições para o Circuito de Natal abrem esta quinta-feira e decorrem até sábado.
Foi ainda dada a conhecer a 3ª Gala de ralis da Ilha Terceira, um evento que irá decorrer na noite do dia 5, também na Praia da Vitória, e no qual serão premiados os melhores da taça de ralis local, assim como os vencedores dos três troféus monomarca que animaram o campeonato açoriano de ralis. Homenagens e algumas novidades para 2010 deverão marcar a festa de despedida da temporada para os ralis terceirenses, uma cerimónia que em 2008 juntou 400 pessoas. As inscrições para a festa estão abertas, na sede do TAC, de 12 a 14, e depois de 28 a 30 deste mês, entre as 20 e as 22 horas.
Montagens criativas e uma qualidade técnica admirável. Serão estes os pressupostos mais comuns para caracterizar o jovem (24 anos) sueco Erik Johansson, um fotógrafo talentoso, mas que se celebrizou pela manipulação que faz das suas imagens outras realidades. Quase um novo mundo para aferir aqui.
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